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sábado, 12 de maio de 2012

11 de Maio de 2012 - BUDDY GUY NO VIVO RIO

Ir a um show do Buddy Guy é ter o privilégio de testemunhar um mito, uma lenda viva do Blues em ação. Guy foi uma das maiores influências declaradas para guitarristas do quilate de Jimi Hendrix, Eric Clapton, Jimmy Page, Jeff Beck e Stevie Ray Vaughan. Basta escutar seus solos cheios de bands rasgados para entender o porquê.
Os 75 anos de idade mantém sua pegada intacta, apesar dos longos anos de excelentes serviços prestados ao Blues.
Quem chegou cedo teve a sorte e o prazer de assistir o show de abertura do guitarrista Arthur Menezes. O cara é fera, e mostrou pegada e feeling agradando em cheio uma platéia formada por vários iniciados. Arthur mistura muitas influências: Blues, Rock, Soul, Country, Música Nordestina, Rockabilly, conseguindo um resultado interessante. Foi um bom aquecimento pro prato principal.
 
Buddy Guy entra no palco após sua banda começar a base de "Nobody Understands Me But My Guitar; e já entra endiabrado, cuspindo faísca da sua guitarra. Depois pede silêncio e toca o famosíssimo riff de "Hoochie Coochie Man", que causou delírio entre os presentes.
Foi a primeira vez que assisti a um show de Guy, e tinha certeza que ficaria arrepiado logo na primeira vez que ouvisse sua guitarra. Mas oq ue me deixou mesmo impressionado foi o seu carisma, e a forma como ele domina com facilidade a platéia: "Não estou aqui para tocar blues. Estou aqui para tocar o que vocês quiserem.",disse Buddy, o que teve como resposta o grito: "Play the blues, man", soltado por um fã que não se conteve. A todo momento ele mudava a dinâmica e o andamento das músicas, e sua banda se mostrava muito entrosada. Também brincava com o volume, diminuindo e aumentando de acordo com o sentimento que queria passar.
Buddy Guy fazia literalmente o que dava na telha. Interrompia a música para falar com o público, ou simplesmente para tocar uma outra que tenha resolvido na última hora. Dessa forma ele tocou trechos de "Boom Boom" de John Lee Hooker, "Strange Brew" do The Cream e "I Miss You" dos Rolling Stones. Esta última foi parada no meio apesar de ter enstusiasmado a todo Vivo Rio que cantava junto o corinho "Uh, Uh, Uh...".
 
Buddy tocou guitarra de todas as formas: com os dedos, com palhetas, com uma baqueta, com os dentes, esfregando a barriga e até mesmo batendo com uma toalha. Na metade do show, ele ainda foi pra galera. Ele desceu do palco durante de um dos seus solos mais alucinados, e continuo tocando no meio dos fãs que não sabiam se tiravam fotos, se tentavam encostá-lo ou se beliscavam-se para ter certeza que aquele momento não era um sonho.
Guy homenageou seus discípulos mais célebres com um medley instrumental com "Voodoo Child" de Hendrix e "Sunshine Of Your Love" do Cream de Eric Clapton, onde usando o pedal wah-wah fez a guitarra chorar de forma gentil. Não poderia deixar de comentar da sua voz que está tinindo.
O velho Buddy está cantando pra cacete, com firmeza e emoção. Em pouco mais de 1h30, ele e sua banda desfilaram o fino do Blues, fazendo com que todos os espectadores saissem de lá de alma lavada. 
Classe A.

Setlist:
Nobody Understands Me But My Guitar
Hoochie Coochie Man
She's Nineteen Years Old
Someone Else Is Steppin' In
Skin Deep
(You Give Me) Fever
Boom Boom
I Just Want To Make Love To You
Voodoo Chile / Sunshine Of Your Love
I Miss You
Strange Brew
Feels Like Rain

10 de Maio de 2012 - ARTHUR MAIA NO TEATRO RIVAL

Arthur Maia não é um simples baixista. Trata-se de um dos maiores músicos do mundo. Versátil, ele é capaz de tocar qualquer estilo. E sua carreira prova isso. Já acompanhou vários dos mais aclamados artistas: Djavan, Ivan Lins, George Benson, Lulu Santos, Jorge Benjor, Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Flávio Venturini, Gal Costa, Marisa Monte, Martnália, Seu Jorge, Beto Guedes, João Bosco, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Martinho da Vila, Roberto Carlos. Aos 22 anos de idade, foi um dos fundadores do Cama de Gato, a mais importante banda instrumental do Brasil. Em 1987 montou o Egotrip, grupo de Pop Rock, com letras e arranjos trabalhados, lançou um único disco; com carreira meteórica, pois se separaram após a morte do baterista Pedro Gil (filho de Gilberto Gil), em um acidente de carro em 1990.
Paralelamente a tudo isso Arthur já lançou cinco CDs solos, a maioria de forma independente. O mais recente é "O Tempo e a Música", lançado no ano passado pela Biscoito Fino. É o seu disco mais brasileiro. E esse foi o clima do show, uma verdadeira viagem musical pela nossa diversidade cultural.


