1- Oi Compadre 2- Pensamento 3- Onde Você Mora? 4- Firmamento 5- Samba dos ancestrais 6- Eu quero ver quando a quarta-feira chegar 7- A Estrada 8- Disritmia 9- O amor da gente 10- Casa de bamba 11- Sombra da Maldade 12- Viva 13- O pequeno burguês 14- Canta, canta, minha gente 15- Madalena do Jucu
SETLIST: 1- Isso Aqui Tá Bom Demais / Pagode Russo 2- Rap da Felicidade 3- Explode Coração (Samba Enredo do Salgueiro 1993) 4- Moving 5- Tengo 6- Monkey Man 7- Que Beleza 8- Eu Também Quero Beijar 9- Brasileirinho 10- Do Seu Lado 11- Taj Mahal/Fio Maravilha/País Tropical
SETLIST: 1- É Preciso 2- Na Moral 3- Além do Horizonte 4- Dias Melhores 5- Encontrar Alguém 6- Mais Uma Vez 7- Já Foi 8- Sempre Assim 9- Só Hoje 10- O Sol 11- De Volta Ao Planeta dos Macacos 12- Do Seu Lado
SETLIST: 1- Brasileiro 2- Aceleraê 3- Abalou 4- Festa 5- Sorte Grande 6- Não Quero Dinheiro 7- Cadê Dalila? 8- Deseja de Amar 9- Arerê 10- Berimbau Metalizado 11- Pra Falar de Você 12 - Pensando em Nós Dois 13- Easy 14- More Tha Words 15- Eva 16- Alô Paixão / Beleza Rara 17- Na Besa do Beijo
SETLIST: 1- Come On Get It 2- It Ain't Over 'Til It's Over 3- Mr. Cab Driver 4- Black And White America 5- Fields of Joy 6- American Woman 7- Always on the Run 8- Believe 9- Stand 10- Where Are We Runnin' 11- Fly Away 12- Are You Gonna Go My Way Bis: 13- Let Love Rule
SETLIST:
1) Estoy aqui 2) Te dejo Madrid 3) Si te vas 4) Whenever 5) Inevitable 6) Nothing else metters 7) Despedida 8) Gypsy 9) Tortura 10) Ciega 11) Sale el sol 12) Las de la intuicion 13) Loca 14) She wolf 15) Ojos 16) País tropical 17) Hips 18) Waka
Dessa vez não deu pra chegar cedo, mas na correria conseguimos entrar na Cidade do Rock antes de começar o show da Joss Stone no Palco Sunset. Ficamos num ótimo lugar pra nos deliciarmos com o talento, a voz e a beleza da inglesinha. Joss mostrou que para ser sexy não é preciso ser vulgar, linda num vestido longo azul escuro, ela brincou com a platéia, atendeu a pedidos, e cantou muitíssimo bem.
SETLIST: 1- You Had Me 2- Free Me 3- Karma 4- Last One to Know 5- Super Duper Love 6- Tell Me What We're Gonna Do Now 7- Drive All Night 8- Put Your Hands on Me/Baby Baby Baby 9- Boat Yard 10- Landlord 11- Newborn Bis: 12- Right To Be Wrong
fomos correndo pro Palco Mundo pra ver a "Legião Sinfônica". A idéia foi muito boa, mas a escolha do dia não foi das melhores. Mas de qualquer forma, foi emocionante, e acredito que todos da minha geração sentiram o mesmo. Sempre achei o Rogério Flausino um vocalista fraco, mas o cara se saiu bem; deve ter se aplicado e caprichado pela responsabilidade de estar ali cantando duas canções de Renato Russo. Depois vieram Toni Platão (o melhor da apresentação), Herbert Vianna, Dinho Ouro Preto, Pitty (coitada, deviam ter escolhido uma música com a melodia menos falada, e um tom que ficasse melhor na sua voz, pois "Índios" ficou muito ruim, muito baixo pra ela), e o próprio baterista Marcelo Bonfá que cantou "Teatro dos Vampiros". SETLIST: 1- Abertura: Faroeste Caboclo / Ainda é Cedo / Que País é Esse ? / Há tempos / Geração Coca-Cola (Orquestra Sinfônica Brasileira) 2- Tempo Perdido (Rogério Flausino) 3- Quase Sem Querer (Rogério Flausino) 4- Quando o Sol Bater na Janela do Seu Quarto (Toni Platão) 5- Índios (Pitty) 6- Teatro dos Vampiros (Marcelo Bonfá) 7- Será (Herbert Vianna) 8- Por Enquanto (Dinho Ouro Preto) 9- Pais e Filhos (Todos) 10- Será (Todos) Janelle Monae é realmente uma cantora talentosa,que faz o pessoal da velha escola da Soul Music ficar orgulhosa. Mas seu show não empolgou, apesar das covers do Prince e Jackson 5.
