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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Meus 10 Bateristas Preferidos

É sempre maneiro fazer listas, não é?
Essa é a minha lista dos 10 Maiores Bateristas de Todos os Tempos.
Não gostou da Lista? Faça a sua e deixe nos comentários.
Aí está:

1- Neil Peart (Rush)




















2- John Bonham (Led Zeppelin)

















3- Stewart Copeland (The Police)














4- Dennis Chambers















5- Phil Collins (Genesis)





















6- Mike Portnoy (Dream Theater)

















7- Billy Cobham (Mahavishnu Orchestra)















8- Mitch Mitchell (Jimi Hendrix's Experience)





















9- Keith Moon (The Who)





















10- Steve Gadd


















Obras Primas 3: MOVING PICTURES - RUSH (1981)


MOVING PICTURES – RUSH (1981)

Minhas bandas preferidas são Beatles, Led Zeppelin e Rush. É claro que gosto de várias outras, mas esse meu Top 3 fica sempre num patamar acima de todas.
Eu já nasci fã de Beatles, os quatro rapazes de Liverpool foram a trilha sonora da minha vida intrauterina. Com o Led Zeppelin foi instantâneo, tenho lembranças que aos três anos de idade via meu pai escutando o álbum ‘In Through The Outddor’, e eu ficava chapado com “All My Love”. Com o Rush foi totalmente diferente, não foi um “amor à primeira ouvida”.
Quando era moleque, pouca gente conhecia a fundo o Rush; era difícil encontrar um LP deles, suas músicas não tocavam nas rádios (hoje não mudou muito...), a única exceção era a Rádio Fluminense. Eu conhecia a banda, sabia que eram músicos excelentes, mas achava as músicas meio chatinhas e o timbre de voz do vocalista não me agradava.
Ouvir Rush não é fácil, é como apreciar jazz ou música clássica, os ouvidos têm que estar acostumados e treinados. Não sei ao certo quando essa minha paixão começou, mas com certeza, foi fundamental ter visto em VHS o show ‘Exit... Stage Left’. Foi realmente impressionante ver aqueles três monstros em ação: Neil Peart detonando numa bateria gigante, Geddy Lee cantando, tocando baixo e teclado (tudo ao mesmo tempo), e Alex Lifeson com seus solos incomuns e sons inuzitados.
O show citado é um resgistro da turnê do disco Moving Pictures de 1981, aonde o trio chega a perfeição. É considerado o último disco da Segunda Fase do Rush, conhecida como o período progressivo.
O disco abre com a magnífica “Tom Sayer”, que começa com um loop de teclado que até hoje é sampleado por homenageadores e plagiadores. É pleonasmo elogiar ou destacar a perfomance de Peart em qualquer canção, mas não dá pra evitar: o cara demonstra técnica, pegada, bom gosto, e na metade da música ainda faz um solo incrível. Esta é provavelmente a música mais conhecida da carreira banda, e no Brasil foi usada como tema do seriado Profissão Perigo (Magayver).
Red Barchetta, fala do carro dos sonhos de todos nós. É a música que melhor caracteriza esse período da banda, misturando hard rock, metal, pop e progressivo de uma forma original. É aí que Lifeson se destaca, fazendo o solo mais bonito do álbum.
Na seqüência temos “YYZ”. Me faltam adjetivos pra esse fenomenal número instrumental. O nome da música é o código de área do aeroporto de Toronto. O que ouvimos no início da música é o código morse enviado pelas torres de comando para os aviões, Nessa faixa, eles mostram que são mestres, cada um no seu instrumento; destaque para Lee que duela com Peart. “YYZ” foi indicada ao Grammy na categoria “Melhor Perfomance Instrumental de Rock”, perdendo injustamente para “Behind My Camel” do The Police.
Em seguida vem “Limelight”, que começa com o melhor riff já composto por Lifeson. Na minha opinião, a melhor música do disco. Com um refrão empolgante e arranjo perfeito.
Surge então “The Camera Eye”, uma epopéia de 11 minutos, talvez a faixa aonde a vertente progressiva mais aparece. É praticamente a última música de duração longa gravada pela banda.
“Witch Hunt” é a primeira parte da trilogia ‘Fear”. Segue a mesma vertente; mostrando Geddy Lee se dividindo entre o baixo e os teclados, dando até mais destaque pro último.
Fechando a obra: “Vital Signs”. Com um andamento calcado no ska e reggae. Neil Peart mostra a influência que sofreu de Stewart Copland (baterista do The Police), para o qual já fez vários elogios. Muito mais do que ser a última faixa do disco, ela mostra o como seria a carreira futura do grupo; voltada pra canções de duração mais curta, com arranjos com grande quantidades de teclados, que às vezes chegavam a sufocar a guitarra de Alex, e um som mais calcado no Pop.
Moving Pictures chegou no terceiro lugar na parada da Billboard Álbum Chart e ganhou quatro vezes o disco de platina. Colocou definitivamente o Rush como umas das maiores bandas de Rock de todos os tempos.
Se pra mim as músicas do Rush eram chatinhas, hoje elas figuram como minhas favoritas em qualquer playlist. Se antes o timbre do Geddy Lee não me agradava, hoje o considero um dos melhores vocalistas da história do Rock. Ele também é meu baixista favorito, ao lado de Paul McCartney, Marcus Miller e Stanley Clarke.
Neil Peart é o meu grande Mestre, o melhor baterista, gênio das baquetas.
E Alex Lifeson um dos guitarristas mais originais.
Então, Cara, vai ouvir o disco, anda...
E se não curtir muito, ouça até gostar; você vai aprender. Seu cérebro e coração vão agradecer.