Luis Otavio Paixão (teclados), Rafael (trombone), Bruno Santos (trompete) e Felipe Martins (saxofone)

Além disso a noite foi uma reunião no palco de grandes músicos e amigos, que são acima de tudo, admiradores do talento de Arthur Maia. Quem estava na platéia também compartilhava esta admiração, e pode "babar" e se emocionar com o belíssimo arranjo no baixo fretless para "Abismo de Rosas", de Dilermando Reis; que foi dedicada ao pai de Arthur.

O guitarrista Felipe

A sequência "Hey Jude" (Lennon/McCartney) e "Ju" (composição de Maia), foi dedicada a filha Juliana que assistia na primeira fila. Arthur explicou o significado da dobradinha. É que sua filhota quando era pequena achava que a música dos Beatles foi feita pra ela; para evitar possíveis traumas, ele fez uma canção em sua homenagem.

Cassio Duarte na percussão e Felipe Martins na bateria
Depois foi a vez da quebradeira geral com "Arthur e o Gigante", composição ao mesmo tempo complexa e bela, escrita para o baixista por William Magalhães, que estava na platéia e foi saudado pelo músico. Foi interessante ver boa parte do público cantarolando o intrincado tema da canção.
Arthur Maia contou que sua mãe (que também estava presente) sempre reclamou que seus shows são legais, mas muito cheios de improvisos instrumentais. Para agradar a mamãe, ele cantou "Alívio", sua parceria com Djavan, presente no disco do alagoano, "Coisa de Acender" (de 1992).
Com a participação de Sérgio Chiavazzoli no bandolim, continuou no microfone, cantando "Já Queira", lembrando seu tio-avô Jota Castanha, compositor de alguns clássicos da MPB como "Lábios que Beijei".
Fiquei alucinado com a versão funkeada e cheia de slaps do chorinho "Brejereiro". Como o próprio Arthur comentou, é quase inacreditável o fato de uma música tão moderna como esta já tem 107 anos. Coisas de gênios como Ernesto Nazareth.

 Sérgio Chiavazzoli (bandolim e guitarra) com Arthur, e abaixo o guitarrista Fernando Caneca
A próxima convidada foi a bela cantora Aline Calixto que esbanjou charme e afinação em "Je Sui la Marie" e "Minha Palhoça", ambas presentes nas trilhas sonoras de novelas globais. Arthur Maia é o produtor do disco de estréia de Aline, e desse trabalho nasceu uma parceria musical e uma grande amizade.
A cantora Aline Calixto
 
O grande convidado da noite não poderia ser outro: o mestre Gilberto Gil, que entrou discreto e sereno com seu violão pra tocar a instrumental "Um Abraço no João", composição de Gil em homenagem a João Gilberto.
Com Gil na guitarra levaram o super clássico "Palco", com direito a super solo de baixo. O baiano estava super descontraído e humilhou na simplicidade, com seus solinhos que foram reverenciados por todos os músicos da banda, que dobravam as notas que ele tocava. Saiu do palco ovacionado, como não poderia ser diferente.
Gilberto Gil

Enquanto Gilberto Gil tocava, houve troca entre os músicos: entraram o tecladista Claudio Andrade e o mestre Jorginho Gomes na bateria (nas fotos abaixo), que tocou a primeira vez com Gil aos 14 anos de idade, antes de entrar para os Novos Baianos com seu irmão Pepeu Gomes.
 
Arthur Maia é um virtuose que não abusa da técnica pra vomitar cem mil notas por segundo. Sua onda é outra. Ele se liga mais nas melodias e no balanço. Seus improvisos agradam o ouvido, não é aquele tipo de solo "olha como eu sou fodão".
De surpresa e sem ensaio, Maia chamou ao palco o tecladista William Magalhães, o herdeiro da fenomenal Banda Black Rio. E sua canja foi justamente o maior sucesso do grupo, a sensacional "Maria Fumaça", tocada no improviso, e mesmo assim foi um dos pontos altos do show.
William Magalhães, herdeiro da Banda Black Rio