SETLIST: 1- Dance or Die 2- Faster 3- Locked Inside 4- Call Me (Interlude) 5- Take Me With You 6- Sincerely, Jane 7- Mushrooms & Roses 8- I Want You Back 9- Cold War 10- Tightrope 11- Come Alive (The War of the Roses) Kesha é uma piada. Seu Pop farofa nada tinha a ver com a noite. Bobagem pura. Visual punk de butique, rebeldia de araque, e música sem conteúdo, dance music pasteurizada da pior qualidade. No show dela aproveitei pra ir na Roda Gigante, claro que com direito a encarar uma fila gigantesca.
O Jamiroquai perdeu a oportunidade de fazer um showzaço, fazendo a escolha de ignorar super hits como "Space Cowboy" e "Virtual Insanity", em detrimento das novas canções bem menos conhecidas. Mas o figuraça Jay Kay colocou todo mundo pra dançar.
SETLIST: 1- Rock Dust Light Star 2- Main Vein 3- Cosmic Girl 4- High Times 5- Little L 6- Morning Glory 7- Canned Heat 8- Love Foolosophy 9- Travelling Without Moving 10- Deeper Underground Bis: 11- White Knuckle Ride O melhor estava pro final: Stevie Wonder. Maravilhoso, sensacional,emocionante, genial. Faltam adjetivos pra descrever a coleção de lindos clássicos que Stevie Wonder nos brindava, com sua voz e interprentações extraordinárias. Estava morrendo de sono no começo de sua apresentação, mas tanto talento e genialidade me acordaram, me acenderam e me deram mais energia do que se eu tomasse mil latas de Red Bull. Metallica que me perdoe, mas Stevie Wonder foi o melhor show do Festival, pelo menos até aqui. SETLIST: 1 - How sweet is to be loved by you 2 - My eyes don't cry 3 - Master blaster 4 - The way you make me feel 5 - Higher ground 6 - Visions 7 - Living for the city 8 - Don't you worry about a thing 9- Garota de Ipanema / Você Abusou 10- Send One Your Love 11 - Overjoyed 12 - My Cherie Amour 13 - Signed, Sealed, Delivered I'm Yours 14 - Sir Duke 15 - I wish 16 - Isn't She Lovely 17 - You Are The Sunshine of My Life 18 - I just called to say I love you 19 - Superstition 20 - As Bis: 21 - Another Star
É!!!! Deus já está entre nós. Sim, Eric Clapton fez ontem em Porto alegre seu primeiro show em terras brasileiras. Irei ao show no dia 10 de outubro, e poderei conferir Clapton e sua superbanda formada por Tim Carmon e Chris Staiton nos teclados, o baixista Willie Weeks,as backing vocals Michelle John e Sharon White, e o mitológico baterista Steve Gadd.
