Total de visualizações de página


domingo, 27 de novembro de 2011

TIM MAIA, VALE TUDO - O MUSICAL - IMPERDÍVEL!!!

O livro homônimo, de autoria de Nelson Motta, já provava que Tim Maia era um personagem e tanto: engraçado, simpático, bonachão, doidão, possuidor de um talento gigantesco, e ao mesmo tempo com uma história de vida marcada pela solidão, e problemas com uso industrial de álcool e drogas que debilitaram muito sua saúde.
Para representar seu papel no musical seria preciso um ator que conseguice mostrar todos esses paradoxos, e fundamentalmente tivesse gogó para interpretar com perfeição as músicas que já fazem parte do inconsciente de todo brasileiro.
E o jovem Tiago Abravanel, em "Tim Maia, Vale Tudo - O Musical", realiza tudo isso, e muito mais, em sua estréia como protagonista. Ele torna a peça um espetáculo imperdível, esbanjando talento em seu estado mais puro, brindando a platéia, que sauda com euforia cada canção, em que Tiago nos faz pensar que Tim está vivo.
Dirigido por João Fonseca, o musical cobre toda a trajetória do cantor desde a infância na Tijuca, até sua morte, e conta como Tim Maia se transformou e um dos maiores ídolos da música brasileira. O texto do próprio Nelson Motta, que extraído da biografia que foi um grande bestsellers nas livrarias, vai se alternando entre narração, interpretação, ou na forma de música mesmo; hora divertindo e fazendo graça, hora emocionando mergulhando nos dramas pessoais de Tim.
O ponto de partida é o show no Teatro Municipal de Niterói, onde Tim Maia passa mal logo nos primeiros versos de "Não Quero Dinheiro", e vê sua vida toda passar na sua frente, no momento de sua morte. Assim, de forma cronológica, acompanhamos sua vida e sua maravilhosa obra.
Abravanel sempre está no centro da cena, mas apoiado por excelentes atores-cantores que emprestam suas vozes para iluminarem as cenas. Os personagens por vezes estão exageradamente caricatos, especialmente Roberto Carlos e Nelsinho Motta, mas talvez esse tom seja proposital, com a intenção de puxar as gargalhadas da platéia.
O elenco tem a presença de cantores experientes como o barítono Pedro Lima, que já atuou em inúmeros musicais e já fez parte do grupo vocal Garganta Profunda. Conta também com a atriz Izabella Bicalho que me surpreendeu a se mostrar uma excelente cantora, afinal pra mim, seu papel mais marcante foi a de Narizinho no "Sítio do Pica-Pau Amarelo". O destaque porém é Lilian Valeska, uma verdadeira diva soul.
Os figurinos e os cenários são simples, assim como as coreografias que apenas cumprem o papel de elucidar a época e o local onde se passa cada ação; e não tem como negar que cumprem os objetivos com louvor.
Como esperado, o repertório é fenomenal: "Você", "Eu Amo VocÊ, Menina", "Azul da Cor do Mar", "Me Dê Motivo", "Um Dia de Domingo", "Vale Tudo", "Descobridor dos Sete Mares", "Primavera", "Sossego", "Bom Senso", "Imunização Racional", "These Are The Songs", "Do Leme ao Pontal", entre outras, estão na ponta da língua do Brasil.
Músicos de alto gabarito executam as canções ao vivo, fazendo jus a banda Vitória Régia, e são também um dos pontos altos do espetáculo.
Com tudo isso, fica o privilégio de ver Tiago Abravanel dando banho de interpretação. Engraçado, que no começo da peça, com Tim ainda novo, cheguei a pensar: "Ah, o pessoal exagera, a voz dele nem parece muito com ado Tim Maia...". Só que minha ignorância não me deixou enxergar que ali ainda tínhamos um cantor em formação. A cada música, Tiago ia colocando sua voz cada vez mais parecida com a de Tim, até a fase da carreira de quando grava seus primeiro compacto, e chega a assustar a perfeição em que Abravanel canta exatamente igual as gravações originais. Conforme o personagem vai envelhecendo, o ator vai passando por todas as modificações que aconteceram na voz de Tim Maia. Da mesma forma em que seu olhar, sua postura e gestual mudam representando as mudanças físicas que o artista sofreu com o passar dos anos.
Inesquecível, e altamente recomendável, sobretudo pela presença do neto do "Dono do Baú".

