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sexta-feira, 26 de março de 2010

Porra, Jimmy Page!

Todo mundo já deve conhecer...
A brincadeira é zoar uma celebridade em fotos comprometedoras ou engraçadas, sempre com comentário irônicos. O primeiro que conheci foi um dedicado ao ex-queridinho das teens, Felipe Dylon: o hilário http://porrafelipe.tumblr.com/
Tiras dos quadrinhos da Turma da Mônica são sacaneadas em http://porramauricio.tumblr.com/. O próprio Maurício de Souza elogiou o humor e ainteligência do criador do blog.
Até o Zakk Wylde já tem o seu http://porrazakk.tumblr.com ...
No "Beatles to The People", aparece um pegando no pé de Ringo Starr http://beatlestothepeople.wordpress.com/2010/03/15/porra-ringo/

Então, vou colaborar com essa febre, fazendo um "PORRA, JIMMY PAGE!".
Atenção: Posso fazer isso porque sou fã...



Porra Jimmy Page! Quem diria que esse moleque quando crescesse ia tocar pra Caralho?




Porra Jimmy Page! Oque você tá fazendo em uma Boate Gay em plenos Anos 60?




Porra Jimmy Page! Tu tá tocando Bossa Nova? Porra!




Porra Jimmy Page! Pára de humilhar os caras! Tadinhos do The Edge e do Jack White.




Porra Jimmy Page! Não vira tudo não, porra! Deixa um pouco pro Robert Plant




Porra Jimmy Page! Agora tá tocando em Trio-elétrico? Pelo menos a vocalista que tu arranjou é tão gostosa quanto a Cláudia Leite e a Ivete Sangalo.




Porra Jimmy Page! Comprou alguma coisa pra mim?





Porra Jimmy Page! Esse solo deve estar foda... O Coverdale não pára de bater palma.




Porra Jimmy Page! Vê o que tá dizendo aí no meu signo




Porra Jimmy Page! Tá de brincadeira!?




Porra Jimmy Page! Essa porra é uma guitarra e não um violino! Porra!




Porra Jimmy Page! O Jack White roubou sua guitarra.




Porra Jimmy Page! Sua guitarra já tem dois braços, pra que tu tá querendo pegar uma outra?



Porra Jimmy Page! O John Paul Jones tirou onda com sua cara: a dele tem 3 braços




Porra Jimmy Page! Nunca ouviu falar em métodos anti-concepcionais?




Porra Jimmy Page! Arranja uma dessas pra mim...




Porra Jimmy Page! Você é cheio da grana, pra que tá pedindo dinheiro?




Porra Jimmy Page! Tu tá voando?




Porra Jimmy Page! Tu brigou com o barbeiro?



Porra Jimmy Page! Toca "Brasileirinho" aí pra gente...


Porra Jimmy Page! Precisava disso tudo?





Porra Jimmy Page! Quem é esse mané aí do seu lado?

terça-feira, 23 de março de 2010

20 de Março de 2010 - DREAM THEATER NO CITIBANK HALL


Em 1997, no extinto Imperator, vi pela primeira vez um show do Dream Theater, com abertura do excelente trio paulista Dr.Sin. Em 2005, no atual Citibank Hall, lá estava eu novamente pra conferir os virtuoses do metal progressivo.
Agora em 2010, antes de começar a apresentação, duas coisas me chamaram a atenção: a maior parte do público era de adolescentes, e a presença marcante de mulheres. Não sabia que o Dream Theater era tão popular entre a molecada, bom sinal... Quanto a presença feminina, é claro que são em minoria, mas normalmente só tem macho, ou alguma namorada que vai arrastada.
Cerca de cinco mil fãs esperavam pelo início, ouvindo versões acústicas e com vocais femininos de clássicos da banda como "As I am" e "Pull me under". Até que as luzes se apagam e entra a sinistra trilha-sonora de "Psicose" de Bernard Hermann, e o quinteto aparece no palco, abrindo com "A Nightmare to Remember", do mais recente CD "Black clouds & silver linings", que eu ainda não havia escutando. Mas ao contrário de mim, o púplico não só conhecia, mas sabia a letra de cor, e cantava e vibrava, durante os quase vinte minutos da canção.


















E a noite, foi nessa onda, de músicas de longa duração. Pra ter uma idéia, o setlist foi composto por 9 canções, e teve duração total de quase duas horas e meia. Essa característica é comum ao rock progressivo, mas acho que poderiam ter mesclado mais com algumas de duração menor, e talvez daria mais dinamismo à apresentação.
O palco era simples, a bateria de Mike Portnoy numa plataforma elevada no centro, e o tecladista Jordan Rudess a esquerda; mais a frente ficavam os outros três, sendo que o baixista John Myung ficava mais a esquerda, o vocalista James Labrie ao centro, e o guitarrista John Petrucci a esquerda. Por falar em Petrucci é impressionante como o cara está bombado, já tinha percebido isso quando ele tocou no G-3 em 2006, mas ele está ainda mais forte. Espero que ele não esteja tomando nada que faça mal, porque seria muito triste perder um talento por burrice.


Apesar da simplicidade, o palco era bem bonito, com faixas prateadas penduradas no teto, próximas aos refletores, fazendo alusão às "silver linings" do título do novo CD. No fundo havia um telão, sem contar os dois laterais que fazem parte da casa, onde eram projetadas animações referentes as capas dos discos de cada música que era executada.
Na sequência, a banda tocou "The mirror" e "Lie", as duas estão presentes no excelente "Awake" (de 1994), que foi o álbum aonde conheci o Dream Theter, e admito que foi nessa hora que comecei a pular como louco, embalado pelo riff pesado e pulsante da primeira.