Veja o setlist do show em Porto Alegre: 1 – “Going down slow” 2 – “Key to the highway” 3 – “Hoochie coochie man” 4 – “Old love” 5 – “Tearing us apart” 6 – “Driftin' blues” 7 – “Nobody knows you when you're down and out” 8 – “Lay down Sally" 9 – “When somebody thinks you're wonderful" 10 – “Layla" 11 – “Badge" 12 – “Wonderful tonight" 13 – “Before you accuse me” 14 – “Little queen of spades" 15 – “Cocaine"
Perdi Matanza & B.Negão, mas cheguei a tempo de ver no Palco Sunset o show do Korzus com a participação da The Punk Metal All Stars. Achei merecidíssima a participação da banda no Festival, afinal os caras estão há muito tempo defendendo a bandeira do Metal nacional. O som estava uma merda, mas a valeu a festa. A cada música a banda agradecia aos presentes, e fazia discursos de patriotismo inflamado, chegando a puxar o Hino Nacional. A galera já enchia o espaço do Sunset desde cedo, e o vocalista Marcello Pompeu comandava a massa como um maestro. No meio da apresentação ele pediu que fizessem um "wall of death", então foi aberto um grande corredor entre os dois lados do público, contou até três, e as duas frentes se trombarem durante mais de dois minutos. E eu estava no olho do furacão.O primeiro convidado a subir ao palco do tal "The Punk Metal All Stars" foi Marcel Schmier, baixista e vocalista do Destruction. Depois Mike Clark e Hector entraram para tocar "War Inside My Head", de sua banda Suicidal Tendencies. O guitarrista East Bay Ray, do Dead Kennedys, subiu ao palco pra trocar o clássico "California Ubber Alles", ele se complicou com o cabo da guitarra e foi ignorado quando pediu pra que a música recomeçasse. B Negão apareceu também pra cantar. Nessa hora o som conseguiu piorar e muito. O último convidado foi João Gordo, em "Beber até morrer", e a porradaria comeu solta!
SETLIST: 1- Guilty Silence 2- Truth 3- Discipline of Hate 4- Looking For 5- Never Die 6- Who's Going To Be The Next? 7- Mad Butcher (com Marcel Schmier) 8- War Inside My Head (com with Mike Clark e Hector) 9- California Uber Alles (com East Bay Ray e B.Negão) 10- Beber até morrer (com João Gordo) 11- Correria
O Angra merecia estar no Palco Mundo, e apesar do som horroroso, fizeram mesmo uma apresentação digna de estar no line-up do palco principal do festival. Confesso que fazia tempo que não ouvia as músicas do Angra, e foi bacana ouvir novamente coisas como "Carry On" e "Nothing To Say", algumas das canções que empolgaram a galera. O show contou com participação do violinista Amom Lima, ele mesmo: da Família Lima, o cunhado da Sandy. A convidada especial foi a deusa nórdica Tarja Turunen, ex-Nightwish, que entrou no palco ovacionada. Ela surgiu linda, toda de coro preto, arriscou algumas palavras em português e cantou ""Spread Your Fire"; o som estava uma bosta, e mal sua voz estava praticamente inaudível. Tarja ainda fez uma versão de "Wuthering Heights", sucesso de Kate Bush, que chegou a ser gravada no primeiro disco do Angra. Ela completou sua participação com "The Phantom of the Opera", gente no gargarejo chorava copiosamente.SETLIST:
Intro/Arising Tunder Angels Cry Nothing to Say Lisbon Intro/Spread Your Fire Wuthering Heights Panthon of the Opera Rebirth Carry On/Nova Era Gate XIII Durante a longa espera pelo início do show do Sepultura, algumas meninas tentavam ganhar seus segundos de fama, mostrando os seios. Colocavam as peitolas de fora e logo apareciam no telão, e a galera ia a loucura. A que fez mais sucesso, foi uma que fez doce e nem botos os mamás de fora, ficou só mostrando as tatoos. Por causa dos famosos problemas técnicos, o encontro do Sepultura com os franceses do Tambours Du Bronx atrasou bastante. O resultado foi que acabou competindo com o Glória, o primeiro show do Palco Mundo. A galera no Sunset estava impaciente, vaiando e fazendo o corinho: "Au, Au, Au, Cavalera é pontual". Andreas Kisser apareceu pra acalmar os ânimos, explicando que estavam resolvendo um problema no P.A. que em breve iria começar. Um dos lados da amplificação tinha parado de funcionar, e a equipe demorou a resolver o problema. O show começou, com o grupo francês Tambours du Bronx abrindo com "Mixture", os malucos tiram som batucando em latões, e usando sons eletrônicos. Lamentei o Sepultura não ter sido escalado para o Palco Principal, mas no fim foi até bo, porque já assisti a uma porrada de shows da banda, mas nenhum com esse formato. E os percussionistas dos Tambours acentuou o peso de músicas como "Refuse/Resist". Que os fãs xiitas não me ouçam, mas acho que o novo baterista Jean Dolabella, está tocando mais que o Igor Cavalera. O cara é um monstro. Andreas Kisser setenciou: “essa é, com certeza, a melhor noite do Rock in Rio!”, e concordo plenamente, é a que tinha o maior número de boas atrações. Em seguida, a banda tocou “Structure Violence“, faixa do álbum “Kairos”, que foi gravada com a participação do Tambours du Bronx. Depois apresentaram uma canção autoral do grupo convidado, “Fever”. Na sequência, veio o único cover da noite, “Firestarter”, do Prodigy. Antes de anunciar a última música, Kisser agradeceu mais uma vez, e Green pediu ao público que cantasse "mais alto do que aquele outro palco" (onde o Gloria se apresentava). Mike Patton foi convidado ao palco, para a saideira com "Roots Bloddy Roots". Valeu muito a pena esperar! Foi um showzaço.
