Em 15 de Maio de 1954, há exatos 59 anos a primeira Fender Stratocaster era lançada oficialmente. Desenvolvida por Leo Fender, George Fullerton, e Freddie Tavares, a fabricante Fender assim criava seu modelo de guitarra mais famoso, e um dos mais usados, cultuados, consagrados, imitados e copiados do mundo; tendo como maior concorrente a também célebre Gibson Les Paul.
Aos longos dos anos, inúmeros guitarristas se apaixonaram pela Strato, e criaram seu estilo em cima do som estalado e elegante proporcionado por esse modelo da Fender.
Vou listar alguns dos Mestres da Strato:
JIMI HENDRIX
O "maior guitarrista de todos os tempos" tinha a Fender Strato quase como modelo único durante toda as sua carreira. Raros são fotos ou videos em que apareça Hendrix usando outro modelo.
Curta "Voodoo Child":
ERIC CLAPTON
No começo da carreira, Clapton usava excluisvamente guitarras Gibson. Após a morte de seu amigo Hendrix, em sua homenagem passou a adotar a Strato como sua preferida, e tal mudança ajudou muito a firmar seu estilo elegante, que pode ser constatado em seus belos fraseados na lindíssima balada "Bell Bottom Blues":
RITCHIE BLACKMORE
O bruxo do Deep Purple também construiu sua carreira em cima da Strato, misturando temas clássicos e medievais com Blues, Blackmore é um dos guitarristas mais influentes da história do Rock. Entenda o porquê em "Burn":
JEFF BECK
Não há muito o que falar de Beck. Apenas tente não se emocionar com sua versão para "Nessun Dorma"
STEVIE RAY VAUGHAN
O bluseiro mais Rock and Roll ou o Rockeiro mais bluesman que já existiu? O que importa é que nunca houve e nunca haverá ninguém como Vaughan.
Confira "Texas Flood", e se arrepie:
MARK KNOPFLER
Em 1978, aparecia nas rádios do mundo um hit que tomou as paradas: "Sultans of Swing". A voz anasalada à Dylan e os incríveis e ao mesmo tempo simples fraseados de guitarra do então desconhecido Mark Knopfler fizeram os fãs da Strato se apaixonarem por um novo messias.
Deixo com vocês a versão ao vivo do disco "Alchemy":
EDDIE VAN HALEN
Também em 78, a guitarra elétrica sofria uma grande revolução, atrvés de uma Fender Strato toda "tunada" por um holandês insano. Eddie Van Halen provou que não há limites.
Delire com "Eruption":
DAVE GILMOUR
Esse é um verdadeiro estilista. Bends vindos do Céu fazem arrepiar todos os pêlos até das mais insensíveis criaturas. Duvida?
Então veja o tira teima em "Confortably Numb":
GARY MOORE
Moore era usuário quase que exclusivo das Gibson Les Paul. Mas abria exceção pra homenagear Hendrix, um de seus maiores ídolos, como nessa apresentação onde ele faz chover com uma Fender vermelha surrada no show em comemoração aos 50 anos da Strato, tocando "Red House":
YNGWIE MALMSTEEN
Tem gente que torce o nariz. Mas esse cara toca pra caralh...
Velocidade super sônica, técnica impressionante, e por que não: uma dose grande de muita marra?
"Evil Eye":
GEORGE HARRISON
Harrison usou inúmeros modelos e marcas diferentes de guitarra ao longo de sua carreira solo e com os Beatles. Mas ele também era fã da Strato, e podemos conferi-lo deslizando seu slide mágico em "Cloud Nine":
quarta-feira, 15 de maio de 2013
domingo, 12 de maio de 2013
PAUL MCCARTNEY E OS GRILOS NO SHOW EM GOIÂNIA
Em maio desse ano, além de Belo Horizonte, em sua passagem pelo Brasil Paul McCartney fez shows em Goiânia (dia 6) e Fortaleza (dia 9). Os setlists foram exatamente os mesmos da apresentação na capital mineira.
Mas em Goiânia Paul recebeu participações especiais. Vários louva-deus invadiram seu show no Estádio Serra Dourada, e fizeram sucesso, tanto que foram parar em seu blog. McCartney divulgou fotos e contou a história de um dos bichos, que permaneceu no ombro do astro britânico durante várias músicas e acabou batizado por ele de Harold.
A invasão começou quando Paul se sentou ao piano para tocar "My Valentine". Ele se surpreendeu com a quantidade de insetos que o rodiavam e esbarravam nele a todo momento. Sem perder o bom humor, Macca riu bastante do imprevisto e incluiu Harold no show. Quando se levantou do piano para cantar "The Long and Winding Road", aproximou o novo "amiguinho" do microfone.
A brincadeira encantou o público de mais de 40 mil pessoas que lotaram o estádio para ver a primeira apresentação do ex-Beatle na cidade.
Veja o video da parceria entre Paul McCartney & os Grilos:
Mas em Goiânia Paul recebeu participações especiais. Vários louva-deus invadiram seu show no Estádio Serra Dourada, e fizeram sucesso, tanto que foram parar em seu blog. McCartney divulgou fotos e contou a história de um dos bichos, que permaneceu no ombro do astro britânico durante várias músicas e acabou batizado por ele de Harold.
