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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

10 de Outubro de 2010 - RUSH NA APOTEOSE (RJ)

Em 2002, assistir a um show do Rush era um sonho considerado impossível; estar no Maracanã vendo o trio em ação foi um momento inesquecível, e até agora considero aquela noite como o "Melhor Show da Minha Vida".
Quem diria que oito anos depois, estava eu novamente de frente pra esses três monstros sagrados?
Dessa vez meus companheiros de aventura foram Daniel Leal (grande colaborador do Blog) e minha gatona Mell (fotógrafa oficial de 90% das fotos de shows que ilustram esse Blog; com excessão dessas do Rush que foi eu mesmo que tirei).
Pela primeira vez fiquei no setor de Pista VIP, mas não tinha como ser diferente, o Rush merece. Foi emocionante, ficamos muito próximo da banda. No Maracanã fiquei também no gargarejo, mas o público ficava numa distância do palco muito maior.
Depois de presenciar o Bon Jovi, voltava à Apoteose pra me maravilhar com 3 horas de magia, da química perfeita de três músicos que tocam junto desde 1974, e que estão na sua plenitude técnica. Maduros é verdade (Geddy e Alex Lifesson têm 57 anos e Neil Peart 58), mas com vitalidade e energia de moleques. Sempre mostrando que estão se divertindo, como se fossem iniciantes ou garotos de uma banda de garagem.
Às 20 h em ponto, começa no telão um divertido e engraçado video, apresentando a nova turnê "Time Machine", até que o Rush aparece no palco e abre com a magnífica "The Spirit of Radio". O som ainda não está bem ajustado, mas fica perfeito já na segunda, "Time Stand Still", que é uma das que sempre quis ver ao vivo, e tem a particularidade de ter o guitarrista Alex Lifeson nos teclados.
O Repertório é excelente, e na verdade se completa com o de "Rush In Rio"; é claro que não tocaram inúmeras músicas que adoraria ouvir, mas na verdade pra conseguir resolver esse problema, a apresentação teria que durar umas seis horas.
Excelentes canções que não foram executadas no Maracanã apareceram agora, como "Presto", "Stick It Out", "Marathon" e "Subdivisions"; e é claro que o contrário também aconteceu.
Houve espaço para as novíssimas "Caravan" e "Brought Up To Believe", canções que estarão no álbum "Clockwork Angels", com lançamento marcado para abril de 2011. Mas o destaque, sem dúvida nenhuma foi o álbum "Moving Pictures" de 1981, ser tocado na íntegra, por isso a a turnê leva o nome de máquina do tempo. Antes porém houve um intervalo de 20 minutos, "porque somos velhos," como alegou Geddy Lee, ou para "tirar água do joelho," como disse o locutor engraçadinho. Durante essa pausa, apreceu no telão um marcador de tempo, que começou marcando o ano de 1974, e lentamente cronometrava a passagem dos anos, até chegar em 2010.
Agradeci a Deus por poder presenciar as músicas desse disco executadas com perfeição na sequência idêntica do disco. Assim como eu, muita gente virou fã do Rush depois de ouvir "Moving Pictures".
Assim como aconteceu em 2002, a galera toda "cantou" a instrumental "YYZ", e mais uma vez fiquei arrepiado. E vi a felicidade estampada nos rostos de todos, tanto do público em êxtase, quanto da banda, que matava a saudade de manifestações que só acontecem em terras brasileiras.
Mais uma vez, o Rush nos brindou com o que há de mais moderno em tecnologia de efeitos visuais em shows. Além de três enormes telões em alta definição, labaredas gigantes de fogos, explosões, fogos de artifício, fumaça, lasers e uma estrutura suspensa cheia de spots de luzes, semelhante a uma aranha gigante (veja foto abaixo), que criava inúmeros efeitos, variando em cada música, criando atmosferas diferentes pra cada momento.
Geddy Lee estava endiabrado. Não é novidade vê-lo cantar, tocar baixo e pilotar os teclados, tudo ao mesmo tempo; mas o cara estava demais, detonando solos matadores em seu Fender Jazz Bass. Sua voz parece não envelhecer, e ele solta seus agudos como se não houvesse amanhã.
Neil Peart é o maior baterista da história do Rock, e a cada turnê compõe um novo solo. Em "MalNar" ele mostra a criatividade, domínio de técnica, e virtuosismo, sem encher o saco, ou cansar o público. Durante seu solo, foi a única vez que usou a parte eletrônica de seu enorme kit, que girava pra Peart literalmente humilhar. Rufando a caixa, atacando com fúria com pedal duplo, e mostrando sofisticação e suavidade no Jazz.
Os ignorantes e os não iniciados tendem a falar que Alex Lifeson não está no nível dos outros dois. Pura besteira. Alex é um dos guitarristas mais iventivos e criativos, usando efeitos originais e muitas vezes inovadores. Ele alterna bases e solos sem deixar buracos, preenchendo os espaços com eficiência e solando com maestria. Pra quem não concorda peço que ouça com atenção "La Villa Starngiato " e "Freewill".
Após o solo de bateria, Lifeson ficou sozinho no palco, atacando com seu violão de 12 cordas, fazendo lembrar os violeiros de música caipira.
As únicas críticas que faço ao show são 3. Primeiro, acho que o volume do som podia ter sido mais alto, dessa forma acho que ficaria com mais pressão. Outro ponto foi o vazio durante o intervalo de 20 minutos, acho que poderia ser usado algum recurso no telão pra ocupar o tempo, como aconteceu na turnê "Vapor Trail".
E por último, o fato do setlist da turnê ser o mesmo em todas as noites. Em julho havia postado emSETLIST DOS ÚLTIMOS SHOWS DA TURNE DO RUSH
o que seria o provável repertório das apresentações no Brasil, e as músicas foram exatamente as mesmas da lista. Acho que poderia acontecer como em 2002, qundo o Rush inclui especialmente para as datas brasileiras as canções "Closer to The Heart" e "The Tress".É claro que esses fatos não comprometeram em nada, e talvez só não considere esse show melhor do que o do Maracanã, por causa da emoção da primeira vez.
Porque foi impecável a perfomance desses três mestres.
É um privilégio, um prazer e uma honra, estar nesta celebração da boa música, e presenciar um concerto com três caras que amam o que fazem, e que ajudaram e ainda ajudam a escrever algumas das páginas mais gloriosas do Rock and Roll.
Encerraram a noite com "Working Man" (do primeiro álbum), que contou com uma primeira parte em ritmo de Reggae, pra depois expoldir com o peso do Rock. Foi de lavar a alma.
Depois que saíram do palco, o telão mostrou um video com os atores Jason Segel e Paul Rudd, da comédia "Eu Te Amo, Cara". A dupla que no filme é fã do Rush, invade o camarim da banda, e cria encrenca com Peart por comer o sanduíche que estava reservado para o baterista.
Espero que cumpram a promessa de voltarem em breve,anunciada por Geddy Lee antes de irem embora. E seria ótimo se já voltassem na turnê do novo disco.
SETLIST:
1-The Spirit of Radio
2-Time Stand Still
3-Presto
4-Stick It Out
5-Working Them Angels
6-Leave That Thing Alone
7- Faithless
8- BU2B - Brough Up To Believe
9-Freewill
10-Marathon
11-Subdivisions