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

BARÃO VERMELHO DE VOLTA EM 2012


Depois de muita especulação, está confirmadíssimo: o Barão Vermelho voltará em 2012!
O baixista Rodrigo Santos anunciou o retorno da banda em seu facebook.
Além disso, meu amigo Lula Zeppeliano ouviu a confirmação do próprio Guto Goffi (baterista do Barão)no Teatro Ipanema,numa conversa durante o show de lançamento do DVD de Rodrigo Santos.
A notícia só não é melhor porque a princípio a reunião não é definitiva. Realizarão uma turnê de shows comemorativos, e os ensaios já começaram.
Mas de qualquer forma é de se comemorar. Vou aproveitar agora, eu ouvirei os CDs "Barão Ao Vivo" (1989) e "Na Calada da Noite" (1990), meus preferidos do Barão.

20 ANOS SEM FREDDIE MERCURY

O tempo passa muito rápido...
Há exatos 20 anos, o mundo perdia uma das mais belas e poderosas vozes. Sim, Freddie Mercury morreu em 1991.
Pra não passar em branco, uma das favoritas do meu irmão: "Dont's Stop Me Know":


Como lembrei no post 18 ANOS SEM FREDDIE MERCURY , Freddie Mercury morreu no mesmo dia que o grande baterista do Kiss, Eric Carr. Ele foi o segundo baterista da banda, substituindo Peter Criss em 1980. Foi com ele nas baquetas que o Kiss tocou no antológico show no Maracanã em 1983.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

QUE ISSO, SEXY DOLLS?

Lembra das Sexy Dolls? Não? Vou tentar refrescar sua memória:
Era o "grupo musical formado pelas Porno Stars Julia Paes (que apareceu como namorada de araque de Tammy Gretchen) e Carol Miranda (famosa por supostamente ter estralado um filme pornô e continuado virgem...kkkkkkkkkkk), e com a modelo Sabrina Boing-Boing (aquela que tem os seios bizarramente inflados por silicone). Veja o post em que falo mais sobre elas: GAROTAS DE TALENTO
As meninas acabaram se separando, mas esse ano as Sexy Dolls aparecem em versão reformulada. A nova formação com Any Patzer, Babi Lee e Malu Dias divulgou fotos "protestando" em Brasília, contra a corrupção no Governo Federal.É isso aí, meninas! Vocês têm todo o meu apoio. Inclusive sugiro que venham organizar protestos aqui no Rio de Janeiro. E como ainda não ouvi nenhuma música do novo grupo, posso dizer que sou fã...

