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quarta-feira, 29 de maio de 2013

25 de Maio de 2013 - YES NO VIVORIO

Em Janeiro, assim que soube que haveria show do Yes no VivoRio, tratei de comprar os ingresssos; ainda mais quando foi divulgado que os álbuns "The Yes Album", "Close To The Edge" e "Going For The One" seriam tocados na íntegra. E foi uma atitude bem pensada, pois a casa teve lotação esgotada.
Não se tratava da formação clássica, pois o vocalista Jon Anderson e o tecladista Rick Wakeman não estão fazendo parte da banda. Lamento que Anderson e o Yes ainda não tenham acertados suas diferenças, e polêmicas a parte não pretendia perder a oportunidade de ver novamente o grande guitarrista Steve Howe em ação, ainda mais com um repertório desses.
Além de Howe, após diversas mudanças, a formação atual do grupo ainda conta com as feras Chris Squire (baixo), Alan White (bateria), e com Geoff Downes, tecladista que já foi membro do Yes em outros momentos, e fez carreira nos grupos Asia e The Buggles. O calouro é o vocalista Jon Davison que assim como seu antecessor Benoît David, foi descoberto em uma banda cover de Yes. Como puder ver em seu show solo no ano passado, Jon Anderson já está completamente recuperado de seus problemas de saúde, e deve ainda estar puto com Chris Squire e Cia.
Apesar de ter três membros clássicos e um ex-membro de peso, a presença do novo vocalista sempre traz desconfiança e preocupação. Afinal, a voz de Jon Anderson além de belíssima, é uma das marcas registradas do Yes. Para se ter uma idéia, o álbum "Drama", lançado em 1980, foi o primeiro a não contar com Anderson nos vocais, e até hoje é apontado como o maior erro da discografia da banda.
Mas as "víuvas" de Jon Anderson deram o braço a torcer logo noss minutos iniciais do show, pois Jon Davison possui um timbre muito próximo ao de Jon Anderson, além de admirável alcance vocal e afinação perfeita.
O primeiro álbum executado na noite foi "Close To The Edge", quinto disco de estúdio do Yes, lançado em 1972, considerado por muitos como o mais importante da banda. As três canções do LP, a faixa-título, "And You and I" e "Siberian Khatru" foram tocadas com perfeição, e foram a prova de que mesmo passados 41 anos do lançamento, continuam sendo grandes obras, que ainda possuem o poder de emocionar os velhos fãs, e conquistar os novos admiradores que começam a viajar na onda do Progressivo.
No começo de cada número aparece nos telões o título da canção e o nome do álbum, e um video com imagens psicodélicas que interagem com a perfomance dos músicos.
O show não tinha muita enrolação, e depois de quase 40 min a primeira parte do show é finalizada, e sem intervalo, Steve Howe vai ao microfone pra fazer piada com o fato de serem considerados "Dinossauros do Rock", e logo em seguida anuncia a sequência de "Going For The One", disco lançado em 1977.
Esse álbum já não é tão conceituado, mas traz grandes momentos, como a linda balada "Wonderous Stories". É durante essa parte do show que Chris Squire entra com um baixo de três braços durante a música "Awaken".
A terceira parte da noite chega para trazer a execução do álbum "The Yes Album", de 1971, que na minha opinião é um disco bastante subestimado, e que considero uma obra prima. É um LP da fase pré-Rick Wakeman, mas mesmo assim possui alguns dos maiores clássicos do Yes, como "Yours Is No Disgrace", "Starship Trooper" e "I’ve Seen All Good People ".
Apesar das músicas fantásticas como as citadas anteriormente, o destaque fica mesmo com "Clap", onde a galera vai ao delírio com a técnica e a precisão de Steve Howe no violão. Visualmente o cara parece uma múmia, mas suas mãos continuam firmes e certeiras, levando muitos presentes às lágrimas.
Depois dos três álbuns na íntegra, a banda faz um Bis, sem deixar o palco, depois de agradecerem, finalizaram com "Roundabout", do disco "Fragile", encerando as duas horas e quarenta minutos de bons sons.
Como já deve ter ficado claro, sou um grande fã de Steve Howe, e foi emocionante vê-lo em ação mais uma vez, e constatar que ele ainda é um músico extraordinário, um verdadeiro guitar hero de estilo único.
Alan White é um baterista arrojado e de pegada forte, mas esteve bastante discreto durante toda noite. Isso pode ter sido reforçado pelo baixo volume de seus tons em comparação com o restante das peças de seu belo kit de bateria. E esse foi o único ponto negativo do som, que estava realmente muito bom.
Definitivamente Geoff Downes não é Wakeman, mas é maldade e no mínimo ignorância não enxergar suas qualidades como tecladista. Ele se sai muito bem reproduzindo os complexos arranjos de teclado, que em muitos momentos são a parte mais importantes das peças. Downes faz questão de ser fiel a tradição dos Anos 70 de colocar no palco vários teclados, e ele veio com nada menos do que nove! Totalmente desnecessário para a tecnologia dos dias de hoje, mas que ao mesmo tempo promove um visual muito bacana e ainda presta uma homenagem a época de ouro do Progressivo.
Esta resenha bem que poderia levar o título de "A Vingança de João Paulo", que foi o cara que me apresentou para a fase Progressiva e clássica do Yes. João é um fervoroso fã de Chris Squire, e por muitas vezes se irritava quando eu dizia que o baixista do Yes nunca esteve no mesmo nível dos demais músicos que passaram pela banda.
Durante o show, minha mesa esatava posicionada exatamente na frente de Squire, e tenho que dar o braço a torcer: o cara toca pra cacete. O lance não é virtuosismo, está mais ligado a atitude, presença,e principalmente a pegada e sonoridade. Tanto no Rickenbacker quanto no Fender Jazz Bass, Squire arrepia, e definitivamente me provou que é um dos grandes do contra-baixo no Rock and Roll.
Setlist:
01. Close to the Edge (The Solid Time of Change/Total Mass Retain/I Get Up, I Get Down/Seasons of Man)
02. And You and I (Cord of Life/Eclipse/The Preacher the Teacher/The Apocalypse)
03. Siberian Khatru
04 Going for the One
05. Turn of the Century
06. Parallels
07. Wonderous Stories
08. Awaken
09. Yours Is No Disgrace
10. Clap
11. Starship Trooper (Life Seeker/Disillusion/Würm)
12. I’ve Seen All Good People (Your Move/All Good People)
13. A Venture
14. Perpetual Change