SETLIST: 1- Mixture 2- Refuse/Resist 3- Sepulnation 4- Kairos 5- Relentless 6- Structure Violence (Azzes) 7- Requiem 8- We've Lost You 9- Fever 10- Firestarter 11- Territory 12- Roots Bloody Roots Fui pro Palco Mundo conhecer o Coheed and Cambria. O grupo não empolgou e deu sequência ao clima de dispersão que dominou a pista do Palco Mundo desde o show do Glória, mas com uma importante diferença: banda gringa não recebe vaias de público brasileiro. Da mesma forma quando em 2001, Carlinhos Brown foi vaiado, execrado e bombardeado com chuva de garrafas, e o Papa Roach recebeu palmas, apesar de ser totalmente desconhecido e ter feito um showzinho meia boca. A galera só se manifestou mesmo em “Everything Evil”,por ter como música incidental para delírio geral, “The Trooper”, do Iron Maiden, que gerou uma explosão de gritos, pulos e chifrinhos já nas primeiras notas. Antes de “Welcome Home” encerrar o show, gritos de “Motörhead! Motörhead!” começavam a ecoar. Os pedidos foram abafados pelo som da guitarra de dois braços de Sanchez.
SETLIST: 1. No world for tomorrow 2. Grave makers 3. Ten speed 4. Juggernaut 5. Al the killer 6. A favor house atlantic 7. In keeping 8. Everything evil / The Trooper 9. The crowing 10. Welcome home Não sou fã do Motorhead, mas tem que respeitar os caras, afinal não existiria Metallica, Megadeth, Sepultura e Slayer se não fosse o Motorhead, que é influência declarada de todas essas bandas. Lemmy e cia fizeram um show no estilo "It's only Rock and Roll, but I liked...", quase como uma aula. O destaque foi o baterista Mikkey Deeade, que parecia um trator. O guitarrista Phil Campbell mandou bem na guitarra, com solos precisos, e servia também como porta voz da banda, fazendo a comunicação com o público. E Lemmy Kilmister? Lemmy é lenda viva, não precisa fazer nada, basta estar presente... E aos 65 anos, ele carrega a bandeira do Metal pelo mundo todo. Já na primeira música, “Iron fist”, a banda já conquistou a todos, e as rodinhas de porrada pipocavam por todos os lugares. Santas rodinhas punks, graças as elas, ia atravesando o povo, até que no meio do show do Slipknot estava quase na grade... Rolou a música feita pelo Motörhead após sua primeira vinda ao Brasil, nos anos 90, “Going to Brazil”. Os maiores clássicos ficaram pro final, sendo "Ace of spades" a mais aguardada. Andreas Kisser foi convidado pra tocar "Overkill", que encerrou a apresentação.