A invasão começou quando Paul se sentou ao piano para tocar "My Valentine". Ele se surpreendeu com a quantidade de insetos que o rodiavam e esbarravam nele a todo momento. Sem perder o bom humor, Macca riu bastante do imprevisto e incluiu Harold no show. Quando se levantou do piano para cantar "The Long and Winding Road", aproximou o novo "amiguinho" do microfone.
A brincadeira encantou o público de mais de 40 mil pessoas que lotaram o estádio para ver a primeira apresentação do ex-Beatle na cidade.
Veja o video da parceria entre Paul McCartney & os Grilos:
sábado, 11 de maio de 2013
DAVID COVERDALE ANUNCIA POSSÍVEL PASSAGEM DO WHITESNAKE NO BRASIL EM SETEMBRO E LANÇAMENTOS DE DOIS CDS DULPOS E DVDS AO VIVO
Chega de tristeza!
Vamos agora para notícias boas. No caso para os fãs de David Coverdale e o Whitesnake.
O vocalista David Coverdale disse, em sua conta oficial no Twitter, que o Whitesnake virá ao Brasil este ano. Segundo o músico, a visita deve acontecer em setembro. A informação veio quando um fã questionou Coverdale sobre quando ele retornaria ao Brasil e o vocalista respondeu: “Em setembro de 2013… eu espero”. Mais tarde, outro fã retomou o assunto e perguntou se a banda viria para se apresentar no Rock in Rio e o cantor disse: “Eu acredito que não… mas nós iremos de qualquer jeito”, reafirmou sobre a visita ao Brasil.
Atualmente o Whitesnake tem na sua formação além de Coverdale, os guitarristas Doug Aldrich e Reb Beach, o baixista Michael Devin, e o lendário baterista Tommy Aldridge que voltou recentemente a banda.
Coverdale não disse se a banda se apresentará em outro festival ou se pretende realizar um show solo. Atualmente, o Whitesnake trabalha na divulgação do disco e do DVD ao vivo “Made in Japan”, que inclui o show da banda no festival Loud Park, em Saitama, no Japão, de outubro de 2011. O projeto foi lançado no dia 23 de abril.
Veja o primeiro vídeo divulgado de “Made In Japan”, com “Fool For Your Loving“:
"Whitesnake Made In Japan" está sendo vendido nos formatos de DVD ou Blu-Ray simples, ou na edição Deluxe que contém um DVD e CD duplo.
Confira as faixas:
O Whitesnake ainda lançará mias material ao vivo inédito. A gravadora Frontiers Records acaba de anunciar que lançará o novo CD duplo ao vivo do Whitesnake, intitulado "Made in Britain - The World Record". O lançamento acontece no dia 5 de julho na Europa e no dia 9 do mesmo mês na América do Norte.
O track listing do trabalho você confere abaixo:
Cd1 – MADE IN BRITAIN Best Years; Give Me All Your Love; Love Ain’t No Stranger; Is This Love; Steal Your Heart Away; Forevermore; Love Will Set You Free; My Evil Ways; Fare Thee Well; Ain’t No Love In The Heart Of The City; Fool For Your Loving; Here I Go Again; Still Of The Night.
Cd2 – THE WORLD RECORD Bad Boys; Slide It In; Lay Down Your Love; Pistols At Dawn; Snake Dance; Can You Hear The Wind Blow; Fare Thee Well; One Of These Days; The Badger; Deeper The Love; Soldier Of Fortune; Burn/Stormbringer
Vamos agora para notícias boas. No caso para os fãs de David Coverdale e o Whitesnake.
O vocalista David Coverdale disse, em sua conta oficial no Twitter, que o Whitesnake virá ao Brasil este ano. Segundo o músico, a visita deve acontecer em setembro. A informação veio quando um fã questionou Coverdale sobre quando ele retornaria ao Brasil e o vocalista respondeu: “Em setembro de 2013… eu espero”. Mais tarde, outro fã retomou o assunto e perguntou se a banda viria para se apresentar no Rock in Rio e o cantor disse: “Eu acredito que não… mas nós iremos de qualquer jeito”, reafirmou sobre a visita ao Brasil.
Atualmente o Whitesnake tem na sua formação além de Coverdale, os guitarristas Doug Aldrich e Reb Beach, o baixista Michael Devin, e o lendário baterista Tommy Aldridge que voltou recentemente a banda.
Coverdale não disse se a banda se apresentará em outro festival ou se pretende realizar um show solo. Atualmente, o Whitesnake trabalha na divulgação do disco e do DVD ao vivo “Made in Japan”, que inclui o show da banda no festival Loud Park, em Saitama, no Japão, de outubro de 2011. O projeto foi lançado no dia 23 de abril.
Veja o primeiro vídeo divulgado de “Made In Japan”, com “Fool For Your Loving“:
Confira as faixas:
| Disc: 1 |
|---|
| 1. Best Years |
| 2. Give Me All Your Love Tonight |
| 3. Love Ain t No Stranger |
| 4. Is This Love |
| 5. Steal Your Heart Away |
| 6. Forevermore |
| 7. Six String Showdown |
| 8. Love Will Set You Free |
| 9. Drum Solo |
| 10. Fool For Your Loving |
| 11. Here I Go Again |
| 12. Still Of The Night |
| Disc: 2 |
| 1. Love Will Set You Free |
| 2. Steal Your Heart Away |
| 3. Lay Down Your Love |
| 4. Fare Thee Well (Acoustic Version) |
| 5. One Of These Days (Acoustic Version) |
| 6. Good To Be Bad (Acoustic Version) |
| 7. Tell Me How (Acoustic Version) |
| 8. Evil Ways |
O Whitesnake ainda lançará mias material ao vivo inédito. A gravadora Frontiers Records acaba de anunciar que lançará o novo CD duplo ao vivo do Whitesnake, intitulado "Made in Britain - The World Record". O lançamento acontece no dia 5 de julho na Europa e no dia 9 do mesmo mês na América do Norte.