Em a "A Rite Of Passage", mais uma do trabalho novo, Jordan Rulles demonstrou porque é um dos maiores tecladistas do mundo. Com seu teclado numa base giratória, ele fez um duelo virtual com seu alter ego, um bonequinho animado que aperecia no telão vestido de mago e com uma barbicha branca. Jordan foi um dos destaques da noite, duelando com Petrucci, e indo às vezes a frente do palco, com seu teclado em formato de guitarra.

Em "Sacrificed sons" (de "Octavarium", de 2005) foram mostradas no telão imagens do atentado de 11 de setembro de 2001. Já em de "In the name of God" (de "Train Of Thought" de 2003) que mostrou imagens do fanático religioso David Koresh que promoveu o suicídio em massa de seus fiéis no Texas, em 1993; esta foi antecedida por "Solitary Shell" (de "Six Dreguees of Inner Turbulence", de 2002), aonde cada músico teve seu momento de brilhar; Petrucci pra variar arrasou, num solo com influência de jazz, alternando notas rapidíssimas, com trechos aonde mexe no botão de volume promovendo o efeito que faz lembrar o som de um violino, técnica consagrada com os Steves Howe e Morse. Mike Portnoy, abandona o banquinho, e numa perfomance surpreendente, toca a estrutura externa de sua bateria, tirando som das ferragens, e dos pedestais de microfone; é claro que se trata de uma presepada, mas não se restringe somente a parte cênica, porque Portnoy literalmente toca essas peças que originalmente servem apenas como suporte.

É engraçado, que eu já tenha visto 4 shows de Mike (3 com o Dream Theater e um na banda que acompanhou John Petrucci no G3), mas em nenhum deles presenciei um solo de bateria. É de se estranhar, pois se trata de uma dos maiores do seu instrumento na atualidade, e seria mais que natural que houvesse solo em todas as suas apresentações. Mas ele compensa isso, fazendo caretas, tocando de pé em várias passagens, e fazendo palhaçadas, como aparecer no telão enfiando uma das baquetas dentro do nariz, enquanto faz uma passagem ou virada complexa.
A última antes do Bis foi a canção "Take The Time", presente no clássico "Images And Words" (de 1992), segundo álbum da banda, e primeiro a contar com James Labrie, que em grande noite atingia agudos impressionantes, fiéis às gravações originais.

Voltarm ao palco pra fechar com a épica "The count of Tuscany", outra de "Black clouds &, silver linings", com direito a uma música incidental do Rush. E o trio canadense sempre foi a maior referência e influência para o Dream Theater, desde os primórdios.
Foi uma apresentação que contava com verdadeiros músicos, que são monstros em seus instrumentos. Na década de 70, era comum, ou praticamente uma obrigação que os componentes de um grupo musical fossem no mínimo excelentes músicos. Ser um virtuose era considerado mais que um elogio, era uma honra. Tínhamos no progressivo exemplos como Yes, Genesis, Focus e Emerson, Lake & Palmer; no rock pesado Led Zeppelin e Deep Purple; até no pop essa regra era aplicada, como na superbanda Earth, Wind & Fire.
É importente que ainda existam bandas como o Dream Theater, que felizmente não deixam essa tradição morrer. E que bom que tem uma molecada que faz a cabeça com esse tipo de som: que vibra com cada virada de bateria, que delira com um arpejo bem feito, que se emplogue com um solo bem executado.

SETLIST:
1. A Nightmare To Remember
2. The Mirror
3. Lie
4. A Rite Of Passage
5. Keyboard Solo
6. Sacrificed Sons
7. Solitary Shell
8. In The Name Of God
9. Take The Time
Bis: . The Count Of Tuscany

sábado, 20 de março de 2010

19 de Março de 2010 - FREJAT NO TEATRO SESI - JACAREPAGUÁ


Ainda não conhecia o Teatro SESI, localizado na Avenida Geremário Dantas, em Jacarepaguá, e ingenuamente fui comprar os ingressos duas horas antes do horário marcado para o início do show do Frejat. Ao chegar, fui avisado por um funcionário que já estavam todos esgotados, mas me aconselhou a voltar na hora da apresentação, porque poderiam ser colocado a venda sobras de convidados que desistiram.
Por sorte, consegui adquirí-los dessa maneira.
O teatro é muito bonito, com ar condicionado potente (até demais), com cadeiras acolchoadas colocadas em dois andares, e é colocado a venda só lugares sentados.
Com 20 minutos de atraso, Frejat subiu ao palco, acompanhado por Billy Brandão (guitarra), Marcelinho da Costa (bateria), Bruno Migliari(baixo) e o companheiro de Barão: Maurício Barros (teclados), todos alinhados, de terno preto, com exceção do baterista, que por motivos óbvios usava um colete. Abriram com "Pra Começar", sucesso de Marina Lima, e logo de cara, senti que o som estava do jeito que eu gosto: alto, bem regulado, grave pulsando, dando pra ouvir claramente todos os detalhes de cada instrumento. Começou tão alto que até deu uma assustada na platéia, mas aos poucos o volume foi diminuindo.
Mandou na sequência duas do seu segundo CD solo "Sobre Nós Dois E O Resto Do Mundo": a faixa título, e o rockão zeppeliano "Eu Preciso Te Tirar do Sério". Mas sua carreira fora do Barão é marcada pelo romantismo, e sem dúvida, a minha predileta nesse estilo é "Homem não Chora", que teve direito a um belo solo na guitarra de Frejat. Mantendo o mesmo clima, ele canta "Vambora" de Adriana Calconhotto.
Se dirigiu pela primeira vez ao público, dizendo que estava feliz, e que gosta muito de tocar em teatros pela qualidade de som e pela proximidade com as pessoas, que o permite ver as reações e sentir as respostas. Explicou que ele tocaria canções de seus 3 discos solos, composições suas gravadas por outros artistas, inclusive o Barão Vermelho, e também iria cantar músicas de outros compositores que ele gostaria que tivessem sido feitas por ele. E trocando o violão pela guitarra, ele dois dos seus grandes sucessos: "Túnel do Tempo" e "Segredos".