SETLIST: 1- Iron first 2 - Stay clean 3 - Back in line 4 - Metropolis 5 - Over the top 6 - One night stand 7 - Know how to die 8 - Chase is better than the catch 9 -Tragedy 10 - Going to Brazil 11 - Killed by death 12 - Ace of spades 13 - Overkill
Os mascarados do Slipknot entraram com tudo no Rock In Rio. No show do Slipknot teve de tudo: chamas, mosh, elevadores hidráulicos, e a incacreditável cena do baterista Joey Jordison e toda sua bateria de cabeça para baixo. A banda pega os insinamentos do Kiss e leva ao extremo, num mix de circo, filme de terror e Heavy Metal. A banda recentemente perdeu do baixista Paul Gray, morto em 2010 de uma overdose acidental de morfina, e se apresenta atualmente sem contra-baixo no palco. Eles são muito populares no Brasil, e logo nos primeiros acordes distorcidos de guitarra já tinham total domínio das cem mil pessoas que se amontoavam para vê-los. Corey Taylor é um grande frontman, mas a simapatia risonha do Stone Sour, deu lugar a sinistra postura mascarada, dando ordens que eram prontamente obedecidas pela platéia. O som estava poderoso, forte e extremamente alto, como deveria ter sido o de todos os shows da noite. As batidas do bumbo da bateria fazia tremer o peito. Em “Duality”, uma das mais conhecidas, o doente do DJ Starscream fez um mosh, pulando na galera de uma altura absurda, de quase 4 metros. Corey pediu para que todos se agachassem no chão e só levantassem pulando para o alto na hora do refrão de “Spit It Out”. O final apoteótico em “Surfacing”, com labaredas gigantes e a inacreditável cena do baterista Joey Jordison, tocando completamente na vertical (confira abaixo).
SETLIST: 1 - Intro 2 - Eyeless 3 - Wait and bleed 4 - The blister exists 5 - Liberate 6 - Before I forget 7 - Pulse of the Maggots 8 - Left behind 9 - Disasterpiece 10 - Psychosocial 11 - The heretic anthem 12 - Duality 13 - Only one 14 - Spit it out 15 - People = Shit 16 - Surfacing
E o melhor ficou para o final. Metallica em noite inspirada, num repertório beirando a perfeição. E eu testemunhei tudo de pertinho. A banda, que parou a duvulgação do lançamento de seu novo disco, "Lulu", em parceria com Lou Reed, para se apresentar no Rock in Rio, tocou músicas raras em seus sets, como "Whiplash" e a instrumental "Orion". James Hetfield (voz e guitarra), Lars Ulrich (bateria), Kirk Hammett (guitarra) e Robert Trujillo (baixo) mostraram que apesar das babaquices de processar o Napster, e de gravar discos bisonhos como "Load" e "Reload", os caras ainda são a melhor banda de Metal do mundo. Até agora, foi o melhor show de todo o Festival. Depois do Bis com "I am evil", "Whiplash" e "Seek and destroy", o Metallica encerrou as mais de 2 horas de preciosidades do metal pesado.
SETLIST: 1 - Creeping death 2 - From whom the bell tolls 3 - Fuel 4 - Ride the lightning 5 - Fade to black 6 - Cyanide 7 - All nightmare long 8 - Sad but true 9 - Sanitarium 10 - Orion 11 - One 12 - Master of puppets 13 - Blackened 14 - Nothing else matters 15 - Enter Sandman Bis 16 - I am evil 17 - Whiplash 18 - Seek and destroy
O primeiro show que assisti nessa edição do Rock In Rio foi a reunião da Nação Zumbi com a cantora Tulipa Ruiz. O encontro da revelação da MPB com os precursores do manguebeat prestigiou tanto a carreira da novata, com canções de seu álbum “Êfemera”, quanto os clássicos dos veteranos do Nação, o repertório foi dividido: cinco músicas da Tulipa, cinco do Nação e mais dois covers: Jorge Benjor e "Tomorrow Never Knows" dos Beatles, que encerrou a apresentação em grande estilo. Pegaram bem o espírito do Palco Sunset, com todos no palco tocando todas as músicas juntos. Já havia um bom público, e uma galera esperava ansiosa segurando a bandeira de Pernambuco. Apesar do som muito baixo e o excesso de fumaça no palco, os “11 homens e um segredo”, como Tulipa os intitulou, fizeram um show bacana. Abriram com “Tuareg”, música de Jorge Ben Jor. Depois seguiram intercalando músicas um do outro. Antes de cantar “Efêmera”, sua canção mais conhecido, Tulipa disse: “Sempre quis ouvir o Du Peixe cantando essa!". A platéia vibrou mesmo nos clássicos da Nação Zumbi, como "Blunt Of Judah" e “Manguetown”, onde foi entoado um coro de "Chico! Chico!", numa merecida homenagem a Chico Science.