Bis:
15. Roundabout

segunda-feira, 27 de maio de 2013

24 de Maio de 2013 - SHOW DO MPB4 NO ANIVERSÁRIO DE 113 ANOS DA FIOCRUZ

Nessa meu irmão Paulo Ricardo mandou muito bem, me colocando na boa: showzinho grátis do MPB4 com direito a coquetel com comes e bebes liberados. O evento foi a celebração dos 113 anos da FioCruz.
O MPB4 é o mais importante grupo vocal do Brasil. Formado em Niterói, em 1965, sua primeira formação contou com Miltinho, Magro, Aquiles e Ruy Faria. Em 2004 Ruy Faria saiu do quarteto. sendo substituído por Dalmo Medeiros, ex-integrante do grupo Céu da Boca. A partir de 2007, Ruy obteve seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil - OAB, após 43 anos de formado. Ele estudou Direito pela Universidade Federal Fluminense - UFF e abdicou da carreira de advogado para seguir com o grupo. Hoje, trabalha também como advogado em um conceituado escritório do Rio de Janeiro
Em 2012, o grupo perde Magro, vítima de um câncer, aos 68 anos. O cantor, compositor e arranjador Paulo Malaguti Pauleira, ex-integrante do Céu da Boca e integrante do Arranco de Varsóvia foi o escolhido para substituir Magro.
Durante o show todo, Paulo era apaludido com empolgação sempre que era anunciado. Com o decorrer da apresentação descobri o motivo: Malaguti é o maestro responsável pelo coral oficial da FioCruz.
O som estava perfeito, e era uma delícia ouvir a harmonização perfeita proveniente da união das quatro vozes. Sozinhas soam normais, porém juntas atingem um resultado belíssimo.
Abriram com um medley de sucessos de Vinícius de Moraes, como "Canto de Ossanha", "Regra Três" e "Como Dizia o Poeta".
Clássicos da MPB como "De Frente pro Crime"(Aldir Blanc/João Bosco), Falando de Amor (Tom Jobim) , Roda Viva (Chico Buarque) e "Amigo é Pra Essas Coisas" (Chico Buarque) foram intercalados com faixas do novo CD do grupo, “Contigo Aprendi”, que traz onze boleros que marcaram época em versões em português feitas por grandes compositores, como “El Reloj” (“O Relógio”, na versão de Celso Viáfora); “SabráDios” (“Sabe Deus”, na versão de Caetano Veloso); “Tu Me Acostumbraste” (“Tu Me Acostumaste”, na versão de Abel Silva); e “Sabor a Mi” (“Sabor em Mim”, na versão de José Carlos Costa Neto). Outros sete grandes compositores, a pedido do MPB4, também criaram versões atualizadas para boleros clássicos: Fernando Brant, Hermínio Bello de Carvalho, Miltinho, Carlos Rennó, Paulo César Pinheiro e Paulo Frederico, Carlos Colla e Vitor Ramil.
Não faltaram homenagens ao companheiro Magro, que era lembrado em vários momentos, e antes de interpretarem "Porto" de Dori Caymmi, presente na Trilha Sonora das duas versões de "Gabriela".O detalhe que a canção não tem letra, apenas belas harmonizações vocais, e Magro sempre quis ensaia-la para apresentá-la ao vivo, mas a doença não permitiu que seu sonho se realizasse. Apesar dos momentos de emoção, o show teve muito riso também, pois todos os quatro integrantes são bem humorados e engraçados, brincam com os técnicos e a platéia, e soltam piadas divertidas.
Antes do Bis, Aquiles avisou: "Gente, vamos tocar a última. Não reclamem... Na verdade, a gente ia sair,ir até o camarim pra vocês pedirem o Bis. Mas o camarim está tão longe, temos que descer uma escada. Estamos velhos, a gente pode demorar muito pra conseguir voltar e corre o risco de não ter mais ninguém quendo voltarmos para o palco. Então vocês pedem pra tocarmos mais um assim que pararmos de tocar, que damos o Bis sem sair do palco...". A platéia foi às gargalhadas...
Show impecável, com um pouco do que a nossa música tem de melhor.
Vou ficar devendo o Setlist porque anotei no meu celular que parou de funcionar antes que eu salvasse a listagem. Sorte eu ter passado pro meu email essas fotos que ilustram esse post.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

