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quinta-feira, 6 de outubro de 2011

24 de Setembro de 2011 - EU NO ROCK IN RIO (Detalhes)

O primeiro show que assisti nessa edição do Rock In Rio foi a reunião da Nação Zumbi com a cantora Tulipa Ruiz.
O encontro da revelação da MPB com os precursores do manguebeat prestigiou tanto a carreira da novata, com canções de seu álbum “Êfemera”, quanto os clássicos dos veteranos do Nação, o repertório foi dividido: cinco músicas da Tulipa, cinco do Nação e mais dois covers: Jorge Benjor e "Tomorrow Never Knows" dos Beatles, que encerrou a apresentação em grande estilo. Pegaram bem o espírito do Palco Sunset, com todos no palco tocando todas as músicas juntos.
Já havia um bom público, e uma galera esperava ansiosa segurando a bandeira de Pernambuco. Apesar do som muito baixo e o excesso de fumaça no palco, os “11 homens e um segredo”, como Tulipa os intitulou, fizeram um show bacana. Abriram com “Tuareg”, música de Jorge Ben Jor. Depois seguiram intercalando músicas um do outro. Antes de cantar “Efêmera”, sua canção mais conhecido, Tulipa disse: “Sempre quis ouvir o Du Peixe cantando essa!". A platéia vibrou mesmo nos clássicos da Nação Zumbi, como "Blunt Of Judah" e “Manguetown”, onde foi entoado um coro de "Chico! Chico!", numa merecida homenagem a Chico Science.

Setlist:
Tuareg
Pedrinho
Bossa Nostra
Brocal Dourado
Hoje, Amanhã e Depois
Efêmera
Manguetown
Só Sei Dançar Com Você
Infeste
Aqui
Blunt Of Judah
Tomorrow Never Knows

Uma chuva chata atrasou o show de Milton Nascimento e Esperanza Spalding na Cidade do Rock. A cobertura do Palco Sunset é muito fraquinha. O show do Milton e Esperanza Spalding teve seu início atrasado por causa da chuva que molhou o palco todo e atrapalhou a montagem pelos técnicos. Foi lamentável ver as inúmeras goteiras.
A cantora e instrumentista norte-americana abriu o show no palco Sunset tocando contra-abaixo acústico e cantando a canção de “Ponta de Areia“, de Milton, num português perfeito e com um sotaque super sensual, enquanto o brasileiro a acompanhava na sanfona. O som estava péssimo, embolado e baixo, mas o público vibrava com Esperanza e Milton, acompanhando com muitas palmas a versão de “Caxangá“ e “Para Lennon e McCartney”.
A amizade de Milton Nascimento e Esperanza Spalding já rendeu uma participação dele no disco dela, “Chamber music society”, e os dois ainda pretendem lançar um disco juntos.

Milton Nascimento apagou a má impressão deixada na abertura do Festival, quando desafinou em "Love Of My Life". No show de hoje, ficou claro que o cantor ainda tem fôlego, e continua cantando muitíssimo bem, as versões de “Eldorado”, “Fé Cega, Faca Amolada” e “Idolatrada” provaram isso.

Esperanza é sem dúvida uma das maiores revelações da música norte-americana, e mandou altos solos de baixo elétrico em "I Adore You" e "I Know You Know".

O granfinale foi “Maria Maria“: o público se encantou e um Milton Nascimento claramente emocionado viu a multidão cantar em coro um de seus maiores clássicos.

Setlist:
Ponta de Areia
Caxangá
Para Lennon e McCartney
El Dorado
Conversa Desenhos e Pinturas
Fé Cega Faca Amolada
Idolatrada
Amor e Paixão
I Adore You
Cravo e Canela
I Know You Know
Maria Maria

O atraso em toda a programação do Sunset e a demora para a montagem do palco do último show da noite resultaram em uma espera desagradável para o público, que reclamava antes da entrada de Mike Patton. Enquanto a apresentação não começava, os jovens da Orquestra de Heliópolis brincavam com o público, vestidos com camisas da seleção brasileira.
Com visual de galã de novela mexicana, usando paletó, camisa e calça social, com os cabelos penteados para trás, Patton trouxe um setlist de canções em italiano, intitulado Mondo Cane. Eu não conhecia nada, mas vi várias pessoas no gargarejo cantando várias, com a letra na ponta da língua.

Apesar do repertório bizarro, Patton, sua banda e a Orquestra de Heliópolis ganharam a simpatia da galera. A rapazeada da orquestra super empolgada com os arcos dos violinos e violoncelos para cima, fazendo coreografias nas músicas mais agitadas.