Todos os covers da noite foram bastante interessantes, a começar por "Amor Meu Grande Amor" de Angela Rô Rô, que ele já gravou com sua antiga banda. Disse que sempre ficava nervoso antes de cantar a próxima, porque originalmente foi gravada pelo melhor cantor da sua geração, e mandou "Mais uma Vez" (autoria de Renato Russo e Flávio Venturini). Renato seria lembrado novamente mais tarde em "Ainda é Cedo".
Um dos destaques foi um medley, em que Frejat anunciou como "Soul Brasileiro", tocando 3 músicas do Tim Maia (que ficaram bem bacanas na sua voz rouca) e Caleidoscópio dos Paralamas, mais uma com direito a belo solo.

Três do Barão foram tocadas em sequência: "Bete Balanço", "Puro Êxtase" e "Por Você", as duas primeiras fizeram alguns levantarem pra dançar, e a última foi aquela "pra todo mundo cantar junto...".
Aproveitando a deixa, Frejat anuncia que vai tocar uma que foi gravada por uma grande cantora, mas que ele sempre erra a letra, e precisa de ajuda de todos; e é claro que a galera cantou "Malandragem" em uníssono, e continuo empolgada em "Amor pra Recomeçar". Com isso, eles encerram a primeira parte do show. Mas é claro que voltariam para o Bis.
E voltando Frejat anuncia: "Agora, vou tocar um Blues", e a resposta foi através de gritos entusiasmados, e no que foi pra mim o ápice, ele toca sua guitarra com muito sentimento, fazendo-a chorar gentilmente em "Down em Mim".
E tudo acaba com o mais puro Rock'n'Roll em "Por Que A Gente é Assim?" e "Exagerado", com todo mundo em pé, lá na frente, pulando e dançando.
Foi nesse momento que consegui essas fotos que ilustram a postagem, porque durante todo show funcionários do teatro iam dar esporro em que desobedecia a ordem que foi anunciada antes do início do show, de "É proibido fotografar". É claro que não deixei de levar a minha bronca logo no início. Realmente não entendi o porquê dessa palhaçada, principalmente nos dias de hoje, onde todos têm sua câmera digital, e mesmo em casas cheias de frescura como Canecão e Citibank Hall, as fotos já foram liberadas a muito tempo.

SETLIST
1- Pra Começar
2- Sobre Nós Dois E O Resto Do Mundo
3- Eu Preciso Te Tirar do Sério
4- Homem não Chora
5- Vambora
6- Túnel do Tempo
7- Segredos
8- Amor, Meu Grande Amor
9- Mais Uma Vez
10- Dois Lados
11- Eu Não Quero Brigar Mais Não
12- Medley Soul (Não Vou Ficar / Caleidoscópio / Réu Confesso / Você)
13- Ainda é Cedo
14- Bete Balanço
15- Puro Êxtase
16- Por Você
17- Malandragem
18- Amor Pra Recomeçar