O track listing do trabalho você confere abaixo:
Cd1 – MADE IN BRITAIN Best Years; Give Me All Your Love; Love Ain’t No Stranger; Is This Love; Steal Your Heart Away; Forevermore; Love Will Set You Free; My Evil Ways; Fare Thee Well; Ain’t No Love In The Heart Of The City; Fool For Your Loving; Here I Go Again; Still Of The Night.
Cd2 – THE WORLD RECORD Bad Boys; Slide It In; Lay Down Your Love; Pistols At Dawn; Snake Dance; Can You Hear The Wind Blow; Fare Thee Well; One Of These Days; The Badger; Deeper The Love; Soldier Of Fortune; Burn/Stormbringer
PEU (1977-2013) - MAIS UM TALENTO QUE VAI EMBORA CEDO DEMAIS
Peu Sousa, ex-guitarrista da cantora baiana Pitty, foi encontrado morto em sua casa, no bairro de Itapuã, em Salvador. A família soube do ocorrido nesta segunda-feira, dia 6 de maio.
A informação da morte do guitarrista foi confirmada pelo irmão, Lahiri Galvão, que não deu detalhes sobre o caso.
De acordo com a Polícia Civil da Bahia, a morte foi provocada por suicídio. Peu foi encontrado morto pela esposa no quarto do casal. Segundo a polícia, ele estava com um cinto de couro amarrado ao pescoço.
O corpo de Peu Sousa foi liberado na manhã desta segunda-feira do Instituto Médico Legal (IML). Segundo informações do órgão, o corpo foi encaminhado para o Cemitério Bosque da Paz, na capital baiana.
Peu era enteado de Luiz Galvão — ex-integrante dos Novos Baianos —, cresceu em um ambiente musical e começou a tocar aos sete anos de idade, quando ganhou seu primeiro violão. Aos onze, ganhou sua primeira guitarra e montou uma banda chamada Tritomia, com a qual chegou a fazer uma apresentação. Aos 14 anos fez sua primeira gravação em estúdio, como participação junto à banda de pop rock Cravo Negro, de Salvador. No mesmo ano, gravou suas primeiras músicas autorais junto com a banda Bizarre Joe, a qual chegou a abrir shows da banda Úteros em Fúria, na qual Peu trabalhou como roadie.
Em 1995 formou a banda Dois Sapos e Meio, que frequentava a cena underground de Salvador, da qual participou de dois shows, e depois entrou na banda paulista Pin Ups, com a qual excursionou durante um ano. Voltou para Salvador e retomou a Dois Sapos e Meio até o final de 1999. Nesta época, com 19 anos, excursionou acompanhando Carlinhos Brown, com quem chegou a tocar em cima do trio elétrico, e após o que montou a banda Diga Aí Chefe!, onde também era o vocalista. Em um projeto paralelo, acompanhou a cantora baiana Rebecca Matta. Nesta época, também acompanhou seu padrasto Luiz Galvão em show solo e em algumas apresentações com os Novos Baianos.
Foi com a cantora Pitty que seu nome ficou conhecido no cenário nacional, como guitarrista do álbum "Admirável Chip Novo", disco de estréia da cantora. Com Pitty, ele gravou e escreveu "Equalize”, que ajudou a projeta-la nacionalmente. A composição é uma parceria entre eles. Ao sair da banda, foi convidado para tocar com DeFalla e Marcelo D2.
Em janeiro de 2005 formou a banda Trêmula, que foi indicada ao MTV Video Music Brasil como banda revelação, com o clipe "Selvagens Procurando Lei". Nesta época, produziu oito faixas do álbum Fim da Trégua da banda Medula. Em 2009 participou do show da campanha Criança Esperança, que tinha 40 guitarristas no palco, entretanto, as duas únicas guitarras ligadas eram a de Peu e a de Edgar Scandurra.
Seu último trabalho, foi com a banda Nove Mil Anjos, em setembro de 2008, integrou o grupo, tocando guitarra. A banda de rock tinha o baixista Champignon (ex-Charlie Brown Jr.), Junior (o irmão de Sandy) na bateria, e o vocalista Péricles Carpigiani. Um ano depois, eles fizeram uma pausa e nunca mais voltaram. O único disco foi produzido por Sebastian Krys, que já trabalhou com Sandy & Junior.
Na Bahia, o músico já tocou com artistas como Rebeca da Matta, Emanuelle Araújo e Preta Gil.
Peu é mais um pra lista dos talentos que vão embora cedo demais.