BRASIL TERÁ EXIBIÇÃO NOS CINEMAS DO "ROCKSHOW" DE PAUL MCCARTNEY & WINGS EM 16 SALAS. VEJA A LISTA COMPLETA

O Brasil entrou na lista de países que vão exibir o filme "Rockshow" completo e em alta definição, com 16 salas de cinema, em 9 cidades. No total serão 48 exibições no mês de Junho, entre os dias 27 e 29.
O projeto ficou nas mãos da rede UCI. Veja abaixo onde fica o cinema mais próximo de sua cidade e se programe! Todas as salas de cinema terão 3 exibições: 27, 28 e 29 de Junho de 2013. Informações de horários e preços devem ser divulgadas em breve, segundo o site "Wings Over Brazil".

CinemaCidade/Estado
UCI – Norte ShoppingRio de Janeiroi/RJ
UCI EstaçãoCuritiba/PR
UCI – Palladium ShoppingCuritiba/PR
UCI FortalezaFortaleza/CE
UCI – Santana ShoppingLauzane Paulista/SP
UCI – Independência ShoppingJuiz de Fora/MG
UCI – Tacaruna ShoppingRecife/PE
UCI – Recife ShoppingRecife/PE
UCI Casa ForteRecife/PE
UCI – Ribeirão ShoppingRibeirão Preto/SP
UCI NYCCRio de Janeiro/RJ
UCI – Paralela ShoppingSalvador/BA
UCI – AeroclubSalvador/BA
UCI Orient Iguatemi SalvadorSalvador/BA
UCI – Anália FrancoSão Paulo/SP
UCI Jardim SulSão Paulo/SP

Assista o trailer oficial do ROCKSHOW:

PAUL MCCARTNEY REEDITARÁ O ÁLBUM "WINGS OVER AMERICA", E RELANÇARÁ O FILME-CONCERTO "ROCKSHOW"

Pra quem não sabe, Wings foi a banda que McCartney montou após sua saída dos Beatles, nos anos 70.
Paul McCartney preparou uma ótima surpresa para os fãs: o álbum ao vivo "Wings Over America" foi reeditado para uma série de formatos diferentes, com adição de vários bônus, com lançamento previsto para o dia 28 d Maio. No mesmo mês, o filme-concerto gravado em 1975 e 1976 durante a turnê "Wings Over the World" será lançado nos cimenas do exterior no dia 15. "Rockshow" será mostrado em 500 salas de cinema ao redor do planeta e inclui uma introdução de Sir James Paul McCartney.
O filme também será lançado em DVD e Blu-ray em 11 de junho de 2013 em uma versão que apresentará o show completo pela primeira vez. "Rockshow" foi totalmente restaurado a partir do filme 35mm e também possui som remasterizado, incluindo mix 5.1.
A reedição de "Wings Over America" estará disponível em um box set de luxo duplo, uma versão remasterizada do álbum clássico. Além disso, os fãs ainda encontrarão um especial de 75 minutos para a TV e um disco de bônus com canções gravadas ao vivo no Cow Palace em San Francisco, California. Quatro livros virão com o box set de luxo, incluindo um livro comemorativo de 110 páginas com entrevistas do jornalista musical David Fricke.
O livro de fotos de Linda McCartney, "Look", registra Paul e seus companheiros de banda no dia a dia, e "The Ocean View" mostra os esboços e desenhos do Wings do artista Humphrey Ocean. Este pacote remasterizado é dedicado aos antigos membros da banda, Linda McCartney e Jimmy McCulloch. Joe English e Denny Laine completam o grupo.
"Wings Over America" é um histórico álbum ao vivo, que documenta a triunfante turnê da banda pela América do Norte. Ele foi reeditado de várias formas. Os fãs irão vibrar com o box contendo 4 livros + 4 discos (3CDs e 1DVD) em edição Deluxe. O box, com qualidade superior de som e imagem, contém dois discos remasterizados, nos estúdios Abbey Road, do álbum “Wings Over America”, além de um CD gravado no “San Francisco Cow Palace”. Um DVD com extras, contendo uma rara apresentação da banda, também estará no conjunto.



Os livros do box ainda contêm fotos e textos especiais, que mostram as dificuldades que a banda passou nesse período de turnê, tudo contado pelo jornalista David Fricke. Abaixo os livros: O “Wings Over America” também inclui maravilhosos souvenirs, como fotos 8X10 impressas, ingressos dos shows, fax dos convites da festa de encerramento (no Harold Lloyd Estate, em Beverly Hills), listas de músicas, pôsteres de viagens, material de imprensa e um álbum de fotos pessoal que a Linda McCartney fez durante os shows.
Pela primeira vez um DVD, "Rockshow", o concerto de 1976, será lançado, pela “Eagle Rock”. Nos shows, podemos conferir músicas do Wings e também clássicos dos Beatles. A versão cinematográfica apresenta uma introdução de Paul McCartney, que deixa a produção ainda mais especial.
No Brasil as exibições serão nos dias 27, 28 e 29 de Junho de 2013. Mais informações em breve aqui no Blog.