Setlist: Tuareg Pedrinho Bossa Nostra Brocal Dourado Hoje, Amanhã e Depois Efêmera Manguetown Só Sei Dançar Com Você Infeste Aqui Blunt Of Judah Tomorrow Never Knows
Uma chuva chata atrasou o show de Milton Nascimento e Esperanza Spalding na Cidade do Rock. A cobertura do Palco Sunset é muito fraquinha. O show do Milton e Esperanza Spalding teve seu início atrasado por causa da chuva que molhou o palco todo e atrapalhou a montagem pelos técnicos. Foi lamentável ver as inúmeras goteiras. A cantora e instrumentista norte-americana abriu o show no palco Sunset tocando contra-abaixo acústico e cantando a canção de “Ponta de Areia“, de Milton, num português perfeito e com um sotaque super sensual, enquanto o brasileiro a acompanhava na sanfona. O som estava péssimo, embolado e baixo, mas o público vibrava com Esperanza e Milton, acompanhando com muitas palmas a versão de “Caxangá“ e “Para Lennon e McCartney”. A amizade de Milton Nascimento e Esperanza Spalding já rendeu uma participação dele no disco dela, “Chamber music society”, e os dois ainda pretendem lançar um disco juntos.
Milton Nascimento apagou a má impressão deixada na abertura do Festival, quando desafinou em "Love Of My Life". No show de hoje, ficou claro que o cantor ainda tem fôlego, e continua cantando muitíssimo bem, as versões de “Eldorado”, “Fé Cega, Faca Amolada” e “Idolatrada” provaram isso.
Esperanza é sem dúvida uma das maiores revelações da música norte-americana, e mandou altos solos de baixo elétrico em "I Adore You" e "I Know You Know".
O granfinale foi “Maria Maria“: o público se encantou e um Milton Nascimento claramente emocionado viu a multidão cantar em coro um de seus maiores clássicos.
Setlist: Ponta de Areia Caxangá Para Lennon e McCartney El Dorado Conversa Desenhos e Pinturas Fé Cega Faca Amolada Idolatrada Amor e Paixão I Adore You Cravo e Canela I Know You Know Maria Maria
O atraso em toda a programação do Sunset e a demora para a montagem do palco do último show da noite resultaram em uma espera desagradável para o público, que reclamava antes da entrada de Mike Patton. Enquanto a apresentação não começava, os jovens da Orquestra de Heliópolis brincavam com o público, vestidos com camisas da seleção brasileira. Com visual de galã de novela mexicana, usando paletó, camisa e calça social, com os cabelos penteados para trás, Patton trouxe um setlist de canções em italiano, intitulado Mondo Cane. Eu não conhecia nada, mas vi várias pessoas no gargarejo cantando várias, com a letra na ponta da língua.
Apesar do repertório bizarro, Patton, sua banda e a Orquestra de Heliópolis ganharam a simpatia da galera. A rapazeada da orquestra super empolgada com os arcos dos violinos e violoncelos para cima, fazendo coreografias nas músicas mais agitadas.
Patton interagia com o público, com várias frases em português, como “Do caralho, viu?”, e
brincou com o nome do festival: “Rock in Rio? Rock in São Paulo? Rock in … Heliópolis?”.
Com muita doideira e canastrice, o cantor dominou o palco e o ambiente com sua performática presença de palco e seus vocais que alteravam entre o canto suave, e os gritos guturais.
Depois de uma hora e meia de apresentação, ele vestiu a camisa 13 da Orquestra, que trazia seu nome nas costas, e apresentou toda a banda Mondo Cane.
Por causa dos atrasos, perdi o NXZero no Palco Mundo. Como dizia o palhaço Bozo: "Ahhh! Que peninha...."
Fico devendo o setlist completo do show do Mike Paton ...
