Total de visualizações de página

terça-feira, 30 de julho de 2013

MORRE JJ CALE



MORRE DOMINGUINHOS, UM DOS MAIS IMPORTANTES MÚSICOS DO BRASIL



A EMOÇÃO DE VER "ROCKSHOW" NO CINEMA - Apresentação de Paul Mcartney & Wings em 1976 ganhou versão remasterizada




SETLIST:
1- "Venus and Mars"
2- "Rock Show"
3-  "Jet"
4- "Let Me Roll It"
5- "Spirits of Ancient Egypt"
6- "Medicine Jar"
7- "Maybe I'm Amazed"
8- "Call Me Back Again"
9- "Lady Madonna" *
10- "The Long and Winding Road"
11- "Live and Let Die"
12- "Picasso's Last Words (Drink to Me)"
13- "Richard Cory"
14- "Bluebird"
15- "I've Just Seen a Face"
16- "Blackbird"
17- "Yesterday"
18- "You Gave Me the Answer"
19- "Magneto and Titanium Man"
20- "Go Now"
21- "My Love"
22- "Listen to What the Man Said"
23- "Let 'Em In"
24- "Time to Hide"
25- "Silly Love Songs"
26- "Beware My Love"
27- "Letting Go"
28- "Band on the Run"
29- "Hi, Hi, Hi"
30- "Soily"

quinta-feira, 25 de julho de 2013

24 de Julho de 2013 - WINERY DODS NO TEATRO RIVAL (RJ)