INTERVALO

12- Tom Sawyer
13-Red Barchetta
14-YYZ
15-Limelight
16-The Camera Eye
17-Witch Hunt
18-Vital Signs
19-Caravan
20-MalNar (Drum solo)
21-Closer To The Heart
22- 2112 Overture
23-Far Cry

Bis:
24-La Villa Strangiato
25-Working Man

sábado, 9 de outubro de 2010

70 ANOS DE JOHN LENNON

Se estivesse vivo, John Lennon completaria hoje 70 anos de idade. Infelizmente, ele se foi cedo demais...
Era o beatle mais politizado, e muito fez pela paz mundial, com canções como "Give Peace a Chance", "Imagine" e "Power To The People". Organizou passeatas, e declarou publicamente ser contra a Guerra do Vietnã, fazendo duras críticas à política armamentista dos EUA. O que lhe custou um processo que quase o extraditou.
Tanto nos Beatles, ou em sua curta carreira solo compôs clássicos e canções inesquecíveis, que garantem um lugar nos "Imortais da Música".
Fez um casamento musical perfeito com Paul McCartney, e todas as músicas da época dos Beatles eram assinadas pelos dois, mesmo aquelas compostas individualmente; era um acordo que fizeram nos tempos de garotos.

Muito já foi falado sobre Lennon e Beatles nesse Blog, então pra não ser repetitivo, vou deixar aqui apenas a minha singela homenagem a um dos meus maiores ídolos. Um cara que tentou fazer desse mundo um lugar melhor, e foi covardemente assassinado por um doente mental.
O site "Google" não deixou a data passar em branco, colocou um auto-retrato de Lennon no logo durante o dia todo:

Pra comemorar o aniversário de Lennon, Ozzy Osbourne fez uma homenagem a John Lennon. Ele regravou "How?", faixa de Lennon lançada em 1971 no clássico álbum "Imagine".
Todos os lucros do single irão para a Anistia Internacional. Com a permissão de Yoko Ono, Osbourne gravou sua versão para a faixa, que está sendo divulgada acompanhada de um vídeo no qual ele aparece de preto, caminhando pelas ruas de Nova York. Carregando flores roxas, ele se direciona ao Memorial de John Lennon, no Central Park, onde deixa o buquê ao lado da palavra "Imagine" no chão.
A gravação de Ozzy é uma extensão de Instant Karma: The Campaign to Save Darfur, álbum beneficente de 2007 gravado para a campanha Make Some Noise, desenvolvida pela Anistia Internacional - visando arrecadar fundos para ajudar as vítimas do conflito de Darfur, no Sudão. Com regravações de músicas de John Lennon, o disco contou com artistas como U2, R.E.M., Christina Aguilera, Green Day, entre outros.
Ozzy já havia gravado em seu disco "Under Cover" (de 2005) 3 músicas de John Lennon: "In My Life" (dos Beatles) , "Woman" e "Working Class Hero". É um fã declaro de John e dos Beatles, e deu a seguinte declaração à BBC, sobre a morte de Lennon:
"O mundo parou para mim. Não consigo nem descrever como me senti. Mas a quantia de alegria e esperança que ele deu às pessoas é notável."
Assista abaixo ao vídeo:

08 de outubro de 2010 - BON JOVI NA PRAÇA DA APOTEOSE (RJ)

Eu estava deveras preocupado. o Bon Jovi havia tocado em São Paulo por mais de 3 horas. Eu me perguntava: Será que aguentarei?
Então fui à Apoteose esperando o pior, e consegui suportar bem, talvez por ter ido com esse clima nada otimista.
A abertura ficou a cargo do Fresno. Antes dos shows ouvi várias pessoas indignadas com a iclusão de uma banda EMO na noite; como se o Bon Jovi fosse uma banda de Rock "mais pica das galáxias". Um cara disse: "Pô, Fresno é sacanagem, não tem nada a ver com Bon Jovi. Os Paralamas abriram pro The Police, porque eles são os correspondentes do Police no Brasil". Achei melhor ficar quieto, mas deu vontade de perguntar: "Pô, então se for assim, quem deveria abrir pro Bon Jovi? O Fabio Junior?"