Il Cielo In Una Stanza
Che Notte
Quello Che Conta
Ore d’Amore
20 km Al Giorno Fui correndo para o Palco Mundo pra conferir o Stone Sour. Uma chuva torrencial caiu durante quase toda a apresentação, eu e Mell sem capas de chuva, ficamos como dois pintinhos molhados:
O Stone Sour é a banda original de Corey Taylor (vocal) e James Root (guitarra), ambos do Slipknot, mas que nesse o projeto não usam as tenebrosas máscaras. O baterista Roy Mayorga, se licenciou do grupo, pois sua esposa daria a luz a sua primeira filha exatamente no dia da apresentação, dessa forma, a surpresa da noite foi a presença de Mike Portnoy, um dos maiores bateristas da atualidade, ex-Dream Theater e Avenged Sevenfold, substituindo Mayorga. “Como vocês estão vendo, Roy não está aqui com a gente hoje”, disse Corey Taylor logo no início do show. “Mas tiramos alguém dos nossos bolsos. Um tal de Mike Portnoy”, berra, saudando o amigo no palco, mas para a imensa maioria dos presentes, Portnoy era um ilustre desconhecido.
Fora a presença do novo batera, o Stone Sour apesar de pouco conhecido no Brasil, é uma grande banda, que conseguiu uma até inesperada empatia com o público na Cidade do Rock.
O som começou bastante abafado, melhorou da metade em diante, mas permaneceu baixo por toda apresentação. O repertório é formado por músicas dos 3 CDs de sua carreira: “Stone Sour” (2002), “Come What(ever) May” (2006) e “Audio Secrecy”(2010), sendo o mais recente base do setlist. Apesar do som baixo e da chuva forte, mas a banda dá tudo, e galera sente e retribui com gritos e aplausos. Corey Taylor é todo sorrisos, e tem a multidão nas mãos, comandando a massa em coros e batidas de mãos.
Infelizmente o som estava sem pressão nenhuma, mal dava pra ouvir o bumbo frenético de Mike Portnoy. Se o áudio estivesse bem regulado, o show seria um dos melhores do Festival, apesar de eu não conhecer quase nada do repertório.
Setlist: Mission Statement Reborn Made of Scars Digital (Did You Tell) Orchids Say You'll Haunt Me Come What(ever) May Your God Bother Through Glass Get Inside Hell & Consequences 30/30-150
Tenho muitas restrições ao Capital Inicial, principalmente ao vocalista Dinho, cheio de maneirismos ao cantar, e com seu jeito completamente afetado. Mas está difícil de falar mal da apresentação do Capital nesse Rock In Rio.
Hoje em dia estão com a popularidade altíssima. Das bandas da geração Anos 80 em atividade, o Capital é a que faz mais sucesso atualmente, e tenho que admitir que Dinho tem carisma e sabe de cor todos os truques para conquistar e colocar a multidão no bolso.
Somados a isso, um som perfeito e bem equalizado, um repertório composto 100% por hits, que cobriam todas as fases da carreira. Rolou até "Música Urbana", que há tempos não fazia parte dos setlists mais recentes.
“Como Devia Estar”, foi dedicada a Rafael Mascarenhas, filho de Cissa Guimarães morto em 2010, e que estaria fazendo aniversário. Dinho contou que o rapaz era muito fã do Red Hot Chilli Peppers, e que entregaram uma carta para Flea e Cia, contando a história do jovem músico atropelado. Houve espaço para covers: “Que País É Esse?” e “Should I Stay Or Should I Go?”, do The Clash. Não gosto do Capital Inicial, mas dou o braço a torcer, fizeram um show impecável, e sou obrigado a dar os parabéns aos caras.
Setlist: Como se sente Independência Quatro vezes você Natasha Depois da meia-noite Como devia estar Primeiros erros Should I stay or should I go Música urbana Que País é Este? Fátima Veraneio vascaína À sua maneira Acho que só conheço duas ou três músicas do Snow Patrol. Bem, parece que 90% dos presentes na segunda noite de Rock in Rio também...