Peu era enteado de Luiz Galvão — ex-integrante dos Novos Baianos —, cresceu em um ambiente musical e começou a tocar aos sete anos de idade, quando ganhou seu primeiro violão. Aos onze, ganhou sua primeira guitarra e montou uma banda chamada Tritomia, com a qual chegou a fazer uma apresentação. Aos 14 anos fez sua primeira gravação em estúdio, como participação junto à banda de pop rock Cravo Negro, de Salvador. No mesmo ano, gravou suas primeiras músicas autorais junto com a banda Bizarre Joe, a qual chegou a abrir shows da banda Úteros em Fúria, na qual Peu trabalhou como roadie.
Em 1995 formou a banda Dois Sapos e Meio, que frequentava a cena underground de Salvador, da qual participou de dois shows, e depois entrou na banda paulista Pin Ups, com a qual excursionou durante um ano. Voltou para Salvador e retomou a Dois Sapos e Meio até o final de 1999. Nesta época, com 19 anos, excursionou acompanhando Carlinhos Brown, com quem chegou a tocar em cima do trio elétrico, e após o que montou a banda Diga Aí Chefe!, onde também era o vocalista. Em um projeto paralelo, acompanhou a cantora baiana Rebecca Matta. Nesta época, também acompanhou seu padrasto Luiz Galvão em show solo e em algumas apresentações com os Novos Baianos.
Foi com a cantora Pitty que seu nome ficou conhecido no cenário nacional, como guitarrista do álbum "Admirável Chip Novo", disco de estréia da cantora. Com Pitty, ele gravou e escreveu "Equalize”, que ajudou a projeta-la nacionalmente. A composição é uma parceria entre eles. Ao sair da banda, foi convidado para tocar com DeFalla e Marcelo D2.
Em janeiro de 2005 formou a banda Trêmula, que foi indicada ao MTV Video Music Brasil como banda revelação, com o clipe "Selvagens Procurando Lei". Nesta época, produziu oito faixas do álbum Fim da Trégua da banda Medula. Em 2009 participou do show da campanha Criança Esperança, que tinha 40 guitarristas no palco, entretanto, as duas únicas guitarras ligadas eram a de Peu e a de Edgar Scandurra.
Seu último trabalho, foi com a banda Nove Mil Anjos, em setembro de 2008, integrou o grupo, tocando guitarra. A banda de rock tinha o baixista Champignon (ex-Charlie Brown Jr.), Junior (o irmão de Sandy) na bateria, e o vocalista Péricles Carpigiani. Um ano depois, eles fizeram uma pausa e nunca mais voltaram. O único disco foi produzido por Sebastian Krys, que já trabalhou com Sandy & Junior.
Na Bahia, o músico já tocou com artistas como Rebeca da Matta, Emanuelle Araújo e Preta Gil.
Peu é mais um pra lista dos talentos que vão embora cedo demais.
JEFF HANNEMAN (1964-2013) - O ADEUS AO ETERNO GUITARRISTA DO SLAYER
O guitarrista do Slayer, Jeff Hanneman, morreu na semana passada, no dia 2 de Maio, nos EUA. Hanneman estava em um hospital da região quando sofreu insuficiência hepática causada por cirrose atribuída ao álcool. Havia especulações de que uma rara bacteria que consome tecidos humanos, que ele acreditava ter contraído em 2011 por uma picada de aranha, teria contribuído com a morte do guitarrista.
"Enquanto ele enfrentou essa luta por sua saúde ao longo dos anos, incluindo a recente infecção pela bactéria que devastou o seu bem-estar, Jeff e pessoas próximas a ele não tinham conhecimento da verdadeira extensão de sua doença hepática até os últimos dias de sua vida", afirmou a banda em comunicado publicado em sua página na Internet.
A banda disse que Hanneman nunca esteve em uma lista de espera por um transplante de fígado e que sua saúde parecia estar melhorando recentemente, enquanto a banda se preparava para trabalhar em um novo álbum.
Jeff, que tinha 49 anos, foi um dos fundadores do Slayer, uma das maiores bandas de Metal de todos os tempos, conhecida por ser uma das criadores do thrash metal em 1981. Ele tinha também papel importante como compositor na banda, sendo coautor de algumas de suas músicas mais conhecidas, como "Angel of death" e "Raining blood".
O Slayer tem show marcado no dia 22 de setembro no Rock in Rio. A banda também foi anunciada para tocar junto com o Iron Maiden em São Paulo, no dia 20, e em Curitiba, no dia 24 do mesmo mês. Em 2011, Hanneman foi picado por uma aranha e sofreu uma infecção chamada fasciite necrosante, com complicações de saúde que o fizeram sair da turnê da banda em 2012.
Hanneman quase morreu por conta de uma infecção chamada fasciite necrosante, que foi causada pela picada, e médicos chegaram a discutir a possibilidade de amputar seu braço. "Ele ficou em coma induzido por alguns dias e teve que passar por diversas operações para remover o tecido morto de seu braço. Entendam que ele estava em um estado muito, muito ruim", afirmou o comunicado de 2012.
"O Slayer está devastado ao informar que o companheiro de banda e irmão, Jeff Hanneman, morreu por volta de 11h desta manhã próximo à sua casa, no sul da Califórnia. Hanneman estava em um hospital da região quando sofreu insuficiência hepática. Ele deixa a esposa Kathy, a irmã Kathy e os irmãos Michael e Larry, e sua falta será profundamente sentida. Irmão Jeff Hanneman, descanse em paz (1964 - 2013)", diz a mensagem no perfil da banda.