Comprovando o que escrevi no começo da resenha, Arthur passeia e toca com competência uma infinidade de estilos. Sendo assim fez todo mundo balançar com "Frevo" e "Salsa", com espãço pra todos solarem e brilharem.
No fim, Maia vai ao microfone: "Existe uma lei que proibe que menores de idade subam no palco sem autorização do Juizado. Sendo assim, Michael, fica aí, que vou levar meu baixo até aí.". E levou o instrumento para o garoto franzino e baixinho de 16 anos, que cheio de atitude pediu o microfone e discursou agradecendo a oportunidade, e contando que desde pequeno sonhava em conhecer o Arthur Maia, e que chegou a escrever carta pro "Sonho Maluco" do Programa do Gugu. Ele disse que está muito feliz e honrado em tê-lo agora como amigo e mestre.
O menino era Michael Lima e Silva, o Pipoquinha, que brilhou no Faustão como o prodígio do contra-baixo aos 13 anos de idade. O moleque é um verdadeiro fenômeno. A mãos e os dedos são pequenos, mas seu talento, técnica, pegada e virtuosismo são gigantescos.
O jovem baixista Michael Lima e Silva, o Pipoquinha
Enquanto Pipoquinha mandava no baixo, Arthur foi pra bateria e mandou bem. Depois chamou Felipe Martins de volta e ficou comandando a festa como um maestro, de vez em quando solfejava alguns solos no microfone e tocava um baixo imaginário.
Além de ser um músico extraordinário, Arthur Maia esbanja simpatia, faz graça, conta piada, um verdadeiro show man. Prova que é muito bem quisto, e sabe retribuir o afeto promovendo a todo instante seus colegas e amigos músicos.
Apesar da baixa estatura é um grande homem, e sua música é maior ainda.
Arthur Maia mandando bem também na bateria.

SETLIST:
Amazonas
Abismo de Rosas
Hey Jude
Ju
Arthur e o Gigante
Alívio
Já Queira
Brejeiro
Je Sui la Marie
Minha Palhoça
Macabu
Um Abraço no João
A João Opaxorô
Palco
Maria Fumaça
Frevo
Salsa
De Ombro

domingo, 6 de maio de 2012

SOUNDGARDEN ESTÁ NA TRILHA SONORA DE "OS VINGADORES"

No feriado assisti no cinema em 3D ao eletrizante "Os Vingadores". Altamente recomendável, mesmo se você não for chegado a filmes de super heróis. Cenas de ação de tirar o fôlego, efeitos especiais surreais, humor, elenco de peso, personagens carismáticos, tudo costurado por um roteiro bem escrito. Somado a tudo isso, muito Rock and Roll. Prova disso é Robert Downey Jr que interpreta mais uma vez Tony Stark/Homem de Ferro, aparece em cena com uma t-shirt do Black Sabbath. O CD da trilha sonora traz Scott Weiland - o vocalista do Stone Temple Pilots, Bush, Rise Against, Evanescence, entre outros. Apesar de tocar AC/DC no filme, não foi incluída nenhuma música da banda no álbum. O destaque fica com Soundgarden com a exclusiva "Live To Rise", que fecha o longa, e foi composta especialmente para o filme pelo vocalista Chris Cornell, e não deve entrar no novo disco de estúdio da banda, previsto para sair no fim deste ano. Confira o clipe da canção: O Soundgarden atualmente está em turnê pela Europa, onde se apresentará esse mês em Paris. Em Junho tocarão no Downloud Festival em Londres, no mesmo dia do Black Sabbath, Megadeth e Black Label Society.

5 de Maio de 2012 - SEPULTURA NA QUINTA DA BOA VISTA - VIRADÃO CARIOCA

É pra comemorar: Sepultura de graça no Rio de Janeiro! Esse feito histórico aconteceu na terceira edição do Viradão Carioca. Em 2010 vi Lulu Santos no Rio das Pedras; em 2011 Paralamas do Sucesso em Bangu. E nesse ano, apesar da enorme quantidade de atrações, mais uma vez só assisti a um dos shows. Mas não foi qualquer show:
Sepultura, porra!!!
O palco da Quinta da Boa Vista foi montado no vale me frente ao Museu Nacional. O formato do lugar proporciona uma boa acústica, e permite que todos tenham uma excelente visão do espetáculo.
Cheguei de carro sem pegar muito trânsito, e consegui facilmente uma vaga no estacionamento em frente ao Zoo, pagando dez reais. Havia muitos PMs e guardas municipais por todo o parque, e o clima era de total tranquilidade.
Achei o público pequeno, principalmente se comparado a última vez que estive por lá em 2010 pra ver o Show de são João com Gilberto Gil e Convidados (Leia a resenha). Se fosse em São Paulo, com certeza estaria mais do que lotado. Acabei saindo de casa tarde, e a única coisa que vi do show do Korzus foi os integrantes se despedindo e agradecendo.
Se a presença do público decepcionou negativamente, a qualidade e a potência do som me surpreenderam positivamente. Tudo bem equalizado e extremamente alto. Uma verdadeira porrada. Além disso, platéia e banda estavam em perfeieta sintonia. É meu caro, se você não foi, pode se rasgar...
O repertório cobriu toda a carreira do Sepultura, desde os primórdios (com "Inner Self") até hoje em dia (com "Kairos" do CD mais recente), com perdão ao plágio da letra de "Homem Primata".(Rsss). Rolaram duas covers da pesada: "Just One Fix" do Ministry, e "Polícia" dos Titãs, que chegou a ser lançada como extra no álbum "Chaos AD". Não faltaram os clássicos da fase Max Cavalera: "Territory", "Refuse/Resist", "Arise", "Roots Bloody Roots". Foi foda ouvir "Dead Embrionic Cells", uma das minhas preferidas que fazia tempo não via a banda tocar.
A iluminação e o telão também foram pontos altos. A produção foi exemplar, digna de nota dez. Mesmo quem não é fã da porradaria sonora do Sepultura tem que admitir que foi um showzaço (não é mesmo , Mell?).
É impossível não comentar a perfomance do novo baterista Eloy Casagrande. O garoto é um fenômeno. Animalesco, monstro, bestial são algumas das palavras pra definir o que ele faz. Ele alia a pegada animal e a atitude de Igor Cavarella com a técnica e a virtuose de caras como Mike Portnoy e Vinnie Colaiuta. Ele não se limita a reproduzir os consagrados arranjos originais. Não é preciso ficar muito atento pra perceber que ele adiciona detalhes, novas viradas e sua personalidade em cada interpretação, sem  descaracterizar as músicas. Sem contar o trabalho impressionante com o bumbo duplo. O cara me deixou embasbacado. Já o conhecia desde 2005, quando ele com 14 anos foi premiado e se apresentou no Modern Drummer Contest, em New Jersey, no evento/show organizado pela mais importantes revista sobre bateria do mundo. Depois vi sua evolução tocando na banda de apoio do vocalista André Matos. Eloy deixou de ser uma grande promessa para se tornar um dos grandes. A descrição do guitarrista Andreas Kisser ao apresentá-lo antes do seu curto solo de bateria foi perfeita: "Esse é nosso novo baterista Eloy Casagrande. Mais um monstro brasileiro para o mundo".