terça-feira, 21 de maio de 2013

"SOMOS TÃO JOVENS" - A BIOGRAFIA DE RENATO RUSSO NOS CINEMAS

Fazer uma resenha ou crítica de qualquer coisa que envolva o nome de Renato Russo ou da Legião Urbana é sempre algo de muita responsabilidade. Qualquer frase mal interpretada pode gerar polêmica ou comprar briga com um grupo grande de fã-clubes. Isso é explicado porque Renato Russo e sua banda são ícones não só da geração que cresceu ouvindo suas músicas, mas também de uma galera que nasceu depois da morte do vocalista.
Por tudo que Renato representou e ainda representa, a responsa de fazer um filme sobre a sua vida também é enorme. O diretor Antonio Carlos da Fontoura e o roteirista Marcos Bernstein se saem bem ao mostrar como o precoce professor de Inglês  Renato Manfredini Júnior, se transformou em Renato Russo antes de alcançar sucesso nacional e virar o porta-voz da Juventude brasileira.
De forma simples e sem ousadias o filme foca na adolescência de Renato, começando no sofrimento causado pela rara doença óssea epifisiólise, que o levou a ficar 6 meses sem poder andar, o que o levou às leituras de filósofos existencialistas enquanto convalescia, e ao mesmo tempo descobrir os grandes ídolos do Rock internacional (Beatles, Stones, The Doors, Led Zeppelin, Bowie), e os compositores do Clube da Esquina como Lô Borges e Beto Guedes.
Tendo como pano de fundo a Brasília da virada dos anos 1970 para 1980, a capital do poder onde os filhos da revolução, em sua maioria de classe média alta,  tentando espantar o tédio fazendo poesia e música, e sobre a influência do Punk Rock britânico, acabaram formando bandas fundamentais para o Rock brasileiro: Aborto Elétrico, Plebe Rude, Detrito Federal, Capital Inicial e Legião Urbana.
Os críticos dirão que faltou profundidade principalmente ao retratar as primeiras aventuras sexuais, e a dificuldade de expressar os dilemas e a homessexualidade para pais conservadores. Até concordo que o tema poderia ser mais bem explorado, sobretudo porque os atores que interpretam os pais de Renato, Marcos Breda e Sandra Corveloni (vencedora do prêmio de melhor atriz em Cannes por “Linha de Passe”), são excelentes e foram muito pouco aproveitados no longa.
Mas se o que interessa mesmo é música, o processo de formação do lendário Aborto Elétrico (embrião das bandas Legião Urbana e Capital Inicial) é bem destacado no filme, que retrata o surgimento de canções que virariam clássicos como "Que País É Este", "Tédio (Com um T Bem Grande Pra Você)", "Fátima", "Eu Sei", "Faroeste Caboclo", "Veraneio Vascaína", "Geração Coca-Cola",  "Eduardo e Mônica", "Ainda é Cedo", entre outras.
A fase "Trovador Solitário" (onde Renato desiste de tocar em bandas e passa a se apresentar sozinho com seu violão) e o começo da Legião é documentado em situações pitorescas, como no show em Patos de Minas, quando Russo antes da fama canta suas letras de protesto para um público cheio de militares e políticos, em plena ditadura militar. Os mais atentos perceberão que Philippe Seabra, membro fundador da Plebe Rude, faz uma ponta como o prefeito da cidade.
Um grande ponto positivo é que os atores tocam e cantam de verdade. Tudo é tão real que  os erros ou desafinações não são corrigidos, escondidos ou maquiados. O resultado é um grande teor de veracidade que faz o espectador entrar no clima da época.
O maior trunfo de "Somos Tão Jovens" é o ator Thiago Mendonça, de início, parece um pouco forçado e preso aos cacoetes de Renato Russo, mas aos poucos e atinge o tom perfeito, em uma interpretação  convincente, comovente e impressionante. E também se sai muito bem cantando. Ao contrário de Renato, Thiago é um rapaz bonito, mas sua entrega ao papel é tão intensa que parece modificá-lo até fisicamente, num daqueles momentos raros em que o personagem é personificado na pele do ator.
O protagonista tem seu trabalho ajudado pelo ótimo desempenho do restante do elenco jovem, como a ótima Laila Zaid no papel de Ana Cláudia (personagem fictícia, que representa duas ou três namoradinhas de adolescência de Renato) e Bruno Torres como seu companheiro de banda e antagonista Fê Lemos. Sem contar com ator Edu Moraes que faz uma divertida e caricata recriação do jovem Herbert Vianna.
"Somos Tão Jovens"  é um filme leve, que sem mergulhar no drama e fugindo do melodrama, faz com que entremos no clima da nostalgia do tempo em que éramos adolescentes, independentemente em qual época você viveu a sua. Eu que vivi a minha tendo várias dessas canções como trilha sonora, me emocionei em vários momentos. Portanto não perca tempo, pode ir sem medo ao cinema, de preferência com uma boa companhia. É diversão garantida.
Como aquecimento, assita ao Trailer:

segunda-feira, 20 de maio de 2013

CONHEÇA THE WINERY DOGS - Novo Projeto de Mike Portnoy, Billy Sheehan & Richie Kotzen

