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segunda-feira, 31 de maio de 2010

John Bonham faria hoje 62 anos de vida!


Hoje, 31 de Maio de 2010, John Bonham se estivesse vivo completaria 62 anos de vida.
O genial baterista do Led Zeppelin faleceu em 25 de Setembro de 1980, o que levou ao fim de sua lendária banda.
Bonham era alccólotra, e seu vício servia pra acalentar a dor de ficar longe de sua família por longos períodos, fato esse que sempre o incomodou muito. Depois de um ensaio, ele tomou nada mais do que 40 doses de vodka, foi levado pra cama na casa de Jimmy Page, de manhã foi encontrado morto, a autópsia não revelou a presença de drogas no seu corpo. Foi diagnosticado de que Bonham morreu asfixiado pelo próprio vômito, da mesma forma que as estrelas Jimi Hendrix e Bon Scott.
Como já disse em outras postagens, Bonham e Charles Gavin são os responsáveis por eu tocar bateria. Os dois têm em comum a pegada incrível que proporciona peso e estilo característico.
Bonzo era um músico auto-didata, e desde os 5 anos de idade tentava imitar os movimentos dos seus ídolos Gene Krupa e Buddy Rich. Outro que o sempre influencio foi o lunático Keith Moon (do The Who).
John Bonham era fã dos artistas da Motown como James Brown e Stevie Wonder, isso talvez explique o swing que tinha ao tocar. Ele conseguia tocar com um balanço impressionante, e sempre foi um diferencial para os bateristas de sua geração, e também pra todos aqueles que tocam rock pesado. Tocava com firmeza e com alma; sentava a porrada mas sempre tinha em suas levadas algo de dançante.
Usava as baquetas mais pesadas e mais compridas disponíveis na época. Fazia longos solos nas apresentações do Led Zepellin, que chegavam a mais de 30 minutos, e muitas vezes abandonava as baquetas, tocando bateria com as mãos.
Nunca foi o baterista mais técnico do mundo, mesmo no Rock encontramos músicos com mais técnica como Neil Peart e Carl Palmer. Mas é no mínimo ignorância, pra não dizer burrice, dizer que ele era apenas um batera que tocava com fúria. Falando um português clássico: Bonzo tocava pra caralho. É o baterista dos sonhos de qualquer banda de Rock.
Foi Robert Plant que o levou para o Led Zeppelin, o apresentando a Jimmy Page, que logo percebeu o seu talento assombroso. Deixou na banda gravações antológicas, que influenciaram e sempre influenciarão todo menino que um dia se aventurar a sentar numa bateria.
Infelizmente são raros os registros de John Bonham fora do Zeppelin. Eu mesmo conheço poucos. Um deles é "The Hurdy Gurdy Man", canção gravada no disco do cantor Donovan, aonde Page e John Paul Jones também participaram da gravação.
Em 1978, Bonzo participou das gravações da música "Rockestra Theme" do LP "Back To The Egg" de Paul MccCartney e sua banda Wings. Além dele também participaram várias lendas como David Gilmour, Pete Towshend e John Paul Jones.
Pra você entender todos os elogios que fiz ao "Deus do Trovão" sugiro que veja o video abaixo, nele aparece só a bateria de John Bonhan da música "Foll On The Rain", do álbum "In Through The Out Door". Suas levadas são tão precisas que parece que tem alguém tocando contra-baixo com ele, mas não tem, é Bonhan tocando sozinho. Confiram:

domingo, 30 de maio de 2010

29 de Maio de 2010 - GILBERTO GIL & CONVIDADOS NA QUINTA DA BOA VISTA


Confesso que estava bastante apreensivo e desconfiado em ir pra um show a noite em plena Quinta da Boa Vista, mas acabei indo e não me arrependi. Com presença maciça da Polícia Militar e da Guarda Municipal, com facilidade pra estacionar (coloquei meu carro dentro da Quinta, e custou R$6,00; bem barato comparado que já paguei R$15,00 em eventos no Rio Centro e no Rio Sul).
O palco foi montado de frente ao Museu Nacional, num local parecido com um vale, que deu um efeito bem bonito, e provavelmente pela geografia favoreceu bastante a qualidade do som.
Quando chegamos já estava rolando o show de Targino Gondim, um dos autores de "Esperando na Janela", que na voz de Gilberto Gil virou mega hit, e fez parte da trilha do filme "Eu, Tu, Eles". Com muito xote, maxixe e baião, Targino fez uma apresentação de forró clássico e de raiz, que hoje é conhecido como "Pé de Serra". A platéia eclética formada por idosos, casais com bebê de colo, crianças, famílias inteiras, alternativos, neo hippies, pagodeiros, funkeiros, nordestinos, cabeludos, gringos, e um grupo que chamava atenção pela alegria e pelo jeito de ser escandaloso: as "Bibas". Parecia que haviam fugido os veadinhos do zoo, que fica ali perto, tanto era a quantidade e a felicidade desse grupo; dançavam em dupla, ou em grupo, num verdadeiro show a parte. Com o fim da apresentação do sanfoneiro, escalamos o morro pra comprarmos comidinhas, algumas típicas das festas juninas como cocada, e outras nem tanto como cachorro-quente.
Enquanto comíamos começou o show da atração principal e mestre de cerimônias da noite, o mestre Gilberto Gil.
Ele que acabara de lançar seu segundo disco dedicado ao gênero dos ritmos nordestinos do período junino. O primeiro foi exclusivamente em homenagem ao grande Luiz Gonzaga; já no seu novo CD, com músicas inéditas e de sua autoria, ele aproveita com um certo grau de oportunismo, pra saudar essa gostosa tradicão brasileira em "Fé na Festa".
E foram esses dois álbuns que serviram de base pro repertório executado. Com músicos de altíssimo nível como o francês Nicolas Krassik (rabeca), Toninho Ferragutti (sanfona), Jorginho Gomes (zabumba e percussão) e Arthur Maia (um dos melhores baixistas do mundo) ele consegue obter arranjos inteligentes e criativos, com riqueza na variação rítmica, conseguindo atingir a simplicidade sofisticada dos grandes nomes do gênero como Jackson do Pandeiro e o já citado Gonzagão.
Com a apresentação de Serginho Groisman que adentrava ao palco pra conversar com Gil, e apresentar os convidados. A primeira foi sua filha Preta Gil, que foi ovacionada pelo píblico. É indiscutível a espontaniedade, simpatia e carisma de Preta, que cantou seu maior sucesso "Sinais de Fogo" (composta pra ela por Ana Carolina) em ritmo de xote. Depois cantaram "Madalena", música do cancioneiro popular já gravada anteriormente por Gil. A configuração da apresentação foi basicamente Gilberto Gil tocando duas músicas com sua banda, entrava um convidado que cantava duas, e Gil voltava a levar mais duas sozinho.
Dessa forma, a figuraça Martnália foi chamada e cantou "Cabide" (outra da Ana Carolina); com muita personalidade e presença de palco, ela vestida a caráter, em com jeito malandro, fez a galera dançar com a mistura de samba e xaxado.