Setlist:
Refuse/Resist
Kairos
Relentless
Dead Embrionic Cells
Convicted In Life
Dialog
Attitude
Choke
Mask
Sepulnation
Inner Self
Just One Fix (Cover do Ministry)
Arise
Polícia (cover dos Titãs)
Territory

Bis:
Rattamahatta
Roots Bloody Roots

sábado, 5 de maio de 2012

4 de Maio de 2012 - TITÃS - SHOW CABEÇA DINOSSAURO NO CIRCO VOADOR


O tempo voa... Já faz 26 anos que o "Cabeça Dinossauro" foi lançado. Um álbum fundamental na minha formação tanto musical quanto de caráter; afinal foi  o primeiro disco que comprei na vida, e fez com que os Titãs se tornasse a minha banda nacional preferida desde os meus 10 anos de idade.
Dá uma sensação estranha ver os Titãs no palco hoje em dia, formado por apenas 5 integrantes, e lembrar que antes eram 8. Mais triste ainda é não termos Charles Gavin na bateria, apesar do bom trabalho realizado por  Mario Febre.

A apresentação é parte das comemorações dos 30 anos dos Titãs, com a execução do "Cabeça Dinossauro" na íntegra. Nada mais nada menos que o disco mais importante da história da banda, e um dos mais relevantes do Pop Rock nacional e da MPB. Além das músicas do LP, vários petardos do repertório mais pesado foram executados, alguns deles há muito tempo não apresentadas ao vivo, como pérolas do excelente "Titanomaquia", como "Nem Sempre Se Pode Ser Deus", "A Verdadeira Mary Poppins" e "Será Que É Disso Que Eu Necessito?".

O Circo estava com ingressos esgotados, e com o público formado por diferentes faixa-etárias, que pulava antes do show, ao som de Nenhum de Nós, Metrô, Ultraje à Rigor e Legião Urbana. Mas a galera queria  logo o início da apresentação, e no gargarejo, onde a média de idade passava os 35 anos, ecoavam urros de "Titãs! Titãs!". Até que as luzes se apagaram, o palco foi iluminado, e a batida tribal de "Cabeça Dinossauro" foi o estopim para começar o delírio, comandado por Branco Mello nos vocais e baixo.

A banda seguiu a risca o "projeto álbum", e tocou o disco faixa a faixa, exatamente na ordem. Na sequência, Sergio Britto exigiu e o público se esgoelou no refrão de "AA UU". Branco entregou o baixo a Sergio para voltar ao microfone para cantar "Igreja", que originalmente tem a voz de Nando Reis. Por falar no ex integrante, muito dos fãs ainda estão na bronca com ele, prova disso eram os gritos de "Nando Reis vai se foder!" que pipocavam da platéia a cada execução de canções que tinham o vocal de Nando. O ex baixista faz uma certa falta, pois Branco é até esforçado, mas falta a ele um certo balanço para tocar o instrumento; sem contar suas limitações técnicas, usando apenas dois dedos da mão direita para tocar as notas.
Quando Branco canta quem vai pro baixo é Sergio, que é ainda mais limitado, usando um dedo só pra tocar. Mas o que falta em técnica e virtuosismo sobra em atitude e vibração, o que torna tudo mais sujo, cru e pesado, aproximando a sonoridade ao Punk Rock, justamente a maior inspiração para o celebrado "Cabeça". Exemplos clássicos são: "Polícia", e a "Face do Destruidor" ( hardcore com velocidade supersônica que foi executada pela última vez em 1993 na turnê "Titanomaquia").
 
