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quinta-feira, 21 de maio de 2009

GEORGE HARRISON - BIOGRAFIA (Terceira e última parte)


George Harrison, em 1980, escreveu a autobiografia intitulada "I Me Mine", onde falava pouco dos Beatles e mais de seus hobbies preferidos: corridas de Fórmula 1 e jardinagem. O livro inclui também letras de suas músicas e fotos raras. John Lennon, antes de morrer, declarou que ficou magoado com George por ter sido pouco mencionado em sua biografia.
Nesse mesmo ano, perde um dos seus amigos mais queridos: John Lennon, assassinado. Escreveu a canção "All those years ago" em homenagem a Lennon, e chamou Paul McCartney, Linda McCartney e Ringo Starr para participarem da gravação. A canção foi lançada no álbum de 1981, "Somewhere in England" e se tornou um sucesso, atingindo o segundo lugar nos Estados Unidos. Mas o disco marcou um dos piores momentos da sua carreira. A Warner Bros Records rejeitou quatro músicas ("Tears of the World", "Sat Singing", "Lay His Head" e "Flying Hour").
George Harrison e Bob Marley


Em 1982, George lançou o álbum "Gone Troppo", considerado um de seus piores trabalhos, mas conseguiu fazer relativo sucesso com a canção "Wake up My Love". Depois deste álbum, George ficou 5 anos sem gravar e deu prioridades a outros afazeres.
Em 1987, George lançou o álbum "Cloud 9", que foi produzido por Jeff Lynne (Electric Light Orchestra). Depois de 5 anos, foi uma volta com reconhecimento de público e de crítica. George convidou mais uma vez alguns amigos para participar do álbum: Eric Clapton, Ringo Starr e Elton John, além do próprio Jeff Lynne. A canção "I got my mind set on you"(escrita por Rudy Clark na década de 60) atingiu o primeiro lugar nos Estados Unidos e segundo na Inglaterra. Outro grande sucesso do disco foi "When We Was Fab" em referência aos Beatles. No video clip desta canção George aparerece junto com Ringo Starr e Paul Mccartney, este vestido de leão marinho em referência às fantasias usadas no filme "Magical Mystery Tour". O álbum alcançou o posto de número 8 nas listas de sucessos dos Estados Unidos e o número 10 nas britânicas, dando a Harrison seu melhor resultado desde "Living in the Material World".
Um anos depois de "Cloud 9", ele formou um grupo com amigos. Os Traveling Wilburys tinha, além de George, Jeff Lynne, Bob Dylan, Roy Orbison e Tom Petty. Cada um participou da banda com um pseudônimo. Eles lançaram o disco "Traveling Wilburys Vol.1" ainda em 1988.
No ano seguinte, foi lançada a coletânea "Best of Dark Horse Years" que trouxe ainda algumas canções inéditas: "Poor Litte Girl", "Cheer Down" e "Cockamamie Business".
No primeiro ano da nova década viria a luz o segundo álbum do Traveling Wilburys: "Traveling Wilburys Vol. 3", apesar da morte de Roy Orbison em 1988.
Em 1991, George iniciou uma turnê pelo Japão, acompanhado por Eric Clapton. O álbum "Live in Japan", foi lançado em 1992. Foi seu segundo álbum ao vivo lançado e a primeira turnê feita em sua carreira solo desde a de 1974. Nesta turnê, diferentemente da de 74, foi incluída no repertório algumas composições clássicas da época dos Beatles além das da carreira solo.
Entre 1994 e 1996, empreendeu junto a Paul McCartney e Ringo Starr o projeto "Anthology", incluindo a gravação de duas novas canções dos Beatles a partir de demos caseiros dos meados dos anos 70, onde John Lennon tocava piano e cantava. O projeto incluía entrevistas com os membros sobreviventes dos Beatles contando a história da banda. Em 1996, gravou e produziu junto a Carl Perkins a canção "Distance Makes No Difference With Love" para álbum dele, "Go-Cat-Go".
A última aparição de Harrison na televisão teve lugar em 1997 para a promoção de "Chants of India", em uma colaboração junto a seu amigo e músico hindu Ravi Shankar. No programa, Harrison interpretou, depois de que uma pessoa do público lhe pediu uma "canção dos Beatles" e ele respondeu "creio que não conheço nenhuma", a canção "All Things Must Pass" e "Any Road", esta última só seria lançada em 2002 no seu álbum póstumo Brainwashed.
Depois da turnê, George desapareceu da mídia e começou sua batalha contra o câncer de pulmão. Em 30 de dezembro de 1999, Harrison sobreviveu a um ataque de um intruso em sua própria casa. Ele e sua mulher, Olivia, enfrentaram o intruso que foi posteriormente levado pela polícia. Michael Abram, de 35 anos, declarou que estava possuído por um espírito, e que era uma missão concedida por Deus matar George Harrison. Mais tarde foi preso em um sanatório mental. Após o incidente, Harrison ficou relativamente traumatizado e limitou ainda mais suas aparicões públicas.
Em 2001, Harrison apareceu como convidado no álbum Zoom da Electric Light Orchestra, tocando guitarra slide.