Obras Primas 2: HOUSE OF TYHE HOLY – LED ZEPPELIN (1973)



HOUSE OF TYHE HOLY – LED ZEPPELIN (1973)

Sei que grande parte da crítica e dos fãs do Led Zeppelin elegem o álbum duplo Physical Graffiti como o melhor da carreira do grupo. Há uma outra corrente que prefere o quarto álbum por conter as três músicas mais famosas da banda: Stairway to Heaven, Black Dog e Rock And Roll.
Já na minha opinião, sem querer ser do contra, o melhor disco do Led é House Of The Holy lançado em 1973. Simplesmente pelo fato do disco ser muito foda. Desculpem a palavra chula que utilizei, mas Foda é melhor termo pra descrever esse álbum e todas as suas músicas.
O interessante da discografia do Led Zeppelin é que sempre há uma evolução, uma novidade a cada álbum; nunca tentaram repetir fórmulas, cada disco lançado é diferente do anterior. E no House Of The Holy cada faixa do LP é diferente, uma surpresa, uma variedade de estilos e emoções.
Como disse na primeira coluna, um disco pra ser bom tem que ter uma música de impacto na abertura; e é impossível não se impactar com “The Song Remains The Same”. Um começo agressivo com Jimmy Page fazendo overdubs de várias guitarras de 6 e 12 cordas com afinações diferentes, com texturas e sonoridades impressionantes. Bateria estrondosa, com várias mudanças de tempos e viradas perfeitas. O Baixo elegante e preciso como sempre. E contando com melodias vocais doces, com Plant fazendo um timbre diferente do usual.
Na seqüência, a doce e melancólica “The Rain Song”, talvez a mais bela letra escrita por Plant, misturando misticismo e romantismo, comparando as fases do amor com as estações do ano. Contando ainda com inspiradas frases dos violões de Page, e elegantes e singelas interpretações de John Paul Jones no piano, baixo e mellotron. Perfeita pra escutar em volume alto e com as luzes todas apagadas.
A introdução de Over The Hills And Far away remete à banda as suas raizes folk, até chegar na segunda parte e se tornar pesada e intensa. Essa é uma das minhas preferidas.
John Bonham é um dos melhores bateristas da história, formando na minha opinião a tríade sagrada das baquetas do Rock ao lado de Neil Peart (do Rush) e Stewart Copland (do Police). Um músico fora de série, com estilo e técnicas próprios, que consegue ser ao mesmo tempo simples e sofisticado, criando arranjos imaculados para cada tema que executa. Ele é um dos grandes responsáveis por eu tocar bateria – ah...como eu surrava as almofadas do sofá acompanhando suas batidas antes de ter a tão sonhada bateria.
Ele consegue em “The Crunge” mostrar todas essas qualidades, misturando Funk, Soul e Rock, provando ter muito swing e pegada.
Dancing Days traz o riff de guitarra mais grudento do disco, é ouvir uma vez pra nunca mais esquecer.
Já D’yer M’aker é a hora mais descontraída do disco, prova de que o Led Zeppelin a exemplo dos Beatles, era uma banda bem humorada e que rompia barreiras musicais. Trata-se de um reggae, com uma letra cheia de ternura, com mais um show de Bonhan desde a introdução.
Há espaço também para experimentalismo, No Quarter é psicodélica, cheia de ambientes, quase progressiva, comandada pelos teclados de J.P. Jones. Com vocais cheio de efeitos, solos de guitarra jazzísticos e letra viajante.
O fim é apoteótico, The Ocean é como diz meu pai, rock pauleira da melhor qualidade. Page criou um dos seus riffs mais criativos e marcantes; o baixo de Jones elegante e econômico; a bateria com andamento todo quebrado onde Bonham mostra toda maestria; e vocal agudo ao extremo com Plant se esgoleando e fazendo o ouvinte se arrepiar. Além disso, no fim a música vira um rockabilly, onde Jimmy Page faz um dos seus solos mais matadores.
House Of The Holy é sem dúvida um marco na história do Rock. É uma das capas de disco mais famosas e cultuadas, trazendo nuas duas crianças numa pedreira.
Estreou no primeiro lugar das paradas dos Estados Unidos e em vários países, firmando o Led Zeppelin como a maior banda dos anos 70, possibilitando que o grupo criasse um selo próprio Swan Songs, que lançaria os discos seguintes.
Esse é outro disco obrigatório na sua coleção, no seu Mp3Player, no seu carro, no seu computador.
Ouvir esse disco pela primeira vez foi uma experiência inesquecível que mudou a minha forma de ouvir e entender a música. Se você não ouviu ainda, está esperando o que?