Paulo Miklos sem comprometer seu trabalho vocal,  faz bonito na guitarra, cumprindo muito bem o papel do falecido Marcelo Fromer, compondo fraseados e riffs com Tony Bellotto que continua comandando a guitarrada. Lamentavelmente as guitarras estavam com o volume baixo, praticamente em toda a primeira parte do show. Melhorou um pouco com a adição de mais uma, a do convidado especial Liminha, produtor de "Cabeça Dinossauro" e de mais 4 álbuns dos Titãs, que subiu ao palco em "Família", "Homem Primata", e "Dívidas". Esta última não fazia parte dos repertórios de shows desde 1986; Branco tentou desafiar a platéia cantando à capela, pra saber se alguém lembraria a letra, e para a sua satisfação, teve como resposta o forte coro dos fãs.

"O Que?" fechou a primeira parte, trazendo sua bateria eletrônica funkeada, e Paulo Miklos nos vocais. Depois de um intervalo o Rock and Roll rolou direto, com um apanhado geral da trajetória do grupo, apesar de terem ignorado álbuns como "Tudo ao Mesmo Tempo Agora" e "Domingo" na montagem do setlist.

Mas não dá pra reclamar do resultado. É nítido e notório o tesão que esses caras ainda têm em tocar juntos. É ainda mais fascinante ver a presença de palco, a entrega e o domínio que os três vocalistas  exercem para comandarem a massa. Todos cinquentões, parecem adolescentes dominados pelos hormônios que fervilham pela força desenfreada do Rock and Roll.

Esse efeito rejuvenescedor também faz efeito nos espectadores. Eu mesmo parecia um moleque de no máximo 15 anos, pulando como louco e gritando como se estivesse sob efeito de um anabolizante ou entorpecente. E realmente estava. A força daquela música tinha o efeito tão avassalador que todo o cansaço, aborrecimentos e stress da semana caiam no total esquecimento, pelo menos naquelas horas. Voltava a ser aquele menino que pirava ouvindo aqueles LPs que quase furaram de tanto tocar.

Também apontaram para o futuro, com a inédita "Fala Renata", trazendo muito peso misturado com passagens de baião. Sergio Britto: "Essa é inédita. Ainda não sabemos se vamos gravá-la". Se não fizerem o registro oficial será uma pena, porque a galerinha ligada em "restarts e cines da vida" teria muito o que aprender com esse som.

Antes que algum engraçadinho tivesse tempo de gritar "Toca Raul!", a banda mandou "Aluga-se", com Britto e Miklos dividindo os vocais. Um dos pontos altos da noite veio na sequência, com "Diversão" tendo o riff de guitarra cantado pelo público, antes durante e depois que da canção.

Liminha voltou para uma canja nas duas útimas: "Lugar Nenhum" e "Flores", dois dos maiores clássicos do Rock tupiniquim. Para tristeza geral, o bis trouxe apenas "Sonífera Ilha", o primeiro sucesso radiofônico. Todo mundo queria muito mais, e tradicionalmente os Titãs atendem aos pedidos para voltar. Mas dessa vez foi diferente, mesmo com a gritaria de "Mais Um!" o show foi encerrado.
Como de costume saí do Circo Voador surdo, só que um tanto mais feliz e emocionado do que de costume.
Quem perdeu essa, tem a segunda chance com o show extra no dia 9 de Junho. Vai dar mole de novo?

SETLIST:
Cabeça Dinossauro
AA UU
Igreja
Polícia
Estado violência
A Face do Destruidor
Porrada
Tô Cansado
Bichos Escrotos
Família
Homem Primata
Dívidas
O Que

A Verdadeira Mary Poppins
Amor por Dinheiro
Nem Sempre Se Pode Ser Deus
Aluga-se
Diversão
Vossa Excelência
Televisão
A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana
O Pulso
Fala Renata
Será Que É Disso Que Eu Necessito?
Lugar Nenhum
Flores

Bis:
Sonífera Ilha

 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A DONA DA TATOO DOS SÍMBOLOS DO LED ZEPPELIN

Há alguns anos, fuçando no Google, me deparei com as fotos de uma moça com a tatuagem belíssima e ao mesmo tempo impressionante: os 4 símbolos que representam cada um dos integrantes do Led Zeppelin. Salvei as fotinhas e arquivei no meu computador. Mais tarde usei uma delas para ilustrar o "banner" que enfeita a parte superior deste humilde Blog. Pode conferir.

Tudo tranquilo, até eu receber o seguinte comentário em um dos posts: "Olá! Como boa amante do rock n roll, amei o blog, mas vou pedir um favorzinho... Me chamo Roberta, sou a moça da foto da tatoo dos 4 símbolos, do led, que vc usa aí no seu banner. Gostaria que retirasse a foto ou, se possível, colocasse meu nome na mesma, pois estou vendo que ela tá rodando a net e não sei se isso é bom... rsrs.. Como seu que é um espaço pequeno, naum sei se vai rolar d colocar meu nome, mas ficaria mto grata se vc tomasse uma dessas providências, okay? Caso queira me adicionar no face pra trocarmos mais idéias, adicione /RobertaPlant Aguardo sua resposta! Bjossss"

O engraçado que eu nem sabia que a dona das tatoos era brasileira, e agora estava ela aqui no meu Blog, chamando minha atenção por usar sua fotografia sem ao menos dar lhe os créditos. Lá fui eu adicioná-la no facebook, para tentar resolver essa questão jurídica.

