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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

03 de Outubro de 2009 - CAPITAL INICIAL - Citibank Hall


Nos anos 80, eu gostava de acompanhar meus pais nas idas ao supermercado, geralmente o Carrefour da Barra. O motivo era comprar "Comandos em Ação" com o dinheiro das mesadas que eu e meu irmão juntávamos.
Mas um belo dia fui com minha mãe com o objetivo de comprar o segundo Lp da Legião Urbana, porque adorava uma música que tocava no rádio, uma tal de "Tempo Perdido"...
Chegando lá, não tinha o disco, aí fiquei na dúvida entre dois: "Cabeça Dinossauro" dos Titãs e o LP de estréia do Capital Inicial. O do Capital me chamou muito a atenção porque vinha lacrado e com uma etiqueta "Proibida a venda a Menores de 18 Anos". Fiquei pensando o que faria de um disco ser proibido pra menores: "Será que tem músicas cheias de palavrão?". Conhecia e gostava de "Música Urbana", que tocava direto nas FMs, e fiquei intrigado com a proibição.
Mas acabei levando o dos Titãs, porque gostava de "AA UU" e de "O QUÊ?" e principalmente porque fiquei chapado com a capa que tinha um desenho de Leonardo da Vinci chamado "Expressão de Um Homem Urrando".
Na semana seguinte, voltei lá e comprei o Lp do Capital, e me decepcionei, o motivo da etiqueta era a "Veraneio Vascaína" foi censurada, e na época eu nem entendia o porquê.
Portanto nunca fui fã da banda,e descobri pouco mais tarde que as melhores canções na verdade foram compostas por Renato Russo que na época formava, com os irmãos Flávio e Fê Lemos, o Aborto Elétrico.
Passei a gostar menos ainda, com a nova fase mais pop e com mais sucessos, que começou depois da retomada com o "Acústico MTV" em 2000.
Me espantei com a atual popularidade da banda, a maioria do pública que lotava o Citibank era de garotada, na casa doa 15 e 16 anos. Me impressionei mais ainda com a superprodução do show: cenário impecável, dois bonecos infláveis gigantes (um de um robô e o outro da personagem da música "Natasha"), chuva de confetes coloridos, lança-chamas, palco gigante com passarela atrás do palco e uma outra que entra pelo público, além de efeitos de iluminação caprichadíssimos. Só não deu pra entender porque não houve o mesmo cuidado com o som, que estava bem ruim; vocais com o volume muito baixo, bateria abafada e sem peso.
O show foi aberto com playback de "Smells Like Teen Spirit" do Nirvana, as luzes se apagaram, e cada integrante foi entrando, até que surge Dinho, pra delírios das teens, vestido com uma camisa do AC/DC.
A banda contou com dois músicos de apoio: tecladista Robledo Silva e o guitarrista Fabiano Carelli (que foi apresentado por Dinho como o "Jimmy Page da banda").
Realmente a apresentação foi de hits do início ao fim, e a galera cantava todas a plenos pulmões. Ainda rolaram duas covers da Legião: “Geração Coca Cola” e “Que país é esse?”, a última serviu pro vocalista alfinetar Sarney e Cia. Rambém fizeram homenagem aos Raimundos em "Mulher de Fases".
No Bis, tocaram "Whole Lotta Love" do Led Zeppelin seguida pelo "Proibidão" do primeiro disco: "Veraneio Vascaíno".
A banda ameaçou ir embora, quando um coro de "Fogo! Fogo!" começou a ecoar. Não estava entendendo aquela manifestação fora de hora da torcida do Botafogo, até o grupo começar a tocar a baladinha "Fogo", levando a platéia ao êxtase. Com destaque para o solo cheio de virtuosismo de Fabiano Carelli.
Não tocaram "Música Urbana"...Mas ninguém, além de mim, sentiu falta.
Sem dúvida foi um show perfeito pra quem é fã. E Dinho, apesar de muito afetado, sabe conduzir a massa como um verdadeiro showman.


SETLIST:
Mais
Mundo
Independência
Como devia estar
Geração Coca Cola
Não olhe pra trás
Eu nunca disse adeus
Olhos vermelhos
Primeiros erros
Algum dia
Tudo que vai
A vida é minha (Eu faço o que quiser)
Fátima
Que país é esse
Mulher de fases
Quatro vezes você
Natasha
À sua maneira

Whole lotta Love
Veraneio vascaína
Fogo

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