BIS:
19- Down Em Mim
20- Por Que A Gente é Assim?
21- Exagerado

MAIS SOBRE A SAÍDA DE CHARLES GAVIN DOS TITÃS

Charles Gavin quebrou o silêncio e revelou ao jornalista Antônio Carlos Miguel, do Globo Online, os motivos de sua saída do TITÃS após 25 anos de banda e revelou o motivo foi o cansaço da rotina de shows e a necessidade de ficar mais tempo com sua família, e sua saída teria sido acertada no fim de 2009.
A decisão de sair, segundo ele, teria acontecido entre os anos de 2008 e 2009 quando a banda fazia shows da turnê "MTV Ao Vivo" e se preparava para produzir e gravar o mais recente CD, "Sacos Plásticos", quando ele, ao ser consultar com uma analista, achou que "estava com pânico ou depressão" mas o diagnóstico foi estresse e ele teria decidido que chegara "a hora de parar".
Gavin até pensou em ser licenciar por um ou dois anos, mas afirmou que não dá para ficar esse período todo distante pois há "decisões importantes" referentes a carreira da banda e acertou a saída do grupo final do ano passado e que foi mantida sob sigilo até a primeira quinzena de fevereiro - período no qual chegou a fazer shows, sendo o último dia 9 de fevereiro num evento fechado em São Paulo.
Tomada a decisão de sair da banda, Gavin sugeriu através de seu irmão César o substituto Mário Fabre e disse que saiu pela "pela porta da frente e, se amanhã me der vontade, poderá ir a um show, subir ao palco, tocar numa faixa de algum disco dos Titãs".
Apesar de alegar cansaço, Gavin disse que não vai parar de tocar bateria, e diz que convites "vão aparecer" mas que continuará trabalhando em seus projetos paralelos, que em 2010 alguns será apresentação da quarta temporada do programa "Som do Vinil" e a finalização de um documentário que será exibido pelo canal por assinatura Canal Brasil sobre a gravadora Elenco, que abrigou vários artistas da MPB na década de 60, além de mais um lote relançamento de discos antigos da Sony Music.
Em 12 de fevereiro, Charles enviou um e-mail aos fãs, publicado no site “Planeta Titãs”, explicando seus motivos por deixar a banda: “Meu afastamento se deve a um esgotamento físico e mental, provocado pelo que acontece quando uma banda como os Titãs alterna, ano após ano, álbuns e turnês - condição muito bem retratada na música ‘Turnê’, do disco ‘Domingo’”, escreveu. “Apesar de saber que a essência de uma banda de rock ‘n’ roll é estar na estrada, como diz a canção do disco ‘Sacos plásticos’, percebi que não estava feliz - são as contradições da vida.”
No dia em que os Titãs anunciaram a saída de Charles Gavin, as baquetas de uma das mais importantes bandas de rock do Brasil já tinham dono: Mario Fabre. O músico foi sugerido pelo irmão de Gavin e com o aval do próprio, que declarou considerá-lo "um excelente baterista" e responsável por tornar a ruptura "menos dolorosa".
Estreando com a banda em 2 de março em Florianópolis, Mario Fabre tem a missão de tocar na turnê do mais recente disco dos Titãs, “Sacos plásticos”, vencedor do Grammy Latino de melhor álbum de rock brasileiro de 2009.
Aos 41 anos de idade e 27 de carreira, o baterista já tocou com músicos de blues como André Christovam e Flávio Guimãrães, mas se considera essencialmente roqueiro. Uma de suas empreitadas mais recentes foi acompanhar o 999, uma banda punk inglesa formada nos anos 70, em apresentações no Brasil e na Argentina no ano passado.
"Sempre gostei muito de Titãs, Paralamas e The Police, que é uma referência básica. Ouvia muito soul, coisas da gravadora Motown. Daí veio meu interesse pelo blues", conta o artista, que formou uma das bandas pioneiras do estilo em São Paulo, chamada Spirit Blues.
Sobre o desafio de ser o novo integrante dos Titãs, o baterista se diz "tranquilo". “Fizemos dois ensaios, passamos todas as músicas – são quase 30 – e montamos o show”, conta Fabre. “Estou muito contente, eles são muito legais. Entre eles está tudo certo, continuam amigos. É uma grande responsabilidade entrar lá. Imagina ser casado com alguém por 25 anos e depois trocar. É difícil conviver com outra pessoa. Mas rolou uma empatia logo de primeira, é um relacionamento musical. Eu vivi muito a concepção do rock ‘n’ roll. O fraseado de bateria não pode ser complexo nem muito cru, tem que ter um meio termo. É uma questão de experiência. Toco há muito tempo com pessoas extremamente exigentes, que excursionam pelo mundo. A oportunidade que estão me dando é muito boa, e espero que seja para eles também.”
Mario Fabre conheceu Cesar Gavin, irmão de Charles, na década de 1980, quando montaram juntos a banda Bala de Prata. “Seguimos caminhos diferentes, mas a amizade continuou. Por indicação dele, mandei um e-mail para o Charles Gavin dizendo que tinha interesse em fazer um teste para ser baterista dos Titãs, se eles permitissem. Eles foram muito receptivos. Pensei: ‘quem sabe não sou o baterista que eles estão procurando?’”, conta.
O artista não conhecia os integrantes pessoalmente, mas a facilidade para tirar músicas de ouvido o ajudou a conseguir a vaga. “Combinamos de nos encontrar no estúdio, eu fui lá e tirei as músicas. O repertório tinha 12 faixas, incluindo ‘Polícia’, ‘Porrada’, ‘Porque eu sei que é amor’, ‘Marvin’, ‘Go back’, ‘Bichos escrotos’. Depois pediram para tocar ‘A melhor banda de todos os tempos da última semana’. Não me pediram para mudar nada na maneira como eu toco, só alguns detalhes. Falamos mais sobre o repertório, a dinâmica dos shows. À noite, me ligaram avisando que eu tinha sido escolhido.”
Segundo o novo integrante, o clima na banda está ótimo. “Eles estão muito animados para continuar tocando, fazendo shows. Eu acho que a banda não vai mudar nada, vai ganhar mais força ainda. Acho que eles ainda têm muito gás para continuar a carreira, porque têm cultura e fazem boas letras”, diz.
O novo baterista também participou do show "Paralamas & Titãs - 25 Anos de Rock", nos dias 12 e 14 de Março, na capital paranaense, no palco do Guairão, com a casa com ingressos esgotados.

quarta-feira, 17 de março de 2010

B.B. KING - LENDA VIVA

Ontem, dia 16 de Março de 2010, no Vivo Rio, Aterro do Flamengo, felizardos foram testemunhas do provável último show em palcos cariocas, de uma verdadeira Lenda Viva da Música.
Com 84 anos, 60 deles dedicado ao Blues, B.B. King sabe que não tem mais o vigor físico de antes, mas possui uma arma contra o envelhecimento e o desânimo: a música. “Sim, eu fico cansado. Mas sigo em frente. Ainda adoro trabalhar. Serei um garoto até a morte”, e com esse espírito veio ao Brasil divulgar a "One More Time Tour". Apesar de ser sua turnê de despedida, declarou em entrevista coletiva: “Já toquei em mais 90 países. Nunca achei que fosse viver o bastante para voltar. Mas aqui estou. E muito feliz. Se sempre puder ver uma pessoa sorrindo, como vocês estão fazendo agora, não vou parar. Porque amo o que faço”.
Infelizmente não presenciei esse momento histórico, e até hoje, nunca vi ao vivo a perfomance do mestre B.B. King e Lucille, sua parceira inseparável. Parabenizo a todos que estiveram ontem aplaudindo e vibrando com o "Rei do Blues". Admito que os invejo, mas saibam todos vocês, que é uma inveja boa, não precisam se preocupar achando que é algo pesado ou parecido com "Olho Grande".
Mas de qualquer forma, pra amenizar a "dor de corno", vou recorrer a minha coleção de DVDs, vou assistir na sequência "The Jazz Channel Presents: B.B. King", "B.B. King - Live In Africa" e "B.B. King & Friends - A Night Of Red Hot Blues". Vou abrir a série com o excelente "A Tribute to Stevie Ray Vaughan", aonde King se junta a Eric Clapton, Buddy Guy, Robert Cray, Bonnie Raitt, Dr. John e Jimmie Vaughan para homenagearem o grande Stevie Ray Vaughan.