A bela e colorida Vanessa da Mata surgiu feliz da vida. Cantou "Lá vem ela", uma música inédita composta em parceria com o Gil, que está no novo disco do artista. Além desta nova canção eles cantaram juntos "Ai, ai, ai" numa versão arretada.
Serginho trouxe Alcione ao palco, como se leva a noiva à igreja, e me impressionei como a artista é querida pelo povo. Alcione canta muito, tem um vozeirão que permitiria que ela fosse uma espécie de Sarah Vaughan brasileira, é pena que a "Amarrom" utiliza os seus poderes para o mal, baseando sua carreira em sambas-dor-de-cotovelo extremamente bregas.
E por falar em grandes cantoras, Gal Costa, talvez a maior cantora brasileira viva, colocou todo mundo pra pular, relembrando um dos maiores sucessos de sua carreira: "Festa do Interior". Já bastante ambientada com os ritmos gonzaguianos, Gal deu um verdadeiro show, que o público reagiu com certa frieza.
Já a reação com Zeca Pagodinho foi exatamente o contrário. O sambista foi o artista da noite que recebeu os mais calorosos aplausos. Primeiro ele mandou Jackson do Pandeiro, no grande clássico "Sebastiana". Deu uma paradinha estratégica pra pegar um copo de cerveja e oferecer um gole pra Gil e saudar a platéia. Depois mandou dois de seus maiores hits "Verdade" e "Deixa a Vida Me Levar".
Zeca se despediu, mas foi impedido de sair do palco por Gil, que chamou as quatro cantoras de volta. Todos juntos cantaram "Asa Branca", um verdadeiro hino da música brasileira.
As estrelas se despidiram e deixaram o palco, mas quando todos pensavam que a apresentação tinha chegado ao fim, o anfitrião avisou que iria tocar mais duas, e mandou "São João Carioca", parceria com Nando do Cordel e presente no novo CD.
O baiano convida Targino Gondim pra juntos tocarem "Esperando na Janela", que realmente não podia faltar na noite. E pra encerrar com chave de ouro, Gil avisa que os seus músicos iriam fazer um tema instrumental; excelente!
Foi uma noite agradabilíssima, se cumprirem a promessa de repetir a dose no ano que vém, estarei lá na Quinta da Boa Vista com certeza.

sábado, 29 de maio de 2010

28 de Maio de 2010 - TITÃS NO CITIBANK HALL - RJ

Perdi a primeira e única apresentação que os Titãs fizeram no Rio da nova turnê "Sacos Plásticos", que rolou em Novembro do ano passado no Vivo Rio. Nesse ano, também foi por uma noite apenas, mas no Citibank Hall. Apesar da ausência de Charles Gavin, fiz questão de não perder essa nova chance.
Decepção logo na compra dos ingressos: todos os lugares eram sentados, e pior com mesas. Tenho uma bronca enorme de shows com mesas, aonde as pessoas ficam de lado e às vezes de costas para o palco. Se é pra ficar sentado, pelo menos que a colocação das cadeiras seja como em teatro, uma ao lado da outra, e TODAS de frente para o palco.
Mas de qualquer maneira, é um absurdo que num show dos Titãs, a produção da banda ou da casa coloque todos pra assistirem sentados. Porra, Titãs é Rock'n'Roll!
Fazia bastante tempo que não os via, da última vez foi na turnê do CD "Como Estão Vocês?" no Canecão; a principal diferença, além da saída de Charles, é que a banda não utiliza mais músicos de apoio. Branco Mello toca baixo, Paulo Miklos agora toca guitarra (e muito bem), e Sérgio Britto além de tocar teclado, fica no contra-baixo nas músicas em que Branco canta. O bacana disso tudo é que parece que a energia e a interação entre eles aumenta; o ponto fraco é que tanto Branco quanto Sérgio não tocam baixo muito bem, ao contrário de Nando Reis (que sempre considerei um inventivo baixista). O resultado é que os arranjos tendem a ficar mais crus e simples; o que na verdade acaba não compromete tanto assim a perfomance do grupo.
No fundo do palco, um pano de fundo com coloração entre o azul e o rozo, com palavras como "lixo, supermercado, gases tóxicos, sacos plásticos" escritas sobre ele, e que variavam nas tonalidades de acordo com a iluminação (que foi um show a parte); utilizando diveras matizes de cor, vários e belos efeitos visuais obtidos a partir de spots móveis de luz, e o criativo uso de sombras.

Com Sergio Brtto nos vocais, abrem com a nova "Amor Por Dinheiro" que aparece infinitamente superior a versão de estúdio, que exagera na batida eletrônica que fica sobreposta sobre a bateria acústica. Na sequência o primeiro clássico da noite: "AA UU", do antológico "Cabeça Dinossauro". Paulo canta mais dos superhits: "Diversão" (com uma versão com o andamento mais cadênciado) e "Bichos Escrotos", que fez algumas pessoas levantarem e desistirem das mesas.
Branco canta três na sequência: o rockão "Flores", a nova "A Estrada", e "O Pulso" (que na gravação original é cantada por Arnaldo Antunes).
Paulo Miklos é na minha opinião a melhor voz do Rock nacional, e comprova a minha tese, cantando muitíssimo bem a introspectiva balada “Antes de Você”, outra de "Sacos Plásticos", que foi a primeira música de trabalho do CD, mas que acabou tocando pouco nas rádios.
Aproveitando esse momento mais calmo, eles tocam as duas baladas de maior sucesso da carreira dos Titãs: "Epitáfio" (com impressionante participação do público) e "Pra Dizer Adeus". Enquanto Paulo se dirigia ao público, um mala grita: "Paulo, manda 'Sonífera Ilha'!", mesmo sendo pego desprivinido, Miklos se sai bem dizendo: "É Pra já! Aqui é self vervice, atenderemos todos os pedidos."; mas segue o show em frente e pergunta se todos estão preparados pra invasão que logo vai acontecer daqueles caras simpáticos e solícitos pedindo voto, e toca a sempre atual "Vossa Excelencia", que considero a melhor canção da fase mais recente dos Titãs.

