sábado, 22 de setembro de 2012
QUEM DISSE QUE PAUL MCCARTNEY NÃO GOSTA DE CARNE?
Sir Paul McCartney fica de queixo caído para entregar a Pamela Anderson o prêmio "Linda McCartney Memorial Award", em reconhecimento a sua luta em defesa dos animais.
21 de Setembro de 2012 - JON ANDERSON NO IMPERATOR (RJ)
Não foi novidade ver e ouvir Jon Anderson ao vivo, pois essa foi a terceira vez que pude conferir em ação o lendário vocalista do Yes, que considero a melhor banda de Rock Progressivo de todos os tempos.
Só que dessa vez, de forma intimista, Jon Anderson se apresenta sozinho no palco. Como meu amigo João Paulo disse: "pode ser maravilhoso, ou então pode ser chato pra cacete".
Para a minha felicidade e a dos demais presentes, o show foi sublime.
Eu não toco porra nenhuma de violão, e o Jon Anderson toca menos ainda. Quem já me viu no violão já entendeu o drama. Mas com todas as suas limitações técnicas no instrumento, ele executou vários clássicos do Yes, que originalmente são suítes sinfônicas de longa duração, se transformam em simples canções de 2 minutos. O mais interessante é que a maioria delas nasceram exatamente assim, pois Anderson é um dos principais compositores da banda. Dessa maneira que Squire, Howe, Wakeman, Moraz, Bruford, White e Cia ouviam as melodias que Jon compunha, e em cima delas criavam arranjos maravilhosos.
Toda essa simplicidade e o tom intimista serviam para realçar e destacar a bela voz, que parece não sofrer com o tempo. Tão cristalina, que fez emocionar. Nos dois shows do Yes, provavelmente pela competição com os outros instrumentos, não senti essa emoção. Nessa noite, por vários momentos meus olhos marejaram, e não foi por estar a frente de uma lenda viva do Rock. Era simplesmente o efeito daquele canto e daquela voz.
Foi uma noite com muita chuva no Rio de Janeiro. Como consequência, o trânsito que já é ruim na cidade ficou terrível, e até Jon Anderson fez piada com o congestionamento. Com isso, muita gente chegou em cima da hora.
O novo Imperator é super confortável e possui uma acústica excelente, o que propiciou o clima perfeito para que Jon Anderson encantasse a todos. Além de grandioso vocalista, Jon esbanjou simpatia e mostrou que sabe entreter o público, contando piadas e histórias engraçadas, como a quase entrada de Vangellis para o Yes (quando Rick Wakeman decidiu abandonar a banda no auge do sucesso) e suas lembranças sobre sua participação no primeiro Rock In Rio, quando "Owner of a Lonely Heart" estava estourada nas rádios.
Além do violão, Jon usou ukelele e um exótico instrumento chinês (foto acima) para levar os hinos do Rock Progressivo: abrindo o show com"Starship Trooper", e passando por "And You And I", "Long Distance Runaround","Roundabout", "Yours Is No Disgrace", "I've Seen All Good People". Músicas de sua carreira solo e da parceria com o tecladista e compositor Vangellis também foram incluídas no setlist. E ainda rolou versões para canções de Bob Marley ("One Love"), Beatles ("A Day In The Life"), e Paul Simon ("America").
Outros momentos interessantes foram a música "Brasilian Music Sound", que ele fez para a Copa do Mundo de 2014; e "Tony and Me", que conta história da viagem a Liverpool que fez ao lado de seu irmão para assistir ao show dos Beatles no Cavern Club.
Sentado ao piano, mostrou mais desenvoltura, no medley "Set Sail"/ "Close to the Edge/"Heart of the Sunrise", e na belíssima "Marry With Me Again".
No fim, com a insistentemente pedida "Soon", todos aplaudiram de pé e sairam completamente maravilhados; tantos os mais jovens que aprenderam com os pais, quanto a galera de cabeça branca que cresceu e envelheceu escutando os LPs do Yes.
Jon Anderson se mostrou completamente recuperado das cirurgias no pâncreas e na garganta. Chris Squire está literalmente comendo mosca, quebrando a cabeça atrás de vocalista para o Yes, ao invés de humildemente promover o retorno da voz que é uma verdadeira marca registrada da banda.
