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quarta-feira, 13 de junho de 2012

EU NO FESTIVAL DE JAZZ E BLUES DE RIO DAS OSTRAS 2012 - Quinto Dia

Tudo que é bom dura pouco, e chegamos ao último dia do Festival de Jazz e Blues de Rio das Ostras. Um evento que achei maravilhoso em todos os sentidos. A cidade se mostrou bem organizada e estruturada para suportar um evento com esse porte.
As atrações foram todas excelentes e de altíssimo nível. O som estava perfeito em todos os shows que assisti, em três dos quatro palcos montados para o evento. Só não conheci o da Praça São Pedro, aonde as apresentações começavam as 11 da manhã.
O público também teve comportamento exemplar, não presencie nenhuma confusão, a não ser um princípio de discussão gerado porque um cara resolveu ficar de  pé na primeira fila pra ver um show no Costa Azul, ficando na frente e obstruindo a visão de quem estava sentado logo a trás. Mas a "turma do deixa disso" entrou em ação pra resolver o problema.
Com certeza voltarei no ano que vem, e convido a todos a também prestigiarem a esse fantástico evento.
A idéia era aproveitar o Festival até o último minuto. Então, eu e Mell fomos cedo para a Lagoa da Coca-Cola pra ver mais uma vez David Samborn. Devido ao mau tempo, o show foi transferido de sexta na Praia da Tartaruga para domingo na Lagoa do Iriry. Só que pouca gente sabia disso.
Chegamos lá às 13 30h, com o local vazio, e Samborn e os músicos já no palco passando o som.
Me senti um privilegiado (acho que já repeti essa palavra várias vezes nas postagens sobre o Festival) por ser um dos poucos (não éramos mais que 30 pessoas) a presenciar músicos de altíssimo nível afinando seus instrumentos, regulando o som, e tocando despretensiosamente.
Samborn e grupo emendaram a passagem com o show, começando pelo menos vinte minutos antes da hora marcada. Era quase um show particular, pois não havia mais do que cem pessoas. O repertório e a ordem das músicas foi exatamente o mesmo da noite anterior. Os poucos presentes estavam como pinto no lixo.
Os músicos pareciam perceber a felicidade da galerinha, e retribuiam com execução perfeita em solos brilhantes.
Por volta das 14 30h a apresentação foi encerrada, justamente na hora em que finalmente a massa chegou. O apresentador do Festival foi ao microfone para pedir que as pessoas colaborassem, pois não haveria venda de CDs e nem autógrafos, porque David Samborn tinha um compromisso nos Estados Unidos e que deveria pegar o avião no Rio. E era realmente verdade, porque David saiu do palco carregando mala e foi diretamente para uma van que o aguardava.
O locutor também avisou que o show de Billy Cobhan que seria às 17h, na Praia da Tartaruga foi transferido para ali mesmo no Iriry, no mesmo horário.
Dali fomos dar um passeio pela orla de Costa Azul, fizemos compras na Tocolândia, e cumpri minha promessa de levar a Mell para o Rodízio Japonês, que ela estava pertubando pra irmos desde que chegamos em Rio das Ostras.
Quando voltamos para a Lagoa, vimos a "Marcha da Maconha", que foi colocada lá de forma oportunista pra parecer que todos que estavam ali no Festival apoiavam a causa.
Também assisti a passagem de som de Billy Cobhan e sua banda, e foi emocionate ver no gargarejo a esse extraterrestre mostrar sua arte na bateria.
Assim como na noite anterior, o repertório foi baseado no seu mais novo CD "Billy Cobhan Band Live in Leverkusen", gravado em Novembro de 2010.
Billy estava muito mais animado. Pode-se dizer que estava endiabrado. Seus solos foram muito mais constantes, em maior quantidade, e bem mais longos. Como consequência, a duração do show passou de duas horas.
Os músicos seguiram o exemplo do patrão e alopraram nos solos. Carmelia Ben Naceur (teclados), Christophe Cravero (teclados e violino), Jean-Marie Ecay (guitarra), Fifi Chayeb (baixo) e Junior Gill (percussão e steel pans) davam o sangue no palco.
Não posso esquecer de falar sobre o convidado especial Marco Lobo. O percussionista brasileiro brilhou enriquecendo os arranjos com seus efeitos, e chegou a fazer um duelo com Cobhan, onde quem saiu vencedor foi o público.
Antes de voltar par o Rio de Janeiro, ainda consegui uma foto com Billy Cobhan e um autógrafo. Momento para ficar na memória.
Foi um feriadão perfeito, apesar do Sol ter aparecido só no domingo no fim da tarde. Shows incríveis, ótima companhia, momentos inesquecíveis.
Mell com o Palco da Costa Azul ao fundo

4 comentários:

  1. Só tenho uma palavra pra descrever o feriadão: PERFEITO! Fomos a shows incríveis, comemos bem e, principalmente, ficamos juntos! Adorei praticamente todos os shows!! Beijos

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    1. oi Mell,
      também adorei e achei tudo perfeito.
      Bjo

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  2. Cara, que inveja!
    Vejoque voce aproveitou muito bem os 5 dias do Festival.
    Ano que vem estarei lá, com certeza.
    Abraço

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    1. Aproveitei muito mesmo.
      Então a gente se encontra em Rio das Ostras em 2013!

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