Mais uma superbanda no pedaço. The Winery Dogs é um power trio de rock formado em 2011 por Mike Portnoy (bateria), Billy Sheehan (baixo) e Richie Kotzen (guitarra e voz). Originalmente o projeto teria John Sykes como guitarrista/vocalista), mas a coisa não deu certo, e Kotzen foi convidado para substituí-lo.
Quando perguntado sobre a influência musical da banda, Mike Portnoy disse que era um tipo de som voltado para o classic rock, com influências de Led Zeppelin, Cream, Jimi Hendrix, Grand Funk Railroad e uma "pitada" de Soundgarden, Alice In Chains, Black Crowes e Lenny Kravitz.
Eles já estão com CD pronto, e anunciaram que farão uma turnê pelo Japão. A banda se apresenta no dia 16 de julho em Osaka, e no dia seguinte em Tóquio.
O lançamento do álbum do grupo no país asiático acontece dia 15 de maio.
O tracklist traz as seguintes faixas:
01. Elevate
02. Desire
03. We Are One
04. I’m No Angel
05. The Other Side
06. You Saved Me
07. Not Hopeless
08. One More Time
09. Damaged
10. Six Feet Deeper
11. Criminal
12. The Dying
13. Regret

Já foram lançados dois videoclipes oficiais: “Elevate” e " Desire", que podem ser conferidos abaixo:
 :   
Ambos os videos são sem frescura, apenas mostram os músicos tocando e mandando bem pra cacete.
Ao ouvir as duas músicas, consigo perceber todas as influências citadas por Portnoy.
O som é pesado e ao mesmo tempo bastante funkeado. Os três músicos conseguem demonstrar todo o virtuosismo sem parecer over ou chato. Fica longe da masturbação instrumental, porque eles colocam na medida certa Riffs da pesada, balanço dançante, com técnica apurada.
Os vocais de Kotzen são excelentes, e imediatamente me fizeram lembrar de Chris Cornell. Mas não se trata de imitação, talvez apenas uma referência.
Resumindo: achei muito foda! Sensacional! E estou louco pra ouvir o restante de disco, e torcendo para que façam logo shows no Brasil.
Também estou na torcida para que a banda não seja apenas mais um projeto efêmero de Mike Portnoy, e que o The Winery Dogs tenha uma carreira longa.

MORRE RAY MANZAREK, O TECLADISTA DO THE DOORS

Perdemos mais um grande nome da música...
Hoje morreu Ray Manzarek, tecladista e membro fundador do The Doors. O anúncio foi feito por meio do Twitter e do Facebook oficiais da banda. Manzarek tinha 74 anos.
É mais uma vítima do câncer. O músico morreu na Clínica Romed, em Rosenheim, Alemanha, após batalha contra um câncer do ducto biliar.
Manzarek foi um grande tecladista, um dos mais notáveis e influentes da história do rock. O som de seu teclado era a base fundamental no som do Doors. E uma das curiosidades é que a banda não tinha baixista; Manzarek fazia as linhas de baixo em seu teclado.
O Doors foi formado em 1965, quando Manzarek se encontrou em Venice Beach, em Los Angeles, com o então poeta Jim Morrison. O guitarrista Robby Krieger e o baterista John Densmore completavam a formação.
A banda é uma das mias populares e revolucionárias de todos os tempos. E vendeu mais de 100 milhões de discos no mundo inteiro.
Com a morte de Morrison,  em 1971, Manzarek passou a ser um autor best-seller, além de manter uma carreira solo. Em 2002, voltou a fazer uma turnê para fãs do Doors ao lado do parceiro Robby Krieger.
Deixo vocês com o trecho do show dos remanescentes do The Doors com o vocalista Eddie Vedder, na festa em que a banda entrou para o Hall da Fama do Rock and Roll:



domingo, 19 de maio de 2013

PROGRAMAÇÃO COMPLETA DO FESTIVAL DE JAZZ E BLUES DE RIO DAS OSTRAS 2013 - IMPERDÍVEL

A cada ano, o Festival de Jazz & Blues de Rio das Ostras veio ganhando importância, e não é exagero apontá-lo entre os melhores festivais do gênero no mundo.
Em 2013, chega à sua décima primeira edição, e acontecerá no Feriadão de Corpus Christ, de 29 de Maio a 02 de Junho, com uma seleção caprichada com alguns dos melhores músicos da atualidade, se apresentando em quatro palcos montados ao ar livre. E o melhor: todas os shows são gratuitos.
Serão cinco dias de Festival, 28 shows em 4 palcos, mais de 60 horas de música, com apresentações às 11h15 (Praça de São Pedro), 14h15 (Lagoa do Iriry), 17h15 (Tartaruga) e 20h (Costazul).
A abertura do festival será no dia 29, às 17h, na Praça José Pereira Câmara, no centro de Rio das Ostras, ao som da Orquestra BYU Synthesis.
Estive lá no ano passado, e estarei esse ano novamente. As atrações estão num nível altíssimo. Em destaque temos:

STANLEY CLARKE
Com mais de 21 álbuns solo, 14 álbuns com a banda Return to Forever, e mais de 100 participações em álbuns com outros artistas, Stanley Clarke é apontado por muitos como o maior baixista de todos os tempos.
Tive o privilégio de vê-lo em ação em 1998 e fiquei chapado. O cara toca baixos acústico e elétrico com igual virtuosismo e poder de fogo. Pra se ter uma idéia, Clarke é capaz de fazer a peripécia de dar slap no contra-baixo acústico. Atualmente sua banda é formada por Mahesh Balasooriya (piano/teclado), Michael Mitchell (bateria) e Kamasi Washington (Sax).