Setlist
1. Yours Is No Disgrace (Yes)
2. Sweet Dreams (Yes)
3. Long Distance Runaround (Yes)
4. Time and a Word (Yes)
5. One Love (Bob Marley)
6. Under Heaven's Door (Never Ever)
7. Everyday Love
8. Find My Way Home (Jon Vangelis)
9. Starship Trooper (Yes)
10. America (Paul Simon)
11. Ritual (Nous Sommes Du Soleil) (Yes)
12. Owner of a Lonely Heart (Yes)
13. Piano Medley (Set Sail, Close to the Edge, Heart of the Sunise)
14. Marry With Me Again
15. The Light of Love
16. And You And I (Yes)
17. Show Me
18. Flight of the Moorglade / To the Runner
19. Brasilian Music Sound
20. A Day in the Life (The Beatles)
21. Tony and Me
21. Your Move/ I've Seen All Good People (Yes)
22. Roundabout (Yes)
Bis:
23. State of Independence
24. Wonderous Stories (Yes)
25. Soon (Yes)
Só que dessa vez, de forma intimista, Jon Anderson se apresenta sozinho no palco. Como meu amigo João Paulo disse: "pode ser maravilhoso, ou então pode ser chato pra cacete".
Para a minha felicidade e a dos demais presentes, o show foi sublime.
Eu não toco porra nenhuma de violão, e o Jon Anderson toca menos ainda. Quem já me viu no violão já entendeu o drama. Mas com todas as suas limitações técnicas no instrumento, ele executou vários clássicos do Yes, que originalmente são suítes sinfônicas de longa duração, se transformam em simples canções de 2 minutos. O mais interessante é que a maioria delas nasceram exatamente assim, pois Anderson é um dos principais compositores da banda. Dessa maneira que Squire, Howe, Wakeman, Moraz, Bruford, White e Cia ouviam as melodias que Jon compunha, e em cima delas criavam arranjos maravilhosos.
Toda essa simplicidade e o tom intimista serviam para realçar e destacar a bela voz, que parece não sofrer com o tempo. Tão cristalina, que fez emocionar. Nos dois shows do Yes, provavelmente pela competição com os outros instrumentos, não senti essa emoção. Nessa noite, por vários momentos meus olhos marejaram, e não foi por estar a frente de uma lenda viva do Rock. Era simplesmente o efeito daquele canto e daquela voz.
Foi uma noite com muita chuva no Rio de Janeiro. Como consequência, o trânsito que já é ruim na cidade ficou terrível, e até Jon Anderson fez piada com o congestionamento. Com isso, muita gente chegou em cima da hora.
O novo Imperator é super confortável e possui uma acústica excelente, o que propiciou o clima perfeito para que Jon Anderson encantasse a todos. Além de grandioso vocalista, Jon esbanjou simpatia e mostrou que sabe entreter o público, contando piadas e histórias engraçadas, como a quase entrada de Vangellis para o Yes (quando Rick Wakeman decidiu abandonar a banda no auge do sucesso) e suas lembranças sobre sua participação no primeiro Rock In Rio, quando "Owner of a Lonely Heart" estava estourada nas rádios.
Além do violão, Jon usou ukelele e um exótico instrumento chinês (foto acima) para levar os hinos do Rock Progressivo: abrindo o show com"Starship Trooper", e passando por "And You And I", "Long Distance Runaround","Roundabout", "Yours Is No Disgrace", "I've Seen All Good People". Músicas de sua carreira solo e da parceria com o tecladista e compositor Vangellis também foram incluídas no setlist. E ainda rolou versões para canções de Bob Marley ("One Love"), Beatles ("A Day In The Life"), e Paul Simon ("America").
Outros momentos interessantes foram a música "Brasilian Music Sound", que ele fez para a Copa do Mundo de 2014; e "Tony and Me", que conta história da viagem a Liverpool que fez ao lado de seu irmão para assistir ao show dos Beatles no Cavern Club.
Sentado ao piano, mostrou mais desenvoltura, no medley "Set Sail"/ "Close to the Edge/"Heart of the Sunrise", e na belíssima "Marry With Me Again".
No fim, com a insistentemente pedida "Soon", todos aplaudiram de pé e sairam completamente maravilhados; tantos os mais jovens que aprenderam com os pais, quanto a galera de cabeça branca que cresceu e envelheceu escutando os LPs do Yes.
Jon Anderson se mostrou completamente recuperado das cirurgias no pâncreas e na garganta. Chris Squire está literalmente comendo mosca, quebrando a cabeça atrás de vocalista para o Yes, ao invés de humildemente promover o retorno da voz que é uma verdadeira marca registrada da banda.
