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sábado, 12 de maio de 2012

11 de Maio de 2012 - BUDDY GUY NO VIVO RIO

Ir a um show do Buddy Guy é ter o privilégio de testemunhar um mito, uma lenda viva do Blues em ação. Guy foi uma das maiores influências declaradas para guitarristas do quilate de Jimi Hendrix, Eric Clapton, Jimmy Page, Jeff Beck e Stevie Ray Vaughan. Basta escutar seus solos cheios de bands rasgados para entender o porquê.
Os 75 anos de idade mantém sua pegada intacta, apesar dos longos anos de excelentes serviços prestados ao Blues.
Quem chegou cedo teve a sorte e o prazer de assistir o show de abertura do guitarrista Arthur Menezes. O cara é fera, e mostrou pegada e feeling agradando em cheio uma platéia formada por vários iniciados. Arthur mistura muitas influências: Blues, Rock, Soul, Country, Música Nordestina, Rockabilly, conseguindo um resultado interessante. Foi um bom aquecimento pro prato principal.
 
Buddy Guy entra no palco após sua banda começar a base de "Nobody Understands Me But My Guitar; e já entra endiabrado, cuspindo faísca da sua guitarra. Depois pede silêncio e toca o famosíssimo riff de "Hoochie Coochie Man", que causou delírio entre os presentes.
Foi a primeira vez que assisti a um show de Guy, e tinha certeza que ficaria arrepiado logo na primeira vez que ouvisse sua guitarra. Mas oq ue me deixou mesmo impressionado foi o seu carisma, e a forma como ele domina com facilidade a platéia: "Não estou aqui para tocar blues. Estou aqui para tocar o que vocês quiserem.",disse Buddy, o que teve como resposta o grito: "Play the blues, man", soltado por um fã que não se conteve. A todo momento ele mudava a dinâmica e o andamento das músicas, e sua banda se mostrava muito entrosada. Também brincava com o volume, diminuindo e aumentando de acordo com o sentimento que queria passar.
Buddy Guy fazia literalmente o que dava na telha. Interrompia a música para falar com o público, ou simplesmente para tocar uma outra que tenha resolvido na última hora. Dessa forma ele tocou trechos de "Boom Boom" de John Lee Hooker, "Strange Brew" do The Cream e "I Miss You" dos Rolling Stones. Esta última foi parada no meio apesar de ter enstusiasmado a todo Vivo Rio que cantava junto o corinho "Uh, Uh, Uh...".
 
Buddy tocou guitarra de todas as formas: com os dedos, com palhetas, com uma baqueta, com os dentes, esfregando a barriga e até mesmo batendo com uma toalha. Na metade do show, ele ainda foi pra galera. Ele desceu do palco durante de um dos seus solos mais alucinados, e continuo tocando no meio dos fãs que não sabiam se tiravam fotos, se tentavam encostá-lo ou se beliscavam-se para ter certeza que aquele momento não era um sonho.
Guy homenageou seus discípulos mais célebres com um medley instrumental com "Voodoo Child" de Hendrix e "Sunshine Of Your Love" do Cream de Eric Clapton, onde usando o pedal wah-wah fez a guitarra chorar de forma gentil. Não poderia deixar de comentar da sua voz que está tinindo.
O velho Buddy está cantando pra cacete, com firmeza e emoção. Em pouco mais de 1h30, ele e sua banda desfilaram o fino do Blues, fazendo com que todos os espectadores saissem de lá de alma lavada. 
Classe A.

Setlist:
Nobody Understands Me But My Guitar
Hoochie Coochie Man
She's Nineteen Years Old
Someone Else Is Steppin' In
Skin Deep
(You Give Me) Fever
Boom Boom
I Just Want To Make Love To You
Voodoo Chile / Sunshine Of Your Love
I Miss You
Strange Brew
Feels Like Rain

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