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sexta-feira, 13 de julho de 2012

10 de Julho de 2012 - VIPER NO TEATRO RIVAL - RJ

Era uma noite atípica no Teatro Rival, conhecido por abrigar shows da nata da MPB, foi tomado por uma legião de camisas pretas, saudosos e ávidos por Heavy Metal. A razão era a primeira apresentação no Rio de Janeiro, do Viper com André Matos nos vocais, depois de 22 anos.
A reunião foi realizada para comemor os 25 anos do primeiro disco, “Soldiers Of Sunrise”. A formação clássica quase completa, além de Andre Matos, o baixista Pit Passarell, o guitarrista Felipe Machado e o baterista Guilherme Martin. Hugo Mariutti ocupou o lugar de Yves Passarell, hoje no Capital Inicial, na outra guitarra.
Hugo é irmão do baixista Luis Mariutti, e é parceiro de Matos desde os tempos do Shaman; banda formada em 2000, após a divisão do Angra, que contava com o baterista Ricardo Confessori, além de André, Hugo e Luis.

A casa estava lotada, e alguns fãs ainda se amontoaram na porta do teatro tentando entrar, mas não conseguiram, pois todos os ingressos já tinham sido vendidos.
O Viper tocou na íntegra o álbum “Theatre Of Fate”, que se tornou um clássico do Metal, e também o disco de estreia, “Soldiers Of Sunrise”, que foi gravado na raça, quando todos eram muito jovens. Esses dois discos compõem o repertório da fase com Andre Matos nos vocais.

Eu conheci o Viper, justamente quando André deixou a banda para concluir seus estudos e mais tarde se juntar ao Angra, formada apenas por músicos virtuosos como ele. Meu primeiro contato foi no programa do Serginho Groisman (não me lembro se foi no Matéria Prima ou no Programa Livre), e Pit Passarell meio de saco cheio, respondia a trocentas perguntas sobre a saída de Andre Matos, e divulgava o disco "Evolution".
O primeiro e único show que assisti do Viper foi em 1992 no Circo Voador, ao lado do meu amigo Chipa. Vinte anos depois, estávamos os dois novamente, dessa vez acompanhados de nossas respectivas para conferir esse momento histórico.
Com algumas alterações na ordem das músicas como aparecem nos álbuns, os dois discos foram tocados um em cada parte do show, enquanto a platéia se deliciava, cantando tudo com as letras na ponta da língua.
Pit Passarel, visivelmente muito doido de cachaça, mostrava muita empolgação, e era a todo momento saudado pela galera com gritos de: "Pit! Pit!". Era muito engraçado, pois cada vez que ele ia falar ao microfone, o público vinha a baixo em gargalhadas.
Andre Matos conversou muito com o público. Com jeito de professor ele praticamente falou com a galera  antes de quase todas as músicas; aproveitando para explicar didaticamente como foi feita a canção, quem foi o autor, quais foram as influências, tentando pintar o quadro de como eram as dificuldades, para um fã de Rock e Heavy Metal para conseguir LPs e instrumentos no Brasil da Ditadura do começo dos Anos 80. Muitos acharam que o vocalista exagerou nas falas no meio das músicas, tirando um pouco o pique do show. Mas achei que valeu a pena, pois foi o momento de celebrar e contar a história do Viper. Andre brincou com a situação, dizendo: "Vou parar de falar, se não depois vão reclamar de novo pela internet, que eu sou chato e falo demais.