Não gosto de Emo e muito menos do Fresno, mas os caras tocam bem, fazem um show enxuto, e mesmo sob vaias ou desprezo conseguiram dar o seu recado, apesar do baixíssimo volume do som. Com bem mais peso que a banda principal, até que foram respeitados pelo público, que vibrou quando anunciarm que iriam tocar a saidera.
Com cinco minutos de antecipação, o Bon Jovi começo o show, com duas musiquinhas novas bem fraquinhas. Jon com seu violão aparece com camiseta aberta, e começa a gritaria da mulherada. Uma das canções fala em acreditar em si mesmo, no estilo dos livros de auto-ajuda, e no telão surgem personalidades como Pelé, Kennedy, Obama, Bob Dylan, John Lennon, Luther King, Desmond Tutu e Jimi Hendrix.
Assisti a tudo na Pista Normal, na grade que separa pra área Vip, que estava bem vazia, da mesma forma que as arquibancadas. O som estava num volume baixíssimo, mal dava pra ouvir os solos da guitarra de Richie Sambora.
Mas a galera nem se importou. Não se preocupavam na qualidade do áudio, e sim em poder ver de perto o vocalista-galã. Até porque faziam mais barulho que a banda. Nas mais animadas "You Give Love a Bad Name" e "Born to be my Baby", que foram tocadas em sequência, as vozes do público cobriam tudo. Mas o pior era aguentar a histeria das meninas. Uma delas me deixou surdo do ouvido direito, porque não parava de berrar, com uma voz agudíssima frases como "Jon, Lindo!", "I Love You", "Beautiful!", "Sambora!". Cada grito dela era uma tortura, que se estendeu por toda noite. Não satisfeita em quase estourar meus tímpanos, ainda quase me fez apanhar, ao ficar cheia de gracinha, me pedindo pra pegá-la no colo.
Achei o setlist fraco, cheio de canções novas desconhecidas (ao menos pra mim), e repleto de baladas, o que já era esperado e inevitável. Pois o Bon Jovi há muito tempo deixou de ser uma banda de Rock, farofa é verdade, pra se tornar um grupo Pop.
O melhor momento foi o Hard Rock "Bad Medicine", que teve "Roadhouse Blues" do The Doors como incidental. Depois Richie Sambora com seu chapeuzinho à Steve Ray Vaughan assumiu o microfone em "Homebound Train", enquanto Jon deixava o palco. É uma pena que sua guitarra permaneceu o show quase todo num volume quase inaudível, pois se trata de um guitarrista de estilo e pegada, com bons solos, com direito a slides e "talk box" no estilo Peter Frampton. Sambora é Rock And Roll.
A turnê brasileira não contou com toda a produção e parafernalha técnica dos shows da Europa e EUA. Aqui no Brasil foi tudo mais simples, a úinca coisa que impressionava era o telão gigante.
Felizmente pra mim, e pra tristeza de todos os outros presentes, a apresentação no Rio durou 40 minutos a menos que a de São Paulo.
Talvez Jon tenha acabado com o show, porque queria que todos estivessem em casa antes da meia-noite. É provável que o volume do som também estivesse baixo pela preocupação do cantor com a saúde dos ouvidos de suas fãs. Ele é tão atencioso e preocupado que no próximo disco virão em suas letras de auto-ajuda avisos pras pessoas comerem mais verduras, escovarem bem os dentes, respeitarem os limites de velocidade nas estradas, e tirarem boas notas.
SETLIST:
1. Lost Highway
2. We Weren’t Born to Follow
3. You Give Love a Bad Name
4. Born to be my Baby
5. Superman Tonight
6. The Radio Saved my Life Tonight
7. Just Older
8. Runaway
9. It’s my Life
10. Bad Medicine ~ Roadhouse Road
11. Homebound Train (Richie Vocals)
12. What Do You Got?
13. Always
14. Happy Now
15. Thorn in My Side
16. Someday I’ll be Saturday Night
17. Who Says You Can’t Go Home
18. Loves the Only Rule
19. Keep the Faith