Num agradável bate-papo, soube que Roberta Cortês tem 25 anos; ela é designer, escritora, artista plástica e modelo freelancer. É paulista de Mogi das Cruzes, e adora viajar.
Seu primeiro contato com o Rock and Roll foi aos 9 anos de idade, quando ganhou do pai o seu primeiro vinil: "Love Gun" do Kiss.
Na conversa, ela me surprendeu quando pedi que me falasse de suas bandas preferidas, e que me citasse seu Top 5: "Não sei...Difícil. O Led pra mim fez um pacto com minha vida, saca? Marcou um momento de transição, me descreveu. Por isso é muito importante. Inclusive tem a história da minha tatoo.. mas depois eu conto... rsrs... Vamos ao top 5, sem ordem de preferência: Ozric Tentacles, Led Zeppelin, Electric Prunes, Chocolate Watchband e Lamp of The Universe".
Nessa eu paguei mico,pois da lista eu só conhecia o Led Zepp. "Show..., vc vai curtir, extremamente psicodélicas, fica a dica", disse Roberta tentando me consolar.
A conversa estava ótima, mas faltava ela me contar a história das tatoos:
"Quando eu tinha 13 anos, comecei a perguntar a mim mesma: quem eu era, pq eu estava aqui, o que eu vim fazer nessa vida. Sentia que eu não vim somente pra observar, mas sim, pra exercer alguma coisa muito importante aqui... pedia todos os dias uma revelação.. e no dia do meu aniversário de 14 anos, ganhei o primeiro vinil do Led Zeppelin, o led IV.... ganhei de um amigo muito especial, que conheci no Rock in Rio passado.. Mas parecia que ele já me conhecia a tempos.. ai perguntei a ele a história daquele desenho atrás da capa: o eremita. Então ele me explicou que era uma alma antiga, que peregrinava pela busca eterna do conhecimento e do eu interior... me identifiquei muito com aquela história... esse meu amigo achou curioso e me chamou pra conversar com a tia dele, que joga cartas de tarô.... qual foi a carta q ela virou pra mim?? o EREMITA... Foi aí que comecei a prestar atenção nas coisas da vida.. e depois de um tempo, consegui finalmente descobrir minha missão: escrever. Passar conhecimento às pessoas. Essa é a minha missão. Coinscidentemente, o simbolo da lei de thelema, que também está presente nesse álbum, é o símbolo que representa a lei cósmica: AMOR SOB A SUA VONTADE... ou seja, sua maior vontade, aquilo que você tem mais amor em realizar, é o seu propósito da vida.... ou seja, sua missão. E graças a esse álbum, entrei no caminho para a descoberta da minha missão. Por isso tatuei os 4 simbolos, e hoje, consegui finalmente publicar meu 1º livro: "Cosmogonia Pisco-espiritualista".".

 É... Rock and Roll não é só música. É filosofia de vida, é espiritualidade, é vida.
Se quiser saber mais sobre a Roberta e seus trabalhos, entre em seu Blog http://robertaplant.blogspot.com/

Ah, para tranquilisar os leitores, seguidores e fãs do Blog RocknRoll4Ever, a foto está oficialmente autorizada. E o banner vai continuar. Só falta agora a liberação da Alessandra Ambrósio, da Megan Fox, da Ellen Roche, da Sara Jean Underwood...

quinta-feira, 3 de maio de 2012

A SAGA DE UMA FÃ DESESPERADA PARA VER PAUL MCCARTNEY CONTINUA, AGORA EM FLORIPA - Por Maysa C.V.