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

O TRADICIONAL TRATAMENTO QUE AS BANDAS BRASILEIRAS RECEBEM NOS GRANDES FESTIVAIS

Desde do primeiro Rock In Rio em 1985, as atrações nacionais são colocadas em segundo plano, e nossos artistas são frequentemente desrespeitados. Na segunda edição do mesmo Festival, nomes de peso como Barão Vermelho e Gilberto Gil desistiram de se apresentar em cima da hora, porque não poderiam "passar o som". No mesmo evento os Titãs fizeram a passagem enquanto o público entrava no Maracanã; e durante a apresentação da banda paulista, o baterista Mike Bordin, do então pouquíssimo conhecido Faith No More, entrou no palco no meio do show pra fazer seu aquecimento na bateria montada atrás da aparelhagem dos Titãs.
No Rock In Rio de 2001, puxados pelo O Rappa, Raimundos, Charlie Brown Jr, Skank, Jota Quest e Cidade Negra boicotaram o evento, por acharem que o tratamento dedicado aos brasileiros não era o mesmo dado aos internacionais.
Normalmente os brazucas tocam só por 45 minutos, à luz do dia, não utilizando a mesma aparelhagem de som, e como não tocam de noite, também não usam a iluminação e efeitos visuais que valorizam muito os shows. O irônico que muita das vezes, as bandas locais têm muito mais sucessos do que as gringas, que são tratadas com todas as pompas, independente se são estrelas de renome ou não. Os gringos têm todas as suas exigências atendidas, mesmo as mais absurdas e bizarras.
Até existem algumas exceções, como o Hollywood Rock de 1992, onde Titãs e Paralamas do Sucesso encerraram uma das noites. Nada mais justo, pois cada um dos grupos tinha mais que o dobro de sucessos do que todas as outras atrações somadas. Mas esse critério normalmente não é usado como regra. Veja por exemplo o penúltimo dia do Rock in Rio desse ano. Frejat e Skank com centenas de hits tocaram antes de Maná e Maroon 5, que juntos não somam 8 sucessos no Brasil.
Já falei sobre a confusão envolvendo o Ultraje à Rigor e Peter Gabriel. Guardadas as devidas proporções, ambos são grandes nomes do Rock. O grupo liderado por Roger é genial, e é uma das maiores referências do Rock nacional. Gabriel é um gênio, um dos maiores vocalistas da história, conseguindo sucesso comercial e artístico tanto no Genesis como em sua carreira solo. Portanto tanto Ultraje e Peter Gabriel merecem respeito. E foi justamente o que faltou no incidente, onde a soberba e a marra da equipe de Peter Gabriel que se achava no direito de determinar o tempo de duração das apresentações das outras bandas. Leia detalhes da confusão Aqui
Como já havia dto, duvidava que a postura petulante e desrespeitosa da equipe pudesse ser atribuída ao artista Peter Gabriel, que é reconhecido mundialmente como um sujeito educado, e que luta contra as desigualdades e injustiças pelo mundo. A culpa foi da produção do SWU que deu poderes e autoridade para as equipes dos Headliners de cada dia de evento agirem como querem.
A confirmação veio rápido, com Gabriel colocando uma nota em seu site oficial lamentando os acontecimentos.Ele ainda fez questão de ligar pessoalmente parra pedir desculpas ao Roger, que confirmou a ligação via twiter. Na sua nota, PeterGabriel disse: "Creio que soubemos pela produção do festival que o Ultraje a Rigor estava tocando além do combinado e que havia ainda mais dois artistas a se apresentarem no nosso palco. Foi por isso, creio, que meu diretor de produção, que também lutou contra os danos da água ao equipamento, ficou muito frustrado. De qualquer maneira, ele não devia ter interrompido a performance deles. Creio com firmeza que todos os artistas devem ser tratados com igualdade e respeito e sinto imensamente que tenhamos deixado de fazê-lo na noite passada."A nova polêmica agora é com o Lollapalooza, que acontecerá no Jockey Club, em São Paulo, nos dias 7 e 8 de abril de 2012. O festival é tradicionalmente calcado em bandas alternativas, e tem um direcionamento que foge dos padrões comerciais.
As atrações principais serão Foo Fighters, Arctic Monkeys e Jane's Addiction, banda de Perry Farrell, fundador do Festival. Confesso que dos gringos, só conheço os 3 citados, e Joan Jett & The Blackhearts. Mas entre os nacionais tem muita gente boa, que raramente participam desse tipo de evento: Plebe Rude, Velhas Virgens, Marcelo Nova, Wander Wildner, e Pavilhão 9. O mais famoso é o Rappa, mas definitivamente não sou chegado aquele lance de "O lá, O lá" e "E, e ee!!!".
E foi justamente sobre a participação dos brasileiros que surgiu a confusão. Lobão foi convidado a participar. Ele aceitou e chegou a ser anunciado. Mais tarde, o grande Lobo lançou declarações na Rede dizendo que estava fora do Lollapalooza, e pedia apoio dos artistas nacionais para fazerem o mesmo, e boicotarem o Festival. Veja o video, com Lobão falando da sua decisão:

Segundo Lobão, os brasileiros estariam na programação do evento escalados pra tocarem somente entre as 10 da manhã às 15 da tarde. Um horário absurdo e desrespeitoso, sem dúvida. Como existe uma lei, que determina que eventos desse tipo, incluam obrigatoriamente artistas nacionais, se todos boicotassem, o Festival ficaria inviável.
O estranho de tudo, que depois da coletiva com o anúncio oficial de todas as atrações do Lollapalooza, e os brasileiros não ficarão mais limitados a tocar entre dez da manhã e três da tarde. Os organizadores do evento, incluindo o Perry Farrel, deixaram claro que vão alternar brasileiros com os estrangeiros. O Rappa, por exemplo vai tocar antes do Foo Fighters.
Com isso tudo, o Lobão paga uma de maluco. Fama ele já tem...
Mas só quem é muito ingênuo não percebe que tudo foi modificado pra não causar má impressão para o primeiro Lollapalooza no Brasil, já que nosso país é a atualmente uma das "meninas dos olhos" dos produtores de shows no mundo.
Além disso, Lobão sempre foi polêmico, mas sempre teve fortes argumentos. Ele alega que a produção do festival tinha alterado tudo por causa de sua denúncia, isso num período de 24 horas. Os empresários de algumas bandas escaladas negam que foi citado o horário alegado por Lobão. Mas é claro que os nomes que estarão no festival jamais confirmariam a denúncia de Lobão.
Tomara que a atitude de Lobão seja a semente de uma mudança na postura dos produtores.