Bis:

20. Wanted Dead or Alive
21. Livin’ on a Prayer
22. These Days

FOTOS DE MELLISSA SANATANA

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

5 PLAYMATES NA ÚLTIMA EDIÇÃO DA REVISTA "GUITAR BUYER'S GUIDE"

A revista "Guitar Buyer's Guide" é o guia para compra de guitarras, violãoes e contra-baixos mais vendido do mundo. Publicado duas vezes por ano, traz mais de 3.000 novos produtos, incluindo guitarras, baixos, amplificadores, pedais, efeitos e muito mais.É o único guia do género a apresentar uma foto de quatro cores de cada guitarra, baixo e violão listados dentro de suas páginas.
Sempre traz uma bela modelo em sua capa, as chamadas "Baby's Guitar World", que fazem uma impresssionante e deliciosa combinação da estonteante beleza das curvas do corpo feminino com a arte dos desenhos desses maravilhosos instrumentos musicais.

A revista é lançada a cada 6 meses, e a nova edição vem com a capa e um ensaio com nada menos 5 modelos da Playboy americana. As famosas Playmates posam seinuas, usando camisetas de clássicas bandas de rock, ao lado de guitarras e baixos. Infelizmente não consegui descobrir os nomes das meninas. Mas confira algumas fotos:Usando camisetinhas do Led Zeppelin e Aerosmith, as loirinhas seguram guitarras da marca Washburn e Yamaha.
A morena faz tributo a banda van Halen.
A baixista vem de Guns N'Roses

AC/DC não podia faltar


A morena vem homenageando o "Príncipe das Trevas" Ozzy Osbourne.