O som também estava perfeito, mas definitivamente escalaram a banda pro dia errado, cairia como uma luva abrindo para o Coldplay. Antonio Fernandes, um dos leitores do Blog, postou o seguinte comentário bastante pertinente: "Com relação ao Snow Patrol, realmente deu muito sono. Mas tenho duas correntes pra isso: A banda cairia melhor no dia do Coldplay. E deram azar ao tocar depois de dois shows super animados em que a galera pulou muito e se cansou. Junta-se a isso, a ansiedade por ser a última banda antes do Red Hot. Ficou um clima : putz, que troço chato, sai logo daí...".
Definição mais do que perfeita.
Houve participação da brasileira Mariana Aydar, que cantou “Set The Fire”. A primeira que reconheci foi “Chasing Cars”, que acho bem bonita, e o público cantou junto. Mas a apresentação continuou sonolenta, se arrastando até o fim com a música mais esperada da noite, “Open Your Eyes”, onde o vocalista Gary Lightbody é obrigado a parar de tocar logo na introdução com problemas na guitarra. Segundos depois ele recomeça, e a galera finalmente reconhece o hit do Snow Patrol.
SETLIST: You're all I have Take back the city Called out in the dark Hands open This isn't everything you are Run Shut your eyes Make this go on forever Set the fire To The Third Bar Chocolate Just say yes Chasing cars Fallen empires Open your eyes
Em 1993, na Apoteose, durante o finado "Hollywood Rock", presenciei um dos maiores shows da minha vida, a primeira apresentação do Red Hot Chilli Peppers no Rio de Janeiro. Depois, em 2001 no Rock In Rio IV, a maior decepção: a mesma banda, no auge da popularidade, num show bem meia boca, com os músicos apáticos, e com péssima qualidade de som. Mas dessa vez tudo foi diferente, e os Chilli Peppers arrebentaram! Apagaram a má impressão deixada na fraca apresentação do Rock In Rio de 2001. Destaque para o novo guitarrista Josh Klinghoffer, que é bem melhor que Frusciante (nunca entendi porque endeusam tanto esse cara).
Anthony Kiedis, Flea, Chad Smith e Klinghoffer mostraram disposição e energia, fazendo lembrar o começo da carreira da banda, e fazendo todo mundo pular mesmo nas menos conhecidas, como “Monarchy Of Roses”, do disco novo que abriu o show. Já esperava ouvir hits como “Otherside”, “Under The Bridge”, “Around The World”, epresas como as ótimas "Me And My Friends”, "Can’t Stop”, "Californication”. Mas o setlist me trouxe gratas surpresas como as ótimas "Me and My Friends", "Can't Stop", “Blood Sugar Sex Magic”, e a cover de Stivie Wonder "Higher ground", todas há muito fora do repertório.
Flea estava destruidor como de costume, Anthony Kiedis apesar do bigodinho bizarro, pulava como um garoto. Chad Smith estava impossível, e ainda teve o auxílio luxuoso do percussionista brasileiro Mauro Refosco, que dava mais molho a máquina sonora da banda. A dupla teve direito a solo, que ao invés de duelo, o que aconteceu foi uma bela parceria. No bis, a esperada homenagem: todos os integrantes usaram camisetas brancas com a estampa do rosto do músico Rafael Mascarenhas. Depois de 18 músicas, por volta das 3h da manhã, o Red Hot Chili Peppers além de desfazer a má impressão da edição passada, realizou a melhor apresentação do festival até agora.
Apenas uma crítica: durante toda a apresentação as imagens que passavam nos telões laterais eram cheios de efeitos, que impossibilitavam as pessoas que estavam mais atrás de acompanhar o show, já que o palco era muito baixo.
Setlist: Monarchy of Roses Can´t stop Charlie Otherside Look around Dani California Under the bridge Factory of faith Throw away Your Television The Adventures of Rain Dance Maggie Me and my friends Did I let you know Higher ground Californication By the way Around the world Blood sugar sexy magic Give it away
Muito prazer!!!
Meu nome é J.C. Batista Jr, sou músico, e minha intenção em fazer esse blog foi declarar minha paixão à música e principalmente ao Rock'n'Roll.
Pretendo nele colocar minhas opiniões e comentários sobre meus discos, shows, instrumentos, bandas, músicos, livros, DVDS e canções preferidas.