No ingresso estava escrito que o show começaria às 19 30 h . Com a visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro, a chuva forte no início da tarde, o frio, e a hora do rush: todos os motivos para que o trânsito estivesse caótico. Pra piorar, eu e meu amigo Victor saímos de Jacarepaguá exatamente no horário marcado pro início da apresentação. Resultado: chegamos no Teatro Rival às 20 40h, pensando que pegaríamos só o finzinho... Mas foi só colocarmos os pés dentro do teatro, para que as luzes se apagassem, e The Winery Dogs começasse a tocar! Parecia que os caras só nos estavam esperando para começarem a tocar.
O power trio é formado apenas por faixas-pretas: Richie Kotzen (vocal e guitarra, ex-Poison, ex-Mr Big, e passgens na banda do super baixista Stanley Clarke), Billy Sheehan (baixo, ex-Mr Big, ex-David Lee Roth, ex-Talas, ex-Niacin, ex- Steve Vai) e Mike Portnoy (bateria, ex- Dream Theater, e participante de inúmeros projetos como Transatlantic, Flying Colours, Adrenaline Mob, etc...).
A banda deu início ao show, com “Elevate”, faixa de abertura do auto-intitulado álbum recém-lançado, e uma das cinco músicas que eu conhecia . Desconhecer a maioria do setlist não foi problema pra apreciar e curtir muito a apresentação desses monstros. Apesar do vocal baixo em alguns momentos, o som estava excelente e todos os instrumentos eram ouvidos com perfeição, em num volume muito alto, o que é fundamental num show de Rock que se preze.
Os entrosamento entre os três músicos é tão grande, que parece que tocam juntos há tempos. Os arranjos são feitos paraque todos eles contribuam e apareçam com a mesma intensidade.
É de ficar babando, ver Kotzen tocando lindamente sem uso de palheta, Sheehan dedilhando com as duas mãos o seu baixo e Portnoy mostrando porque é considerado um dos melhores bateristas da história do Rock. Quando perguntado sobre a influência musical da banda, Mike Portnoy disse que era um tipo de som voltado para o classic rock, com influências de Led Zeppelin, Cream, Jimi Hendrix, Grand Funk Railroad e uma "pitada" de Soundgarden, Alice In Chains, Black Crowes e Lenny Kravitz. E é possível enxergar todas essas referências no som do Winery Dogs.
Me surpreendi com a popularidade de Kotzen, pois esperava uma platéia formada em sua maioria por fãs do Dream Theater e do Portnoy; mas a impressão que tive é que três, Richie era o que contava com mais seguidores, ou pelo menos com aqueles mais entusiasmados.
Já com sua técnica eu já havia sido apresentado pelo Victor, mas mesmo assim não deixei de ficar embasbacado com sua maneira fora do padrão de tocar, como já disse, sem o uso de palhetas e usando seu modelo especial da Fender japonesa, uma Telecaster especial que leva seu nome. Com a pegada e feeling de um bluseiro, e com o virtuosismo comparável de Steve Vai, Satriani ou Paul Gilbert, ele alia rapidez impressionantes, bands cheios de emoções e belos fraseados. Como disse Victor: "Em alguns momentos parece ser puro malabarismo, mas ele sempre consegue colocar aquelas notas certeiras que arrepiam...".
Outro grande destaque é o vocal de Kotzen, talvez o maior trunfo do Winery Dogs. A voz rascante, um pouco rouca e com um alcance absurdo para as notas agudas, faz lembrar e muito o grande Chris Cornell. Em alguns momentos se assemelha a  David Coverdale, no início da carreira no Deep Purple. Richie canta muito, e foi acertada sua entrada para substituir John Sykes como guitarrista/vocalista do projeto.
A banda faz uma versãoaumentada de "Six Feet Deeper", com um final cadenciado, dando brecha para exibição do virtuosismo de cada um do trio. E é aí que Portnoy manda um solo de bateria, bastante curto, mas com o tempo suficiente para deixar todo mundo assombrado com tanta habilidade. Bem mais  descontraído que nos tempos de Dream Theater, Mike parece buscar a diversão e a simplicidade, sem abrir mão da qualidade musical. Sem ter que provar mais nada a ninguém, e se preocupando apenas com a música. Seu kit atual é uma versão franciscana das gigantescas baterias que usava em sua antiga banda. Já as cusparadas constantes e a grande interação com o público continuam as mesmas de sempre.
Na sequência mandam "The Other Side", e  depois é a vez de Bily Sheehan ficar sozinho no palco, pra fazer seu solo, bem maior que o de Portnoy. Billy é um baixista absurdamente talentoso, com muita velocidade, e sua famosa e impressionante técnica "two-hands”, combinando harmônicos com seu baixo Yamaha signature, troca a afinação da corda mais grave (de Mi para Ré) várias vezes, com um simples uso de uma alavanca localizada na tarraxa da corda sitada, conhecido como Hipshot tuner. Seu solo termina na introdução da balada "You Saved Me", e Billy novamente faz uso da técnica "two-hands”.
Na vez de Kotzen ficar sozinho no palco, e lembra três de suas composições em momentos distintos de suas outras fases como músico. Primeiro no violão com forte coto da plateia, ela canta "Stand", gravada quando ele era um dos integrantes do Poison. Voltando para a guitarra, toca "You Can’t Save Me", faixa de sua carreira solo,que também provoca grande comoçãono público presente. Com Portnoy e Bily de volta ao palco, tocam "Shine", do Mr. Big, no breve momento em que Kotzen e Sheehan estiveram na mesma formação do grupo.
A interação da banda com a galera vai aumentando cada vez mais, e três baladas são tocadas em sequência, começando pelo single "I’m No Angel", e  novamente surge um grande coro. Portmoy vai ao microfone para elogiar e  agradecer os cariocas, dizendo que esse era o verdadeiro primeiro show do Winery Dogs, não só no Brasil e na América Latina, mas a van premiere mundial da banda (apesar dos 4 shows realizados no Japão).
Fecham com "Regret", com Kotzen na primeira parte da canção tocando teclados muitíssimo bem. Depois ele parte pra guitarra e os sons de teclados continuam. Playback? Bases pré-gravadas? Não!!! É  Bily Sheehan quem toca com os pés a base de teclado até o fim da música, utilizando um foot-pedal, o mesmo instrumento utilizado há anos por Geddy Lee e Alex Lifeson no Rush.
É claro que não ia faltar o Bis, e eles voltam por exigência do público em "Fooled Around And Fell In Love", cover do guitarrista bluseiro Elvin Bishop.
O encerramento é feito com "Desire", que considero a melhor música do disco. Cheia de peso, Riff intenso e refrão forte, perfeita para finalizar a noite.
Da primeira a última canção, foi um grande show. Ótima música, grandes músicos, excelentes arranjos, som perfeito e poderoso, platéia quente e antenada, tudo numa perfeita sintonia para se celebrar um Rock de qualidade, que infelizmente é cada vez mais raro de se encontrar.
Torço e espero que Mike Portnoy sossegue o facho no Winery Dogs. Que esse trio seja uma banda de verdade, e não mais um dos projetos do baterista que ficam pelo caminho. A química entre os três é tão forte que merece durar por muitos anos, inúmeros álbuns e incontáveis shows.
SETLIST:
1- Elevate
2- We Are One
3- Criminal
4- One More Time
5- Time Machine
6- Damaged
7- Six Feet Deeper
8- Mike Portnoy Drum Solo
9- The Other Side
10- Billy Sheehan Bass Solo
11- You Saved Me
12- Not Hopeless
13- Stand (Poison cover)
14- You Can't Save Me (Richie Kotzen cover)
15 - Shine (Mr. Big cover)
16- I'm No Angel
17- The Dying
18- Regret