Obras Primas: ABBEY ROAD – THE BEATLES (1969)



ABBEY ROAD – THE BEATLES (1969)

Nessa coluna, pretendo comentar um disco que tenha relevância na história do rock. Resolvi começar com a melhor banda de todas. Sim, são eles: The Beatles.
É bastante complicado escolher qual o disco favorito dos Beatles. Muitos falam que é o “Revolver” pela criatividade e originalidade; outros escolhem “Rubber Soul” por ter colocado a música pop no status de arte; há aqueles que preferem o “White Album” pela variedade de estilos; alguns votam em “A Hard Day’s Night” por ser o primeiro a ter somente músicas de Lennon/McCartney; e talvez a maioria aclame “Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band” pelo impacto e pela revolução sonora.
Eu fico com Abbey Road, gravado e lançado no ano de 1969. Por quê? Porque Os Beatles nunca tocaram e cantaram tão bem, e não se mostraram tão maduros como em “Abbey Road”. É o suspiro final do que foi a melhor banda de rock de todos os tempos.
O álbum foi diretamente ao primeiro lugar das paradas uma semana depois do lançamento, permanecendo lá por 18 semanas. O título do disco foi tirado dos estúdios onde os Beatles gravavam desde 1962. A foto da capa – idéia de Paul – foi tirada em 08 de Agosto de 1969, em frente aos estúdios. A faixa de pedestres hoje é mundialmente famosa, tornando-se ponto para fotos de beatlemaníacos de todo mundo.
Logo após as desastrosas gravações do que seria o disco “Let it Be”, e quando o próprio grupo achava que não se reuniria mais, George Martin – produtor do grupo – surpreendeu-se ao receber o telefonema de Paul McCartney para produzir mais um disco.
O álbum comporta distintamente dois lados. No primeiro lado encontramos uma variedade de canções potentes, que englobam virtuosismo rock’n’roll, belíssimas melodias, psicodelismo e canções simples. O lado B é um extenso contínuo de canções magistralmente ligadas, transmitindo uma longa história.
Um disco, pra ser bom, tem que começar com uma música de impacto, e ‘Come Together’ – umas das obras-primas de John – cumpre com perfeição esse papel. O baixo de Paul e a bateria de Ringo são pura inspiração e criatividade; com direito ainda a solo de slide guitar de George.
E por falar em George, ele é autor da segunda faixa – ‘Something’. Essa linda canção ganhou o seguinte comentário de Frank Sinatra, responsável também por umas das milhares regravações da música: “É a música de amor mais bonita que já ouvi, sem dúvidas é a melhor canção de Lennon/McCartney”. O arranjo é perfeito, e conta ainda com um belíssimo solo de guitarra.
‘Maxwell's Silver Hammer’, uma música da época das gravações de “Let it Be”, é uma típica melodia engraçada e bem disposta de McCartney.
Na súplica de “Oh Darling” temos o que considero a melhor performance vocal já realizada por Paul.
Na continuidade, ‘Octopu’s Garden’ é a segunda música de autoria de Ringo gravada pela banda, com destaque para o solinho estilo country da introdução.
Fechando o lado A, ‘I Want You (She’s So Heavy)’, talvez uma das músicas de maior complexidade já gravadas pelo grupo. Com várias mudanças de andamentos, ela representa faixa mais psicodélica do disco.
Abrindo o lado B, “Here Comes The Sun”. outra das mais inspiradas de George, composta no jardim do quintal de Eric Clapton, com a clássica introdução de violão.
Na seqüência, John Lennon mostra sua genialidade: Yoko tocava ‘Moonlight Sonata’, de Beethoven, no piano, e John pediu para tocá-la ao contrário. Daí surgiu a melodia de 'Because', um dos melhores arranjos vocais já feitos pelo Beatles.
Depois começa o medley propriamente dito, pequenas músicas e vinhetas interligadas até o fim do disco, numa idéia de Paul e George Martin. Introduzido por ‘You Never Give Me Your Money’, onde a capacidade melódica dos Beatles floresce por entre coros, orquestra e as vozes contrastantes de John e Paul. Há em ‘Sun King’, recordando-nos um passado recente do grupo e adormecendo-nos a mente para logo nos remeter à realidade com um súbito ‘Mean Mr.Mustard’, um crescente instrumental em ‘Polythene Pam’ que culmina em ‘She Came in Through The Bathroom Window’, onde mais uma vez o virtuosismo em arrebatar os nossos sentimentos e a potência expressiva dos quatro vêm aliados a uma extraordinária capacidade melódica. Há ainda a curiosidade de que a letra dessa última é uma história real de uma certa fã que entrou na casa de Paul pela janela do banheiro, e que viria a se tornar sua esposa, Linda McCartney.
‘Golden Slumbers’ é um verdadeiro hino: cordas, piano e baixo introduzem um tom reflectivo da voz melódica de Paul; bateria e sopros revestem a interpretação de um tom exortativo, passando por ‘Carry That Weight’, que culmina em ‘The End’, a despedida da banda. Coincidência ou não, cada um dos Beatles dá seu adeus. Ringo faz seu primeiro solo de bateria, e logo depois entram as guitarras de Paul, George e John – nesta seqüência – e cada um intercala seu solo. Após o break, o grand finale: ‘And in the end, the love you take is equal to the love you make’ (E é no fim que o amor que você ganha é equivalente ao amor que você faz). Versos que resumem toda a carreira do grupo.
Precisa dizer mais alguma coisa?
Ah, sim... O disco ainda não acabou... ‘Her Majesty’: esta pequena música que começa depois de 20 segundos de silêncio deveria estar no medley, entre 'Mean Mr. Mustard' e 'Polythen Pam', mas o resultado não ficou bom e o engenheiro de som, Malcom Davies, a incluiu na cópia de acetato do disco. Paul McCartney gostou e a música acabou saindo assim também no disco original. Uma homenagem de Paul à Rainha, num número acústico em que canta e toca violão.
“Abbey Road” é uma obra-prima, um primor, fechando com chave de ouro a carreira da mais influente banda da história da música.
Por essas e outras milhares de razões, esse é um disco obrigatório em qualquer discoteca que se preze. Independente se você é ou não fã de Beatles. Mas, espera aí!!! Se você não é fã de Beatles, não deve estar pleno das suas faculdades mentais... Ou então deve estar louco pra escutar o novo CD do Jeito Moleque, ou dançando o “Créu” nesse momento...



Muito prazer!!!

Meu nome é J.C. Batista Jr, sou baterista, vocalista e compositor; também arranho um pouco de viloão/guitarra.

atualmente toco em 3 bandas:

- CROSSROADS CLASSIC ROCK BAND, da qual sou um dos fundadores.





- JU & THE PLAYMOBILS




- ZANNI



A Minha intenção em fazer esse blog foi declarar minha paixão à música e principalmente ao Rock'n'Roll. Pretendo nele colocar minhas opiniões e comentários sobre meus discos, shows, instrumentos, bandas, músicos, livros, DVDS e canções preferidas.