O baterista Guilherme Martins mostrou boa forma e segurança. A dupla de guitarristas Hugo e Felipe demonstrou entrosamento e travaram duelos de deixar Dave Murray e Adrian Smith orgulhosos. Pit apesar do elevado estágio etílico conseguiu segurar a aonda no baixo.
André Matos é um comprovadamente um dos melhores vocalistas do Brasil. Sua voz esteve inaudível nas cinco primeiras músicas. Após "Killera (Princess of Hell)", começou o corinho "Aumenta o vocal". O vocalista mais uma vez fez piada: "Gente, mas essa música é instrumental", pra depois avisar pro técnico de som que ele podia dar um gás no volume do seu microfone, porque ele já havio aquecido a voz.
Depois disso o som ficou perfeito, e vimos que Matos continua em forma, apesar de alguns pequenos deslizes que não comprometeram a perfomance.
Após a primeira parte de "Soldiers Of Sunrise", houve um intervalo, e imagens raras do começo da carreira do Viper foram mostradas no telão, com direito a depoimentos de ex e atuais integrantes. Foi hilário ver o visual "menudo" ostentado pelo jovem André Matos.
O ponto alto foi mesmo a segunda parte com "Theatre of Fate". A mais aplaudida  foi a balada “Living For The Night”, mas todas causaram comoção. Matos foi para os teclados para executar a bela e dramática “Moonlight”, canção que mostrava para aonde apontaria sua carreira no Angra.
"Prelude to Oblivion" encerrou a apresentação, que ainda contou com o Bis duplo "Rebel Maniac" e "We will rock you" (cover do Queen), ambas do álbum "Evolution".
A noite foi de pura emoção, e teve direito a dois moshs de Pit Passarell, que acabou sendo o grande homenageado da noite.
Talvez se seus instegrantes não fossem tão jovens quando lançaram seus dois primeiros discos, e se acima de tudo, fossem americanos ou europeus, o Viper com certeza estaria hoje em dia entre os grandes do Metal mundial. Essa volta comemorativa serve também para fazer justiça e oferecer aos fãs mais uma oportunidade  de ver esses heróis do Heavy Metal nacional.
Como bem resumiu o Chipa: "Não foi um puta show, mas foi foda demais pros fãs.".
E pra mim, foi a chance de rever Paulo Henrique Bonifácio, o grande Chipa, um dos caras de maior caráter que conheci.Uma amizade que completou 20 anos, ao som de "Rebel Maniac".
O casal Paulo (Chipa) & Luciana

SETLIST:
Primeira Parte "Soldiers Of Sunrise":
1- Knights of Destruction
2- Nightmares
3- The Whipper
4- Wings of the Evil
5- Signs of the Night
6- Killera (Princess of Hell)
7- Soldiers of Sunrise
8- Law of the Sword
9- H.R.

Segunda Parte "Theatre of Fate":
10- Illusions
11- At Least a Chance
12- To Live Again
13- A Cry from the Edge
14- Living for the Night
15- Theatre of Fate
16- Moonlight
17- Prelude to Oblivion

Bis:
18- Rebel Maniac
19- We Will Rock You
Fotos Ju Monteiro, e do casal Paulo (Chipa) & Luciana

10 comentários:

  1. Valeu pelos elogios parceiro. Ver o Viper com vc, depois de 20 anos daquele show no Circo Voador, foi mais um dos motivos de ter sido uma noite especial. Boiolices à parte, lógico.

    Paulo Bonifácio

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    1. Fala, Chipa!
      Com certeza, cara. 20 anos de amizade não é pra qualquer um.
      Boiolices à parte, é logico.
      KKKK

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  2. show histórico, sem dúvida. tocaram muito bem, embora o pitt me parecesse bastante embriagado. já a volta do andré matos, uma questão de grana fácil... pra quem esperou mais de 20 anos por isso, valeu muito a pena! grande concerto!

    Hugo Freitas

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    1. Oi Hugo,
      sem dúvida foi um show histórico e um grande concerto.
      Abração

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  3. André Matos nunca foi um dos meus vocalistas preferidos, apesar de achar que ele canta pra cara***. Acho que prefiro um voz menos aguda :)
    Foi um show bacanésimo, gostei pra caramba mesmo não sendo meu gênero musical preferido.

    Ps: Ri sozinha do comentário do Chipa. rsrs

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    1. Oi Mell,
      o timbre e o alcance vocal de André Matos são perfeitos para o Heavy Metal Clássico e para o Metal melódico.

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  4. Não ti vi lá, rapaz! Eu fui ver esse show com o Fernando. Se soubesse que vc estaria lá, batíamos um grande papo! Abçs
    Hugo Freitas

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  5. Foi do cacete!!! Voltei no tempo!
    Nando Sierpe

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    1. Pode crer, Nando
      o show foi uma máquina do tempo.
      Abração

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