Patton interagia com o público, com várias frases em português, como “Do caralho, viu?”, e

brincou com o nome do festival: “Rock in Rio? Rock in São Paulo? Rock in … Heliópolis?”.

Com muita doideira e canastrice, o cantor dominou o palco e o ambiente com sua performática presença de palco e seus vocais que alteravam entre o canto suave, e os gritos guturais.

Depois de uma hora e meia de apresentação, ele vestiu a camisa 13 da Orquestra, que trazia seu nome nas costas, e apresentou toda a banda Mondo Cane.

Por causa dos atrasos, perdi o NXZero no Palco Mundo. Como dizia o palhaço Bozo: "Ahhh! Que peninha...."



Fico devendo o setlist completo do show do Mike Paton ...

Il Cielo In Una Stanza

Che Notte

Quello Che Conta

Ore d’Amore

20 km Al Giorno

Fui correndo para o Palco Mundo pra conferir o Stone Sour. Uma chuva torrencial caiu durante quase toda a apresentação, eu e Mell sem capas de chuva, ficamos como dois pintinhos molhados:

O Stone Sour é a banda original de Corey Taylor (vocal) e James Root (guitarra), ambos do Slipknot, mas que nesse o projeto não usam as tenebrosas máscaras. O baterista Roy Mayorga, se licenciou do grupo, pois sua esposa daria a luz a sua primeira filha exatamente no dia da apresentação, dessa forma, a surpresa da noite foi a presença de Mike Portnoy, um dos maiores bateristas da atualidade, ex-Dream Theater e Avenged Sevenfold, substituindo Mayorga. “Como vocês estão vendo, Roy não está aqui com a gente hoje”, disse Corey Taylor logo no início do show. “Mas tiramos alguém dos nossos bolsos. Um tal de Mike Portnoy”, berra, saudando o amigo no palco, mas para a imensa maioria dos presentes, Portnoy era um ilustre desconhecido.

Fora a presença do novo batera, o Stone Sour apesar de pouco conhecido no Brasil, é uma grande banda, que conseguiu uma até inesperada empatia com o público na Cidade do Rock.

O som começou bastante abafado, melhorou da metade em diante, mas permaneceu baixo por toda apresentação.
O repertório é formado por músicas dos 3 CDs de sua carreira: “Stone Sour” (2002), “Come What(ever) May” (2006) e “Audio Secrecy”(2010), sendo o mais recente base do setlist. Apesar do som baixo e da chuva forte, mas a banda dá tudo, e galera sente e retribui com gritos e aplausos. Corey Taylor é todo sorrisos, e tem a multidão nas mãos, comandando a massa em coros e batidas de mãos.

Infelizmente o som estava sem pressão nenhuma, mal dava pra ouvir o bumbo frenético de Mike Portnoy. Se o áudio estivesse bem regulado, o show seria um dos melhores do Festival, apesar de eu não conhecer quase nada do repertório.

Setlist:
Mission Statement
Reborn
Made of Scars
Digital (Did You Tell)
Orchids
Say You'll Haunt Me
Come What(ever) May
Your God
Bother
Through Glass
Get Inside
Hell & Consequences
30/30-150


Tenho muitas restrições ao Capital Inicial, principalmente ao vocalista Dinho, cheio de maneirismos ao cantar, e com seu jeito completamente afetado. Mas está difícil de falar mal da apresentação do Capital nesse Rock In Rio.

Hoje em dia estão com a popularidade altíssima. Das bandas da geração Anos 80 em atividade, o Capital é a que faz mais sucesso atualmente, e tenho que admitir que Dinho tem carisma e sabe de cor todos os truques para conquistar e colocar a multidão no bolso.

Somados a isso, um som perfeito e bem equalizado, um repertório composto 100% por hits, que cobriam todas as fases da carreira. Rolou até "Música Urbana", que há tempos não fazia parte dos setlists mais recentes.

“Como Devia Estar”, foi dedicada a Rafael Mascarenhas, filho de Cissa Guimarães morto em 2010, e que estaria fazendo aniversário. Dinho contou que o rapaz era muito fã do Red Hot Chilli Peppers, e que entregaram uma carta para Flea e Cia, contando a história do jovem músico atropelado.
Houve espaço para covers: “Que País É Esse?” e “Should I Stay Or Should I Go?”, do The Clash.
Não gosto do Capital Inicial, mas dou o braço a torcer, fizeram um show impecável, e sou obrigado a dar os parabéns aos caras.