A gatinha coloca fogo na guitarra à Jimi Hendrix

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

PRA AQUECER PRO SHOW DE DOMINGO, UMA NOTÌCIA DO RUSH

Mais uma vez, quem passou essa bola foi meu colaborador Daniel Leal:
Em breve será lançado o DVD e Blue-ray do mais recente disco da aclamada série "Classic Albums " que conta a história por trás da gravação de não apenas um, mas de dois álbuns épicos do lendário Rush. "2112" foi o álbum que fez do Rush sucesso mundial, alcançando o No.1 em sua terra natal, o Canadá, e Top 75 nos EUA, onde viria a ser disco de platina triplo. "Moving Pictures" abriu a banda para o grande público, e continua a ser o álbum mais vendido de sua carreira. Também foi a número 1 no Canadá, chegando a disco de platina, atingindo o No.3 no Reino Unido e EUA.
No DVD, Geddy Lee, Alex Lifeson e Neil Peart falam sobre a criação dos álbuns, juntamente com o original do produtor Terry Brown, através de entrevistas, demonstrações, vídeos de arquivo e uso das fitas originais multi-track.
O bônus apresenta mais de 50 minutos de entrevistas adicionais e imagens de arquivo.
Comentários de fãs como o baterista Taylor Hawkins do Foo Fighters e do jornalista David Fricke da revista Rolling Stone também ilustram o documentário que aonda não tem data certa pra ser lançado no Brasil.
Como aperitivo confira o video do Rush executando o mega-clássico "YYZ", extraído do "Classic Albums: Rush - 2112 & Moving Pictures":

Rush - "YYZ" from '2112 & Moving Pictures Classic Albums'
Carregado por netreach. - Videos de musica, clipes, entrevista das artistas, shows e muito mais.

CONFIRMADÍSSIMO: PAUL MCCARTNEY NO BRASIL!!!

Confirmadao: PAUL MCCARTNEY NO BRASIL!
Mas não no Rio de Janeiro, o jeito é ir pra Sampa.
Serão dois shows no país: dia 7 de Novembro em Porto Alegre e dia 21 em São Paulo, com grandes chances de um show extra em Sampa no dia 22.
Começa no próximo dia 15 a pré-venda de ingressos para a apresentação que o ex-beatle Paul McCartney fará no Estádio do Morumbi, em São Paulo.
Num primeiro momento, as entradas, cujos valores variam entre R$ 140 e R$ 700 (com meia entrada), serão restritas a clientes dos cartões de crédito Bradesco e American Express e poderão ser compradas através do site www.ingresso.com e do telefone 4003-3222 — o pagamento poderá ser parcelado em até 4 vezes. Proprietários de cadeiras cativas e camarotes do Estádio do Morumbi também terão direito à pré-venda.
De acordo com a produção, serão postos à venda cerca de 60 mil ingressos. Cada pessoa poderá comprar um limite de seis bilhetes. A partir do dia 18, as bilheterias do Estádio do Pacaembu também vão comercializar os ingressos, mas ainda em pré-venda. O horário de funcionamento será das 9h às 17h (menos em dias de jogos).
Apesar de ter confirmado oficialmente apenas uma apresentação do músico em São Paulo, o produtor Luiz Oscar Niemeyer deixou escapar, durante a entrevista coletiva que a carga de 60 mil ingressos seria para "os dois dias".

Ele também acenou com a possibilidade de McCartney tocar em Buenos Aires nos dias 10 e 11 de novembro, já que existe um período de quase 20 dias entre os shows gaúcho (7 de novembro) e paulistano. Durante a coletiva, foi exibido um vídeo em que Paul convida os brasileiros a assistir aos seus shows. Segundo Niemeyer, a mensagem de menos de 30 segundos de duração foi gravada na casa do músico, na semana passada.

O show terá início às 21h30, e terá três horas de duração. Os portões serão abertos às 17h30, e a classificação é 14 anos.

Veja a relação de preços setor:

Pista prime, R$ 700
Cadeira premium azul, R$ 450
Cadeira premium laranja, R$ 450
Cadeira coberta azul, R$ 450
Cadeira coberta vermelha, R$ 450
Cadeira coberta laranja, R$ 400
Pista, R$ 300
Cadeira inferior, R$ 300
Arquibanca especial vermelha, R$ 180
Arquibanca vermelha, R$ 160
Arquibancada azul, R$ 160
Arquibancada laranja, R$ 140

Nas compras pela internet, haverá taxa de conveniência de 16%; por telefone, a taxa será de 20%.