BIS:
19- Fooled Around And Fell In Love (Elvin Bishop cover)
20- Desire

terça-feira, 23 de julho de 2013

terça-feira, 16 de julho de 2013

13 de Julho de 2013 - PARALAMAS, BIQUINI CAVADÃO E PLEBE RUDE NA FUNDIÇÃO PROGRESSO (RJ)

Rock and Roll pra mim é muito mais que uma paixão. Faz parte da minha personalidade. É algo inerente ao meu ser e impossível de dissociar. Resumindo: é a minha vida. Por isso para mim todo dia é dia de Rock!
Nada mais justo que eu vá curtir a um bom show, justamente no dia escolhido para se celebrar oficialmente o Dia do Rock. E na verdade foram três shows...
Foi a festa do excelente programa "Pop Rock Brasil", da rádio carioca MPM FM (90,3), transmitido nas noites de sábado, com o melhor do Rock nacional de todas as épocas, com destaque merecido para os Anos 80, período de ouro do Pop Rock brasileiro.
O evento aconteceu na Fundição Progresso (Lapa) e contou com três importantes bandas do cenário oitentista: Paralamas do Sucesso, Biquini Cavadão e Plebe Rude.
Os primeiros a se apresentarem foram os Paralamas, um dos raros grupos que conseguiu se manter em evidências durante as suas três décadas de existência, mesmo depois do terrível acidente de Herbert Vianna.
Os Paralamas já na abertura colocaram todos pra pular, com a instrumental "Vulcão Dub", com seus metais em brasa e com Barone já mostrando serviço. Emendando com "Alagados", colocaram a platéia no bolso.
O show fez parte da turnê de comemoração de 30 Anos dos Paralamas, e o repertório privilegia canções tocadas no formato trio, e resgata pérolas do início da carreira, como "Patrulha Noturna", "Cinema Mudo" e "Selvagem" e "Mensagem de Amor".
Herbert ainda tem pequenos lapsos, como perguntar por várias vezes ao público se o som está bom e pedir que batam palmas para a equipe técnica; ou quando se enrola e perde o andamento do Riff clássico do Led Zeppelin em "Whole Lotta Love" (que é emendada com "O Calire), sendo salvo pelos colegas Bi e Barone, que percebem a confusão e conseguem por ordem na casa. Mas ele demonstra dicção perfeita, melhor até do que o período pré-acidente; e nas baladas "Romance Ideal" e "Lanterna dos Afogados" prova em solos perfeitos e cheios de feeleings, que sua pegada na guitarra continua inabalável.
Não quero ser repetitivo nas resenhas, mas poder ver João Barone em ação é sempre uma aula de bateria. Bom gosto, firmeza, precisão, técnica, arrojo e suingue, Barone toca com tanta simplicidade que dá a impressão de que é fácil. Acreditem: não é! Exceto pra ele.
Bi Ribeiro é discreto na sua função importantíssima de âncora e catalizador da banda. Seu baixo gravíssimo é uma das marcas registradas dos Paralamas.
O mais bacana é que os três amigos, juntamente com o tecladista  e parceiro de estrada João Fera e os demais músicos de apoio, demonstram tanta alegria e satisfação ao tocarem juntos, aliado com a forte química que os une, e com a coleção de hits e excelentes músicas, que ao espectador só resta se deliciar.
Depois de pouco mais de uma hora de apresentação, fecham com "Loirinha Bombril". É claro que tinha mais, e Herbert volta sozinho pra começar a bela "Aonde Quer Que Eu vá". Já com todos no palco, tocam seu primeiro sucesso "Vital e Sua Moto", que foi precedida com a Intro de "Don't Stand So Close To Me" do The Police (o que pouca gente notou) e ainda contou com citações de "Every Breath You Take".
A surpresa veio no final, quando Herbert Vianna convidou ao palco os vocalista Bruno Gouveia e Philippe Seabra (respectivamente do Biquini Cavadão e da Plebe Rude) para cantarem "Que País é Este?". Um final apoteótico para um grande show.
Com um intervalo de pouco mais de meia hora, vieram os cariocas do Biquini Cavadão. Eles tiveram seu auge na metade dos Anos 80, recebendo bençãos de Herber Vianna (que batizou a banda) e de Renato Russo que cantou em "Múmias", presente no álbum de estréia "Cidades em Torrente" de 1986. Conseguiram sucesso comercial, mas acabaram ficando numa espécie de segundo escalão, num  nível abaixo das consagradíssimas Legião Urbana, Titâs, Paralamas, Barão Vermelho, e Ira!.
Na década seguinte, com o disco "Descivilização" emplacaram 4 músicas nas rádios, e chegaram a tocar no Hollywood Rock.