Sergio assume novamente os vocais pra mandar "Porrada" (outra que era cantada por Arnaldo), que não ouvia ao vivo a muito tempo, e me deu uma sensação boa de nostalgia, como se tivesse de novo 13 anos de idade. O "cheiro adolescente" aumentou com o petardo "Polícia". Quando ele ia iniciar mais uma, o mala volta a atacar e pede "Sonífera Ilha!!!"; Sérgio Britto não se faz de rogado e se dirige ao FDP: "Porra! Não acredito que você veio aqui só pra ouvir essa", arrancando risos e aplausos, e imenda: "Fica tranquilo, vamos tocar essa também; essa e muitas outras", e canta "Go Back".
Sei que é bem popzinha, e é uma música que não tem nada demais, mas adoro "Porque Sei Que é Amor", e considero a melhor música de "Sacos Plásticos", e por isso cantei a plenos pulmões quando foi tocada no show.
Voltando ao peso levaram "Cabeça Dinossauro" (com direito a um solo bacana do novo baterista Mario Fabre), "Deixa eu Entrar", "32 Dentes" e "A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana".

"Homem Primata" aparece num arranjo que fica entre o punk da original e o ska da versão do "Acústico". O Mala-mor finalmente foi atendido, podem acreditar, o puto ficou o show inteiro pedindo, até que os Titãs tocassem seu primeiro mega sucesso.
Fecharam com a pauleira "Lugar Nenhum", e a homenagem a Raul Seixas em "Aluga-se", deixando a todos em êxtase.
Todo mundo abandonou de vez as mesas, e foi pra frente do palco pra pedir Bis, e claro que a banda voltou pra tocar "Marvin" (aonde Branco explicou que estava sem voz por causa de uma gripe), "Televisão" (outra que não ouvia a bastante tempo) e "É Preciso Saber Viver".
Titãs é a minha banda nacional favorita, sou um verdadeiro fã desde pequeno, por esses e outros motivos, não sou 100% isento pra dar uma crítica que esteja livre do valor sentimental e da importância que essa banda tem na minha vida. Mas de qualquer forma, foi um showzaço, que fez um apanhado geral da carreira do grupo, apesar de ignorar os discos "Tudo Ao Mesmo Tempo Agora", Titanomaquia" e "Domingo". Com muita interação com o público, repertório bem costurado, músicos empolgados, luz de primeira, e com som perfeito, claro, alto e poderoso: faz do novo show dos Titãs, um dos melhores do ano, e confirmam seu lugar entre as bandas mais importantes da América Latina. E merecia com certeza pista livre, como qualquer show de rock pede, principalmente uma apresentação cheia de peso e gás como os Titãs sempre se acostumaram a fazer.
Só mais um detalhe, Mario Fabre é excelente baterista, mas fiquei com a sensação que faria melhor; porra, Titãs vacilaram de não terem me chamado.... kkkkkkkk


SETLIST:
Amor por Dinheiro
AA UU
Diversão
Bichos Escrotos
Flores
A Estrada
O Pulso
Antes de Você
Epitáfio
Pra Dizer Adeus
Vossa Excelência
Porrada
Polícia
Go Back
Porque eu sei que é amor
Cabeça Dinossauro
Deixa eu Entrar
32 Dentes
A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana
Homem Primata
Sonífera Ilha
Lugar Nenhum
Aluga-se

BIS:
Marvin
Televisão
É Preciso Saber Viver

sexta-feira, 28 de maio de 2010

JAZZ NO BARRA SHOPPING

Era pra ser apenas por uma noite, bandas de jazz tocando em três locais diferentes do shopping, na noite do dia dos namorados do ano passado. Mas deu tão certo que acabou durando por todas as sextas-feiras, e só parou em dezembro por causa das compras do Natal.
E felizmente o projeto "Jam Sessions" voltou desde Abril ao Barra Shopping, com grupos tocando na Praça de Alimentação do Nível Lagoa (aonde tinha o restaurante-navio), no Boulevard Gourmet (Primeiro piso, na parte mais nova do shopping) e no New York City Center. É justamente nesse último local o meu preferido; fica em frente ao Outback, começando depois das 20:00h. Lá é o point do Trio Irajá, banda excelente que toca standars do jazz e bossa nova, tudo temperado com muito swing.
Eu os conheci em Julho de 2009, depois de um sessão de cinema, e fiquei encantado com o trio. Composto por bateria, guitarra e baixo acústico, eles fazem uma apresentação com tudo que o jazz tem de mais tradicional: suavidade, improvisação e qualidade técnica, mas com um diferencial de terem um som com muito balanço, chegando a ser dançante.
O maior responsável por isso é o baterista, um gigante no instrumento. Com suavidade e precisão, o cara realmente humilha na simplicidade. É um privilégio poder vê-lo tocar de tão de perto.
Interessante foi na hora do intervalo, e o grande batera levantou do banquinho, e viu-se o paradoxo: ele mede pouco mais de 1,60m. Ou seja, o "gigante das baquetas" na verdade é o "Romário da bateria".
Então, está aí a dica:
às sextas, das 20 às 24h, Trio Irajá no New York City Center em frente ao Outback.
Depois do jantar ou do cineminha, ou mesmo como programa único da noite é uma grande pedida.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

OZZY OSBOURNE NO ESTILO "PEGADINHA DO MALLANDRO"

Imóvel como uma estátua, Ozzy Osbourne se misturou aos bonecos de cera do museu Madame Toussaud de Nova York. Sempre que algum visitante se aproximava, ele se mexia, provocando gritos e risadas das pessoas.
A brincadeira, sem dúvida tem muito a ver com o nome do álbum que Ozzy lança no dia 22 de junho, e se chama, justamente, "The scream" (o grito, em inglês). Assista abaixo à pegadinha:

PAUL MCCARTNEY receberá o terceiro Prêmio Gershwin da Canção Popular

McCartney foi o escolhido para ganhar o terceiro Prêmio Gershwin da Canção Popular da Biblioteca do Congresso Dos Estados Unidos da América. No dia 2 de junho, ele vai se apresentar para o presidente Obama, durante a cerimônia.
O prêmio, que leva o nome dos compositores americanos, os irmãos George e Ira Gershwin, é entregue a músicos por seu conjunto da obra. No ano passado, o presidente Obama entregou a Stevie Wonder o prêmio. Paul Simon recebeu o primeiro Gershwin em 2007.
Paul é primeiro estrangeiro, ou seja, "não americano" a receber a honraria.
Stevie Wonder, Jerry Seinfeld, Jack White (do White Stripes), Dave Grohl (Foo Fighters), Emmylou Harris, Elvis Costello, Jonas Brothers e Faith Hill participarão da homenagem que Paul McCartney vai receber do presidente Barack Obama na Casa Branca.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

