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domingo, 31 de março de 2013

28 de Março de 2013 - THRILLER LIVE Brasil Tour - Citibank Hall (RJ)

Fui com muitas expectativas ao show "Thriller Live" na última quinta-feira no Citibank Hall, pois eu como a maioria dos brasileiros, nunca tive a oportunidade de ver uma apresentação do extraordinário Michael Jackson.
Cheguei um pouco atrasado, e pro meu estranhamento, o espetáculo começou pontualmente no horário. Cinco garotos vestidos de Jackson 5 dançavam "ABC". O som estava tão perfeito que inicialmente pensei que estivessem dublando, mas olhando com atenção percebi que estavam cantando de verdade, e o menor que fazia exatamente o papel de Michael mandava muito bem. Trata-se do brasileiro Isacque Lopes, o moleque se sai muito bem, conseguiu arrancar aplausos e chamar atenção pelo timbre muito parecido com o do artista em canções como "The Love You Save", "I Want You Back" e
"I’ll Be There".
O cenário é composto por duas escadas laterais que ganham iluminação variada durante toda a encenação, e que são uinidas por uma espécie de passarela. Abaixo e acima delas há dois telões que mostram projeções com fotos de Michael, ou  imagens que servem como pano de fundo, interagindo com as coreografias apresentadas.
Seguindo a ordem cronológica da carreira do Rei do Pop, o espetáculo é dividido em dois atos. O primeiro entra na onda da Disco Music dos Anos 70, com o sucesso do The Jacksons, e do premiadíssimo primeiro álbum solo "Off The Wall", com produção do mestre Quincy Jones, e petardos como "Rock With You" e "Don’t Stop Till’ You Get Enough".
Nesse momento, quatro vocalistas se revezam oe cantam em conjunto, com destaque para a bela cantora Zoe Birkett, que assumiu o lugar da atriz Leilah Moreno, que não participa dessa parte da turnê. Ela leva a vantagem por ser a úinca mulher, e dessa forma possui alcance vocal muito maior do que os outros cantores. Mas Alexander Ko, Michael Kavuma, e o brasileiro Renato Max se esforçam e conseguem se sair bem, mesmo não possuindo o mesmo timbre e extensão vocal de Michael Jackson.
Durante boa parte do espetáculo, fiquei lamentando a ausência de uma banda tocando ao vivo. Ao mesmo tempo achei o som das músicas muito bem equalizado, num volume excelente, e principalmente com bastante peso. Até que tudo fico esclarecido: um dos telões se abriu, e a platéia pode ver que havia uma banda, na verdade uma super banda que executava com perfeição os complicados arranjos com fidelidade extrema às canções originais.
Sem muita lógica, interrompendo a cronologia, ainda no primeiro ato surge no palco em "Dangerous", a figura de Sean Augustas, o bailarino muito parecido fisicamente com Michael, e capaz de reproduzir fielmente seu jeito único e revolucionário de dançar. O cara impressiona muito; cheio de leveza, junto com os demais dançarinos, ele é capaz de realizar números como o da foto abaixo.
Separando os atos, o intervalo prometido de 15 minutos, se transformou em mais de meia hora de pausa. Mas a espera valeu a pena, com as músicas que transformaram Michael em um dos maiores fenômenos mundiais. E vários hits do álbum "Thriller" estão presentes, ao começar pela dançante ""Wanna Be Starting Something".
Em "Beat It", um dos guitarristas entra no meio dos dançarinos pra executar o clássico solo de Eddie Van Halen. Nesse momento, fica evidente um dos problemas do musical: o descuido com o figurino. O músico surge vestido com calça preta e camiseta com logotipo do espetáculo, roupa semelhante aos dos funcionários da produção. Se a direção fosse um pouquinho mais atenta e sensível, colocaria no rapaz um figurino que não destoasse e que interagisse com os do elenco.
Em "Dirty Diana" (melhor perfomance vocal solo, relaizada por Alexander Ko), o mesmo fato acontece, só que em dose dupla, pois aparecem dois guitarristas.
Outro problema de "Thriller Live" é que os números musicais coreografados são intercalados com apresentações solo, que em alguns momentos deixaram a plateia um pouco entediada, e faz com que o espetáculo perca um pouco do ritmo.
A exceção é feita as aparições solo de Sean Augustas, que interpreta Michael na parte final, jsutamente nos números mais esperados como "Billie Jean" e "Thriller". Sean além de ser um grande bailarino é o que possui a voz mais parecida com o homenageado. Por isso não entendi porque ele só canta 3 músicas. Será que ele usa playback? Tomara que não...
A sequência final do show conta ainda com "Bad" e "Black or White". Neste momento todo o público já está dominado, dançando e apaludindo de pé.
Admito que fiquei um pouco frustrado porque esperava mais efeitos visuais, como os que MJ usava em seus grandiosos shows. Assim mesmo, recomendo muito "Thriller Live", que faz suas últimas apresentações essa semana no Rio de Janeiro. É diversão garantida.

SETLIST:

Primeiro Ato: 
"ABC" 
"The Love You Save" 
"I Want You Back" 
"I’ll Be There" 
"Show You the Way to Go" / "This Place Hotel" / "Another Part of Me" 
"Shake Your Body" 
"Blame It On the Boogie" 
"She’s Out of My Life" 
"Off the Wall" 
"Get on the Floor" 
"Rock With You" 
"Dangerous" 
"Never Can Say Goodbye" 
"Don’t Stop Til’ Get Enough" 
"Can You Feel It" 

Segundo Ato: 
"Wanna Be Starting Something" / "Dancing Machine" / "P.Y.T."
"Beat It" 
"The Way You Make Me Feel" 
"I Just Can’t Stop Loving You" 
"Smooth Criminal" 
"Dirty Diana"
"Man in the Mirror"
"They Don’t Care About Us"
"Heal the World"
"Billie Jean"
"Thriller"
"Bad"
"Black or White"
"Smooth Criminal" (reprise)
"Thriller" (reprise)

2 comentários:

  1. O nome do cantor brasileiro é Renato Max
    Abraços

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  2. Oi Paulo, muito obrigado pela informação.
    Abraço

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