Setlist
1. Yours Is No Disgrace (Yes)
2. Sweet Dreams (Yes)
3. Long Distance Runaround (Yes)
4. Time and a Word (Yes)
5. One Love (Bob Marley)
6. Under Heaven's Door (Never Ever)
7. Everyday Love
8. Find My Way Home (Jon Vangelis)
9. Starship Trooper (Yes)
10. America (Paul Simon)
11. Ritual (Nous Sommes Du Soleil) (Yes)
12. Owner of a Lonely Heart (Yes)
13. Piano Medley (Set Sail, Close to the Edge, Heart of the Sunise)
14. Marry With Me Again
15. The Light of Love
16. And You And I (Yes)
17. Show Me
18. Flight of the Moorglade / To the Runner
19. Brasilian Music Sound
20. A Day in the Life (The Beatles)
21. Tony and Me
21. Your Move/ I've Seen All Good People (Yes)
22. Roundabout (Yes)
Bis:
23. State of Independence
24. Wonderous Stories (Yes)
25. Soon (Yes)
19 de Setembro de 2012 - ZECA BALEIRO NA LONA DE JACAREPAGUÁ (RJ)
Zeca Baleiro é aquele tipo raro de artista que consegue aliar inteligência, talento, carisma, irreverência e bom humor. E foi justamente tudo isso que ele esbanjou durante sua primeira apresentação na Lona Cultural Jacob do Bandolim, que fez parte das comemorações dos cinco anos do espaço em Jacarepaguá.
Sozinho no palco, Zeca comandou o que seria um grande karaokê, já que a platéia sabia de cor TODAS as letras, inclusive das músicas de seu mais novo CD "O Disco do Ano". O coro começou logo na abertura em "Bandeira", a canção que junto a "Flor da Pele", o tornou conhecido em todo o Brasil.
Simpático, conversou com o público o tempo todo, e teve muito jogo de cintura ao enfrentar os inúmeros problemas técnicos. Seu violão falhou em vários momentos, no primeiro o cantor pegou seu ukelele pra cantar "Maresia" (grande sucesso na voz de Adriana Calcanhoto), enquanto seu roadie tentava consertar o instrumento.
Parecia que estava tudo resolvido, até o Bis, onde Zeca fez literalmente à capella o medley "Vapor Barato" /"Flor da Pele", e a cover de Martinho da Vila, "Disritmia". Só com o apoio das palmas e do coro da galera, demonstrando muita boa vontade e consideração dos fãs, o cantor levou no gogó, chegando a homenagear o bairro em "Neurastênico", cantando os versos: "Bbbbbbbbrrrrrrrrrrrrrr! Mas que nervoso estou Bbbbbbbbrrrrrrrrrrrrrr! Sou neurastênico Bbbbbbbbrrrrrrrrrrrrrr! Preciso me tratar, senão eu vou prá Jacarepaguá...".
Outro homenageado foi Hyldon, que é morador de Jacarepaguá, e virou parceiro de Baleiro em "Calma Aí, Coração", presente em seu novo álbum. Depois de mostrar a parceria, Zeca fez questão de lembrar o mais famoso hit do amigo: "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda".
Todos os atributos que listei no começo do texto podem ser confirmados em suas letras cheias de sacações e tiradas de inteligência rara e de humor fino e ao mesmo tempo ácido, como "Vai de Madureira" e "Samba do Approach". Assim ele consegue acabar com a gracinha dos malas que em qualquer tipo de apresentação musical, ficam gritando: "Toca Raul!". Nessa situação, Zeca Baleiro pode tirar o coelho da cartola e mandar a sua composição "Toca Raul", que justamente brinca com esse hábito dos chatos.
Por falar em malas e chatos, bem que ele podia ter atendido aos meus tímidos pedidos, e principalmente aos de uma moça que perto do palco passou o show todo gritando pra que tocasse "Heavy Metal do Senhor".
De qualquer forma, se Zeca Baleiro cumprir a promessa de voltar o mais breve possível à Lona de Jacarepaguá, eu já me dou por satisfeito.
SETLSIT:
Bandeira
Babylon
Quase Nada
Bola Dividida
Alma Não Tem Cor
Vai de Madureira
Proibida pra Mim
Maresia
Calma Aí, Coração
Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda
Nada Além
Mamãe no Face
Versos Perdidos
Alma Nova
Samba do Approach
Lenha
Salão de Beleza
Telegrama
Bis:
Vapor Barato / Flor da Pele
Disritmia
Neurastênico
Toca Raul
Sozinho no palco, Zeca comandou o que seria um grande karaokê, já que a platéia sabia de cor TODAS as letras, inclusive das músicas de seu mais novo CD "O Disco do Ano". O coro começou logo na abertura em "Bandeira", a canção que junto a "Flor da Pele", o tornou conhecido em todo o Brasil.
Simpático, conversou com o público o tempo todo, e teve muito jogo de cintura ao enfrentar os inúmeros problemas técnicos. Seu violão falhou em vários momentos, no primeiro o cantor pegou seu ukelele pra cantar "Maresia" (grande sucesso na voz de Adriana Calcanhoto), enquanto seu roadie tentava consertar o instrumento.