Headbangers e admiradores do som pesado estão em luto.
Jeff, que tinha 49 anos, foi um dos fundadores do Slayer, uma das maiores bandas de Metal de todos os tempos, conhecida por ser uma das criadores do thrash metal em 1981. Ele tinha também papel importante como compositor na banda, sendo coautor de algumas de suas músicas mais conhecidas, como "Angel of death" e "Raining blood".
O Slayer tem show marcado no dia 22 de setembro no Rock in Rio. A banda também foi anunciada para tocar junto com o Iron Maiden em São Paulo, no dia 20, e em Curitiba, no dia 24 do mesmo mês. Em 2011, Hanneman foi picado por uma aranha e sofreu uma infecção chamada fasciite necrosante, com complicações de saúde que o fizeram sair da turnê da banda em 2012.
Hanneman quase morreu por conta de uma infecção chamada fasciite necrosante, que foi causada pela picada, e médicos chegaram a discutir a possibilidade de amputar seu braço. "Ele ficou em coma induzido por alguns dias e teve que passar por diversas operações para remover o tecido morto de seu braço. Entendam que ele estava em um estado muito, muito ruim", afirmou o comunicado de 2012.
"O Slayer está devastado ao informar que o companheiro de banda e irmão, Jeff Hanneman, morreu por volta de 11h desta manhã próximo à sua casa, no sul da Califórnia. Hanneman estava em um hospital da região quando sofreu insuficiência hepática. Ele deixa a esposa Kathy, a irmã Kathy e os irmãos Michael e Larry, e sua falta será profundamente sentida. Irmão Jeff Hanneman, descanse em paz (1964 - 2013)", diz a mensagem no perfil da banda.
Headbangers e admiradores do som pesado estão em luto.
RICHIE HAVENS (1941 -2013) - O ADEUS AO MENESTREL DE WOODSTOCK
Em 22 de abril de 2013, morria o grande menestrel de Woodstock, Richie Havens, de enfarte, aos 72 anos.
Natural do Brooklyn, se mudou para o Greenwich Village no começo dos anos 60, se virou como pintor de retratos e poeta até que um vizinho, Noel Paul Stookey, que mais adiante integraria o trio folk Peter, Paul and Mary, o aconselhou a transformar seus poemas em músicas. Aos poucos se tornou popular e teve acesso a palcos importantes como o Fillmore West e a eventos como a abertura para shows do power trio Cream, de Eric Clapton, Ginger Baker e Jack Bruce.
Chamou muito atenção pela maneira incomum na qual tocava violão e por sua interpretação de canções alheias.
Coube a ele a honra e a responsabilidade de abrir o Festival de Woodstock, em 1969. Ele voltou ao mesmo local em 2009 durante o aniversário de 40 anos do evento. Em sua trajetória, Havens lançou vários discos, como "Mixed bag" (1967), "Something else again" (1968), "Richard P. Havens, 1983" (1969) e "Stonehenge" (1970). Seu último trabalho é "Nobody left to crown", de 2008.
Sem dúvida, para ele (e para muitos) Woodstock foi um marco importantíssimo. Ele abriu o festival às 17h, no dia 15 de agosto de 1969. Era para ser a quinta atração, mas o trânsito monstro inesperado, fez com que os artistas se atrasassem. Como Havens já estava num dos hotéis reservados para os artistas a 11 quilômetros do palco, e pelo fato de que levar equipamentos de bandas era uma tarefa muito complicada e demorada, o convocaram às pressas para entrar primeiro porque seu set era simples. Levado de helicóptero, ao lado de seu percussionista, junto ao seu violão e duas congas. O baixista Eric Oxendine, estava no engarrafamento a 30 quilômetros de distância, decidiu largar o carro e seguir a pé. Chegaria a tempo se a ordem fosse mantida, mas com a antecipação, perdeu o show.
Na raça, com a cara e a coragem, Richie Havens encarou o desafio e enfrentou a multidão: “Esta noite, um milhão de canções serão cantadas. Todas sobre a mesma coisa, que eu espero seja o que todo mundo veio ouvir. Na verdade são todas sobre vocês e eu e todo mundo que não conseguiu chegar aqui e sobre as pessoas que vão ler sobre vocês amanhã. Sim! E como vocês foram bacanas...em todo mundo, se você pode sacar o que isso significa é porque é isso mesmo!”. Estas foram suas as palavras ao subir ao palco.
Originalmente tocaria por apenas 20 minutos, mas seu show durou por quase três horas. Tentou sair oito vezes, mas o mandavam de volta. Seu repertório tinha 3 canções dos Beatles: "With A Little Help From My Friends", "Strawberry Fields For Ever" e "Hey Jude".