domingo, 20 de novembro de 2011

EnVIADO Especial ao SWU

Como comentei em outros posts, não fui ao SWU. Mas Daniel Demétrio, grande colaborador do Blog, depois de levar calote da Carioca Tour, teve que se virar pra conferir o último dia do Festival.
A seguir, o relato do nosso enVIADO especial sobre sua experiência no SWU. Ah, Daniel é o gatchenho da direita, na foto:
Eu e meu amigo Diego chegamos ao evento por volta das três da tarde. Já tínhamos perdido a apresentação dos Raimundos e da banda do ex-baixista do Guns’n’Roses, Duff Mckagan’s Loaded. Quando chegamos aos palcos principais (Consciência e Energia), a banda Black Rebel Motorcycle Club estava tocando. Eu só tinha ouvido duas ou três músicas da banda, que tem um som um punk/indie com certa influencia de rock psicodélico. Em casa achei até escutável a banda, mas ao vivo achei bem chato. Primeiro, o vocalista tem uma voz um tanto quanto irritante. Segundo, as músicas são repetitivas e sem nenhum grande atrativo sonoro. A mesma coisa que centenas de bandas indies fazem hoje em dia. A música que fechou foi “Whatever Happened To My Rock And Roll”.Um dos pontos positivos da organização foi de esquematizar as apresentações principais de forma que enquanto uma das bandas tocava, a produção da seguinte arrumava a apresentação no palco em frente. Isso reduziu muito o tempo de intervalo dos shows, que costuma ser bem longo.
Então logo depois do termino do BRMC, entrou no outro palco o Down, banda do ex-vocalista do Pantera Phil Anselmo. O som estava um pouco confuso na primeira música
“Temptation’s Wings”, mas foi ajustado rapidamente. A segunda música, “Lifer”, foi dedicada a Dimebag Darrel, ex-guitarrista do Pantera assassinado enquanto fazia um show. Outra dedicada a um famoso do metal, dessa vez brasileiro, foi "Hail the Leaf" a Andreas Kisser do Sepultura. A banda é boa, e faz um sludge metal (estilo derivado do heavy metal, southern rock, hardcore punk entre outros) bacana. É incrível como Phil está com a mesma aparência de vinte anos atrás. Sua voz já não tem a mesma potência, mas está longe de fazer feio. E deve-se todo o respeito ao cara, pois ele pavimentou o caminho de muitos vocalistas de metal da atualidade, como Corey Taylor (Stone Sour e Slipknot) e Matt Shadows (Avenged Sevenfold), e está ainda cheio de energia para fazer música. Bem simpático com a platéia, se impressionou quando avistou um fã com “Pantera” tatuado no peito, dando uma palhinha de “Walk” para o delírio dos expectadores. Segundo ele essa é a primeira vez que estavam em turnê na America do Sul, e o show do Brasil foi de longe o melhor e com certeza eles retornarão. Fecharam com “Bury Me in Smoke”, com a “invasão” do grupo Duff Mckagan’s Loaded que terminou de tocar a música.A banda seguinte foi o 311. O grupo foi possui um estilo bem comercial, com um pop-rock que juntava rap, ska e outros estilos. Não é que foi um show ruim, mas nada que fez a platéia vibrar, que por sinal estava bem dispersa nesse show aproveitando para comer, ir ao banheiro e etc.. Fecharam com Down, uma das músicas de maior sucesso do grupo.O grupo seguinte foi o alternativo Sonic Youth. Estava até curioso para assistir a banda, pois conhecia algumas músicas legais da banda. Mas logo no começo ao abrirem com “Brave Men Run”, causou um clima de estranheza em muita gente da platéia incluindo a mim. As músicas possuem algumas idéias legais, melodias bem simples, mas cativantes. Porém pelo menos a meu ver, querem tentar ser alternativos demais, e viajam na música fazendo microfonias e barulhos diversos com os instrumentos ao invés de tocá-los. Falando em loucura, em seguida veio o Primus. Mas dessa vez a viagem era pelo mundo do virtuosismo. Logo ao abrirem com “Those Damned Blue-Collar Tweekers”, chamaram a atenção do público com o seu funk-rock cheio de groove. Como já citado, o grupo é formado por excelentes instrumentistas com destaque a Les Claypool, que depois de ver esse show certamente o considero como um dos baixistas mais virtuosos da música. Mas também chega a um ponto que sua música fica experimental demais, e meio chata em certos momentos. Pessoalmente o ponto alto da apresentação foi quando eles tocaram “Jerry Was A Race Car Driver”, que está presente na trilha sonora do primeiro jogo da série Tony Hawk, que eu costumava jogar bastante. Além do mais a música é muito boa com ótimos solos de guitarra.Um pouco antes de acabar o show do Primus, demos uma saída estratégica para o banheiro e para comprar água, para conseguir um lugar bom antes do show do Megadeth começar. Tarde demais. Ao voltarmos o show do Primus já tinha acabado e uma aglomeração absurda já havia se formado em volta do palco. Não demorou muito e introdução de bateria de “Trust” começou, e a banda entra no palco. A platéia como o esperado foi a loucura, pois Megadeth era uma das atrações mais esperadas do festival. Houve especulações sobre o cancelamento do show deles devido a um problema de coluna de Dave Mustaine, que teria que ficar de repouso absoluto após a cirurgia e conseqüentemente cancelar algumas datas. Mas ele conseguiu achar um médico renomado e fez um tratamento mais rápido, pois segundo ele não queria abandonar os fãs que iriam assistir a banda. São poucos artistas que possuem esse nível de compromisso e consideração com os fãs, nota dez para Mustaine.