24 de Maio de 2010 - MORRE PAUL GRAY, baixista do Slipknot


Paul Gray era baixista e um dos fundadores do Slipknot, uma das mais originais e pesadas bandas da nova geração do Heavy Metal. O grupo ficou muito conhecido pelo uso de bizarras máscaras e letras agressivas.
Gray foi encontrado morto em um quarto de hotel nos Estados Unidos nessa segunda-feira.
Os membros do Slipknot em entrevista cedida à imprensa na última terça-feira (25), em rara aparição feita sem máscaras, estavam junto à mulher de Gray, Brenna, que está grávida, e falaram sem discursos prontos e não responderam a perguntas. Nenhum dado foi mencionado sobre as circunstâncias da morte.
"Perdemos nosso irmão, e o mundo parece mais pequeno após isso. Ele tinha o maior coração que qualquer um já conheceu", disse o vocalista Corey Taylor. "A única palavra que pode resumi-lo é amor."
Brenna disse que sua filha irá crescer sabendo do legado deixado pelo pai. "Meu marido era uma pessoa maravilhosa e eu quero que ele seja lembrado por isso. E sua filha irá conhecê-lo pelo que ele foi."

terça-feira, 25 de maio de 2010

ROCK BOLA 2010

Quem acompanha meu Blog sabe que sou fã declarado do "Rock Bola", programa da rádio Oi FM (102,9). No ano passado fui diversas vezes assistir a transmissão ao vivo que rola nas sextas feiras ao meio dia, direto do estúdio montado no Shopping Nova América. Cheguei até a fazer uma postagem sobre isso, confiram: ROCK BOLA

Agora em 2010, as transmissões continuam, mas esse ano só consegui comparecer uma única vez, e foi no dia 14 de Maio, e pude conferir de perto as novidades.
A grande mudança, foi a saída do repórter Smigol (contrado pelo canal Sportv), que foi substituído por Bebê Monstro. Bebê participava do "Hora dos Perdidos" da extinta Rádio Cidade; é um cara engraçado e humilde, bem diferente de Smigol, o espalhafatoso "Repórter Bizarro", que gostava muito de aparecer. Além do Bebê Monstro possuir um belo par de seios, o que pude constatar pessoalmente...
O restante do escrete continua o mesmo: o apresentador Alexandre Araújo, o vascaíno Waguinho, o tricolor Toni Platão, o botafoguense Lopes Maravilha e o flamenguista Alexandre Tavares. Ainda é disparado, o melhor programa de rádio, misturando humor e informação, claro que esta em segundo lugar.
O "Pisando na Bola" que passava no Sportv acabou, mas eles começaram uma nova empreitada, assinam uma coluna todas as segundas-feiras no Jornal "Extra".
Pra saber mais viste: www.rockbola.com.br/blog.
Além de ter curtido a gravação ao vivo do programa "Rock Bola", fui brindado por uma gentileza sem par, que nunca esquecerei. Waguinho divulgou o show da minha banda,a Crossroads, que aconteceria no dia seguinte na Lapa; um pouco antes de acabar o programa, rolou o seguinte diálogo:

*Waguinho: - Não posso esquecer de anunciar o show da banda de um ouvinte, o José Carlos, que tem uma banda chamada Crossroads. É a Crossroads Classic Rock Cover Band, que vai tocar amanhã, no Satisfaction Rock Bar, na Lapa. O Bar fica na Rua do Riachuelo, 18 na Lapa."
*Toni Platão: - Maravilhoso!
*Waguinho: - Então, Toni, eles tocam clássicos do Rock, em versão acústica, unplugged. Os caras tocam Beatles, Led Zeppelin, Eric Clapton, Deep Purple, Pink Floyd, Elton John, Whitesnake, James Taylor, Jimi Hendrix e Queen!"
*Toni Platão: - Ah, bem que ele lembra muito o Freddie Mercury!

Mesmo eu sendo sacaneado por dizerem que eu pareço a bicha louca do vocalista do Queen, foi emocionante. Mas ainda ouvindo na reprise (às 20:00h) com meus amigos na festa de aniversário do Pedro (tecladista da banda).
No final ainda tirei foto com Waguinho, usando a minha camisa do Vasco em homenagem a Geovani, um dos meus maiores ídolos no futebol.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

22 de Maio de 2010 - FERNANDO MAGALHÃES & RODRIGO SANTOS NO NECTAR

Saimos do show do Pedro Mariano e fomos direto pro NECTAR em Vargem Grande. E uma frase descreve perfeitamente como foi o restante da noite: "Rock'n'Roll, Porra!!!"
As rústicas e agradáveis acomodações da casa receberam dois grandes nomes do Rock nacional: os integrantes do Barão Vermelho Fernando Magalhães e Rodrigo Santos. Fernando abriu com uma apresentação instrumental, com repertório baseado no seu primeiro CD solo, e foi acompanhado por uma banda de peso, que contava com o baixista Roberto Lly (ex-Herva Doce), Marvio Fernandes (guitarra e vocal), o tecladista Sérgio Villarin (da lendária banda Bacamarte) e pelo seu amigo de infância, o baterista Pedro Strasser (ex-Blues Etílicos). Uma sonzeira só! A galera estava inflamada e vibrava muito, o que com certeza empolgou os músicos que visivelmente se divertiam muito. O batera tinha uma cara de maluco, e pelo jeito de tocar e pelas caretas me fez lembrar Mitch mitchel (baterista que tocava com Jimi Hendrix). Sérgio arrepiou nos teclados, e não tinha como vendo ele tocar não pensar no John Lord, pelos timbres distorcidos e pelos solos, e num desses houve uma sitação de "Lazy" do Deep Purple.

Conversando com Fernando após o show, ele disse que se impressionou com a vibração da galera, e que ele não esperava essa reação pra um show instrumental. Mas não tinha como ser diferente, solos rasgantes e com pegada, que ficam longe das chatices virtuosísticas. Sem contar com os arranjos com peso e enxutos, e que permitiam que cada integrante da banda tivesse seu espaço para aparecer e mostrar talento.
No fim o guitarrista foi ao microfone e avisou que iria cantar uma música do Paul McCartney, e levou a clássica "Rockestra" do álbum "Back to Egg" de 1978. Só um detalhe pro show não tirar nota 10: foi muito curto...

Mas Fernando felizmente voltaria pra tocar na apresentação de Rodrigo Santos. Ele é baixista do Barão Vermelho desde 1992, antes já havia tocado com João Penca & Seus Miquinhos Amestrados, Léo Jaime, Lobão (com quem tocou no Hollywood Rock de 1990 e na segunda edição do Rock In Rio)e Paulinho Moska. Com as férias que o Barão tem tirado, Rodrigo tocou com a Blitz e Kid Abelha, e gravou três discos solos. O mais recente que será lançado em breve, foi todo gravado em inglês, e terá uma música inédita de Paul McCartney e outra de John Lennon.
A dupla tocou ao lado de Kadu Menezes, baterista parceiro de Rodrigo nos tempos do Lobão e Kid Abelha. O repertório foi baseado nas bandas e artistas em que o baixista já tocou.
Abriram com dois clássicos baronianos: "Pense e Dance" e "Pro Dia Nascer Feliz", que foi seguido de "Trem Bala de sua carreira solo. Rodrigo tocava com um baixolão que quebrou uma das coras já na segunda música, tocando parte da apresentação com o baixo de Roberto Lly, até que o roadie trocasse a corda.
Do Kid tocaram a versão reggae do hino de Hyldon, "Na Rua, Na Chuva ou Na Fazenda", que contou com "One Love" de Bob Marley como incidental. Anunciou que iria tocar "a música mais linda do mundo", e cantou "Me Chama", que foi precedida por "Corações Psicodélicos", dois sucessos de Lobão.
Rodrigo pegou o violão e Fernando foi pro baixo, pra levarem uma versão blues de "Maior Abandonado", mas problemas técnicos fizeram abandonar o violão. Nova tentativa foi feita em "Por Você" que foi acompanhada de vários chiados. Meio revoltado ele grita: "Foda-se, o negócio é Rock'n'Roll! Vou fazer a contagem, e vocês que se virem: One, Two, Three, Four!", e executaram "I Saw Her Standing There" e "Twist And Shout" dos Beatles.