Maysa Valaska continua a contar sua saga en busca do Beatle perdido. Dessa vez a mocinha foi pra Floripa, com a cara e a coragem. Senta que lá vem a história:
Bom, conforme contei no post anterior, cheguei em São Paulo segunda à noite. Exausta! Mas como coração transbordando de alegria. Incrível o bem que Sir Paul McCartney me faz... Fui dormir pensando “quarta tem outro show, outro show, outro show...”. Não, pensar que ele sempre faz shows nos mais diversos lugares e eu nunca estou presente não adiantou. Acordei na terça, direto para o computador (só para constar, eu trabalho, tirei 10 dias de férias justamente para ir aos shows). Pesquisei passagem de avião (sim, eu acredito em milagres), mas em vão. Passagem de Ônibus, mais de R$ 160,00 (oi???), pois as que encontrei de R$ 90 já estavam esgotadas. Pensei “se for, dessa vez preciso de um cartaz bonito, Paul e sua equipe precisam ver!”. Algo criativo, bonito que chame a atenção... não, não sou criativa... e agora, quem poderá me ajudar? Quem seria criativo e paciente a ponto de criar algo em tão pouco tempo??? Sim, meu amigo do Rio, o Gustavo, fez um cartaz lindo, algo impensável!!! Na dúvida (não sabia se daria tempo), fiz o meu também, não tão lindo, mas com certeza com o mesmo amor. Cheguei na rodoviária do Tietê (após revelar fotos, imprimir banner, fazer cartaz e malas) às 22h. Não tinha mais passagens para Florianópolis. Calma, consegui comprar de uma empresa que tinha horário pára às 22h15 e era mais barata: R$ 96,00. Yes!!! Tempo estimado: 11h. Cálculo rápido: chegada: 09h30. Perfeito!!! Detalhe: eu não tinha ingresso e não tinha DINHEIRO para comprar... Depois de horas de congestionamento e 13 horas de viagem: amada Floripa, Ilha da Magia sua linda, cheguei!!! Dei muita sorte, não tive “colega” de assento, tudo meu!!! (só quem sabe o que é viajar horas com alguém tomando conta do encosto de braço e parte do seu espaço, entende minha alegria). Terminal de Ônibus e linha especial até o estádio da Ressacada. Chegando lá, fui encontrando os colegas e amigos. Todos eufóricos com o show. Como sempre, alguns com esperança nos olhos tentando me ajudar de alguma forma (nem que fosse com boas vibrações) outros dizendo que eu era louca e perguntando como iria conseguir (se eu soubesse a resposta, já estaria com o ingresso). Bilheteria, pista Premium: R$ 720,00 (puxa, abaixou R$ 40,00, agora sim!!!). Sem chance... Falei com dezenas de pessoas, procurei tudo quanto foi funcionário da produção e da RBS à procura de um ingresso (afinal, estavam distribuindo em Recife, achei qie seria relativamente fácil). Uma das moças da produção, me deu um forte abraço e disse que infelizmente ela não tinha como me ajudar, mas estava torcendo por mim. Desolada, parei para pensar, encontrei uma amiga querida de São Paulo, que olhou nos meus olhos e disse: fica calma, você vai conseguir. Nesse meio tempo, o Paul chegou, muito simpático e atencioso como sempre, acenou, subiu na grade, apontou e fez “joinha” para o meu cartaz. Uhuuuuuuuuuu!!! Ah, ganhei tchauzinho da Nancy também.
 
Avistei uma pessoa muito respeitada da equipe de Paul McCartney, e resolvi falar com ele (afinal, eu tinha falado com ele em Recife). E nervosa com meu pobre inglês, perguntei se ele lembrava de mim de Recife. Ele respondeu que sim (na verdade, a resposta foi bem mais gentil, mas vou omitir os detalhes). Expliquei que saí de São Paulo sem ingresso, que viajei 13 horas e que estava ali, para ver Paul McCartney. Ele disse que eu era louca, e perguntou se eu estava só. Disse que sim, e ele pediu que eu o aguardasse naquele mesmo lugar às 19h. às 18h40 eu já estava lá. 19h, 19h05h, 19h20... nada. Sorte minha, que ao contrário da maioria das pessoas que trabalharam no show de Florianópolis, as pessoas que estavam no portão eram amáveis e educadas. A ponto de me acalmar e conversar com outros funcionários que passavam pelo local. (Sabe a moça que citei acima? Fiquei sabendo que ela estava preocupada comigo e que até chorou com minha história e mesmo longe dos meus olhos, tentou me ajudar). Um dos seguranças, muito gentil, entrou e falou com a pessoa que eu aguardava (meu medo não era ele não cumprir o prometido, mas sim estar atarefado e esquecer de me buscar). Ele pediu para eu aguardar, que já vinha me buscar. Demorou uma eternidade... nesse meio tempo, apareceu outro funcionário da produção, me mediu e olhou fixamente para meu cartaz. Rispidamente, perguntou o que eu queria. Expliquei que eu estava aguardando o fulano ali. Ele começou a gritar comigo e disse que ali eu não podia ficar. Eu disse que foi ali que ele marcou. Ele disse que era para eu esperar do outro lado da rua que a pessoa iria me buscar lá. Quando ele estava quase me pegando pelo braço, a pessoa apareceu. Aí, o Sr truculento sorriu, e disse “ah, olha aí ele, pronto, agora está tudo resolvido...”. Ai, que covarde!!! Bom... CONSEGUI ENTRAR!!! Entrei por trás do palco (o que foi outro presente, ver como é). Ele brincou comigo e com a equipe, e perguntei se podia e me despedir com um forte abraço. Ao chegar ma pista, me posicionei na grade, perto do telão. Expectativa. Eu muito imbecil, minutos antes de começar o show, desembrulhei um dos cartazes, pois achei que não ia chover. E estava certa, não choveu, Caiu um dilúvio!!! E daí? Com o homem mais lindo do mundo na minha frente, quem liga???