Quando o mandaram voltar em uma das vezes, Richie não sabia mais o que cantar, e disse para a platéia: "Liberdade não é o que eles fazem a gente pensar que é, nós já a temos. Tudo que devemos fazer é exercer esta liberdade e é isso que estamos fazendo bem aqui". Então começou de improviso a tocar algumas notas, procurando alguma coisa e comecei a cantar repetidamente a palavra ‘freedom’, aí emendou com "Motherless Child", e pedaços de uma canção que cantava quando tinha 15 anos. Dessa forma, na frente de milhares de pessoas, ele compos um dos maiores hinos da Geração Paz e Amor, e foi exatamente essa esta canção que o tornou mundialmente famoso ao fazer parte do documentário do festival feito por Michael Wadleigh. Confira:
Natural do Brooklyn, se mudou para o Greenwich Village no começo dos anos 60, se virou como pintor de retratos e poeta até que um vizinho, Noel Paul Stookey, que mais adiante integraria o trio folk Peter, Paul and Mary, o aconselhou a transformar seus poemas em músicas. Aos poucos se tornou popular e teve acesso a palcos importantes como o Fillmore West e a eventos como a abertura para shows do power trio Cream, de Eric Clapton, Ginger Baker e Jack Bruce.
Chamou muito atenção pela maneira incomum na qual tocava violão e por sua interpretação de canções alheias.
Coube a ele a honra e a responsabilidade de abrir o Festival de Woodstock, em 1969. Ele voltou ao mesmo local em 2009 durante o aniversário de 40 anos do evento. Em sua trajetória, Havens lançou vários discos, como "Mixed bag" (1967), "Something else again" (1968), "Richard P. Havens, 1983" (1969) e "Stonehenge" (1970). Seu último trabalho é "Nobody left to crown", de 2008.
Sem dúvida, para ele (e para muitos) Woodstock foi um marco importantíssimo. Ele abriu o festival às 17h, no dia 15 de agosto de 1969. Era para ser a quinta atração, mas o trânsito monstro inesperado, fez com que os artistas se atrasassem. Como Havens já estava num dos hotéis reservados para os artistas a 11 quilômetros do palco, e pelo fato de que levar equipamentos de bandas era uma tarefa muito complicada e demorada, o convocaram às pressas para entrar primeiro porque seu set era simples. Levado de helicóptero, ao lado de seu percussionista, junto ao seu violão e duas congas. O baixista Eric Oxendine, estava no engarrafamento a 30 quilômetros de distância, decidiu largar o carro e seguir a pé. Chegaria a tempo se a ordem fosse mantida, mas com a antecipação, perdeu o show.
Na raça, com a cara e a coragem, Richie Havens encarou o desafio e enfrentou a multidão: “Esta noite, um milhão de canções serão cantadas. Todas sobre a mesma coisa, que eu espero seja o que todo mundo veio ouvir. Na verdade são todas sobre vocês e eu e todo mundo que não conseguiu chegar aqui e sobre as pessoas que vão ler sobre vocês amanhã. Sim! E como vocês foram bacanas...em todo mundo, se você pode sacar o que isso significa é porque é isso mesmo!”. Estas foram suas as palavras ao subir ao palco.
Originalmente tocaria por apenas 20 minutos, mas seu show durou por quase três horas. Tentou sair oito vezes, mas o mandavam de volta. Seu repertório tinha 3 canções dos Beatles: "With A Little Help From My Friends", "Strawberry Fields For Ever" e "Hey Jude".
Quando o mandaram voltar em uma das vezes, Richie não sabia mais o que cantar, e disse para a platéia: "Liberdade não é o que eles fazem a gente pensar que é, nós já a temos. Tudo que devemos fazer é exercer esta liberdade e é isso que estamos fazendo bem aqui". Então começou de improviso a tocar algumas notas, procurando alguma coisa e comecei a cantar repetidamente a palavra ‘freedom’, aí emendou com "Motherless Child", e pedaços de uma canção que cantava quando tinha 15 anos. Dessa forma, na frente de milhares de pessoas, ele compos um dos maiores hinos da Geração Paz e Amor, e foi exatamente essa esta canção que o tornou mundialmente famoso ao fazer parte do documentário do festival feito por Michael Wadleigh. Confira:
STORM THORGERSON (1944-2013) - O ADEUS AO GÊNIO QUE TRADUZIA MÚSICA EM IMAGENS
Há algumas semanas, depois de um almoço de família no Shopping Down Town (Barra da Tijuca), entrei naquela loja que funciona como banca de jornal, que fica na Praça de Alimentação, embaixo do Cinemark. Não estava precisando de chaveiro, mas fiquei encantado com uma arara enorme que tinha uma grande variedade de chaveiros, todos com estojo, ao preço de R$14,99. Uma parcela significativa dos modelos trazia logos de bandas de Rock. Imediatamente comecei a procurar por um do Beatles, Led Zeppelin e Rush; as bandas que completam meu Top3. Mas não tinha...
Olhando, mexendo, encontrei AC/DC, Iron Maiden, Metallica, Slayer, The Doors, Nirvana, Rolling Stones, Queen, Legião Urbana, Sepultura, U2, Linkin Park, Pearl Jam, System Of Down, Ramones, Slipknot, Green Day, Kiss, Motorhead...
Queria comprar algum, mas nenhum me apeteceu. Até que quando estava indo embora, Achei um do Pink Floyd bem parecido com esse aqui:
E não resisti, comprei-o. Sim, eu adoro o Pink Floyd, mas não mais do que AC/DC ou Queen. Mas a imagem do prisma sendo atravessado pela luz branca, que se separa em várias cores, é tão forte que mais uma vez me pegou.
Fui pego de surpresa quando na mesma semana recebi a notícia da morte do cara que criou a tal imagem que agora carrego junto às chaves do carro e de casa.