Parecia que estava tudo resolvido, até o Bis, onde Zeca fez literalmente à capella o medley "Vapor Barato" /"Flor da Pele", e a cover de Martinho da Vila, "Disritmia". Só com o apoio das palmas e do coro da galera, demonstrando muita boa vontade e consideração dos fãs, o cantor levou no gogó, chegando a homenagear o bairro em "Neurastênico", cantando os versos: "Bbbbbbbbrrrrrrrrrrrrrr! Mas que nervoso estou Bbbbbbbbrrrrrrrrrrrrrr! Sou neurastênico Bbbbbbbbrrrrrrrrrrrrrr! Preciso me tratar, senão eu vou prá Jacarepaguá...".
Outro homenageado foi Hyldon, que é morador de Jacarepaguá, e virou parceiro de Baleiro em "Calma Aí, Coração", presente em seu novo álbum. Depois de mostrar a parceria, Zeca fez questão de lembrar o mais famoso hit do amigo: "Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda".
Todos os atributos que listei no começo do texto podem ser confirmados em suas letras cheias de sacações e tiradas de inteligência rara e de humor fino e ao mesmo tempo ácido, como "Vai de Madureira" e "Samba do Approach". Assim ele consegue acabar com a gracinha dos malas que em qualquer tipo de apresentação musical, ficam gritando: "Toca Raul!". Nessa situação, Zeca Baleiro pode tirar o coelho da cartola e mandar a sua composição "Toca Raul", que justamente brinca com esse hábito dos chatos.
Por falar em malas e chatos, bem que ele podia ter atendido aos meus tímidos pedidos, e principalmente aos de uma moça que perto do palco passou o show todo gritando pra que tocasse "Heavy Metal do Senhor".
De qualquer forma, se Zeca Baleiro cumprir a promessa de voltar o mais breve possível à Lona de Jacarepaguá, eu já me dou por satisfeito.
SETLSIT:
Bandeira
Babylon
Quase Nada
Bola Dividida
Alma Não Tem Cor
Vai de Madureira
Proibida pra Mim
Maresia
Calma Aí, Coração
Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda
Nada Além
Mamãe no Face
Versos Perdidos
Alma Nova
Samba do Approach
Lenha
Salão de Beleza
Telegrama
Bis:
Vapor Barato / Flor da Pele
Disritmia
Neurastênico
Toca Raul
14 de Setembro de 2012 - ED MOTTA NA LONA DE JACAREPAGUÁ
O grande (em todos os sentidos) Ed Motta possui dois formatos básicos para os seus shows: o tradiconal, dançante com sua banda; e o intimista, em que sozinho se alterna entre a guitarra e o teclado.
Essa foi a terceira vez (segunda na Lona Cultural de Jacarepaguá) que conferi a uma apresentação do formato intimista, e todas tiveram a característica de serem bem diferentes uma das outras.
Os motivos são vários: a proximidade com o público, a versatilidade do artista, o seu grande repertório de sucessos, e o seu imenso bom humor. Ed Motta até faz um roteiro com um setlist, que logo no começo é ignorado para atender pedidos da platéia ou quando ele lembra de alguma música que ele gosta e acha que tem a ver com o clima do momento.
Mas talvez, o grande diferencial seja o fato de que Ed ser um sujeito muito, mas muito engraçado. A todo momento solta uma piadinha, brinca com sua obesidade e sua paixão pela gastronomia, faz imitações, e tira sarro de tudo. Seu show é um misto de excelente música com Stand up Comedy; ou melhor Sit Down Comedy, já que ele passa o tempo todo sentado.
A já citada proximidade entre o cantor e seus fãs permitem cenas interessantes e inusitadas. A principal da noite foi uma moça que estava perto do palco e perguntou se podia pedir uma música. Ed Motta respondeu que sim, e a garota mandou: "Canta essa: "Clareia manhã, o sol vai esconder a clara estrela...". Ela cantava muito bem e foi elogiada por Ed, que em seguida pediu desculpas, "É uma vergonha, mas eu não sei tocar essa linda música, que tive a honra de ter sido convidado por meu amigo Flávio (Venturini) para gravar em se disco."
Outra característica desse formato é a chance de ver Ed Motta cantando músicas de alguns de seus ídolos: Stevie Wonder ("My Cherie Amour"), The Controlers ("Stay"), Michael Jackson ("Got To Be There"). Quando ele mandava a linda balada "The Closer I Get You", ele parou de tocar ao ouvir a voz da mesma moça do episódio anterior cantando. Fez questão de convidá-la para subir ao palco para reviver ao vivo, o inesquecível dueto de Donny Hathaway e Roberta Flack. Ela se saiu muito bem, e depois se apresentou. Se nome é Helen Caxambu e faz um trabalho como cover da cantora mexicana Thalia. (se quiser saber mais sobre ela, entre em seu facebook .
Durante o restante do show, outras pessoas da platéia também chamaram a atenção do artista,e foram elogiados, mas não tiveram a mesma sorte de ser convidado a subir ao palco.