Foi uma verdadeira celebração ao Rock, principalmente brasileiro, com Secos e Molhados ("Sangue Latino"), Novos Baianos ("Preta, Pretinha"), Legião Urbana ("Que País É ESte?"), Cazuza ("Codinome Beija-Flor").
Foi chamado ao palco Valério, cover do Cazuza, numa assustadora semelhança física, no jeito de falar e na voz; extremamente feliz e realizado ele canta "Por que A Gente é Assim?" e "Ponto Fraco". Todos os músicos do show de abertura também fizeram participações, sendo que Pedro Strasser tocou saxofone na derradeira "Satisfaction". É claro que todo mundo pediu Bis. Então Rodrigo tentou ligar o violão, e dessa vez deu tudo certo...
E então tocaram mais uma dos Stones, "Waiting On a Friend", que está presente novo CD do artista, e que contou com todos os feras no palco. Ainda rolou "Rock and Roll" do Led Zeppelin, que serviu como homenagem a Lula Zeppeliano que foi o produtor do evento.
Não poderia deixar de comentar a perfomance do Kadu. O cara é um animal, ele não toca bateria, ele porra o instrumento. Com fúria e sem pena; impressionante, principalmente porque estava a menos de dois metros do cara. É um baterista de Rock por excelência. Pena que meu irmão Paulo Ricardo e o Pedro (respectivamente baixista e tecladista da minha banda) nao estavam presentes pra vê-lo; porque eles vivem reclamando de mim, dizendo que sou muito esporrento na bateria, eles tinham que conhecer Kadu Menezes.
E minha namorada ainda conseguiu uma de suas baquetas, e me presenteou, pra que eu tivesse mais uma recordação dessa noite.
Sempre sonhei em tocar nos palcos em que Rodrigo e Fernando mostraram seus talentos; é bacana dessa vez vê-los naquele pequeno e especial palco em que já estive tocando por tantas vezes.
SETLIST (SHOW RODRIGO SANTOS):
1- Pense e Dance"
2- "Pro Dia NAscer Feliz"
3- "Trem Bala"
4- "Cara Cara"
5- "Na Rua, Na Chuva e na Fazenda" / "One Love"
6- "Me Chama"
7- "Corações Psicodélicos" / "Preta Pretinha"
8- "Puro Êxtase"
9- "Maior Abandonado"
10-"Por Você" / "Sangue Latino"
11- "Codinome Beija-flor"
12- "I saw her Standing There"
13- "Twist And Shout"
14- "Medley Jorge Ben" / "Que País é Este?"
15- "Por Que A Gente é Assim?"
16- "Ponto Fraco"
17- "Satisfaction"
18- "Waiting on a Friend"
19- "Rock And Roll"

8-

22 de Maio de 2010 - PEDRO MARIANO NO TEATRO SESI - JACAREPAGUÁ

Foi a quarta vez que assisti a um show de Pedro Mariano, e é a terceira com esse formato: Pedro na bateria acompanhado pelos excelentes músicos Leandro Matsumoto (baixo) e Conrado Góis (violões e guitarra). A última vez foi em Fevereiro do ano passado na Lona Cuktural de Jacarepaguá.
Dessa vez também foi no mesmo bairro, mas no belo Teatro SESI. Felizmente não rolou a palhaçada de não permitir que tirem fotos, elas foram autorizadas, desde que não se usasse flash; é claro que isso foi desobedecido por todos.
Pedro Marianos estava bastante descontraído e engraçado, sempre mandando piadas e brincando com sua banda e com o público. Ele abre cantando e tocando percussão com "Teatrinho" do seu mais novo CD. Ele explica que com esse formato, simplifica a parafernalha, e diminui os custos, e assim consegue tocar em lugares que normalmente não teriam condições. Ele continua e agita a platéia com o samba "Profissionalismo É Isso Aí", dos mestres Aldir Blanc e João Bosco, presente no seu segundo disco.
Manda uma do repertório da sua mãe: "Ladeira da Preguiça" de Gil. Por falar nisso, pedro já mostrou que tem talento e estrada de suficientes pra sair da sombra dos pais Elis Regina e Cesar Camargo Mariano, o que não é fácil, pois são dois gigantescos baluartes da MPB. E mesmo não atingindo tanto sucesso comercial quanto sua irmã caçula Maria Rita, ele construiu uma sólida carreira, conquistando fãs fiéis e apaixonados.
Canta a bela "Beijo Partido", famosa na voz do "Tio" Milton Nascimento, e presente no projeto "Um Barzinho, Um Vioão - Novela Anos 70", que teve direito a solo de Matsumoto com seu baixo fretless; para o meu deleite, ele nos brindou com outros solos durante o show.
Pedro demonstra desenvoltura, cantando e ao mesmo tempo tocando bateria, de forma natural, sem uma coisa atrapalhar a outra, e leva as canções "Passado (do seu disco de estréia), "Estrela de Papel" (do mais recente "Incondicional"), "Quarto Vazio" e "Ventania" (ambas do Cd de 2007).
Abandona a bateria, pra começar o que ele chamou de "Momento Karaokê", aonde exigiu que todos cantassem as clássicas "Se" do Djavan e "Se Você Pensa" de Roberto Carlos. Aproveita pra fazer piada do frio que fazia no teatro, dizendo que agora entendia porque a banda de pinguins que abriria o espetáculo desistiu alegando que a temperatura estaria muito abaixo das que eles estavam acostumados. Realmente eu de casaco estava batendo queixo.
De volta a batera, Pedro canta os dois primeiros grandes sucessos de sua carreira: "Tem Dó" e "Voz no Ouvido" (presentes no segundo CD de 2000), e o coro que o acompanhava continuou firme e forte.