Estou ansioso pra garantir logo meus ingressos. E já estou preparando meu smokey para essa noite de gala

terça-feira, 5 de outubro de 2010

MORRE ED WILSON, UM DOS ÍCONES DA JOVEM GUARDA

Um dos maiores representantes da Jovem Guarda morreu no último domingo, 3, no Rio de Janeiro. Ed Wilson, compositor de diversos hits no Brasil, estava com 65 anos e sofria de câncer na tireoide.
Entre os sucessos escritos pelos cantor e compositor estão "Chuva de Prata", que fez ao lado de Ronaldo Bastos e ficou conhecido na voz de Gal Costa; "Aguenta Coração", cantado por José Augusto e composto em parceria com Paulo Sérgio Valle; "Acho que Vou lhe Esquecer" e "Vou Lhe Deixar", gravados por Wanderléa.
Ele foi um dos fundadores de um dos mais importantes grupos de Rock do Brasil, o Renato e Seus Blue Caps, que contava com aindacom seus irmãos Renato e Paulo César Barros. Em 1961, saiu do grupo para seguir carreira solo e foi substituído por Erasmo Carlos.
Algumas das canções mais conhecidas de sua trajetória como cantor foram "Telefonema", "Garota Fenomenal" e "O Carro do Papai", que ele canta no vídeo abaixo:
Ultimamente, ele trabalhava como vocalista do The Originals, o lado de outros membros da Jovem Guarda, Miguel Plopschi, Pedrinho da Luz e Cleudir Borges.
Na festa de arromba do céu o Ed Wilson "tá acabando de chegar"...

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

02 de Outubro de 2010 - DJAVAN NO CITIBANK HALL (RJ)

Já estava com saudades, pois janeiro de 2008 foi a última vez que havia assistido a um show do Djavan. O palco era o mesmo, Citibank Hall, que estava completamente lotado na segunda noite da estréia da turnê de "Ária".
O cantor alagoano veio a frente de excelentes músicos, numa formação inédita em sua carreira: Torquato Mariano (violão e guitarra), André Vasconcelos (baixo acústico e elétrico) e Marcos Suzano (percussão). Todos vestindo elegantes ternos, abriram com "Seduzir" em novo e belo arranjo. Seguido por "Eu Te Devoro" também numa roupagem nova, semelhamte a versão acústica, que vire e mexe toca nas rádios.
Além das canções do novo CD em que exercita sua veia de intérprete, Djavan canta algumas de suas composições que há muito não apareciam em seus shows, como "Lambada de Serpente" (do LP "Alumbramento de 1980) e "Transe" (de "Lilás" de 1984).
A iluminação e o cenário estavam simples , porém com efeitos de muito bom gosto. Num pano de fundo branco, apareciam cenários como os Arcos da Lapa, e nele eram projetados tons e cores, formando ambientes e climas diferentes pra cada música.
A primeira do disco novo foi "Sabes Mentir", e Djavan revela que a ouvia na infância na voz de sua ídola Angela Maria, e que foi sua mãe que o ensinou a cantar. Já "Nada a Nos Separar" ele conheceu em sua adolescência, na voz de Evinha (líder do trio Esperança) num período que classificou como difícil, onde morava com um primo em Recife.
"13 de Dezembro" e "La Noche" são canções que conheceu a pouco tempo. A primeira é o tema instrumental composto por Luiz Gonzaga e Zé Dantas, onde solta voz em empolgantes improvisos vocais. A segunda é uma canção flamenca, estilo que sempre o influenciou, e lhe foi apresentada por seu filho Max.
Do trabalho novo foram tocadas também "Disfarça e Chora"(Cartola), "Brigas Nunca Mais" (Tom e Vinícius), "Oração ao Tempo" (Caetano Veloso), "Palco" (Gilberto Gil) e "Fly To The Moon". Infelizmente não rolou a minha predileta "Luz e Mistério" (de Beto Guedes e Caetano)
Não podem faltar belas baladas em suas apresentações, por isso estavam presentes no repertório o mega-hit "Oceano" e "Faltando um Pedaço" (talvez a mais bela de suas composições).
As coisas começaram a esquentar nos sambas arrasa-quarteirão "Fato Consumado" (seu primeiro sucesso na carreira) e "Flor de Lis". Até que em "Linha do Equador" (sua parceria com Caetano) Djavan chama todo mundo pra dançar, pedindo que todos levantassem e chegassem perto do palco. Aí tudo virou festa com "Samurai" e " Sina", quando ele se despede, pra voltar no Bis com a inspirada e apaixonada "Pétala", aonde admito tive que segurar a emoção.
Encerrou com "Lilás" o impecável concerto, onde tudo estava perfeito, principalmente o som, sublime e bem regulado e equalizado.
SETLIST:
1- Seduzir
2- Eu Te Devoro
3- Lambada de Serpente
4- Sabes Mentir
5- Oração ao Tempo
6- Nada A Nos Separar
7- Faltando Um Pedaço
8- Disfarça e Chora
9- Brigas Nunca Mais
10- Fly To The Moon
11- 13 de Dezembro
12- La Noche
13- Oceano
14- Palco
15- Transe
16- Fato Consumado
17- Flor de Lis
18- Linha do Equador
19- Samurai
20- Sina