Mas talvez o momento marcante tenha sido a participação de um penetra. Um enorme morcego entrou na lona e começou a sobrevoar o palco. Naquela hora, atendendo a pedidos, ele cantava "Tem Espaço na Van", e ao ver o quiróptero dando vários rasantes sobre a sua cabeça, Ed Motta saiu em disparada para trás das cortinas, e só voltou quando seu roadie garantiu que aquele mamífero voador já tinha ido embora.
O cara ficou mesmo apavorado, e esse contato com a fauna de Jacarepaguá o deixou realmente atordoado. Prova disso é que ele passou a não levantar nem pra mudar de posição entre os seus instrumentos, fazendo com que o seu roadie levasse sua guitarra no mesmo lugar em que ele tocava teclado (como na foto abaixo), tudo por medo do morcegão. Ah, se o show fosse do Ozzy...
Aos poucos, ele foi voltando ao normal, e brindou a todos com raridades como "Bem Simples" (da sua participação no DVD "Roupa Nova Acústico"), e "Do You Have Other Love?" (presente no seu segundo álbum da carreira, "Contrato com Deus").
É sempre um prazer e um privilégio poder apreciar todo talento, desse que é um dos maiores cantores do mundo. A combinação perfeita do canto com alma e técnica vocal apurada. Infelizmente a grande Mídia atualmente prefira valorizar "artistas" quje não cantam absolutamente nada. É mais triste ainda saber que isso não se restringe ao Brasil, tratando-se verdadeiramente de um fenômeno mundial.
SETLIST:
Por Você Ser Mais
Fora da Lei
Caso Sério
Baixo Rio
Vendaval
Daqui Pro Meier
The Closer I Get You
Do It Again
Manuel
Falso Milagre do Amor
Azul da Cor do Mar
Ainda Lembro
Got To Be There
Stay
Tem Espaço na Van
Minha Casa, Minha Cama e Minha Mesa
My Cherie Amour
Bem Simples
Vamos Dançar
Outono no Rio
Coisas Naturais
Mil Vezes Mais
Como Dois Cristais
Dez Mais Um Amor
Dias de Paz
Do You Have Other Love?
Bis:
Colombina
Baixo Rio
Essa foi a terceira vez (segunda na Lona Cultural de Jacarepaguá) que conferi a uma apresentação do formato intimista, e todas tiveram a característica de serem bem diferentes uma das outras.
Os motivos são vários: a proximidade com o público, a versatilidade do artista, o seu grande repertório de sucessos, e o seu imenso bom humor. Ed Motta até faz um roteiro com um setlist, que logo no começo é ignorado para atender pedidos da platéia ou quando ele lembra de alguma música que ele gosta e acha que tem a ver com o clima do momento.
Mas talvez, o grande diferencial seja o fato de que Ed ser um sujeito muito, mas muito engraçado. A todo momento solta uma piadinha, brinca com sua obesidade e sua paixão pela gastronomia, faz imitações, e tira sarro de tudo. Seu show é um misto de excelente música com Stand up Comedy; ou melhor Sit Down Comedy, já que ele passa o tempo todo sentado.
A já citada proximidade entre o cantor e seus fãs permitem cenas interessantes e inusitadas. A principal da noite foi uma moça que estava perto do palco e perguntou se podia pedir uma música. Ed Motta respondeu que sim, e a garota mandou: "Canta essa: "Clareia manhã, o sol vai esconder a clara estrela...". Ela cantava muito bem e foi elogiada por Ed, que em seguida pediu desculpas, "É uma vergonha, mas eu não sei tocar essa linda música, que tive a honra de ter sido convidado por meu amigo Flávio (Venturini) para gravar em se disco."
Outra característica desse formato é a chance de ver Ed Motta cantando músicas de alguns de seus ídolos: Stevie Wonder ("My Cherie Amour"), The Controlers ("Stay"), Michael Jackson ("Got To Be There"). Quando ele mandava a linda balada "The Closer I Get You", ele parou de tocar ao ouvir a voz da mesma moça do episódio anterior cantando. Fez questão de convidá-la para subir ao palco para reviver ao vivo, o inesquecível dueto de Donny Hathaway e Roberta Flack. Ela se saiu muito bem, e depois se apresentou. Se nome é Helen Caxambu e faz um trabalho como cover da cantora mexicana Thalia. (se quiser saber mais sobre ela, entre em seu facebook .
Durante o restante do show, outras pessoas da platéia também chamaram a atenção do artista,e foram elogiados, mas não tiveram a mesma sorte de ser convidado a subir ao palco.
Mas talvez o momento marcante tenha sido a participação de um penetra. Um enorme morcego entrou na lona e começou a sobrevoar o palco. Naquela hora, atendendo a pedidos, ele cantava "Tem Espaço na Van", e ao ver o quiróptero dando vários rasantes sobre a sua cabeça, Ed Motta saiu em disparada para trás das cortinas, e só voltou quando seu roadie garantiu que aquele mamífero voador já tinha ido embora.