O som estava matador desde o começo. A banda tocou vários clássicos com “Symphony of Detruction”, “Hangar 18” e “Wake Up Dead”, e duas músicas do álbum mais recente “Whose Life” e “Public Enemy No. 1”. Um aspecto impressionante do grupo é a sua consistência, tanto em estúdio quanto ao vivo. Apesar dos riffs e solos complexos e das constantes mudanças de ritmo em suas músicas, todos os instrumentos se encaixam em perfeita sincronia, fazendo o som ficar cheio e intenso. Pena que o show foi pequeno, só tocaram 11 músicas porque só as três últimas bandas do dia tinham disponível uma duração maior de apresentação. O público reverenciou Dave Mustaine com coro “olê, olê, olê, olê, Mustaine, Mustaine” e no bis fecharam com “Holy Wars... The Punishment Due” Showzaço!!!A banda seguinte foi Stone Temple Pilots, que trouxe a chuva com eles que perdurou até o final. A única música que conhecia deles era “Plush”. Mas gostei do show e do som da banda, baseado no grunge e pop rock da década de 90, com ótimos refrões. E a platéia também curtiu, cantando todas as músicas junto de Scott Weiland e suas danças a lá Mick Jagger.Um pouco antes de terminar o show do STP, nós voltamos ao palco oposto para esperar o show do Alice in Chains. Desta vez funcionou e pegamos um bom lugar para ver show seguinte. A platéia estava eufórica e ansiosa para o início da apresentação deles. Abriram com a estonteante “Them Bones”. Seguiram com “Dam That River” e “Rain When I Die”, ambas as três do álbum Dirt o mais famoso da banda. Junto dos clássicos, o grupo também tocou músicas de seu álbum mais recente (muito boas por sinal) “Black Gives Way to Blue” como “Check My Brain” e “Last of My Kind”. Wlliam Duval é um excelente cantor, e ainda toca guitarra em algumas músicas. O curioso que em “Got Me Wrong” e ele quem faz a guitarra solo e o backing vocal, enquanto o guitarrista Jerry Cantrell faz a guitarra base e o vocal principal. Alguns fãs mais radicais podem dizer que a banda não é a mesma coisa, e nem poderia ser mesmo, pois Layne Staley era um cantor fantástico e com um jeito bem característico de cantar. Mas é forçar muito a barra não reconhecer a grande banda que eles ainda são. É o mesmo caso que houve com o AC/DC. Bom Scott nunca vai ter um substituto perfeito, mas Brian Johnson é ótimo e a banda continuou muito bem. E creio que a gigante maioria da platéia concordou, pois todos vibraram e cantaram o concerto inteiro.Então, chegou a grande hora do show do Faith no More. Ninguém se importava com a chuva ou o aperto. Todos estavam animadíssimos. O palco estava curioso parecendo um lugar de gala, com flores e cortinas brancas para fazer jus ao show de retorno da banda. Quem abriu o show foi o poeta pernambucano Cacau Gomes, que fez um pequeno discurso e anunciou a banda. Muitos estavam meio impacientes essa hora, gritando o nome da banda, mas eu achei bem legal, até porque mostra a ligação que o grupo tem com o Brasil. Abriram com “Woodpecker From Mars” e emendaram em um cover de “Delliah”, canção de Tom Jones. Logo após o grupo quebrou tudo com “From Out of Nowhere”. Essa é uma das características mais legais da banda ao vivo. Uma hora estão tocando músicas pesadas como “Cuckoo for Caca” com Patton gritando e fazendo todas as loucuras possíveis com sua voz e logo em seguida vem a melodia e o lirismo do cover do Commodores “Easy”. Patton interagiu muito com o público, estava literalmente em casa, falando de caipirinha e retrucando um de seus companheiros que agradeceu “a São Paulo” e ele consertou falando “Paulínia”. Enfim, foi uma apresentação incrível, por mais que sempre falte algumas músicas, como nesse caso “We Care a Lot” e “Falling to Pieces”.
Enfim, foi um festival muito bom, e em minha opinião superou todos os dias do Rock in Rio, que fui no dia 25, devido ao Lineup muito bem escolhido. Vale muito a pena conferir esses shows no Youtube.
Ps: Se for viajar, não vá por qualquer excursão que você achar, pois no meu caso contratei a Carioca Tour, e um dos administradores sumiu com o dinheiro de todos, alguns dias antes do show. As únicas confiáveis pelo visto no Rio de Janeiro são a Drika Tour e RD Tour. E acabou que tive um gasto viajando por conta própria bem próximo ao preço das excursões. Por isso pesquise bem.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