Bis:
21- Pétala
22- Lilás
Não posso esquecer de destacar as excelentes fotos feitas pela fotógrafa e gata Mellissa Santana.

domingo, 3 de outubro de 2010

01 de Outubro de 2010 - CAPITAL INICIAL NA FUNDIÇÃO PROGRESSO (RJ)

A quase exato um ano atrás, assiti ao show do Capital Inicial no Citybank Hall; e como relatei na postagem03 de Outubro de 2009 - CAPITAL INICIAL - Citibank Hall
, eu nunca fui fã da banda. Dessa vez foi o o show do novo disco "Das Kapital", e rolou na Fundição Progresso (Lapa). No ingresso estava marcado que começaria as 22:00 h, mas quando iniciou já passava da uma da manhã. O que já me deixou muito cansado e com mais má vontade.
O show é produzidíssimo, de nível internacional, com lança-chamas, cenário hightech, com telão central de alta definição e vários painéis de leds. A iluminação é extremamente bonita, realmente nota dez.
Já o som não acompanha o mesmo nível. O vocal era continuamente abafado pelas guitarras. E a bateria estava com um som horrível, talvez o pior som de bateria ao vivo que ouvi num show de rock: abafada, sem peso, e com baixo volume.Tenho que admitir que o Capital é a banda da geração dos Anos 80 mais bem sucedida atualmente, com um repertório repleto de hits, na sua maioria da década de 90. Nesse quesito colocam no chinelo, bandas muito melhores como Titãs, Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho.
O público eufórico, e Dinho empolgadíssimo comandava a massa como um sumo-sacerdote, como ele mesmo disse na apresentação. O Setlist foi bastante parecido com o do ano passado, até mesmo nas covers: "Que País é Este" (legião Urbana), "Mulher de Fases" (Capital Inicial) e "Whole Lotta Love" (Led Zeppelin) que fechou a noite.
Dessa vez Dinho vestia uma camiseta do Kiss (no Citibank Hall foi uma do AC/DC), e se portou com o mesmo jeito afetado, e com suas interpretações cheias de maneirismos. A mulherada perdia a linha, principalmente quando ele tirava a camisa.
O quarteto teve o uuxílio do tecladista Robledo Silva (que também tocou violão) e pelo excelente guitarrista Fabiano Carelli. Também contou com a participação especial de Fred Nascimento (guitarrista do Tantra, e da banda de apoio que acompanhava a Legião) que tocou violão em "Por Enquanto" e "Primeiros Erros", com direito a incidental de Kashmir do Led Zeppelin.
Com certeza todos que estavam presentes adoraram tudo, e cagaram pras observações que fiz quanto a qualidade ruim do som. O Capital continua fazendo um show perfeito para seus fãs, que vão pra casa extasiados e satisfeitos. E é isso que no fim realmente importa. Não a opinião de um rabugento e cansado blogueiro que preferia ter ido pra casa dormir.
SET LIST:
Ressurreição
4 Vezes Você
Como Se Sente
Que País É Esse
Respirar Você
Natasha
Como Devia Estar
Leve Desespero
Vamos comemorar
Fogo
Não Olhe Pra Trás
Primeiros Erros
Por Enquanto
Marte Em Capricórnio
Fátima
Veraneio Vascaína
Mulher de Fases
O Mundo
À Sua Maneira
Depois Da Meia-Noite
BIS
Todas as Noites
Algum Dia
Independência
Whole Lotta Love


Fotos: Mellissa Santana

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

"O GAROTO DE LIVERPOOL" ("NOWHERE BOY") TEM SUA PREMIERE BRASILEIRA NO "FESTIVAL DO RIO 2010"