O cara ficou mesmo apavorado, e esse contato com a fauna de Jacarepaguá o deixou realmente atordoado. Prova disso é que ele passou a não levantar nem pra mudar de posição entre os seus instrumentos, fazendo com que o seu roadie levasse sua guitarra no mesmo lugar em que ele tocava teclado (como na foto abaixo), tudo por medo do morcegão. Ah, se o show fosse do Ozzy...
Aos poucos, ele foi voltando ao normal, e brindou a todos com raridades como "Bem Simples" (da sua participação no DVD "Roupa Nova Acústico"), e "Do You Have Other Love?" (presente no seu segundo álbum da carreira, "Contrato com Deus").
É sempre um prazer e um privilégio poder apreciar todo talento, desse que é um dos maiores cantores do mundo. A combinação perfeita do canto com alma e técnica vocal apurada. Infelizmente a grande Mídia atualmente prefira valorizar "artistas" quje não cantam absolutamente nada. É mais triste ainda saber que isso não se restringe ao Brasil, tratando-se verdadeiramente de um fenômeno mundial.
SETLIST:
Por Você Ser Mais
Fora da Lei
Caso Sério
Baixo Rio
Vendaval
Daqui Pro Meier
The Closer I Get You
Do It Again
Manuel
Falso Milagre do Amor
Azul da Cor do Mar
Ainda Lembro
Got To Be There
Stay
Tem Espaço na Van
Minha Casa, Minha Cama e Minha Mesa
My Cherie Amour
Bem Simples
Vamos Dançar
Outono no Rio
Coisas Naturais
Mil Vezes Mais
Como Dois Cristais
Dez Mais Um Amor
Dias de Paz
Do You Have Other Love?
Bis:
Colombina
Baixo Rio
EU NA EUROPA 2012 - Decimo Quinto Dia - Roma Parte II (Forum Romano e Palatino, Basílica de Santa Maria em Aracoeli, Campidoglio, Teatro Marcello, Igreja de Santa Maria in Campitelli, e Isola Tiberina)
O dia já começou com almoço: massa, é claro. E realmente tínhamos que estar muito bem alimentados porque esse seria um dos dias mais cheios da viagem.
Fomos direto para o Fórum Romano e Palatino. O Fórum Romano era o principal centro comercial da Roma Imperial. Ali havia lojas, praças de mercado e de reunião. Também era o local onde exatamente ficava o coração comunal.
Os remanescentes demonstram o uso de espaços urbanos durante a Idade Romana. O Fórum Romano inclui vários monumentos, edifícios e outras ruínas antigas: como já havia dito, um verdadeiro museu a céu aberto.
O passeio é maravilhoso. É impressionante como a vários séculos antes de Cristo, se conseguia realizar obras tão majestosas sem guindastes e toda tecnologia que dispomos hoje em dia.
O lugar é enorme! É sem dúvida um passeio inesquecível.
O calor era demais. Meu irmão disse que em Paris fez 40 graus. Imaginem em Roma!
O Sol estava muito forte, e cheguei a ficar com marca de camiseta.
Saindo do Fórum Romano e do Palatino, o que mais queríamos era fugir do Sol e do calor. Então entramos no Museu da Unificação Italiana aonde estava acontecendo uma exposição de obras do artista cubano Julio Larraz.
Muito interessante seus quadros, esculturas e caricaturas.
De lá, subimos no terraço do Monumento a Vittorio Emanuele II, onde se tem um visão privilegiada da cidade.
E encontramos essa gaivota que posou para nossas fotas.
Andamos mais um pouco e chegamos na Basílica de Santa Maria em Aracoeli, na colina do Campidoglio.
É uma igreja construída no local onde, segundo a lenda, a Sibila Tiburtina profetizou a chegada de Cristo ao Imperador Augusto, pouco antes da morte dele. Augusto por isso dedicou ali um altar ao filho de Deus.
Estátua do Papa Gregorius XIII, e abaixo o detalhe do teto da igreja
Uma capela perto da sacristia contem a estátua milagrosa do Santo Bambino, ou o Cristo Menino de Aracoeli, que a lenda diz esculpida em madeira de uma árvore do Jardim das Oliveiras em Jerusalém. Mas como o original foi roubado em 1994, apenas uma réplica aparece ao público.
Bem perto da basílica fica a estátua da loba amamentando Rômulo e Remo, que segundo a lenda foram os fundadores de Roma. Os meninos foram abandonados na floresta e teriam sobrevivido graças ao leite da loba.