AS 5 BANDAS DE ROCK PESADO PREFERIDAS DO OZZY

Por falar em Led Zeppelin, em entrevista ao site Spinner em 2007, Ozzy Osbourne cita suas 5 bandas prediletas de Rock Pesado). Adivinhem qual é a primeira?
Sim, eu sei que Ozzy é o cara, quando falamos de Rock pauleira, mas Green Day não merece ficar nem entre os 50. Mas assino em baixo na escolha do primeiro colocado.
A reportagem está no link abaixo, e em seguida a tradução.
http://www.spinner.com/2007/06/27/count-five-ozzy-osbournes-favorite-hard-rock-bands/

"Conversar com Ozzy sobre Hard Rock é como falar com Tony Soprano sobre o crime, com Tiger Woods sobre golfe, com Jessica Alba sobre beleza - Essa é a idéia. O ponto é que o homem conhecido como Príncipe das Trevas inventou o genêro com o Black Sabbath, e em seguida, aperfeiçoou-lhe durante as últimas três décadas, culminando-o com o recente álbum "Black Rain". Osbourne foi testemunha dos pontos altos do Hard Rock, assim sendo evidenciado por suas insanas histórias coloridas sobre seu encontro com Robert Plant, Kurt Cobain, e muito mais ícones do Rock. Aqui estão as bandas favoritas de Hard Rock do Osbourne, que só podiam ser descritas pelo Padrinho do Heavy Metal, ele mesmo."
1. Led Zeppelin: Os dois primeiros álbuns do Zeppelin tinham uma magia sobre eles. Lembro-me de andar através de Birmingham, com Geezer Butler, o baixista do Sabbath, e ele sabia quem era Robert Plant. Plant estava andando de metrô e eu ouvi a voz dele. Geezer lhe disse: "E aí cara, novidades?" Plant disse: "Bem, eles me pediram para participar de uma banda chamada The New Yardbirds". E foi isso. Então a próxima coisa que eu sei, é que nós estávamos tocando num clube em Londres, e eles estavam entre os conjuntos que iriam continuar tocando essas canções. Eu disse ao [DJ], "Qual é o nome dessa banda?" Ele continuou, "Led Zeppelin". E eu fui e disse, "Oh, caralho, devo estar enganado." Eu fui para trás e eu disse: "Agora me diga o nome do cantor." Ele disse, "Robert Plant." Os dois primeiros álbuns tiveram um tal impacto na minha voz, e na minha vida, semelhante ao dos Beatles, quando eu os ouvi pela primeira vez, semelhante a quando ouvi "You Really Got Me", do Kinks. Eu os guardei até a morte.

2. Motorhead: Lemmy é ótimo. Nos anos 80, qualquer pessoa com, como, uma loura e três caras de cabelos pretos e longos seriam chamados de metaleiros. Esse termo "heavy metal", é utilizado para realmente me irritar, porque ele não tem nenhuma conotação musical. Então você está no veneno quando você tem Black Sabbath na estrada, ou Motorhead, você está no tipo. "Ah, você é um daqueles metaleiros, não é?"

3. Black Sabbath: Viva para 'Sabbath, Bloody, Sabbath' - Eu acho que é realmente pesado. Eu não acho que qualquer um de nós disse: 'Quer saber? Vou entrar no estúdio e fazer um álbum ruim. " Uma das coisas com o Sabbath: Nós tivemos controle total sobre o que estávamos fazendo e como queríamos que ele fossem definidos. As pessoas chegavam no estúdio para nos dar uma sugestão e nós dizíamos, "Você saíria daqui agora, caralho?" Nós tivemos total controle artístico.

4. Nirvana: Aparentemente, eu conheci [Kurt Cobain], porque eu estava conversando com Dave Grohl, e ele disse: "Você provavelmente não se lembra disso, mas quando você estava em Devonshire Studios no [San Fernando] vale, eu e Kurt estávamos na sala onde tinha uma mesa de sinuca. Quando você entrou em que estávamos tipo, naquele "inferno do caralho". Tinham ambos escritos" Ozzy ", em seus dedos com tinta indelével.Estavam jogando bilhar e ele disse: "Nós dois estávamos tentando esconder nossas mãos".

5. Green Day: O meu álbum do ano passado foi [ 'American Idiot']. Eu achei isso brilhante pra caralho.

Gravação rara de show do Led Zeppelin é encontrada na Inglaterra


A gravação rara de uma apresentação, na íntegra ao vivo do Led Zeppelin foi descoberta na Inglaterra e vendida por apenas “duas ou três libras”, informou o site do jornal inglês “Evening star”.
O show em questão foi realizado no Saint Matthew's Baths Hall (– uma piscina transformada em palco), na cidade britânica de Ipswich, em 16 de Novembro de 1971.