Pra não dizer que eu não participei do "Festival do Rio 2010", assisti a premiere brasileira do filme "O Garoto de Liverpool" ("Nowhere Boy"), que saiu em 2009 na Inglaterra e aparentemente não tem data específica para estreiar por aqui em grande circuito. Fui com muita expectativa, e já havia feito duas postagens sobre o longa NOWHERE BOY (O GAROTO DE LIVERPOOL) EM OUTUBRO NOS CINEMAS e"NOWHERE BOY", LONGA MOSTRA A INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA DE JOHN LENNON

Aaron Johnson interpreta o solitário adolescente John Lennon. O longa mostra a infância, a juventude e os seus primeiros momentos como músico. Lennon é um garoto rebelde, abandonado pela mãe, Julia (Annie-Marie Duff), e criado pela autoritária e durona Tia Mimi (Kristin Scott Thomas). John encontra no Rock and roll, um lugar para extravasar seus dilemas e ganhar energia. E ao lado de Paul (Thomas Sangster), começa a trilhar seu caminho para a conquista do mundo com os Beatles.

O roteiro é assinado por Matt Greenhalgh, o mesmo de "Control" a biografia de Ian Cutis do Joy Division, e é baseado no livro "Imagine This: Growing Up With My Brother John Lennon", escrito por Julia Baird. Foi indicado ao BAFTA nas categorias de Melhor Roteiro Original, Melhor Maquiagem, Melhor Efeitos Sonoros, Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora, Melhor Ator e Melhor Atriz Coadjuvante.

Os menos aficionados e atentos talvez não percebam a alusão à "A Hard Day's Night" (primeiro filme dos Beatles lançado nos cinemas), logo no começo, com o acorde da introdução da canção com o mesmo nome tocado, e o jovem Lennon correndo,como na abertura do 'Os Reis do Iê-Iê-Iê'.
Várias situações barra-pesada são mostradas, como quando o diretor de seu colégio o diz que ele não tem futuro nenhum, ou quando perde seu Tio George, seu pai adotivo que foi quem o presentiou o seu primeiro instrumento: uma gaita.
Lennon (Aaron Johnson) e Tia Mimi (Kristin Scott Thomas)


Na adolescência, John descobre que Julia, sua mãe biológica mora a algumas quadras de sua casa. E assim começa a se aproximar dela. Um processo sofrido e complicado.
Julia o apresenta vários discos de Rock, e começa a lhe dar aulas de banjo. Fascinado pelo Rei do Rock, Lennon reclamando da vida , num dos momentos mais interessantes do filme, pergunta a sua mãe: "Por que Deus não me fez Elvis?", e recebe a seguinte resposta: "Porque estava guardando você para ser John Lennon". Sábia palavras, Julia...
John (Aaron Johnson) e Julia (Annie-Marie Duff)

A vida de Lennon é muito sofrida, o que vai transformando em um cara sarcástico, meio amargo e revoltado. Mas é claro que também são mostrados cenas em que ele se diverte, como quando surfava em cima dos ônibus, ou quando descobria a sexualidade com a primeira namorada.
Era um líder nato, e montou e escolheu os músicos e o nome da sua primeira banda, The Quary Men, inspirado na escola Quarry Bank High School , onde John Lennon e a maioria dos integrantes estudavam. Até que depois do primeiro show é apresentado ao garoto Paul McCartney, que impressiona a todos tocando e cantando "Twenty Flight Rock", e depois é convidado pra entrar no grupo. Paul é o responsável por trazer George Harrison, que mesmo sendo o mais novo, tocava mais guitarra que os dois.
Vejam algumas fotos dessa época:
Voltando ao filme, a diretora Sam Taylor Wood consegue costurar toda história, alternando os dramas pessoais de John, com suas descobertas, e a paixão nascente pelo Rock and Roll. O jovem ator Aaron Johnson faz um excelente trabalho, convencendo mesmo que é John Lennon jovem. Acho que isso é um dos maiores elogios que ele poderia receber pelo sua interpretação.
A história da película acaba justamente aonde começa a do filme "Os Cinco Rapazes de Liverpool" ("Backbeat") de 1994, ou seja, quando John e sua banda partem para a cidade alemã de Hamburgo para fazer shows. É o começo da Beatlemania.
Não poderia deixar de registrar a indignação da Mellissa por colocar um ator bonito para o papel de John Lennon, e um feio para o de Paul McCartney (Thomas Sangster), o que segundo ela, é o contrário da realidade.