Setlist:
Como se sente
Independência
Quatro vezes você
Natasha
Depois da meia-noite
Como devia estar
Primeiros erros
Should I stay or should I go
Música urbana
Que País é Este?
Fátima
Veraneio vascaína
À sua maneira


Acho que só conheço duas ou três músicas do Snow Patrol. Bem, parece que 90% dos presentes na segunda noite de Rock in Rio também...

O som também estava perfeito, mas definitivamente escalaram a banda pro dia errado, cairia como uma luva abrindo para o Coldplay. Antonio Fernandes, um dos leitores do Blog, postou o seguinte comentário bastante pertinente: "Com relação ao Snow Patrol, realmente deu muito sono. Mas tenho duas correntes pra isso:
A banda cairia melhor no dia do Coldplay.
E deram azar ao tocar depois de dois shows super animados em que a galera pulou muito e se cansou. Junta-se a isso, a ansiedade por ser a última banda antes do Red Hot. Ficou um clima : putz, que troço chato, sai logo daí...".

Definição mais do que perfeita.

Houve participação da brasileira Mariana Aydar, que cantou “Set The Fire”. A primeira que reconheci foi “Chasing Cars”, que acho bem bonita, e o público cantou junto. Mas a apresentação continuou sonolenta, se arrastando até o fim com a música mais esperada da noite, “Open Your Eyes”, onde o vocalista Gary Lightbody é obrigado a parar de tocar logo na introdução com problemas na guitarra. Segundos depois ele recomeça, e a galera finalmente reconhece o hit do Snow Patrol.

SETLIST:
You're all I have
Take back the city
Called out in the dark
Hands open
This isn't everything you are
Run
Shut your eyes
Make this go on forever
Set the fire To The Third Bar
Chocolate
Just say yes
Chasing cars
Fallen empires
Open your eyes


Em 1993, na Apoteose, durante o finado "Hollywood Rock", presenciei um dos maiores shows da minha vida, a primeira apresentação do Red Hot Chilli Peppers no Rio de Janeiro. Depois, em 2001 no Rock In Rio IV, a maior decepção: a mesma banda, no auge da popularidade, num show bem meia boca, com os músicos apáticos, e com péssima qualidade de som.
Mas dessa vez tudo foi diferente, e os Chilli Peppers arrebentaram! Apagaram a má impressão deixada na fraca apresentação do Rock In Rio de 2001. Destaque para o novo guitarrista Josh Klinghoffer, que é bem melhor que Frusciante (nunca entendi porque endeusam tanto esse cara).

Anthony Kiedis, Flea, Chad Smith e Klinghoffer mostraram disposição e energia, fazendo lembrar o começo da carreira da banda, e fazendo todo mundo pular mesmo nas menos conhecidas, como “Monarchy Of Roses”, do disco novo que abriu o show.
Já esperava ouvir hits como “Otherside”, “Under The Bridge”, “Around The World”, epresas como as ótimas "Me And My Friends”, "Can’t Stop”,
"Californication”. Mas o setlist me trouxe gratas surpresas como as ótimas "Me and My Friends", "Can't Stop", “Blood Sugar Sex Magic”, e a cover de Stivie Wonder "Higher ground", todas há muito fora do repertório.

Flea estava destruidor como de costume, Anthony Kiedis apesar do bigodinho bizarro, pulava como um garoto. Chad Smith estava impossível, e ainda teve o auxílio luxuoso do percussionista brasileiro Mauro Refosco, que dava mais molho a máquina sonora da banda. A dupla teve direito a solo, que ao invés de duelo, o que aconteceu foi uma bela parceria.
No bis, a esperada homenagem: todos os integrantes usaram camisetas brancas com a estampa do rosto do músico Rafael Mascarenhas. Depois de 18 músicas, por volta das 3h da manhã, o Red Hot Chili Peppers além de desfazer a má impressão da edição passada, realizou a melhor apresentação do festival até agora.

Apenas uma crítica: durante toda a apresentação as imagens que passavam nos telões laterais eram cheios de efeitos, que impossibilitavam as pessoas que estavam mais atrás de acompanhar o show, já que o palco era muito baixo.
Setlist:
Monarchy of Roses
Can´t stop
Charlie
Otherside
Look around
Dani California
Under the bridge
Factory of faith
Throw away Your Television
The Adventures of Rain Dance Maggie
Me and my friends
Did I let you know
Higher ground
Californication
By the way
Around the world
Blood sugar sexy magic
Give it away

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