Storm Thorgerson, autor de capas lendárias da história da música pop, perdeu a batalha para o câncer aos 69 anos, no dia 18 de abril.
Além do Pink Floyd, Led Zeppelin, Black Sabbath, Muse, AC/DC, Dream Theater, Megadeth, The Cranberries, Deep Purple, Genesis, Peter Gabriel, Scorpions, The Who, Yes, Audioslave, Nazareth, Paul McCartney, Wings, The Offspring, Biff Clyro, Anthrax, Mars Volta, 10CC e Pendulum são alguns dos grupos que contrataram os serviços do artista,.
Não, ele não era músico, mas sua obra foi tão influente , revolucionária e fez tanto pela música quanto as composições de Lennon & McCartney, os solos de Jimi Hendrix, o peso das baquetas de John Bonham, ou as letras viajantes de Jim Morrison.
Ao receber uma encomenda, Thorgerson ouvia atentamente as canções do disco para investigar as letras, procurava todas as sutilezas dos arranjos, mergulhava no imaginário dos músicos, e conversava com eles para entender os mecanismos da criação.
Mais do que o capista do Pink Floyd, dono do estúdio Hypgnosis, e diretor de video-clipes incríveis, Storm Thorgerson deve ser lembrado como um visionário, e como um mestre entre a associação da música com o design.
Para sorte de nós amantes do Rock and Roll, ele escolheu as capas de discos como sua tela, onde sob influência do Surrealismo, fazia com que nossas mentes viajassem ao olharmos seus desenhos ou fotos. Quando isso era feito enquanto se ouve o disco, o passeio virtual se tornava mais incrível e ao mesmo tempo mais realista. Storm é o Salvador Dali da música Pop.
Não se limitou a transitar por um único gênero. Foi do Space Rock e do Progressivo ao Heavy Metal, passando pelo Hard Rock, o Psicodélico, o Pop e o rock Alternativo. tudo isso sem perder a essência, a criatividade, originalidade e sua incrível capacidade de brincar com nossas mentes.
Sua contribuição com o Pink Floyd, desde 1968, é tão importante e significativa, que hoje em dia é impossível separar a música e som das imagens que são como a identidade da banda. A cada novo disco lançado por Gilmour, Mason, Wright e Waters, Thorgerson criava imagens que de forma simbiótica, num mutualismo perfeito, gerava sensações inimagináveis. A vaca no campo, o close na orelha, o porco voador na fábrica, o aperto de mãos em chamas, o homem de terno de lâmpadas, e o já citado prisma sobre o fundo negro são imagens que se tornaram ícones e símbolos máximos que transcendem a música.
“Foi uma energia constante na minha vida, tanto no trabalho como no pessoal, um ombro onde chorar e um grande amigo”, escreveu o guitarrista David Gilmour em comunicado. “A arte gráfica que criou para o Pink Floyd desde 1968 até ao presente foi uma componente inseparável do nosso trabalho.”.
Thorgerson foi colega de escola de Syd Barrett e Roger Waters em Cambridge e manteve desde a adolescência uma forte amizade com David Gilmour. Estudante de Inglês e Filosofia, foi atraído pelo cinema, o seu primeiro grande interesse, antes de se concentrar nas artes gráficas. Já estudante na Royal College of Art, em Londres, fundou a Hipgnosis, que teve como primeiro grande trabalho a capa de "Saucerful of Secrets", o segundo álbum dos Pink Floyd.
Curiosamente, a sua capa mais célebre, o prisma de "The Dark Side of the Moon", é uma das mais simples de seu acervo. Surgiu de uma provocação do tecladista Richard Wright, que teria lhe dito: "Não vamos mais usar suas. Que tal uma mudança? Uma ideia gráfica bacana – qualquer coisa vistosa, graciosa, elegante.” .
Thorgerson também não se intimidava com projetos grandiosos. Para "Animals", o álbum de 1977 do Pink Floyd, fotografou um porco inflável flutuando sobre uma central eléctrica – o porco gigante soltou-se e foi uma ameaça para os aviões que chegavam e partiam de Heathrow. Dez anos depois, para "Momentary Lapse of Reason" reuniu várias centenas de camas numa praia, um trabalho que considerou mais tarde uma verdadeira loucura.
Teve papel importante também com outra super banda, o Led Zeppelin, com a famosa capa de "Houses of the Holy", a das crianças nuas numa paisagem surreal, alienígena. São dele também a autoria das ilustrações dos álbuns "Presence" e "In Through The Outdoor".
A partir da década de 1980, assinou também vídeos musicais para grandes nomes como Pink Floyd, Yes, Rainbow e Robert Plant.
Mais recentemente, foi o autor de capas para álbuns do Muse, Dream Theater, Mars Volta, Audioslave, entre outros. Ao longo de sua carreira assinou mais de 300. Fiz apanhado de algumas para o nosso deleite:
Olhando, mexendo, encontrei AC/DC, Iron Maiden, Metallica, Slayer, The Doors, Nirvana, Rolling Stones, Queen, Legião Urbana, Sepultura, U2, Linkin Park, Pearl Jam, System Of Down, Ramones, Slipknot, Green Day, Kiss, Motorhead...