15 de Novembro de 2011 - RINGO STARR & HIS ALL STAR BAND no Citibank Hall (RJ)

Em julho meu irmão escreveu a resenha do show que ele assistiu do Ringo em Paris :
RINGO STARR AND HIS ALL STAR BAND - AO VIVO EM PARIS - 26 de Junho de 2011
Fiquei com aquela pontinha de inveja, mas semanas depois aconteceu o anúncio da vinda de Ringo Starr ao Brasil.
Então era de se esperar que o Citibank Hall estivesse lotado para a apresentação do baterista dos Beatles, certo? Errado! Cerca de apenas quatro mil presentes, que correspondeu mais ou menos a metade da casa. Ringo Starr é uma verdadeira lenda, um dos bateristas mais influentes de todos os tempos, chega a ser falta de respeito que em seu primeiro show na cidade, tenha tão pouca gente para prestigiá-lo. Pensando bem, azar de quem perdeu.
Aos 71 anos, o baterista da melhor banda de todos os tempos aparenta muito menos, e esbanja simpatia, bom humor e gaiatice. Sempre soltando uma piadinha, e mandando muitos "Peace and Love" para a platéia; mensagem que nos dias de tamanha brutalidade em que vivemos, ganha ainda mais importância.
Com cinco minutos de atraso, Ringo e sua All Star Band começa com “It don’t come easy”, o maior sucesso de sua carreira solo. Na sequência manda "Honey Don't" de Carl Perkins, gravada pelos Beatles no LP "For Sale" de 1964.
Desde 1989, ele se diverte reunindo músicos de renome e sucesso, para sair em turnê pelo mundo. Já fizeram parte da All Star Band feras como os guitarristas Joe Walsh (Eagles), Randy Bachman (Bachman-Turner Overdrive) e Peter Frampton, os baixistas John Entwistle(The Who), Jack Bruce (Cream) e Greg Lake (Emerson, Lake and Palmer), e os tecladistas Roger Hodgson (Supertramp), Gary Brooker(Procol Harum) e Billy Preston.
O multi-instrumentista Edgar Winter e o guitarrista Rick Derringer

Dessa vez o time que acompanha Ringo é formado por Richard Page no baixo, Rick Derringer na guitarra solo, Gary Wright nos teclados, Edgar Winter no sax e teclados, Wally Palmar na guitarra base, Gregg Bissonette na bateria, e Mark Rivera no saxofone e percussão. Todos têm espaço para brilharem e tocarem seus sucessos.
São excelentes músicos, e realizam vocais de 5 vozes com perfeição. Os destaques ficam para a técnica refinada do guitarrista Rick Derringer, e para o monstro albino Edgar Winter, irmão de Johnny Winter, que arrebentou na instrumental "Frankenstein", alternando solos no teclado, no sax tenor e no duelo de percussão com Bissonette.Winter botando pra quebrar

O primeiro da banda a cantar um dos seus hists foi Rick Derringer, que mandou "Hang On Sloopy" de sua ex-banda, os McCoys. Aqui no Brasil, a canção ganhou uma versão em português, batizada de "Pobre Menina", que fez enorme sucesso com a dupla Leno e Lilian na Jovem Guarda. "Rock’N’Roll Hoochie Koo" é um hit solo de Derringer, que chegou a ser gravado antes também por Johnny Winter na década de 70.
O tecladista Gary Wright

Gary Wright, ex-Spooky Tooth, cantou a balada "Dream Weaver", que disse ser inspirada numa viagem que fez com George Harrison à Índia, depois de ter participado ao lado de Ringo das gravações do primeiro álbum solo de Harrison, "All Things Must Pass"
Wally Palmar, ex-guitarra dos Romantics, cantou "What I Like About You", e "Talking In Your Sleep" (grande sucesso radiofônico de 1984.
O baixista Richard Page