“Estava passando por uma banca de CDs montada no porta-malas de um carro, em Portman Road, quando o vendedor me disse: 'Talvez você se interesse por isto'. Deve ter sido gravado por alguém com um microfone na frente do palco. Você consegue ouvir claramente Robert Plant conversando com a platéia. Isto prova que as melhores coisas estão nos lugares mais estranhos”, disse Vic Kemp, de 48 anos, o novo proprietário do “tesouro”.
Segundo o "Evening Star", não foi feito nenhum tipo de gravação ou lançamento oficiais da apresentação. Também não se sabe quantas outras cópias do mesmo show foram feitas.
Abaixo um vídeo com o áudio de “Immigrant Song”, abertura do show:


Esse é o Setlist da apresentação:
Immigrant Song
Heartbreaker
Black Dog
Since I've Been Loving You
Rock And Roll
Stairway To Heaven
Going To California
That's The Way
Tangerine
Dazed And Confused
What Is And What Should Never Be
Celebration Day
Whole Lotta Love
Weekend
Gallows Pole

É sempre bom achar “novidades” do Led Zeppelin, e principalmente por ter uma música que pelo menos pra mim é inédita: “Weekend”. Não sei se é uma cover ou uma composição da banda que nunca saiu em gravações oficiais. Confira essa raridade:

terça-feira, 16 de março de 2010

LET IT BAILE


Desde o início de 2010, João Brasil trabalha para cumprir uma missão autoimposta: criar 365 mashups ao longo do ano. Já misturou Lady Gaga com Paulinho da Costa, Los Hermanos com De Leve, Vampire Weekend com Paralamas do Sucesso, Radiohead com Olodum, Daft Punk com Sérgio Mendes, Ke$ha com a bateria da Mocidade Independente de Padre Miguel... Os mais recentes combinam as músicas do “Kind of blues”, de Miles Davis, com os raps de Snoop Dogg.
Dessa vez ele resolve homenagear os 40 anos de lançamento de "Let it Be", último LP lançado pelo Fabfour. João pegou uma a uma as faixas do álbum, e mesclou com a "fina flor do funk carioca". “Across the universe” virou “Descontroladas universe” depois de atropelada pelo Bonde do Tigrão e “One after 909” foi rebatizada “Atoladinha 909” com o MC Bola de Fogo e as Foguentas nos vocais. A montagens de “Let it be injeção”, com Deize Tigrona é uma das mais engraçadas.
Amo Beatles e odeio Funk, mas o trabalho de João Brasil é genial.
Pra conhecer e baixar de graça, vá até http://www.myspace.com/joaobrasil
Sem dúvida vele a visita.
Destaque para a capa de "Let it Baile" feita por Breno Pineschi, aonde os falecidos George Harrison e John Lennon são substituídos respectivamente por Mr.Catra (o Rei da Putaria) e por uma bela bunda (elemento importantíssimo e fundamental do Movimento Funk).
Descobri a novidade no Blog MPB Player, que faz parte da sessão dos Blogs do site do jornal "O Globo".

Veja a lista completa:
1 – Two rinocerontes bill (Two Of Us)- The Beatles X MC Bill and MC Bolinho
2 – Ela balança mais nao pony (Dig A Pony) - The Beatles X MC Buiu
3 – Descontroladas Universe (Across The Universe) - The Beatles X Bonde do tigrão
4 – Bolete mine (I Me Mine) - The Beatles X MC Colibri
5 - Dig Minigame (Dig It) - The Beatles X Montagem Minigame
6 – Let it injeção be (Let it Be) - The Beatles X Deize Tigrona
7 – Maggie, bum bum se conquista (Maggie Mae) - The Beatles X Mr. Catra
8 – I’ve got a vacilão (I've Got A Feeling) - The Beatles X Perlla
9 – Atoladinha 909 (One After 909) - The Beatles X MC Bola de Fogo e as Foguentas
10 – The Long and Salgueiro (The Long And Winding Road) - The Beatles X Claudinho e Buchecha
11 – Kuduro Blues (For You Blue) - The Beatles X MC Andrezinho Shock
12 – Get pet (Get Back) - The Beatles X MC Robinho