Na última década ficaram fora da mídia, mas nunca pararam, e chegaram a gravar dois álbuns de covers de sucessos do Rock Nacional oitentista.
Foi o show mais animado da noite, com o vocalista Bruno empolgadíssimo e fazendo de tudo para eletrizar a galera: dançar de forma desengonçada, pular como louco, puxar coros e coreografias,  culminando com um mosh que resultou num passeio por toda fundição nos braços do povo.
Justiça seja feita, Bruno não é apenas um animador ou mestre de cerimônias, o cara tem boa voz e canta muito bem. Aliás, ele era o melhor vocalista dos três shows.
Abrindo com "Tédio", seu primeiro megahit (que muita gente jura que é do MR Catra...), eles já agradaram em cheio. Na sequência em "No Mundo da Lua", como de costume, Bruno puxou um sujeito da plateia para dividir com eles os vocais desse verdadeiro hino dos adolescentes da década de 80.
Para agitar ainda mais, utilizaram o trunfo das covers de seus contemporâneos Ultraje à Rigor, Nenhum de Nós e Uns E Outros.
O Biquini também teve seus sucessos radiofônicos fora dos anos 80: "Dani", "Impossível", "Vento Ventania" e  "Janaína" são provas disso, todas presentes no setlist. E ainda rolaram novidades, algumas do novíssimo CD "Roda Gigante", que vendido a R$10,00 na Fundição, teve suas cópias esgotadas rapidamente.
O momento "lágrimas nos olhos" veio com "Timidez". Quando foi lançada, todo mundo que tinha entre 10 e 20 anos de idade acreditava que a letra dessa canção era sobre a sua própria vida. Por isso, vi muita gente chorando, ou cantando de olhos fechados.
Antes do Bis, em homenagem ao Dia do Rock, o baterista Álvaro Birito e o guitarrista Coelho junto com o músico de apoio, o baixista Marcelo Magl (já há anos na estrada com a banda)  tocaram em sequência alguns dos Riffs mais consagrados da história: Stones, blur, Deep Purple, Nirvana, AC/DC, Metallica, Guns N'Roses.
Já com todos de volta ao palco encerraram com "Zé Ninguém", emendada com "Brasil" de Cazuza, ambas muito bem apropriadas para o atual clima poliítico em nosso país.
A Plebe Rude sempre foi uma das bandas mais engajadas do Rock nacional, e suas letras sempre refletiram o descontentamento com a política e com os problemas sociais desde os tempos da Ditadura. Mas é impressionante como essas mesmas canções são tão atuais, e parecem escritas sob a ótica da realidade em que vivemos agora, que infelizmente não mudou muito. Assim "Plebiscito", lançada originalmente em 1988, tem muito mais pra "falar" pra nossa juventude de 2013, do que qualquer música do repertório do NX Zero, ou qualquer um das novas pseudo bandas de Rock.
Philippe Seabra lidera e despeja tapas na cara dos políticos nas clássicas "Censura", "Brasília". Quem originalmente dividia os vocais com Saebra era Jander Bilaphra, que foi substituído desde 2003 por Clemente, que ainda também integra Os Inocentes, clássica banda Punk de São Paulo. Em virtude da ida de Andre X para os Estados Unidos em 2012, para fazer um mestrado, a Plebe vem tocando com Fred Ribeiro no baixo. E completando a formação: Marcelo Capucci na bateria desde 2011.
Clemente sempre aparece cheio de energia e atitude, e por alguns momentos larga a guitarra para comandar a massa em "Johnny Vai à Guerra (Outra Vez)" e "Sexo e Karatê", que provoca a formação de algumas rodinhas de porrada. Entre "Proteção", Clemente canta "Pátria Amada", a música mais conhecida dos Inocentes.
A cozinha formada por Fred e Marcelo apesar do pouco tempo junta, mostra boa química e entrosamento.
Seabra é um guitarrista de pegada, que se quisesse poderia ser um verdadeiro guitar hero, pois seus solos são bem bacanas. Mas nitidamente essa não é a sua intenção e muito menos a sua praia.
O público já era bem menor, porque a Plebe começou a tocar depois das 3 da manhã, portanto só ficou quem se amarrava muito, ou quem estava com muita saudade. No meu caso os motivos eram ambos, pois adoro a Plebe desde o lançamento de "O Concreto Já Rachou" (1986). Eu tinha uma cópia numa fitinha K7 que era uma das que mais escutava em meu walkman.
É... sou desse tempo! Graças a Deus!
SETLIST:

Show do Paralamas do Sucesso:
1- Vulcão Dub
2- Alagados
3- Patrulha Noturna
4- Cinema Mudo
5- Ska
6- Selvagem
7- Whole Lotta Love / O Calibre
8- Mensagem de Amor
9- Cuide Bem do Seu Amor
10- Romance Ideal
11- Meu Erro
12- Óculos
13- Lanterna dos Afogados
14- Ela Disse Adeus
15- Você / Gostava Tanto de Você
16- Melô do Marinheiro / Marinheiro Dub
17- Uma Brasileira
18- O Beco
19- Loirinha Bombril

Bis:
20- Aonde Quer Que Eu Vá
21- Vital e Sua Moto
22- Que País é Este?


Show do Biquini Cavadão:
1- Tédio
2- No Mundo da Lua
3- Inútil
4- Astronauta de Mármore
5- Carta aos Missionários
6- Amanhã É Outro Dia
7- Entre Beijos e Mais Beijos
8- Dani
9- Impossível
10- Múmias
11- Vento Ventania
12- Roda Gigante
13- Janaína
14- Quanto Tempo Demora um Mês
15- Chove Chuva
16- Timidez
17- Medley Rock (Misirlou / Satisfaction / Song 2 / Smoke On The Water / Panther Pink / Smells Like Teen Spirit / Back In Black / Enter Sandman / Sweet Child O'Mine