SCOTT HENDERSON
A música de Scott Henderson não tem limites. Ele carrega a influência dos mestres do Rock como Jimmy Page, Jeff Beck, Jimi Hendrix, e Ritchie Blackmore. O Blues tem importância fundamental, e Albert King sempre foi uma referência. E sua técnica virtuosa e sua improvisação muito acima da média o colocam no topo entre os guitaristas de Jazz. O termo Fusion é mais do que apropriado para defini-lo.
Em 1984 o músico formou com o baixista Gary Willis a banda Tribal Tech. e, após 10 álbuns extremamente aclamados pela crítica (o mais novo "Tribal Tech X" foi lançado em 2012). Paralelamente levou sua carreira solo, sempre conseguindo destaque.
No Rio das Ostras Jazz & Blues, Scott Henderson estará acompanhado por Travis Carlton no baixo e Alan Hertz na bateria.


VICTOR WOOTEN
Esse é outro que muitos chamam de "o melhor baixista do mundo". E Wooten tem motivos de sobra para merecer o título.Compositor, arranjador, professor, produtor, vocalista e multi-instrumentista; vencedor de 5 Grammys, Victor Wooten ganhou fama como um dos integrantes do grupo Béla Fleck & The Flecktones. Victor voltou suas atenções para uma carreira solo e lançou seu primeiro álbum solo em 1996, "Victor Wooten a show of Hands". Depois desse CD vieram mais oito albuns solo e várias indicações ao Grammy. Além de sua carreira solo, Vitor Wooten participa de shows e gravações com artistas como: Branford Marsalis, Mike Stern, Chick Corea, Dave Matthews, Prince, Vital Tons Tech (com Scott Henderson e Steve Smith), Jaco Pastorius Word of Mouth Big band. Também fez parte do SMV com Stanley Clarke e Marcus Miller. Essa será a primeira vez que Victor Wooten vai se apresentar no Brasil. Sua banda é formada por Steve Bailey (baixo), Anthony Welington (baixo), Dave Welsch (teclado e trumpete), Derrico Watson (bateria) e Krystal Peterson (vocal).


ARTHUR MAIA
Esse ano, o Festival de Rio das Ostras será o paraíso para os baixistas e os amantes e apreciadores do contra-baixo. Porque além de Stanley Clarke e Victor Wooten, outro dos maiores baixistas do mundo também está escalado para o evento: o grande Arthur Maia.
Sobrinho do lendário baixista Luizão Maia, Arthur Maia acompanhou uma infinidade de estrelas da MPB: Djavan, Gilberto Gil, Jorge Ben Jor, Gal Costa, Lulu Santos, Caetano Veloso, Martinho da Vila, Ney Matogrosso, Milton Nascimento, Marisa Monte, Leila Pinheiro, Mart’nália, Seu Jorge, César Camargo Mariano, entre outros. Entre os artistas estrangeiros, Maia já tocou também com Ernie Watts, Pat Metheny, Carlos Santana, George Benson, Paquito de Rivera e Plácido Domingo.
Paralelo a isso tudo, foi um dos fundadores da mais importante banda instrumental do país, o Cama de Gato. Participou ainda da banda Black Rio e do grupo de música pop Egotrip. Tocou em importentes festivais no Brasil e no exterior. E também possui uma importante discografia solo.


TRIBUTO A CELSO BLUES BOY
Celso Blues Boy morreu em 2012, e duas de suas últimas apresentações foram as de sua participação no Festival de Jazz & Blues de Rio das Ostras no ano passado. Mesmo sem ser presença constante na mídia – Celso Blues Boy foi, sem dúvida, o maior artista do blues rock brasileiro de todos os tempos. Então essa homenagem é mais do que merecida.  Tributo Oficial a Celso Blues Boy é um espetáculo multimídia que revisita a obra do artista. O espetáculo foi criado pelos músicos integrantes da banda que o acompanhou nos últimos anos e conta com a participação de convidados especiais que fizeram parte da vida de Celso. Formado por Márcio Saraiva, na bateria e vocais, Marcos Amorim - ao seu lado nos últimos cinco anos na estrada -,na guitarra, e Roberto Lly , lendário baixista do rock brasileiro, ex-integrante do Herva Doce, que fez parte da Legião Estrangeira, a primeira banda formada por Celso, além de ser o produtor dos últimos CDs do guitarrista. As participações especiais ficam por conta de Jefferson Gonçalves na gaita - o único gaitista que tocava ao vivo com Celso em sua banda -, Big Joe Manfra, um dos grandes guitarristas do blues nacional - convidado constante de Celso em seus shows, com a responsabilidade de executar os solos do mestre - e, nos vocais, Ivo Pessoa, um timbre de voz perfeito para execução das músicas de Celso Blues Boy.


VERNON REID & MASQUE COM MAYA AZUCENA
Guitarrista, compositor e produtor, Vernon Reid ganhou fama mundial como líder do grupo de rock Living Colour, com mais de cinco milhões de discos em todo o mundo, e inúmeros prêmios. Como artista solo, Vernon Reid lançou os CDs “Mistaken Identity”, Known Unknown e Other True Self. Seus projetos atuais incluem Free Form Funky Freqs com Jamaaladeen Tacuma e G. Calvin Weston , Spectrum Road com Jack Bruce, John Medeski e Cindy Blackman. Também já fez um projeto com shows com o guitarrista brasileiro Romero Lubambo. Com o Living Colour continua a gravar e excursionar. O ano de 2013, marca o 25 º aniversário de seu álbum de estreia, o antológico Vivid. Vernon Reid é um dos melhores e mais criativos guitarristas da atualidade, em seu grande ecletismo cabe tudo, desde heavy metal e punk ao funk, R&B até o jazz avant-garde, sua anárquica e seus solos ultra rápidos se tornaram sua marca registrada. No 11º Rio das Ostras Jazz & Blues, Vernon Reid se apresentará ao lado de sua banda, Masque, com a participação especial de Maya Azucena no vocal. Masque é formada por Leon Gruenbaum (teclados), Steve Jenkins (baixo) e Chad Joseph (bateria).