Antes de "Simplesmente", conta a importância dessa canção pra sua vida, e todas as dificuldades que passou pra conseguir lançar o CD "Incondicional", que ficou 5 anos engavetado, e que não conseguia nem ouvir essa música de tanta raiva e desgosto com o ocorrido, e que agora que conseguiram lançar o disco, pra ele e os músicos da banda, tocá-la é a parte favorita do show.
Saem do palco depois de executarem "Três Moedas", que Pedro Mariano ganhou de presente de Frejat pro seu seu novo álbum. é claro que começou a gritaria, principalmente da mulherada pra que voltassem e continuassem tocando.

Voltaram com "Pode Ser" composta por Jorge Vercilo, que começou a empolgar os presentes. Pedro Mariano disse que começaram com menos 18 graus abaixo de zero, e estão acabando com 42 positivos; motivo: provavelmente desligaram o ar condicionado com a primeira reclamação do cantor, depois desse novo comentário, o ar foi religado e a temperatura finalmente ficou agradável.
Com a pergunta: "Vamos dançar?", fez com que imediatamente, muita gente levantasse em direção ao palco, pra tudo acabar como um grande baile com as dançantes "Tá Tudo Bem" e "Livre Pra Voar".

SETLIST:
1- Teatrinho (Cáudio Lins)
2- Profissionalismo É Isso Aí (Aldir Blanc / João Bosco)
3- Ladeira da Preguiça (Gilberto Gil)
4- Beijo Partido (Toninho Horta)
5- Passado ( João Marcelo Bôscoli / Wilson Simoninha/ Max De Castro)
6- Estrela de Papel (Edu Tedeschi)
7- Quarto Vazio (Daniel Carlomagno)
8- Ventania (Jair Oliveira)
9- Se (Djavan)
10- Se Você Pensa (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)
11- Tem Dó (Baden Powell / Vinicius De Moraes)
12- Voz No Ouvido (Jair Oliveira)
13- Simplesmente (Samuel Rosa / Chico Amaral)
14- Quase Amor (Jorge Vercilo)
15- Nau (Max de Castro / Daniel Carlomagno)
16- Três Moedas (Frejat / George Israel / Mauro Sta. Cecilia)
BIS:
17- Pode Ser (Jorge Vercilo)
18- Tá Tudo Bem (Mauricio Gaetani e João Andrade)
19- Livre Pra Voar (Claudio Zoli / Bernado Vilhena / Flavio Venutes)

20 de Maio de 2010 - JOHNNY WINTER NO CANECÃO


Depois do show ter sido cancelado, por causa do fechamento do Canecão pela Justiça, que lacrou e obrigou a devolução do imóvel à UFRJ, eu já tinha aceitado a idéia de perder a apresentação do Johnny Winter.
Aí já estava rolando aquela dor de corno, de que depois de AC/DC, Aerosmith e ZZTop, por mais uma vez o Rio iria papar mosca.
Mas nas vésperas da data marcada, ouço a notícia pelo rádio que o show estava confirmado: Yeah!!!
No dia do show, estacionei no Rio Sul, e fomos comprar os ingressos às 19:00 , sem fila, e com tranquilidade para escolher o setor. Vi impresso no ticket que haveria abertura com "Christovam, Carlini & Vassa", me empolguei na possibilidade de serem André Christovam e Luíz Carlini, dois dos maiores e mais importantes guitarristas brasileiros. Perguntei à moça da bilheteria que horas seria o show de abertura, ela respondeu que não sabia, e que a atração principal estava marcada para as 21:30h.
Jantamos na pressa, pra chegar cedo e poder conferir o primeiro show.
90% do público era de homens, na faixa etária entre 40 e 60 anos, uma galera cascuda, fissurada no Blues e no Rock Clássico das décadas de 60 e 70, e que sabia da importância e do privilégio de estar presente naquela primeira apresentação no Rio de Janeiro de uma verdadeira lenda do blues e do Rock.
Por volta das 21:40, Andre Christovam com sua nova banda, abre a noite, com um blues instrumental cheio de feeling, agradece aos aplausos, apresenta os músicos e fala: "Fico feliz e honrado, que em dia de jogo do Flamengo vocês encheram a casa", gerando um grito de "Mengo!", seguida por uma sonora vaia, ao ver que começaria a surgir um clima ruim pela rivalidade de torcidas, André se explica dizendo que nos tempos de hoje, ele fica feliz que tendo uma coisa de graça em casa, que as pessoas se disponham a sair e se expor numa quinta a noite, pagando pra curtir boa música; com isso ele conquistou a gregos e troianos.
Servindo como mestre de cerimônias, ele convida Álvaro Vassa que entrou dando um show de slide. Como eu que eu não conhecia esse cara antes? Pra completar o trio, chega Luís Carlini, que formou a antológica banda Tutti-frutti, que acompanhava Rita Lee, quando esta saiu dos Mutantes. Carlini tocou o clássico "Sleepwalk" numa Lap Steel, e a dedicou ao falecido Bebeco Garcia, dizendo: "...dedico a ele essa música, perdemos um soldado, mas por ele temos que continuar firme na batalha...". Na sequência ele toca "Agora Sá Falta Você", uma das suas parcerias com Rita. Infelizmente a guitarra de Carlini estava baixa e abafada, ao contrário da dos outros dois guitarristas, que estavam com som e volume perfeitos. Finalizaram com "Little Wing" de Hendrix, com dada um fazendo um solo mais bonito que o outro. A platéia pedia bis, coisa raríssima em se tratando de shows de abertura, mas o pedido não foi atendido, provavelmente por questões de horário.

A banda de Johnny formada por Scott Spray (baixo), Vito Liuzzi (bateria) e Paul Nelson (guitarra) entra no palco e começa a tocar. Paul mostra sua técnica, com belos solos; ele é amigo de Winter, e é o cara que atualmente toma conta de sua carreira. Eis que surge a frágil e curvada figura do albino, que ligeiramente atravessa o palco e senta na cadeira aonde recebe sua guitarra Erlewine Lazer preta, o público vai a loucura.
Johnny Winter é irmão de outra lenda, o multi-intrumentista Edgar Winter. Johnny é da linhagem dos grandes guitarristas de Blues do texas, a mesma de Albert Collins, dos irmãos Jimmy e Stevie Ray Vaughan e de Billy Gibbons (ZZ Top). Atualmente com 66 anos, está longe da vitalidade, disposição e saúde, dos seus tempos áureos nos anos 60 e 70, quando chegou a tocar no festival de Woodstock, e tinha um contrato milhonário com a com a Columbia Records. Mergulhou fundo no vício da heroína, tornado-se dependente até a década de 90, quando começou a usar antidepressivos e metadona, contra a dependência. Também era alcoólotra, e pra piorar tinha um empresário inescrupuloso que o roubava, e é acusado de dar a Winter doses cavalares de antidepressivos para deixá-lo sempre dopado, pra poder passar a perna de forma mais fácil.