O primeiro sinal de câncer de George apareceu na década de 90, no pulmão. Ele enfrentou várias cirurgias para eliminá-lo. Em 2001, o câncer reapareceu em metástase. Apesar dos tratamentos agressivos, logo se descobriu que era terminal, decidindo de imediato passar seus últimos dias em família e trabalhar em alguns projetos para posteriormente serem terminados por sua viúva e filho.
Quando às oito da manhã de sexta-feira, 30 de Novembro, o Mundo soube da morte de George Harrison, já o seu corpo tinha sido cremado e as suas cinzas jogadas a caminho de um rio sagrado da Índia.
O ex-Beatle preparou sua morte, longe da ribalta, discretamente, como era sua filosofia de vida, não permitindo a invasão da sua privacidade e da sua família.
Só três pessoas sabiam onde e como George Harrison iria morrer: a mulher, Olivia, e o amigo, Gavin De Becker, que se encarregou do plano.
Nem o filho, Dhani, sabia onde o pai iria morrer, para que o círculo do segredo ficasse ainda mais fechado.
No dia 17 de Novembro, foi dada alta de Nova Iorque ao ex-Beatle. Harrison tinha pouco tempo para se despedir da família e dos amigos. Entre outros, chamou a irmã, Louise, que dirige o Hotel "A Hard Day"s Night", em Illinois, e os amigos de sempre Paul McCartney e Ringo Starr.
George e Louise estavam de relações frias, depois de Louise ter aberto o hotel com o nome de uma canção/álbum/filme dos Beatles, o que não agradou ao irmão.
A um Paul McCartney de lágrimas nos olhos, George disse que "já não estaria aqui no Natal".
Ringo, que estava em Boston à cabeceira da cama da filha, também com cancer, voou de imediato e disse que não sairia de ao pé de George "até ao fim", adiando para isso a digressão no Canadá.
"Não adies. Eu estou em paz", respondeu-lhe George Harrison.
Sem publicidade, no dia 17 de Novembro, George Harrison voou no jacto privado de Gavin De Becker para Santa Monica, California, tendo depois sido transportado de ambulância descaracterizada até ao UCLA Medical Centre, em Los Angeles para tratamentos.
No dia 20, a situação clínica do ex-Beatle deteriorou-se, pelo que George Harrison foi transferido para casa de Gavin De Becker, em Beverly Hills, onde ficou isolado. A única visita exterior permitida foi a de Ravi Shankar que lhe tocou cítara.
A morte viria a ocorrer às 13h30 de quinta-feira, 29 de Novembro. Além da família, dois dos seus melhores amigos indianos, Shayam Sundara e Mukunda, entoaram cânticos Hare Krishna, enquanto o ex-Beatle desfalecia.
O corpo de George Harrison foi cremado no dia 30 de Novembro, tendo o caixão sido coberto por pétalas de rosa numa cerimónia Hare Krishna com o ambiente envolto em essência de sândalo.
Na Austrália vai ser construído um memorial em homenagem a George Harrison, mais concretamente na ilha Hamilton onde o ex-Beatle possui uma vivenda.
O guitarrista dos Beatles refugiou-se nesta sua casa pela última vez em 1999 e os vizinhos descrevem-no como uma pessoa simples, tranquila e sempre longe da multidão."
George faleceu dia 29 de novembro de 2001 em Los Angeles aos 58 anos de idade.
Sua morte foi devido ao câncer que havia atingido ao cérebro. Sua família emitiu um comunicado: "Abandonou este mundo como viveu: consciente de Deus, sem medo da morte e em paz, rodeado de familiares e amigos". Harrison costumava dizer: "Tudo pode esperar, menos a busca de Deus".
O álbum póstumo de George Harrison, "Brainwashed", foi completado por seu filho Dhani Harrison e Jeff Lynne e lançado em 18 de novembro de 2002, recebendo positivas críticas e alcançando o posto 18 nas paradas de álbuns da Billboard. Dentre as canções do disco se destacam o promocional "Stuck Inside a Cloud" e "Any Road" que alcançou o posto 37 nas paradas de sucesso britânicas.
Exatamente um ano após sua morte, Olívia Harrison, sua mulher, e Eric Clapton, seu amigo, organizaram o "Concert for George", no Royal Albert Hall, em Londres. O concerto contou com a presença do filho de George, Dhani, além de grandes amigos como Ravi Shankar, Tom Petty, Jeff Lynne, Billy Preston, Jim Capaldi, Paul McCartney, Ringo Starr, Jools Holland, Albert Lee, Sam Brown, Gary Brooker, Joe Brown, Ray Cooper, integrantes do Monty Python e Tom Hanks.
Seu único filho Dhani Harrison é fisicamente tão parecido com George que quando foi realizado o show The concert for George, Paul McCartney disse que parecia que George estava lá jovem enquanto todos tinham envelhecido.