Richard Page é o melhor dos vocalistas do grupo, e ele canta duas da sua antiga banda Mr.Mister: "Kyrie" e o megahit "Broken Wings", que arrancou muitos aplausos.
Gregg Bissonette é um dos bateristas mais técnicos do Pop Rock, já trabalhando com o guitarrista Joe Satriani e o ex-Van Halen, David Lee Roth. Com Ringo ele segura a onda de virtuose, reverenciando o trabalho simples e eficiente de Ringo. Bissonette não faz nenhum solo, mas tem a responsabilidade de tocar sozinho quando Ringo vai a frente para cantar, e faz dueto com o beatle, fazendo a mesma coisa em algumas partes, e em outras variando, num trabalho interessante de bateria.Da carreira solo Ringo também cantou a autobiográfica "The Other Side Of Liverpool", as animadas "Back Off Boogaloo" e "Choose Love". Malandramente, antes de cantar "Photograph",disse: "Hora de atender a pedidos. OK, Photograph”, como se já não estivesse programada pra aquele momento.
Os beatlemaníacos deliram com "Act Naturally" (do disco "Help!") e com "Boys", sucesso da Motown, que foi a primeira canção em que Ringo fez a voz principal numa gravação com os Beatles, presente em "Please Please Me", álbum de estréia do Fab Four.
Sentado na bateria Ringo dedica a todas as mulheres presentes "I Wanna Be Your Man", música feita por Lennon & McCartney para ser lançada pelos Rolling Stones, que a gravaram primeiro, para posteriormente receber a versão dos Beatles. Como não poderia ser diferente, um dos pontos altos da noite foi "Yellow Submarine", onde Ringo disse: “Se você não souber esta música está no lugar errado e esperando outra pessoa”. Assim como fizeram com Paul McCartney, os fãs preparam uma surpresa especial, milhares de balões amarelos saudaram o baterista, nessa que é uma das mais marcantes músicas cantadas por ele.
O final apoteótico sem direito a bis, foi com a esperada "With A Little Help From My Friends", num clima total de paz e amor, que só aumentou na imenda com "Give Peace A Chance", de John Lennon, aonde a galera levantou cartazes com desenho de uma mão fazendo o símbolo da paz.
O show do Ringo veio coroar 2011, que pra mim foi verdadeiramente o "Ano Beatle", onde também tive as bénçãos de assistir a dois shows de Paul McCartney no gargarejo, conhecer a cidade de Liverpool, e tirar foto atravessando a rua em Abbey Road. Sem contar com a exibição nos cinemas de "Living In The Material World", documentário sobre a vida de George Harrison dirigido por Martin Scorsese.
Setlist:
It Don’t Come Easy
Honey Don’t
Choose Love
Hang On Sloopy
Free Ride
Talking in Your Sleep
I Wanna Be Your Man
Dream Weaver
Kyrie
The Other Side Of Liverpool
Yellow Submarine
Frankenstein
Back Off Boogaloo
What I Like About You
Rock and Roll, Hoochie Koo
Boys
Love Is Alive
Broken Wings
Photograph
Act Naturally
With a Little Help from My Friends/Give Peace a Chance

Fotos: Gabriela Harrison e Mellissa Martins

terça-feira, 15 de novembro de 2011

SWU - Eu acompanhando de longe... (2)

O último dia do SWU foi o mais pesado, com nomes como Primus, Faith No More, e Down (banda de Phil Anselmo, ex vocalista do Pantera).
Conferi o Megadeth na íntegra, e os caras detonaram. A nova formação é muito boa, e a galera correspondeu com empolgação.
A nota negativa foi a voz de Mustaine, que nunca foi grande coisa, mas que se mostrou pior do que de costume.
Na sequência veio o Stone Temple Pilots que não me emolgou, e pareceu tmabém não empolgar muito a platéia. O vocalista também parecia não estar nos seus melhores dias, aparentando estar meio rouco.
O Alice in Chains honrou o nome da banda, fazendo um ótimo show. O cansaço e o sono me impediram de ver todo o show. E perdi o Faith No More pelo mesmo motivo. Depois tentarei tirar o atraso pelas reprises no Multishow ou pelo Youtube.
Maiores detalhes sobre o último dia do SWU com o nosso enVIADO especial Daniel Demétrio, que esteve lá, e fará uma postagem em breve contando sua experiência. Aguardem...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

SWU - Eu acompanhando de longe...