Isso tudo detonou a sua saúde, chegou a pesar 40 kg. Só a partir de 2003, com ajuda de amigos como Paul Nelson, é que Winter começou a voltar a ativa, tocando em palcos pequenos. Nitidamente se percebe a sua fragilidade física, atualmente com uns 60 kg, corpo totalmente curvado, só consegue abrir um dos olhos, não conseguindo se aguentar em pé, por isso tocando o show inteiro sentado.
Mas as mãos do velhinho ainda fazem estrago, e dos bons! Mesmo errando muitas notas, ele continua arrasador, com uma técnica visceral e explosiva. Toca guitarra como se fosse banjo, usando uma dedeira no polegar direito e dedilhando as cordas com os outros dedos, ele consegue um efeito muito foda, dando dinamismo, e a impressão de se estar ouvindo mais de uma guitarra. Seus solos fogem do lugar comum, pois são curtos e com grande variação de escalas, alternando graves e agudos, e misturando solos com a base. Realmente de deixar o queixo cair.
Com muitos clássicos como "Bony Morone", "Hello Little School Girl", "Miss Ann", "It’s All Over Now", "Black Jack", "I’m Torn Down", ele ainda homenagiou Jimi Hendrix, com uma versão matadora de "Red House".
Por falar em cover, senti falta de duas músicas que marcaram muito a sua carreira: as regravações de "Jumpin' Jack Flash" (dos Rolling Stones) e "Johnny B. Goode" de Chuck Berry (que tocou na cidade na semana passada, e eu perdi...).
Johnny Winter só trocou de guitarra no Bis, quando finalmente pegou sua famosa Gibson Firebird V 1963, pra dar uma aula de slide guitar, nessa hora confesso que fiquei arrepiado. Encerrou com o clássico de Bob Dylan "Highway 61 Revisited", deixando o palco com ajuda de uma roadie. A platéia extasiada pediu mais um Bis, mas tivemos que nos contentar com o fim. A apresentação foi curta, mas duvido que alguém tenha saído desapontado.
Agradecemos aos Deuses do Blues e do Rock, por permitir que Johnny ainda esteja vivo e rasgando a nossa alma, com seus solos.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

20 de Maio de 2010 - MORRE O GRANDE GUITARRISTA BEBECO GARCIA

Morreu na madrugada desta quinta-feira, em Porto Alegre, o guitarrista Bebeco Garcia, fundador da banda de rock Garotos da Rua. O músico foi submetido a uma cirurgia no hospital PUC-RS para tratar um tumor no cérebro, mas não resistiu às complicações pós-operatórias. De acordo com Maria Lúcia Garcia, irmã do músico: "Bebeco só soube da doença há apenas dois meses. Estava morando em São Paulo há dois anos e veio para Porto Alegre para poder se tratar. Infelizmente foi vítima de uma infecção generalizada enquanto se recuperava da operação". O velório está sendo realizado no cemitério Jardim da Paz, na capital gaúcha, onde o corpo será sepultado às 17h.
Bebeco e os Garotos de Rua, fizeram sucesso na década de 1980, com uma pegada totalmente Anos 70. Em 1986, ficaram nacionalmente conhecidos com a música "Tô de saco cheio (Lá em casa continuam os mesmos problemas)". Gravaram três discos pela RCA até 1988, mas os músicos originais da banda se separaram um ano depois. Ainda assim, Garcia seguiu com o grupo até 1994, quando deu início à sua carreira solo. Seu último álbum foi "Rio grande rio blues", de 2005.
O músico era pai de Pedro Garcia, baterista da última formação do Planet Hemp, e chegou a gravar um CD("Confidencial") com o filho em 2003.
Bebeco Garcia era um guitarrista muito conceituado no meio musical, sendo constantemente citado e elogiado nas revistas brasileiras especializadas em guitarra.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

JAZZ E BLUES PRA TODOS OS GOSTOS E BOLSOS

No Estado do Rio de Janeiro, temos ótimas opções pros amantes do Jazz e do Blues, com estrelas e músicos de primeira grandeza. Bem democrático, shows com os tradicionais preços salgados, mas mesmo pra quem está na dureza, tem atrações de graça, isso mesmo: ENTRADA FRANCA.



Não é o caso do "Otto Jazz Festival" que começa hoje, 19 de Maio, e vai até domingo 2. Os Restaurantes Otto ficam na Tijuca (Rua Uruguai, 380 - Tel: 2268-1579) e Barra (Est.da Barra da Tijuca, 1636 - Tel: 24915622), e os shows serão formatados no conceito "Dinner Show", que faz sucesso na Europa e Estados Unidos - O convite dá direito a um jantar completo com opções de entrada, prato principal e sobremesa e dois shows. O show de abertura acontece simultaneamente ao serviço de jantar, das 20h às 22h. Após o encerramento do jantar, às 22h30 começa a atração principal. Preço por pessoa R$100,00 (com jantar completo, show de abertura e show principal)
Entre as atrações confirmadas estão Helio Delmiro (foto ao lado) que participou de inúmeros festivais internacionais incluindo Berlim, e considero o melhor guitarrista do Brasi; Nivaldo Ornelas um dos maiores saxofonistas da atualidade; o baterista Pascoal Meirelles, que acaba de chegar de uma turnê pela Tunísia,Márvio Ciribelli, que acaba de lançar na Europa um novo álbum com o lendário John Lawton e que participou de quatro edições do Festival de Montreaux; Cia. Estadual de Jazz, um dos quartetos mais queridos do Rio; e o excelente guitarrista Victor Biglione, que já gravou com feras como Gal Costa, Wagner Tiso, Andy Summers e A Cor do Som.





Amanhã, Dia 20 de Maio, o saxofonista, arranjador, compositor e produtor Leo Gandelman se apresenta no bonito e confortável Teatro SESI Jacarepaguá (Avenida Geremário Dantas, 940 – Freguesia).
O formato será em Duo com piano. O horário, às 15h, é bastante ingrato, mas vale a pena, pra quem puder prestigiar, porque além de ser um espetáculo com um dos melhores instrumentistas do país, a ENTRADA É FRANCA!
Informações no Telefone: 3312-3788




Também amanhã, apesar das confusões em volta do fechamento do Canecão, vai rolar o show do lendário Johnny Winter, um dos maiores guitarristas da histório do Rock e do Blues. O bluseiro albino se apresenta pela primeira vez no Brasil, e os ingressos estão entre R70,00 e 150,00 (Inteira). O horário previsto é 21:30h.





Paraty sediará pela segunda vez o "Bourbon Festival" que acontecerá nos dias 28, 29 e 30 de maio. Nestes três dias a cidade se transformará na "Nova Orleans brasileira". O festival começa nas ruas do centro histórico com a Dixie Square Jazz Band, uma Street Band brasileira que passeará pela cidade anunciando os shows das noites de sexta, sábado e domingo, a partir das 21h.
Todos os shows serão gratuitos, e destaque para os guitarristas John Pizzarelli (foto), Stanley Jordan e Armandinho.