Queria comprar algum, mas nenhum me apeteceu. Até que quando estava indo embora, Achei um do Pink Floyd bem parecido com esse aqui:
E não resisti, comprei-o. Sim, eu adoro o Pink Floyd, mas não mais do que AC/DC ou Queen. Mas a imagem do prisma sendo atravessado pela luz branca, que se separa em várias cores, é tão forte que mais uma vez me pegou.
Fui pego de surpresa quando na mesma semana recebi a notícia da morte do cara que criou a tal imagem que agora carrego junto às chaves do carro e de casa.
Storm Thorgerson, autor de capas lendárias da história da música pop, perdeu a batalha para o câncer aos 69 anos, no dia 18 de abril.
Além do Pink Floyd, Led Zeppelin, Black Sabbath, Muse, AC/DC, Dream Theater, Megadeth, The Cranberries, Deep Purple, Genesis, Peter Gabriel, Scorpions, The Who, Yes, Audioslave, Nazareth, Paul McCartney, Wings, The Offspring, Biff Clyro, Anthrax, Mars Volta, 10CC e Pendulum são alguns dos grupos que contrataram os serviços do artista,.
Não, ele não era músico, mas sua obra foi tão influente , revolucionária e fez tanto pela música quanto as composições de Lennon & McCartney, os solos de Jimi Hendrix, o peso das baquetas de John Bonham, ou as letras viajantes de Jim Morrison.
Ao receber uma encomenda, Thorgerson ouvia atentamente as canções do disco para investigar as letras, procurava todas as sutilezas dos arranjos, mergulhava no imaginário dos músicos, e conversava com eles para entender os mecanismos da criação.
Mais do que o capista do Pink Floyd, dono do estúdio Hypgnosis, e diretor de video-clipes incríveis, Storm Thorgerson deve ser lembrado como um visionário, e como um mestre entre a associação da música com o design.
Para sorte de nós amantes do Rock and Roll, ele escolheu as capas de discos como sua tela, onde sob influência do Surrealismo, fazia com que nossas mentes viajassem ao olharmos seus desenhos ou fotos. Quando isso era feito enquanto se ouve o disco, o passeio virtual se tornava mais incrível e ao mesmo tempo mais realista. Storm é o Salvador Dali da música Pop.
Não se limitou a transitar por um único gênero. Foi do Space Rock e do Progressivo ao Heavy Metal, passando pelo Hard Rock, o Psicodélico, o Pop e o rock Alternativo. tudo isso sem perder a essência, a criatividade, originalidade e sua incrível capacidade de brincar com nossas mentes.
Sua contribuição com o Pink Floyd, desde 1968, é tão importante e significativa, que hoje em dia é impossível separar a música e som das imagens que são como a identidade da banda. A cada novo disco lançado por Gilmour, Mason, Wright e Waters, Thorgerson criava imagens que de forma simbiótica, num mutualismo perfeito, gerava sensações inimagináveis. A vaca no campo, o close na orelha, o porco voador na fábrica, o aperto de mãos em chamas, o homem de terno de lâmpadas, e o já citado prisma sobre o fundo negro são imagens que se tornaram ícones e símbolos máximos que transcendem a música.
“Foi uma energia constante na minha vida, tanto no trabalho como no pessoal, um ombro onde chorar e um grande amigo”, escreveu o guitarrista David Gilmour em comunicado. “A arte gráfica que criou para o Pink Floyd desde 1968 até ao presente foi uma componente inseparável do nosso trabalho.”.
Thorgerson foi colega de escola de Syd Barrett e Roger Waters em Cambridge e manteve desde a adolescência uma forte amizade com David Gilmour. Estudante de Inglês e Filosofia, foi atraído pelo cinema, o seu primeiro grande interesse, antes de se concentrar nas artes gráficas. Já estudante na Royal College of Art, em Londres, fundou a Hipgnosis, que teve como primeiro grande trabalho a capa de "Saucerful of Secrets", o segundo álbum dos Pink Floyd.
Curiosamente, a sua capa mais célebre, o prisma de "The Dark Side of the Moon", é uma das mais simples de seu acervo. Surgiu de uma provocação do tecladista Richard Wright, que teria lhe dito: "Não vamos mais usar suas. Que tal uma mudança? Uma ideia gráfica bacana – qualquer coisa vistosa, graciosa, elegante.” .
Thorgerson também não se intimidava com projetos grandiosos. Para "Animals", o álbum de 1977 do Pink Floyd, fotografou um porco inflável flutuando sobre uma central eléctrica – o porco gigante soltou-se e foi uma ameaça para os aviões que chegavam e partiam de Heathrow. Dez anos depois, para "Momentary Lapse of Reason" reuniu várias centenas de camas numa praia, um trabalho que considerou mais tarde uma verdadeira loucura.
Teve papel importante também com outra super banda, o Led Zeppelin, com a famosa capa de "Houses of the Holy", a das crianças nuas numa paisagem surreal, alienígena. São dele também a autoria das ilustrações dos álbuns "Presence" e "In Through The Outdoor".
A partir da década de 1980, assinou também vídeos musicais para grandes nomes como Pink Floyd, Yes, Rainbow e Robert Plant.
Mais recentemente, foi o autor de capas para álbuns do Muse, Dream Theater, Mars Volta, Audioslave, entre outros. Ao longo de sua carreira assinou mais de 300. Fiz apanhado de algumas para o nosso deleite:
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