Cheguei a planejar ir ao SWU, afinal não é sempre que podemos conferir shows de Peter Gabriel, Chris Cornell, Lynyrd Skynyrd, Faith No More, Megadeth, Down, entre outros. Mas acabei desistindo por vários motivos, sendo o principal a falta de verba e/ou patrocínio.
O jeito foi acompanhar pelo multishow...
No sábado só vi Marcelo D2, que agitou a galera como de costume, com direito a algumas do Planet Hemp, e citação de "Sunday Bloody Sunday". Sei que foi na zoação, mas D2 podia ter nos poupado de tanta desafinação, na "homenagem" a Bono & cia.
Sou muito fã de Chris Cornell, mas perdi sua apresentação. No dia seguinte me surpreendi ao descobrir que seu show foi inteiramente voz e violão. Lamentável ele não ter tocado no Rio. Mais lamentável ainda é que a única atração gringa a tocar no Rio de Janeiro foi o rapper Snoop Dog.Peter Gabriel fez um show lindo com uma orquestra completa. Sua voz continua perfeita, e somada ao refinamento dos arranjos orquestrais, resultou em carinho para os ouvidos. Confira "Mercy Street":


O encerramento da noite foi uma verdadeira celebração de guitarras com o Southern Rock do Lynyrd Skynyrd, que contava em sua formação com 3 guitarristas inspirados e soltando fogo de seus instrumentos. Foda!
Veja o show na íntegra:


Entre outras coisas que rolaram no segundo dia do Festival, Courtney Love mostrou os peitinhos:
E rolou pancadaria entre as equipes do Ultraje à Rigor e de Peter Gabriel:
A briga aconteceu no palco em pleno show do Ultraje, testemunhada pelo público e pelos integrantes da banda. A briga aconteceu logo após o fim da primeira música, aumentando a tensão em torno da apresentação do grupo, que antes já havia enfrentado problemas com o atraso: por causa da chuva e dos ventos fortes, passou de 16h05 para 17h40. Com isso, o show da banda brasileira colou no do norte-americano Chris Cornell, programado para 18h30, e pressionou a grade de horários, que se completaria com show de Peter Gabriel, às 22h50. Assista a entrevista com Ricardo Trovão, irmão de Roger que foi um dos pivôs da briga:

O Ultraje entrou depois da Tedeschi Trucks Band e a equipe de Peter Gabriel queria reduzir o show da banda, e chegou a tentar cancelá-lo. O Ultraje fez o show previsto mas, no final, teve seu equipamento desligado durante "Mary Lu" pelo pessoal do Gabriel. A porrada comeu!
Tenho certeza que a postura petulante e desrespeitosa da equipe não pode ser atribuída ao artista Peter Gabriel, que é reconhecido mundialmente como um sujeito educado, e que luta contra as desigualdades e injustiças pelo mundo.
Veja o depoimento de Roger sobre o incidente:

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

BLACK SABBATH ESTÁ DE VOLTA COM A FORMAÇÃO ORIGINAL

As especulações estavam certas. Agora é oficial: o Black Sabbath está de volta com sua formação original! Sim: Ozzy Osbourne no vocal, Tony Iommi a guitarra, Geezer Butler no baixo, e Bill Ward na bateria.
Os quatro músicos fizeram o anúncio da volta, prometendo uma turnê mundial a partir de 2012 e um álbum com canções inéditas, em Los Angeles, hoje (11/11/11), às 11h (horário local), no lendário Whisky a Go-Go, na Sunset Boulevard. O local do anúncio é especial, porque foi lá que fizeram sua estreia na cidade, 41 anos atrás, nesta mesma data.
A turnê tem o primeiro show marcado, 10 de junho, fechando o festival britânico Download. Será o primeiro show da formação clássica desde 2005, quando tocaram no Ozzfest, nos EUA.
O novo álbum ainda não tem nome e deve sair no segundo semestre de 2012. O produtor será Rick Rubin, que também estava no evento, e comentou: "É inspirador acompanhá-los no estúdio. Queremos criar um clima confortável para eles no estúdio, natural, fácil, sem pressão.Também será o primeiro disco de estúdio desde 1978, quando lançaram "Never Say Die". Ozzy disse que as seis ou sete músicas em que já estão trabalhando são incríveis e fazem jus ao espírito do Black Sabbath. Sobre a escolha de Rubin, Osbourne disse que foi "uma opção óbvia. Ele queria fazer há muito tempo e vivia perguntando quando íamos voltar".

É rezar aos Deuses do Metal que essa tour passe pelo Brasil.
No site oficial (www.blacksabbath.com), foi postado um video com os anúncios da volta, confira:

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

CAT ROCK

Essa vai pra minha amiga Susana (se é que ela acompanha o Blog) que adora gatos, e que deve estar em casa agora cuidando das duas filhotas, que também são umas gatinhas: