Total de visualizações de página


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Décimo Quinto Dia - Versailles

Mais uma vez, de manhã cedinho pegamos o trem RER, e fomos para a cidade de Versailles, a uns 40 minutos de Paris. Fomos conhecer o famoso e lindíssimo Château de Versailles.
O Palácio, um dos maiores do mundo, fica num parque de 700 hectares, localizado a 3 quarteirões da estação ferroviária. Os ingressos são comprados bem em frente à estação, e pode-se adquirir em separado para cada atração (o Jardim, Gran & Petit Trianon, Domínios de Maria Antonieta e o Castelo propriamente dito), ou para todas elas. Compramos o combo, pagando 27 euros cada um.
O Château de Versailles foi construído no século XVII, por Luis XIV, e serviu como centro do poder Real francês de 1682 até 1789, quando a Corte foi obrigada a voltar a Paris. Em 1837, o Castelo foi transformado em Museu de história.
Napoleão também residiu por lá, escolhendocomo moradia o Gran Trianon. Mas foi no Castelo que foi coroado Imperador da França, pelo Papa Pio VII.
O lugar todo é muito lindo, especialmente o Jardim, com canteiros de flores dislumbrantes, fontes imponentes, e vários monumentos.
Mell e o Orangerie (Laranjal)Durante o verão existe uma atração a mais, a tarde as fontes são ligadas ao som de Músicas Clássicas, que saem das caixas de som espalhadas pelo Jardim. Quando chegamos, elas ainda estavam desligadas, mas quando passamos por elas novamente já estavam funcionando, como se fosse um balé. As belas músicas proporcionavam mais emoção ainda ao passeio, dando um clima como se estivéssemos em pleno século XVIII.
Fonte de ApolloLogo que entramos no Parque, comecei de brincadeira a gritar em inglês a frase: "Oh My God, This is Beautiful!This is like a dream!". Mas na verdade, era o que eu sentia ao ver aquele cenário tão lindo.Pelo tamanho gigantesco do parque, pode-se alugar bicicletas, carros elétricos, ou pegar um trenzinho parecido com aquele da Quinta da Boa Vista. Mas escolhemos o meio mais desgastante, percorremos todas as atrações a pé.
Depois de rodarmos por todo jardim, começou uma forte chuva com ventos fortes. A sorte é que estávamos perto de um restaurante, que serviu inicialmente de abrigo, mas que foi providencial para almoçarmos também. Após a refeição conhecemos o Gran & Petit Trianon, Domínios de Maria Antonieta. É realmente uma viagem no tempo. Tudo muito bem cuidado, num trabalho incrível de restauração. Nisso os franceses dão aula, conservam e promovem sua História, e dessa forma faturam bilhões de dólares de turistas de todo mundo. Ao sair dos Domínios de Maria Antonieta, vimos o belo "Templo do Amor", um monumento no estilo greco-romano, que guarda uma estátua do Cupido.
Finalizamos a tour visitndo o Château. Foi inesquecível andar por todos aqueles cômodos, e imaginar como vivia a Corte.
Audio-guias em vários idiomas (inclusive Português, de Portugal é claro...) eram distribuidos gratuitamente na entrada, e podia-se ouvir informações sobre os móveis, quadros, peças, e explicações sobre cada cômodo visitado.
Recomendo muito esse passeio. Foi um dos pontos altos da viagem.
Vista do Jardim de uma das janelas do Castelo

No verão, às 18:30h o Jardim é fechado, para logo em seguida reabrir para o espetáculo das fontes, semelhante ao da tarde, com o acréscimo de efeitos visuais e jogo de luzes. Como era preciso esperar escurecer e pagar novos ingressos, achamos melhor voltar a Paris.

Curiosidade Rock and Roll:
Versailles já foi palco de alguns grandes concertos de Rock. Em 1988, o Pink Floyd fez um dos shows da tournê europeia "A Momentary Lapse of Reason", que pode ser conferida na música "The Great Gig in the Sky", no VHS "Delicate Sound of Thunder".
Tina Turner foi outra estrela a se apresentar, num show em 1990.
Em Julho de 2002, o palco francês do Live 8 foi montado em Versailles, onde tocaram Andrea Bocelli, The Cure, Dido, Muse, Placebo, Shakira, entre outros.

Decimo Quarto Dia (Parte 3) - Place des Vosges, Casa de Victor Hugo, Bastilha e Scargot

Depois da nossa expedição mal sucedida para o Père-Lachaise, fomos encontrar com Ricardo e Letícia, para conhecermos a Place des Vosges. Uma bela praça, cercada por lojas e restaurantes caríssimos. Lá também fica a Maison de Victor Hugo, que é como o próprio nome diz, a casa onde viveu o autor de "Os Miseráveis".

Estátua de Luis III na Place des Vosges
Depois de várias fotos, caminhamos até a Bastilha. Sim, é lá que houve a "Queda", que marcou o início da Revolução Francesa.
No jantar provamos scargot. Seis unidades a 10 euros. No dia seguinte, vimos em outro restaurante a mesma quantidade por 6 euros. Mas prejuízos a parte, foi muito mais fácil do que eu pensei manipular os apetrechos para a degustação de scargot.
Se é gostoso? É sim, tem gosto de tempero...
Mell que aprendeu a degustar scargot assistindo a "Uma Linda Mulher".

Décimo Quarto Dia (Parte 2) - Cemitério de Père-Lachaise

Saindo do aquário, fomos fazer um lanche, e depois comprar as lembrancinhas para amigos e familiares. As compras acabaram demorando muito mais tempo do que planejamos, principalmente as negociações com os ambulantes pra conseguirmos um melhor preço para os famosos chaverinhos da Torre Eiffel.
Já estava tarde a beça, quando pegamos o metrô para o Cemitério de Père-Lachaise. Pode parecer um programa de mau gosto, mas lá estão enterrados grandes nomes da música (Chopin, Rossini, Maria Callas, Edith Piaf), da literatura (Oscar Wilde, Cyrano de Bergerac, de La Fontaine, Proust) e filosofia (Chartier, Champolim) . Lá também está a sepultura de Alan Kardec, pai do Espiritismo.
Mas desde que assisti no cinema a "The Doors", do diretor Oliver Stone, fiquei com vontade de visitar o túmulo de Jim Morrison.
O cemitério fechava às 18 h, e chegamos lá as 17 45h. Atravessamos o portão, olhamos no mapa a localização do túmulo do vocalista do The Doors, e fomos procurá-la. Quando comecei a ouvir os gritos do guarda que estava no portão, mandando todos voltarem pois o local estava fechado. Muitos ignoraram e sumiram entre as sepulturas. Pensei fazer o mesmo,mas a Mell ia me travando, me puxando pela mão, dizendo que o cara estava mandando voltar.
Aí virei para ele e disse que ainda faltavam 15 minutos. Mas o cara era extremamente mal educado e grosseiro, e praticamente nos obrigou a sair.
Se você ganhou de nós, algum souvenir da França, pode ter certeza que você é um dos responsáveis por eu não ter conseguido realizar um dos meus maiores desejos em Paris, tirar uma foto como essa:
O Túmulo de Jim Morrison, que não consegui visitar. Esse ano se completa 40 anos de sua morte.

Décimo Quarto Dia - AQUÁRIO DE PARIS

Não deu pra acordar cedo dessa vez. Chegamos no Aquário de Paris por volta do meio dia. Ele fica localizado em Trocadero, bem perto da Torre Eiffel.
A visita foi bacana, mas eu esperava mais. Achei pequeno. Além do aquário, há também duas salas de cinema, que o ingresso também dá direito a entrada. Em um deles estava sendo exibido documentários sobre vida marinha, e no outro o filme "Avatar".


Acabamos encontrando Nemo, que estava acompanhado de vários coleguinhas.

A atração principal são os tubarões. E como é difícil tirar fotos deles. O próprio vidro do aquário já faz reflexo com o flash. Além disso, os bichos não param, e assim complica pra se conseguir o foco. Essas duas foi o melhor que conseguimos.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Décimo Terceiro Dia - Reims (Região de Champagne)

A Mell é quem queria, então como de costume, fiz a vontade dela, e fomos para a cidade de Reims, pra conhecermos uma fábrica de Champanhe.
Reims fica a 45 minutos de trem, de Paris; e os vinhos espumantes que são fabricados lá, são os únicos que podem verdadeiramente serem chamados de champanhe.De manhã bem cedo pegamos o trem, onde uma nativa jovem e bonita sentou-se bem na nossa frente. Por causa da gripe, eu estava bastante congestionado, mas a Mell disse que passou a viagem inteira com vontade de vomitar por causa do mau cheiro da moça.
É, mas uma lenda confirmada...
A primeira coisa que fizemos em Reims foi percorrer as lojas. Conseguimos boas compras, prinipalmente a Mell que comprou um lindo casaco por 17 euros.
Durante o almoço, provamos uma deliciosa sidra. Bem diferente daquele negócio horrível que a Cereser vende no Brasil.
A cidade é pequena, e fizemos tudo a pé, e demos um passeio pra conhecer o lugar. Mas o motivo de estramos lá era conhecermos a fábrica do champanhe Mumm, aonde já tínhamos marcado pela internet uma visita guiada.
Conhecemos todo o processo de fabricação e a forma de como as garrafas são guardadas. Há opções de guia em inglês e francês. Confesso que não consegui entender tudo que a funcionária falava, talvez pelo inglês com sotaque carregado, ou pelos excessos de termos técnicos em francês, ou por minha incopetência mesmo.
Vimos que a empresa tem guardado vinhos de todas as safras produzidas, os mais antigos são datados de 1893. Segundo a guia nunca serão vendidos, até porque seus valores são inestimáveis.No fim da visita, é a parte onde pode-se provar o famoso champanhe. O preço pago pela tour varia com a quantidade de tipos de vinho que se tem direito a tomar.
Não gosto de champanhe, mas provei, afinal já estava pago...
Depois fomos conhecer a Catedral de Notre-Dame de Reims ,uma das mais importantes catedrais góticas da França. Foi construída no século XIII, em substituição a uma antiga igreja incendiada. Atualmente ela passa por uma obra de restauração externa. Em seu interior, assim como a sua chará de Paris, possui enormes e lindos vitrais coloridos.
No exterior da capela, temos a imagem de um anjo sorrindo, que é um dos símbolos da cidade de Reims.
Continuamos nosso tour, e encontramos o Gimpamp, um restaurante temático de Rock and Roll. Todo decorado com posters, e até as mesas têm fotos de grandes astros, como esta com Jimmy Page e Robert Plant do Led Zeppelin.
A cidade é bem bonitinha, o atendimento nos restaurantes é melhor do que em Paris. Mas a comunicação foi um pouco mais complicada, pois em alguns lugares os atendentes não falavam inglês.Quando estávamos esperando o trem pra voltarmos para Paris, avistei esse exemplar de cofrinho francês.