WILL CALHOUN ENSEMBLE COM DONALD HARRISON
O Festival terá a participação de mais um integrante do Living Colour, o baterista Will Calhoun, que além do destaque com sua banda no cenário mundial, sendo uma referência no seu instrumento, ele tem também mais de quatro CDs lançados do seu trabalho solo jazístico,  e uma longa carreira que inclui colaborações com Mick Jagger e Wayne Shorter, entre outros. Will lançará em Rio das Ostras seu novo CD, que tem as participações de Ron Carter, Wallace Roney e Donald Harrison. E é com o Donald Harrison, que Will Calhoun vai dividir o palco no Festival. Baterista e saxofonista num encontro especial. Donald Harrison é um dos grandes expoentes do saxofone moderno. Nascido em New Orleans, tem mais de 20 CDs solos e participações nos maiores festivais do mundo. Para completar esse encontro, mais dois grandes músicos: Mark Cary (piano e teclados) e baixista Charnet Moffett.


LÉO GANDELMAN & CHARLIE HUNTER
Gandelman é talvez o instrumentista nacional mais conhecido no Brasil. Graças ao seu trabalho de popularização da música instrumental brasileira, realizado desde 1987. Lançou dez álbuns e alcançou mais de meio milhão de cópias vendidas. No Rio das Ostras Jazz & Blues, Leo Gandelman estará ao lado do guitarrista Charlie Hunter em um encontro muito especial. Chamado de one man band , Charlie Hunter toca na “guitarra de 8 cordas”, um instrumento único, o mesmo tempo o baixo, se acompanha e sola. Reconhecido como representante do movimento Groove Music, contemporâneo, Charlie tem chamado a atenção do público, músicos e crítica do mundo inteiro com a sua técnica única e sua concepção original de fazer música. Leo Gandelman e Charlie Hunter serão acompanhados por Serginho Trombone, Frank Colon, percussionista porto riquenho, e pelo baterista Renato Massa.


VEJA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA:

Dia 29 de Maio - Quarta-Feira
Praça José Pereira - 17h BYU Synthesis

Costa Azul - 20h
Orquestra Kuarup
Lancaster
John Primer & The Real Deal Blues Band

Dia 30 de Maio - Quinta-Feira
Lagoa de Iriry - 14:15h
John Primer & The Real Deal Blues Band

Praia da Tartaruga - 17h15
Stanley Clarke Band

Costa Azul - 20h
BYU Synthesis
Diego Figueiredo
Léo Gandelman c/ Charlie Hunter
Tributo à Celso Blues Boy

Dia 31 de Maio - Sexta-Feira
Praça São Pedro - 11h15
Mauro Hector

Lagoa de Iriry - 14h15
Lucky Peterson c/ Tamara Peterson

Praia da Tartaruga - 17h15
Victor Wooten Band

Costa Azul - 20h
Arthur Maia
Christian Scott
Vernon Reid & Masque c/ Maya Azucena
Stanley Clarke Band

Dia 01 de junho - Sábado
Praça São Pedro - 11h15
Vagner Faria

Lagoa de Iriry - 14h15
Léo Gandelman c/ Charlie Hunter

Praia da Tartaruga - 17h15
Christian Scott

Costa Azul - 20h
Will Calhoun Ensemble c/ Donald Harrison
Scott Henderson Trio
Victor Wooten Band
Lucky Peterson c/ Tamara Peterson

Dia 02 de junho - Domingo
Praça São Pedro - 11h15
Fernando Vidal Trio

Lagoa de Iriry - 14h15
Scott Henderson Trio

Praia da Tartaruga - 17h15
Vernon Reid & Masque c/ Maya Azucena

sábado, 18 de maio de 2013

QUE ISSO, MARAIAH CAREY?

Você já viu o novo clipe da Mariah Carey? "#Beautiful" em Parceria com o cantor de R&B Miguel. Não? Então, a música não tem nada demais. Mas o clipe...
O clipe foi dirigido por Joseph Kahn e tem uma fotografia muito bonita, mas não é bem isso que interessa... O que importa realmente são as curvas de Mariah Carey, que já com seus 43 anos, ainda abalam. É uma delícia vê-la tentando caber naquele vestidinho amarelo. Já tem gente dizendo que a cantora usou dublês de corpo para o vídeo. Pode até ser...
Veja as fotos e depois o clipe, e tire suas conclusões:




15/05/2013 - ANTHRAX & TESTAMENT no HSBC Brasil (SP) - Por Hugo Freitas

Mais uma vez tenho aqui no Blog a colaboração de Hugo Freitas, que ao lado de Nando Sierpe formam a primeira dupla de headbangers que conheci; os verdadeiros Beavis & Butt-head. E os dois foram pra Sampa pra conferir o showzaço de Anthrax e Testament, duas das maiores bandas de Trash Metal de todos os tempos.
O concerto do Anthrax – perene banda integrante do “Big Four” (formado pelas quatro bandas mais cultuadas do Thrash Metal: Metallica, Megadeth, Slayer e Anthrax) –, na casa de shows HSBC Brasil (zona sul de São Paulo), no dia 15/05/2013, deixou os fãs orgulhosos e satisfeitos. Para os fãs mais jovens do Metal, foi uma noite de muito aprendizado, sem dúvidas; e para os admiradores mais antigos, onde eu me incluo, esse show despertou toda a paixão pelo Anthrax, relembrando os clássicos que marcaram a trajetória da banda, criada em 1981.
 Foi a quarta passagem da lendária banda pelo Brasil, embora eu só tenha assistido o show do ano passado (2012), na Fundição Progresso (Lapa, Rio de Janeiro), que me deixou pasmado e preparado para uma nova oportunidade quando regressassem ao país. Valeu todo o esforço viajar para São Paulo e fazer a gravação de vídeo (postada no YouTube) de uma das maiores bandas da história do Metal. O grupo, liderado pelo guitarrista Scott Ian, veio dessa vez com a formação quase completa, pois com a saída de Bob Caggiaro da banda, Jon Donais tornou-se o novo guitarrista solo da banda (não sabemos se é pra valer ou se é temporário), mas o restante da formação foi a clássica: Frank Bello (baixo), Charlie Benante (bateria) e Joey Belladonna (vocal). Fizeram questão de homenagear com bandeiras no palco dois deuses do Metal, já falecidos, representando os semblantes do ex-guitarrista do Pantera, Dimebag Darrell (morto em 2004), e do vocalista Ronnie James Dio (falecido há exatos três anos).
Quem abriu o espetáculo foi o Testament – quinteto da mesma escola oitentista do Thrash Metal norte-americano, que tocou um excelente setlist revezando canções antigas e conhecidas, como "Practice What you Preach", "D.N.R. (Do Not Resuscitate)" e "The New Order", com músicas mais recentes, como "Dark Roots of The Earth" e "Rise Up". Com a formação clássica (e isso foi muito bom de ver), incluindo o vocalista carismático e extremamente competente, Chuck Billy, o Testament prometeu voltar mesmo se não for para outro show, mas sim para assistir à Copa do Mundo de 2014, a ser disputada no Brasil. Veremos...
 Já o Anthrax entrou no palco às 22h50, dando início a um setlist monstruoso com o Lado A do álbum clássico "Among The Living" (1987), balançando a plateia com um som pesado de muita qualidade. Um dos pontos altos da noite foi a versão de "TNT", do AC/DC, que fica muito bem na voz de Belladonna; antes do início da mesma, chegou a citar os australianos como “a melhor banda do mundo”. Bastante despojado e comunicativo, o vocalista corria pelo palco e pegou emprestada uma das câmeras da equipe de filmagem do local três vezes. Belladonna ainda ganhou uma bandeira do Brasil vinda da plateia e pendurou-a abaixo da bateria de Charlie Benante. O frontman também quis incitar a plateia, chamando-a de “crazy mutherfuckers”, mas esta não atendeu aos seus pedidos para criar um moshpit maior (talvez pela impossibilidade promovida pela área vip). Tocaram ainda músicas novas como "In The End" e "Fight ‘Em ‘Til You Can’t", e clássicos como "Indians" e "Medusa".
Depois de uma breve pausa, um belo solo de bateria levantou os presentes, seguindo daí a famosa introdução da antológica "Raining Blood", clássico de 1986 do Slayer (em homenagem ao recém-falecido guitarrista Jeff Hanneman), após o bis iniciado por "I’m the Man". "Madhouse" foi outro dos sucessos lembrados e, para fechar, a mais pedida da noite: Antisocial. Estas últimas duas cantadas pela maioria dos “headbangers”, que entupiam todos os espaços do HSBC Brasil. Na saída, e mesmo com todos os aplausos, ainda foi possível Scott Ian dizendo “Nunca deixem de adorar a música”, depois de prometer um novo álbum da banda e dizer ser um privilégio tocar no Brasil.
 * Setlist – Testament:
1. Rise Up
2. More Than Meets the Eye
3. Native Blood
4. Dark Roots of Earth
5. True American Hate
6. Into the Pit
7. Practice What You Preach
8. The New Order
9. Over the Wall
10. The Haunting
11. D.N.R. (Do Not Resuscitate)
12. 3 Days in Darkness
13. The Formation of Damnation
* Setlist – Anthrax:
1. Among the Living
2. Caught in a Mosh
3. Efilnikufesin (N.F.L.)
4. Fight 'Em 'Til You Can't
5. March of the S.O.D. (Stormtroopers of Death cover)
 6. Hymn 1 / In The End
 7. T.N.T (AC/DC cover)
8. Indians
9. Medusa
10. Got the Time (Joe Jackson cover)
11. I Am the Law
12. I’m the Man / Raining Blood (Slayer cover)
13. Madhouse
14. Antisocial (Trust cover)
Hugo Freitas também tirou todas as fotos, e ainda filmou o show todo do Anthrax, e disponibilizou cada música no Youtube, e pode ser visto no link abaixo:
http://www.youtube.com/playlist?list=PLTockOwRqQhBBdgFcM1gIXFaaSFbUfrE2