SHOW DO GUNS N'ROSES NO RIO ADIADO


Não sou muito chegado em Guns N'Roses. Admito que me empolguei durante a explosão da banda no Brasil no final da década de 80 e começo de 90; afinal as rádios eram dominadas por porcarias pops com apelo dançante como Erasure, e a sensação das adolescentes era a boyband New kids On The Block. Então o Guns era o que mais se parecia com a sonoridade do Led Zeppelin e AC/DC, duas das minhas bandas prediletas. Era como se fosse um oásis num grande deserto.
E justiça seja feita, seu primeiro disco "Appetite for Destruction" é um discaço, com petardos como "My Michelle" e "Paradise City".
Nessa empolgação fui conferir o show no Rock In Rio II em 1991. A noite ainda contaria com duas das maiores bandas nacionais: Titãs e Barão vermelho, com uma atração que começava a aparecer como grande revelação: Faith No More, e com um dos meus maiores ídolos, o Rei da Voz: Robert Plant. O Barão desistiu de tocar porque não lhe foram permitido passarem o som, e foram substituídos pelo Hanoi-Hanoi. Os Titãs fizeram um showzaço inesquecível, mesmo com o som não ajudando muito. O Faith No More fez um show alucinante, misturando num liquidificador sonoro: heavy metal, rap, teclados, The Commodores e distorções. Plant desistiu de vir ao Brasil, na semana do festival; a desculpa dada pela imprensa na época, foi que o cantor não queria correr o risco de viajar de avião enquanto rolava a Guerra no Golfo, sendo substituído pelo Billy Idol. Gostei bastante da apresentação de Axl, Slash e compania. O que serviu pra aumentar, na época, a minha ansiedade com o lançamento de "Use Your Illusion I e II", mas fiquei bastante desapontado, por ser bem abaixo que o disco anterior. Mas mesmo assim fui ao show que rolou em 1992 no Autódromo, realizando o feito de , ao lado do meu irmão, voltar a pé pra casa, por falta de ônibus.
Em 2001, no Rock In Rio 3, fui mais pra ver Oasis e o show conjunto do Ira com o Ultraje à Rigor, e acabei presenciando o já então decadente Axl Rose, ao lado de excelentes e desconhecidos músicos que usavam o nome consagrado de "Guns N'Roses". O vocalista já estava gravando o tal do "Chinese Democracy" que demorou apenas 13 anos pra ficar pronto.
Portanto não acho o Guns grande coisa, e não os considero, mesmo na formação clássica, merecedores de ocuparem lugar de destaque como Monstros Sagrados do Rock'n'Roll.
Mas sei que muita gente os coloca sobre pedestal de ouro, como se fossem a maior banda de todos os tempos. Fazer o quê? Só posso pedir que ouçam com atenção as já citadas Led Zeppelin, AC/DC, além de Deep Purple, Queen, Black Sabbath, Rainbown, Aerosmith, Van Halen, Iron Maiden.... Só pra citar as com estilo mais pesado.
Também acho desnecessário que Axl utilize o nome da sua antiga banda, deveria se mirar em seu amigo Sebastian Bach, que apesar de ainda montar seu repertório de show baseado nas músicas do Skid Row, não usa o nome da banda, e sim o seu próprio.
Temos exemplos de vocalistas que conseguiram carreiras muito bem sucedidas, fazendo isso, como Dio, Bruce Dickinson e Ozzy Osbourne.
Por todos esses motivos, não fiquei desapontado ao ser avisado no Metrô que o show havia sido cancelado por causa do temporal e ventos fortes que destruiram parte da estrutura do palco.
É cedo pra culpar os organizadores, antes teria que ser feita uma perícia por órgão competente, pra constatar se o palco tinha estrutura suficiente de suportar o mal tempo, já que isso é imprencidível num evento ao ar livre. Mas de qualquer forma, todos sabem das famosas "Águas de Março", que nessa época do ano o Rio é sempre castigado por chuvas torrenciais, e seria mais prudente marcar pra um local fechado como o HSBC Arena ou Citibank Hall.
Em nota enviada à imprensa na tarde desta segunda-feira, a Time For Fun, empresa responsável pela turnê pelo Brasil, confirmou o cancelamento do show na Praça da Apoteose. Em seu comunicado, a empresa informa que o show poderá ser remarcado para o início de abril. Após o cancelamento, Axl Rose chegou a manifestar seu desejo de fazer o show ainda nesta segunda-feira, possbilidade descartada pela Time For Fun. Leia abaixo a nota de cancelamento da apresentação:

"A Time For Fun, promotora da turnê do Guns N'Roses no Brasil, gostaria de informar que, apesar dos esforços na manutenção do palco do show do Guns N'Roses, não será possível a remarcação do show da banda para hoje (segunda-feira) na Praça da Apoteose.
O show poderá ser remarcado para o início de abril e nova data deverá ser divulgada nos próximos dias. Os ingressos adquiridos para o show que ocorreria ontem continuarão válidos para a nova apresentação. Caso o espectador não possa assistir ao show na nova data, a Time For Fun informará também detalhes de como poderá ser feito o ressarcimento do valor do ingresso. "






O problema é que até agora ninguém se manifestou para dizer a partir de quando, e aonde as pessoas poderão pegar seu dinheiro de volta.
Ainda não decidi o que fazer, mas se resolver ir na nova data, só espero que Axl seja profissional, e não de os ataques de estrelismo, parando a apresentação e ameaçando acabar com o show só porque lhe arremessaram uma garrafa. E acima de tudo que ele não faça como em todas as outras vezes que o vi ao vivo: que não demore horas pra entrar, atrasando sua entrada, desrespeitando e deixando irritados os presentes.