15 comentários:

  1. O melhor musico dos Beatles e o de maior sensibilidade. Misturava um pouco de pureza com ingenuidade.

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  2. Oi Leo 45,
    muito obrigado pela visita e pelo comentário.
    George era um Gênio que com simplicidade atingia a sofistificação da pureza e ingenuidade em suas canções.
    Ele é eterno como sua Música
    Abraço

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  3. Olá, concordo com o Leo. E o que mais me impressiona é que ele expressava em palavras e melodias o que sentia de mais sublime e sincero sobre tudo; parece que suas canções tiram de nossa alma o sentimento que estava lá, escondidinho, só esperando para se manifestar...
    Beijos a todos

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  4. Oi Nanda,
    belas e verdadeiras as suas palavras.
    Obrigado pelo comentário, e volte sempre
    Beijão

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  5. Ontem assisti ao show de Paul Mc Cartney em Porto Alegre, maravilhoso, impecável e para mim um dos momentos mais marcantes foi a homenagem
    que ele fez a George, com Somethings..enquanto ele cantava , no palco,várias imagens rolavam...
    George, eterno!

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  6. Oi Cida ! Fiquei feliz por voce ter se lembrado do George ao assistir show do Paul. Este último, apesar de musicalmente muito bom, trouxe consigo para os Beatles, em virtude do seu berço, um forte sentimento materialista e burguês, que fugia totalmente da imaginação dos outros 3. Ainda bem que o lacard ficou 3 x 1.

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  7. Oi Cida, moro no Rio, e vou ao show do Paul em Sampa no dia 21, e estou ansioso e contando os dias.
    O Paul homenageia o George tocando "Something" em seus shows desde 2002. Mas sei que presenciar isso ao vivo deve ser uma emoção única. Parabéns, em breve também sentirei essa emoção.
    Obrigado pela visita, grande Beijo

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  8. Oi Léo, beleza? Que bom que vc voltou a comentar em meu Blog.
    Não concordo com essa visão de que Paul era o Mercantilista, o cara dos Beatles que só pensava em grana. Mas de qualquer forma respeito a sua opinião, e meu Blog sempre terá espaço pras pessoas deixarem suas opiniões.
    Abração

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  9. Li a terceira parte da biografia de George Harrison e gostaria de poder ler as duas primeiras.Ao meu ver não há o melhor Beatle,isso é uma visão míope,e nenhum era mais importante,e sim, todos tinham a sua importancia balaceada em cada fase da banda.John o cérebro, Paul o coração, Ringo o humor light e George a espiritualidade,porém, todos grandes genios.

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    1. Oi Paulo,
      é só vc procurar a primeira e a segunda parte no Blog.
      Beatles foi a única banda na história que contou com esses 4 gênios reunidos. Por isso é a maior banda de todos os tempos.
      Abraço

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  10. Faço minhas as palavras do Paulo N, que sintetiza o que os Beatles foram.
    É óbvio que todos os componentes do grupo tinham seus talentos.
    Entretanto, é natural que alguns deles despertassem
    maiores interesses em determinados fás, nem sempre há unanimidade.
    Considero o George Harrison the BEST!!!!!!!!

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    1. Oi Romáriom
      pra mim é impossível escolher um dos 4,
      Abraço

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  11. Amo todos os Beatles
    Mas não tem como negar George era um genio o melhor

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