PROGRAMAÇÃO:

Sexta-feira (28/05)
-Leo Gandelman
-Glen David Andrews
-The Big Time Orchestra

Sábado (29/05)
-Caviars Blues Band
Com participação de Paulo Meyer, Chui e Donny Nichilo
-Stanley Jordan e Armandinho
-Victor Brooks com Julie Mcknight e Wayne Vaughn

Domingo (30/05)
-Rhandhal & Trio
-Bocato
Com participação de Flávia Fonseca
-John Pizzarelli



O "Rio das Ostras Jazz & Blues Festival" chega à oitava edição. De 02 a 06 de junho, uma seleção de grandes instrumentistas e intérpretes se apresentará nos palcos montados na cidade de Rio das Ostras. Serão ao todo três points, e como sempre todos os shows serão gratuitos e ao ar livre. Atrações são de alto nível, com destaque para o baixista Ron Carter, The Michael Landau Group, o guitarrista brasileiro de Blues André Christovam. A parceria Stanley Jordan e Armandinho também marcam presença.

SELEÇÃO BRASILEIRA: QUE SELEÇÃO É ESSA DUNGA?


Sei que esse assunto já está quase ficando ultrapassado. Também sei que meu blog é sobre música e não sobre futebol. Mas aproveitarei esse meu espaço virtual pra manifestar a minha indignação.
Porra Dunga, Que Seleção é essa?
Nosso técnico fala em coerência; ótimo podem ser coerentes as suas escolhas em relação a sua filosofia, mas é também uma seleção muita fraca.
Em relação aos goleiros, não discuto o Júlio Cesar (titular absoluto) e o Gomes que estão se destacando em seus clubes, mas o Doni vem amargando a reserva no Roma. Seria muito mais "coerente" chamar o Vítor do Grêmio ou Helton, só pra citar dois que já foram muito convocados.
Nas laterais estamos bem na direita com Maicon e Daniel Alves. Mas não posso dizer o mesmo na esquerda com o veterano Gilberto e o desconhecido Michel Bastos; o Marcelo do Real Madrid é muito superior a ambos e ficou de fora.
Na zaga acho que não tem discussão: Lucio, Juan, Luisão e Thiago Silva são os melhores zagueiros do Brasil.
No meio-campo, o primeiro absurdo é Kleberson que não consegue nem garantir vaga no time titular do Flamengo, e desde a final da Copa de 2002 não faz uma boa apresentação pela seleção; fica parecendo que foi chamado pra agradar a torcida rubro-negra, já que Adriano foi preterido.
Outra coisa é a quantidade enorme de cabeças de área ou volantes (como acharem melhor...): Josué, Felipe Melo, Ramires, Elano e Gilberto Silva (outro que está devendo uma atuação no nível da de 2002).
O que me preocupa muito: se Kaká não for bem ou se machucar, vamos ter que depender do talento de Julio Baptista? Vai ser brabeira...
Eu chamaria pelo menos 3 jogadores de meia que foram barrados por Dunga, e poderiam dividir a resposabilidade da criação com Kaká: Ronaldinho Gaúcho, Diego e Paulo Henrique Ganso. Os três são habilidosos e sabem lançar (coisa rara nos convocados pra Copa).
Ronaldinho está em plena forma, jogando o fino, atuando bem, desequilibrando pelo Milan, e dando declarações que queria estar no grupo. Sem contar que é um verdadeiro craque, nenhuma seleção do mundo pode se dar ao luxo de descartar um atleta no nível dele.
É verdade que até hoje Diego não rendeu o esperado nas chances que teve, mas vários queridinhos da Comissão Técnica também nunca brilharam com a amarelinha. Diego é craque, com visão de jogo, e se pode esperar mais dele do que do Ramires ou do Felipe Melo.
Ganso é uma jóia rara, dane-se que ele não tem experiência internacional ou na seleção. Assim como Neimar, deveria estar no grupo pelo menos pra ganhar essa experiência. Normalmente acontece isso, novos talentos são levado pra Copa pra amadurecerem. Pelé foi levado pra Copa de 58 com 17 anos, como reserva. Tudo bem, o Rei não serve como parâmetro, porque é o maior de todos os tempos; ganhou vaga no time titular, e acabou marcando dois gols na final, sendo um deles antológico.
Mas por exemplo: Bismarck foi pra Copa de 1990 com 20 anos, em 1994 Ronaldo com 17, em 1998 Denílson com 20, em 2002 Kaká com 20, e Robinho em 2006; todos convocados com o mesmo objetivo: lapidar um talento e prepará-lo pra próxima Copa. Dunga não se preocupou com isso, infelizmente.
No ataque temos o matador Luis Fabiano, que mesmo não sendo craque vem resolvendo e é oportunista. Nilmar que é excelente atacante. Robinho, que ao lado do Kaká, é o único craque da equipe. E Grafite que é mais uma invenção Dungoniana, pra entrar no lugar de Adriano, que como o treinador mesmo disse "Se desconvocou...". com os escândulos na favela, brigas com a "noiva", frequentes faltas aos treinos e vários quilos acima do peso.

Agora vou provar como é fácil montar uma seleção bem melhor do que a do Dunga. Pra não humilhar muito vou escalar só o time titular, e nem vou pegar as que seriam necessariamente as melhores peças.
Com certeza vai fazer mais bonito...

Os convocados são:

01 SUSANA WERNER - A esposa do goleiro Julio Cesar também bate um bolão



02 SABRINA SATO - Com essas pernas, a japinha com certeza vai conseguir apoiar no ataque e voltar a tempo de cobrir a defesa.



03 BIA & 04 BRANCA - O miolo de zaga com as Gêmeas do nado-sincronizado vai confundir os atacantes.



06 KARINA BACCHI - Completando a defesa na lateral-esquerda. Vai dizer que você prefere o Gilberto?



05 RENATA FAN - Vai provar aos críticos que entende de Futebol de verdade.



07 GISELE BUNDCHEN - É a Capitã do time, por ser a mais famosa e respeitada internacionalmente.



08 LUANA PIOVANI - Vai formar o meio-campo, mas na qualidade de "Mulher Invisível" vai servir como elemento surpresa no ataque.



10 JULIANA PAES - Camisa 10 clássica, daquelas que não se encontra hoje em dia. Puro Futebol arte.



09 VIVI RONALDINHA - Ex-namorada de Ronaldo Fênomeno ainda nos tempos do Cruzeiro, foi escalada como centro-avante, já que atualmente é atriz-pornô, com certeza ela vai pro ataque com muito tesão, e não vai fazer corpo mole.



11- DANIELLE CICARELLI - Fechando o time, outra ex-Ronaldinho, com fôlego de maratonista, vai honrar as cores do Brasil.