Ali fica também o Monte Capitolino, a menor das sete colinas de Roma, onde se situa a Piazza del Campidoglio (Praça do Capitólio). O projeto dessa praça foi remodelado em 1536 por Michelangelo, a pedido do Papa Paulo III. O maior atrativo da praça são os seus palácios, que também podem ser visitados como museus. O Palácio Novo abriga o Museu Capitolino e está dedicado principalmente à escultura, com obras famosíssimas do período do Império Romano
Estátua de Marco Polo
Há também peças do Império Egípcio.
Saindo da praça e descendo a escadaria famosa, a Cordonata, chega-se as duas grandes estátuas dos Dioscuri (os míticos Castor e Pólux)
Pra mais uma vez fugirmos do calor entramos no Museu da Imigração Italiana, para aproveitar o ar condicionado.
Demos uma paradinha para jantar: Pizza!!!
Continuando o passeio chegamos ao Teatro Marcello, construído na Roma Antiga, por vontade de Júlio César, erguido entre o rio Tibre e o Capitólio.
O teatro é ainda usado para inúmeras apresentações. Estava acontecendo o Festival de Verão, com apresentações de música instrumental, em grande parte erudita. Ingressos eram vendidos por 21 Euros. Cartazes na entrada mostravam a programação com Bach, Chopin e outros grandes nomes. Foi aí que me chamou atenção um dos cartazes, onde anunciava para o dia seguinte: "Jarrett & Hackett". Pensei comigo: "Será que trata-se de um show conjunto entre Keith Jarrett (grande tecladista de Jazz) e Steve Hackett, o lendário guitarrista do Genesis?
Comecei a ficar empolgado, e fomos perguntar na bilheteria. A atendente confirmou a minha expectativa. Mas eu ainda não estava seguro. Então pedi para ler o livrinho com a programação do festival e descobri que infelizmente não era nada disso. Tratava-se de uma apresentação de um pianista italiano que iria tocar músicas de Jarett e que no seu repertório também havia um arranjo que ele criou para piano de "Horizons", clássico presente no LP "Foxtrot" do Genesis (de 1972), onde Steve Hackett faz um belo e antológico solo de violão. Confira o original:
Quase comprei gato por lebre....
Dando a volta pelas ruas que circundam o teatro, assistimos a passagem de som da pianista que se apresentaria naquela noite peças de Chopin.
Visitamos também a Igreja de Santa Maria in Campitelli, dedicada à Virgem Maria na Piazza di Campitelli, que se acreditava ter salvo a cidade de peste em 1656. A igreja foi constitúda pelo Papa Alexandre VII entre 1659 e 1667 com o atual desenhado em estilo barroco.
Corpo de São João Leonardo venerado na Igreja de Santa Maria in Portico
Fechamos o dia na Isola Tiberina, a Ilha Tiberina, formada no seio do rio Tibre, na zona em que o rio atravessa Roma, perto do Capitólio. É famosa devido ao Templo de Esculápio, o deus grego da Medicina. A ilha Tiberina era considerada na Roma antiga como um posto de mau presságio, os habitantes evitavam aproximar-se da ilha, e só os piores criminosos eram condenados a passar aí o resto da sua vida.
Hoje em dia o lugar ferve nas noites de verão. De um lado da ilha há o cinema ao ar livre, onde estava sendo exibido "Para Roma, Com Amor", de Woody Allen. Do outro lado ás margens do Rio há uma enorme feira, com bares e restaurantes com música ao vivo, e barracas que vendem de tudo: roupas, souvenirs, quadros, brinquedos, CDs, livros, antiguidades, bijuterias, jóias, etc...
Fizemos todo o trajeto a pé, e chegamos de volta ao hotel por volta de uma da manhã.
Fomos direto para o Fórum Romano e Palatino. O Fórum Romano era o principal centro comercial da Roma Imperial. Ali havia lojas, praças de mercado e de reunião. Também era o local onde exatamente ficava o coração comunal.
Os remanescentes demonstram o uso de espaços urbanos durante a Idade Romana. O Fórum Romano inclui vários monumentos, edifícios e outras ruínas antigas: como já havia dito, um verdadeiro museu a céu aberto.
O passeio é maravilhoso. É impressionante como a vários séculos antes de Cristo, se conseguia realizar obras tão majestosas sem guindastes e toda tecnologia que dispomos hoje em dia.
O lugar é enorme! É sem dúvida um passeio inesquecível.
O calor era demais. Meu irmão disse que em Paris fez 40 graus. Imaginem em Roma!
O Sol estava muito forte, e cheguei a ficar com marca de camiseta.
Saindo do Fórum Romano e do Palatino, o que mais queríamos era fugir do Sol e do calor. Então entramos no Museu da Unificação Italiana aonde estava acontecendo uma exposição de obras do artista cubano Julio Larraz.
Muito interessante seus quadros, esculturas e caricaturas.
De lá, subimos no terraço do Monumento a Vittorio Emanuele II, onde se tem um visão privilegiada da cidade.