segunda-feira, 15 de março de 2010

13 de Março de 2010 - A-HA NO CITIBANK HALL


Meu irmão é um cara que apesar de ter muito talento, e de conhecer muita coisa sobre música, sempre se embanana e acaba trocando o nome das bandas. Além disso, apesar de gostar de Rock, ele tem predileção por coisas que vão mais pro Pop, e algumas até bastante melosas. Muitas das vezes em que eu o sacaneio por um desses motivos, ele vem com a seguinte resposta:
"- Junior, fica na sua, que você gosta de A-ha!"
E realmente, sempre gostei do popzinho careta desses noruegueses. E comparando com as coisas que ouço, chega a destoar. Pode-se dizer que A-ha é um dos meus pontos fracos, talvez revele outros em novas postagens, ou quem sabe, já mostrei em algumas anteriores...
Em 1988, cursava no colégio o que era conhecido como Ginásio, e ouvia quase todo dia, geralmente na volta da escola, a música "Stay on These Roads" (primeira faixa do terceiro LP, com o mesmo nome), normalmente pensando em alguma menina da sala por quem mantinha amor platônico. Esse disco tinha no mínimo seis hits que tocavam nas rádios sem parar.
No ano seguinte, se apresentaram na Apoteose, e não me lembro ao certo o motivo de não ter ido no show. Em 2001, tocaram na noite de maior público da segunda edição do Rock In Rio, só que nessa época eu já estava totalmente sugado pelo som mais pesado, mas não deixei de acompanhar a transmissão pela TV.
Os anos se passaram, e fui trocando a minha já extensa coleção de LPs por CDs, e fui me esquecendo e deixando de lado o A-ha. Pra exemplificar, não tenho nenhum de seus CDs ou DVDs, apenas dois vinis.
Tomado por uma grande nostalgia, resolvi conferir o show do Rio da 'Farewell Tour'. Acho essa história de "Turnê de despedida" uma grande cascata: Ozzy todo ano anuncia seus últimos shows, e está sempre na estrada; e o Simply Red já tinha dado adeus numa apresentação no Citibank Hall no ano passado, e vai voltar à casa em 2010. Então, o trio da terra do bacalhau, ainda deve voltar pra encher o bolso em palcos brasileiros.
Com cerca de 7 mil espectadores, a maioria de balzaqueanas e quarentonas muito bem maquiadas e vestidas, loucas pra conferir se o vocalista Morten Harket (49 anos) ainda é o mesmo dos posters que enfeitavam as paredes de seus quartos, quando eram ingênuas adolescentes. E não é que o cara continua inteirão! Como se fosse conservado em formol. É claro que o tempo passou, mas não fez grandes estragos no seu visual, da mesma forma que com seus companheiros Paul Waaktaar-Savoy (guitarra) e Magne Furuholmen (teclados), sendo que o último cultivava ainda um pequeno "mullett" eu usava um paletó cinza com ombreiras, chegando a brincar com o público: "Sempre toco no Rio com este paletó, ele me dá sorte.". Mais anos 80 impossível!
Paul era uma figura decorativa em quase toda apresentação, já que sua guitarra ou violão eram quase sempre inaudíveis, ou não faziam a menor falta. Pois a banda, ao contrário das turnês mais recentes, optou em manter os arranjos e os climas das gravações originais, mostrando o TecnoPop dançante de belas melodias que colam no ouvido, que os consagraram e os deram fama mundial e dinheiro. Contando com os músicos de apoio Erik Ljungren (teclados e ocasionalmente contra-baixo) e Karl-Oluf Wenneberg (baterista que usando uma bateria acústica trigada, reproduzia as batidas eletrônicas com fidelidade). Com essa proposta achei que faltou peso, principalmente pela ausência de baixo na maioria das canções, e de um som de bateria de verdade. Mas o grande público, não está nem aí pra isso...
O show começou com vinte minutos de atraso, com a introdução do compositor clássico norueguês Edvard Grieg. Gritos histéricos na platéia anunciaram a entrada dos veteranos galãs escandinavos, e abriram com "The bandstand", e "Foot of the mountain" na sequência, ambas do disco lançado em 2009. Mas a galera só se animou mesmo a partir de "The Blood That Moves the Body", um dos sucessos daquele LP que ouvia aos 12 anos. E por instante parecia que tinha voltado a essa idade quando começou a baladona "Stay on These Roads", aonde pude comprovar que Morten ainda é um grande cantor, conseguindo alcançar todos os agudos da canção. É verdade que se movimenta pouco, ficando a maior parte do tempo paradão, mas compensa com carisma e bela voz.
Furulhomen era o mais empolgado, e era o responsável por se comunicar com o público, alternando frases em português e inglês, agradecendo e pedindo a participação de todos.
No fundo do palco havia um telão, aonde apareciam imagens relacionadas com as músicas quer eram executadas, como quando o logo do A-ha se misturou co o do espião mais famoso dos cinemas, já que "The living daylights" foi trilha sonora do filme "007 marcado para morrer", de 1987.
Com o trio sozinho no palco levaram "Early Morning" de 1990. Com Paul e Furulhomen nos violões levaram "You are The One", talvez seu o maior sucesso no Brasil, que não tocavam ao vivo a bastante tempo. Foi bacana ve-los numa sonoridade mais cru, aonde ficaram destacados os belos vocais dos três. Da mesma forma na cover do Everly Brothers de 1962, "Crying in the rain", aonde os outros músicos entram no meio da múisca, executando o arranjo da gravação do disco “East of the sun West of the moon”.
Voltam aos beats eletrônicos na recente, "We’re Looking for the Whales", intercalada por cinco sucessos das antigas: "Scoundrel Days", "The Swing of Things", "Manhattan Skyline", "I’ve Been Losing You" e "Cry Wolf", eles deixam o palco. Todos sabiam que voltariam, e abrem o Bis com "Train of Thought", que apesar de ter sido gravada na década de 80, não é muito conhecida. Ao contrário da balada "Hunting High and Low"; me amarrava no clipe dessa música, e achava impressionante os efeitos especiais que transformavam Morten em leão, águia e tubarão.
Não sei se foi impressão, mas achei que foi tocada com uma certa pressa, perdendo um pouco a suavidade da canção. Mas foi a que contou com o coro mais forte do público presente.
Todo mundo dançou pra valer em "The sun always shines on TV", e ninguém entendeu nada quando a banda se despediu e saiu mais uma vez do palco.
Num coro desesperado e inflamado pedindo "Take on Me". Claro que eles não iriam terminar o show sem tocar a música que lançou o A-ha no mundo inteiro em 1985. Tenho que admitir que é uma música irresistível, que mesmo sendo datada, diverte e anima, e tem um ar de jovialidade, talvez explicada pela ingenuidade da letra, e pelo arranjo deliciosamente pop.
As frases no Telão: "Brasil para Sempre" e "Obrigado Rio de Janeiro" anunciaram o término definitivo da apresentação.


>SETLIST:
The bandstand
Foot of the mountain
Analogue
Forever Not Yours
Minor Earth Major Sky
Summer Moved On
Move to Memphis
The Blood That Moves the Body
Stay on These Roads
The Living Daylights
Early Morning
You Are The One
Crying in the Rain
Scoundrel Days
The Swing of Things
Manhattan Skyline
I’ve Been Losing You
We’re Looking for the Whales
Cry Wolf

Bis 1
Train of Thought
Hunting High and Low
The Sun Always Shines on TV

Bis 2
Take On Me