Bis:
18- Zé Ninguém / Brasil


Show da Plebe Rude:
1- Plebiscito
2- O Que Se Faz
3- Censura
4- Brasília
5- Minha Renda
6- Este Ano
7- Luzes
8- A Ida
9- Johnny Vai à Guerra (Outra Vez)
10- Sexo e Karatê
11- A Serra
12- Proteção
13- Pátria Amada (incidentais: Selvagem / Desordem / Faroeste Caboclo)
14-Proteção (Reprise)

Bis:
15- Até Quando Esperar

quarta-feira, 10 de julho de 2013

7 de Julho de 2013 - ZECA BALEIRO NA LONA DE JACAREPAGUÁ

Antes de tudo, quero pedir desculpas pela péssima qualidade da fotografia que ilustra a postagem. Acabei esquecendo de levar a câmera, e me celular novo apesar de ser bem melhor que antigo, não consegue fazer boas fotos em ambiente com pouca luminosidade.
Mas vamos ao show...
Zeca Baleiro volta à Lona de Jacarepaguá, para uma apresentação nos mesmos moldes da primeira: sozinho no palco, no esquema voz e violão. Dessa vez o público foi menor, provavelme pela concorrência da Festa Julina que rolava no Retiro dos Artistas.
Como já escrevi aqui no Blog, Zeca Baleiro é aquele tipo raro de artista que consegue aliar inteligência, talento, carisma, irreverência e bom humor; e a todo momento ele arrancava gargalhadas do público, e o dominava usando também o seu carisma e simpatia, além de seu maior trunfo: sua coleção de ótimas composições.
Mesmo assim, lembrando o saudoso Chorão, Baleiro abre o show com "Proibida Pra Mim", inaugurando logo na entrada o grande coral formado pela platéia, que sabia quase que 100% do setlist.
O Show foi curto, e com o ritmo acelerado, com pouco intervalo entre as música, deixou a impressão de ter sido menor. Seus sucessos foram intercalados com algumas interpretações como "Disritmia" (de Martinho daVila), "Bicho de Sete Cabeças" (Geraldo Azevedo), "Maresia" (Adriana Calcanhoto), e a inesperada "Price Tag", da cantora Pop Jessie J.
A galera interagiu bastante, e deu até uma "enchida de saco", fazendo pedidos em momentos inadequados. Três meninas não sossegaram até que Zeca atendendo as cantou "Toca Raul", que foi composta exatamente para dar resposta aos malas de plantão.
Mas justiça seja feita, se não fosse pelo trio de chatas, provavelmente eu não teria ouvido "Heavy Metal do Senhor", a minha preferida. As criaturas tanto pediram, que Baleiro fechou a apresentação exatamente com essa faixa, que abriu seu disco de estréia. Antes, porém ele tocou a ótima e engraçada "Eu Detesto Coca Light".
No ano passado, Zeca Baleiro fez uma citação de "Neurastênico", com os versos: "Bbbbbbbbrrrrrrrrrrrrrr! Mas que nervoso estou Bbbbbbbbrrrrrrrrrrrrrr! Sou neurastênico Bbbbbbbbrrrrrrrrrrrrrr! Preciso me tratar, senão eu vou prá Jacarepaguá...". Voltando à Lona, ele veio mas preparado e antes de ir embora, homenageou o bairro cantou a antiga canção, mostrando que deu uma ensaiada antes, e prometeu que voltaria em breve. Jacarepagué agradece...



SETLIST:
1- Proibida Pra Mim
2- Versos Perdidos
3- Salão de Beleza
4- Disritmia
5- Lenha
6- Bandeira
7- Quase Nada
8- Bicho de Sete Cabeças
9- Baylon
10- Maresia
11- Price Tag
12- Nada Além
13- Bienal
14- Samba do Approach
15- Vai de Madureira
16- Toca Raul

BIS:
17- Vô Imbolá
18- Alma Não Tem Cor
19- Telegrama
20- Eu Detesto Coca Light
21- Heavy Metal do Senhor