E encontramos essa gaivota que posou para nossas fotas.
Andamos mais um pouco e chegamos na Basílica de Santa Maria em Aracoeli, na colina do Campidoglio.
É uma igreja construída no local onde, segundo a lenda, a Sibila Tiburtina profetizou a chegada de Cristo ao Imperador Augusto, pouco antes da morte dele. Augusto por isso dedicou ali um altar ao filho de Deus.
Estátua do Papa Gregorius XIII, e abaixo o detalhe do teto da igreja
Uma capela perto da sacristia contem a estátua milagrosa do Santo Bambino, ou o Cristo Menino de Aracoeli, que a lenda diz esculpida em madeira de uma árvore do Jardim das Oliveiras em Jerusalém. Mas como o original foi roubado em 1994, apenas uma réplica aparece ao público.
Bem perto da basílica fica a estátua da loba amamentando Rômulo e Remo, que segundo a lenda foram os fundadores de Roma. Os meninos foram abandonados na floresta e teriam sobrevivido graças ao leite da loba.
Ali fica também o Monte Capitolino, a menor das sete colinas de Roma, onde se situa a Piazza del Campidoglio (Praça do Capitólio). O projeto dessa praça foi remodelado em 1536 por Michelangelo, a pedido do Papa Paulo III. O maior atrativo da praça são os seus palácios, que também podem ser visitados como museus. O Palácio Novo abriga o Museu Capitolino e está dedicado principalmente à escultura, com obras famosíssimas do período do Império Romano
Estátua de Marco Polo
Há também peças do Império Egípcio.
Saindo da praça e descendo a escadaria famosa, a Cordonata, chega-se as duas grandes estátuas dos Dioscuri (os míticos Castor e Pólux)
Pra mais uma vez fugirmos do calor entramos no Museu da Imigração Italiana, para aproveitar o ar condicionado.
Demos uma paradinha para jantar: Pizza!!!
Continuando o passeio chegamos ao Teatro Marcello, construído na Roma Antiga, por vontade de Júlio César, erguido entre o rio Tibre e o Capitólio.
O teatro é ainda usado para inúmeras apresentações. Estava acontecendo o Festival de Verão, com apresentações de música instrumental, em grande parte erudita. Ingressos eram vendidos por 21 Euros. Cartazes na entrada mostravam a programação com Bach, Chopin e outros grandes nomes. Foi aí que me chamou atenção um dos cartazes, onde anunciava para o dia seguinte: "Jarrett & Hackett". Pensei comigo: "Será que trata-se de um show conjunto entre Keith Jarrett (grande tecladista de Jazz) e Steve Hackett, o lendário guitarrista do Genesis?
Comecei a ficar empolgado, e fomos perguntar na bilheteria. A atendente confirmou a minha expectativa. Mas eu ainda não estava seguro. Então pedi para ler o livrinho com a programação do festival e descobri que infelizmente não era nada disso. Tratava-se de uma apresentação de um pianista italiano que iria tocar músicas de Jarett e que no seu repertório também havia um arranjo que ele criou para piano de "Horizons", clássico presente no LP "Foxtrot" do Genesis (de 1972), onde Steve Hackett faz um belo e antológico solo de violão. Confira o original:
Quase comprei gato por lebre....
Dando a volta pelas ruas que circundam o teatro, assistimos a passagem de som da pianista que se apresentaria naquela noite peças de Chopin.
Visitamos também a Igreja de Santa Maria in Campitelli, dedicada à Virgem Maria na Piazza di Campitelli, que se acreditava ter salvo a cidade de peste em 1656. A igreja foi constitúda pelo Papa Alexandre VII entre 1659 e 1667 com o atual desenhado em estilo barroco.
Corpo de São João Leonardo venerado na Igreja de Santa Maria in Portico
Fechamos o dia na Isola Tiberina, a Ilha Tiberina, formada no seio do rio Tibre, na zona em que o rio atravessa Roma, perto do Capitólio. É famosa devido ao Templo de Esculápio, o deus grego da Medicina. A ilha Tiberina era considerada na Roma antiga como um posto de mau presságio, os habitantes evitavam aproximar-se da ilha, e só os piores criminosos eram condenados a passar aí o resto da sua vida.
Hoje em dia o lugar ferve nas noites de verão. De um lado da ilha há o cinema ao ar livre, onde estava sendo exibido "Para Roma, Com Amor", de Woody Allen. Do outro lado ás margens do Rio há uma enorme feira, com bares e restaurantes com música ao vivo, e barracas que vendem de tudo: roupas, souvenirs, quadros, brinquedos, CDs, livros, antiguidades, bijuterias, jóias, etc...
Fizemos todo o trajeto a pé, e chegamos de volta ao hotel por volta de uma da manhã.
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