Que show! Gente, parece que ele fica mais animado quando chove, sério! Senti isso em São Paulo, segundo dia. Parece que ele tem que demonstrar toda a gratidão por nós estarmos lá, debaixo de chuva por ele. Aí, como se não bastasse todo charme e simpatia, ele toca “Ram on” (pedido feito por uma pessoa com uma plaquinha na pista), “Hope of Deliverance” e “Birthday”. Também cantou parte de “Yellow Submarine”. Agora me diz: o que são essas duas primeiras ao vivo??? Achei que estava sonhando... O pessoal de Floripa estava bem animado e ansioso. Eu conheci muita gente que era de lá, e estava pela primeira vez num show do Paul (sim, isso é algo realmente inesquecível). Um frio, da mão ficar roxa! E um calor humano... Paul disse que era a ultima noite na América Latina, então precisava se divertir muito (ta, foi quase isso que ele disse, não me lembro das palavras exatas). E olha, nem precisava pedir, foi o que mais fizemos. Já disse que ele estava lindo? Bom, eu achei que o pessoal da organização estava mal preparado. Em geral, eram extremamente ríspidos e mal informados. Se teve alguma ordem, agradeça aos fãs, não à organização. Sobre as homenagens, repito a mesma impressão (de que “as homenagens não surtiram tanto efeito, difícil superar os balões brancos de São Paulo, onde ele se emocionou e chegou a dizer que foi o melhor show da turnê e um dos melhores da carreira) e os "NaNANa´s" do Rio de Janeiro, que foi realmente surpreendente! É claro que ele gostou, mas não foi tudo isso), mas devo destacar a homenagem feita em “Here Today”, onde foram erguidas fotos de John Lennon (só não ficou melhor, pois barraram muitas fotos e cartazes na entrada e a chuva acabou estragando um pouco o material). Foi o show mais longo de Paul McCartney, e para muitos, o melhor dos três até então. Na saída, foi um caos, infelizmente a cidade não estava preparada para um evento desse porte, e quem nunca teve a oportunidade de visitar a linda Ilha da Magia, saiu de lá com a pior das impressões da cidade. Uma pena. Sugiro que volte e conheça a ilha, um dos locais mais bonitos que já visitei.
Pelo que perceberam, minha ida não foi nada fácil (e estarei, literalmente pagando por isso pelos próximos meses) e passei por várias coisas desagradáveis nos dias que antecederam aos shows, mas queria destacar o lado positivo. Assim que cheguei na Premium em Floripa, uma moça muito bonita e gentil veio falar comigo. Depois me apresentou o marido. Era Catarina e Matias. Que casal lindo! Sério, quero eles pra minha vida toda! Me contaram dos outros shows, vi a foto do bebê lindo deles (graças a eles, tenho o ingresso para guardar de recordação). Eles foram meu presente de Floripa. A Alice é de São Paulo, mas conheci no show de Recife, foi meu outro presente. Essa eu converso via facebook diariamente, já era, não sai da minha vida mais. Com eles eu ri, chorei, me diverti, compartilhei minha alegria. Eles me ajudaram física, emocional e economicamente. Eu digo que Paul sempre me traz presentes. Esses que citei foram meus presentinhos “on the run”. Deus me fez ver que sim, pessoas podem ser bonitas por dentro e por fora e amáveis com o próximo. E Ele materializou isso na forma de Catarina, Matias e Alice. O que vocês fizeram por mim, eu jamais vou esquecer.

Paul me faz mais feliz, e mais forte. Me orgulho de ser fã dele, de ser fã de alguém como ele. Eu passei a acreditar nos meus sonhos. Não me importo se acham isso ou aquilo de mim. Faria tudo de novo. É continuar trabalhando, lutando e realizando sonhos. Eu estou chegando perto... (em tempo: como minhas fotos de Florianópolis foram poucas e não ficaram boas, peguei de alguns amigos e da internet. Agradecimentos especiais: Paul.in.Brazil, Bruno Sky, Hylea Ferreira).
SETLIST FLORIPA:
Magical Mystery Tour
Junior's Farm
All My Loving
 Jet
 Drive My Car
Sing the Changes
The Night Before
 Let Me Roll It / Foxy Lady
 Paperback Writer
 The Long and Winding Road
 Nineteen Hundred and Eighty-Five
 My Valentine
 Maybe I'm Amazed
 I've Just Seen a Face
 Hope of Deliverance
 And I Love Her
 Blackbird
 Here Today
 Dance Tonight
 Mrs. Vandebilt
 Eleanor Rigby
 Ram On
 Something
 Yellow Submarine
 Band on the Run
 Ob-La-Di, Ob-La-Da
Back in the U.S.S.R.
 I've Got a Feeling
 A Day in the Life / Give Peace a Chance
Let It Be
 Live and Let Die
Hey Jude

 Bis:
Lady Madonna
Day Tripper
 Get Back

 Bis 2:
Yesterday
Birthday
I Saw Her Standing There
 Golden Slumbers / Carry That Weight /The End