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sábado, 27 de junho de 2009

O ADEUS A MICHAEL JACKSON


Não tem como não comentar... Lamento muito o falecimento de um dos maiores músicos do nosso tempo.
Michael Jackson era um verdadeiro Gênio, um talento nato. Com certeza é, ao lado de Elvis Presley e dos Beatles, um dos maioires fenômenos da Música popular.
Foi cantor, compositor, ator, bailarino, publicitário, escritor, produtor, diretor, instrumentista, estilista, ilusionista e empresário; e realizando todas as atividades com raro talento e eficiência.
Michael sempre foi uma figura excêntrica, e acho que ele sempre foi mais vítima do que algoz em todas as polêmicas que se envolveu. Quem me conhece sabe que sempre tive essa opinião, e não é aquela tendência de que quando alguém morre vira santo. Nunca acreditei nas acusações de pedofilia, acredito que ele está mais pra assexuado do que pra "comedor de criancinhas". Michael Jackson sempre teve aproveitadores rondando a sua vida, e esse episódio só sustenta a minha opinião.
E quanto as inúmeras cirurgias e tentativas de mudar de aparência, só mostram o quanto frágil era sua personalidade e como era baixa sua auto-estima.
O que pode ser em parte explicado pela precoce carreira musical. Começou a cantar e a dançar aos cinco anos de idade, iniciando-se na carreira profissional aos onze anos como vocalista principal dos Jackson 5, ao lado de seus irmãos. Foram contratados pela lendária gravadora Motown que já tinha no seu cast mestres da música negra americana como Stevie Wonder, Marvin Gaye e Diana Ross & The Supremes, tendo como madrinha a diva Diana Ross, que ficou imprecionada com o talento fora do normal do pequeno Michael que cantava como gente grande. Na verdade o mundo inteiro ficou de queixo caído, com o moleque que mostrava categoria, técnica e afinação de veterano, além de ter muita desenvoltura no palco.
Os Jackson 5 fizeram muito sucesso nas décadas de 60 e 70, colocado quatro canções no topo das parada: "I Want You Back", "ABC", "I'll Be There" e "The Love You Save".

Michael iniciou sua carreira solo paralelamente ao grupo quando ainda estava na Motown, lançando 4 álbuns entre 1971 e 1975, conseguindo uma série de hits: "Got To Be There", "I Wanna Be Where You Are", "Ain't No Sunshine", "Ben", "Music and me", "Happy (Love theme from "Lady Sings the Blues)", "One Day In Your Life".
A partir de 1973 a popularidade do Jacksons 5 começou a diminuir, embora eles tivessem sucessos razoáveis como, "I Am Love" e "Dancing Machine". Nessa última, durante as apresentações, Michael Jackson simulava um robô dançando, a dança tornou-se bastante popular, sendo a primeira coreografia criada por Michael a se tornar famosa em todo mundo, dando origem a "break dance".
Já é sabido, que durante sua infância Michael e seus irmãos sofreram constante abuso de seu pai. Que batia freqüentemente nas crianças, e as aterrorizava psicologicamente. Os ensaios eram supervisionados pelo pai com um cinto na mão.
Em 1975, os Jackson Five saíram da Motown e assinaram contrato com a Epic em busca de mais liberdade para produzir suas canções. Como resultado do processo judicial, tiveram que mudar o nome para The Jacksons. Michael foi o principal compositor do grupo, escrevendo sucessos como, "Shake Your Body (Down To The Ground)" , "This Place Hotel", "Can You Feel It?". Durante a sua adolescência Michael sofreu de depressão por não aceitar sua aprarência e por estar crescendo, sua pele também passou por um período de alto grau de acne, o que piorou a sau auto-estima e sua auto-imagem.
Ao co-estrelar com Diana Ross o filme "The Wiz" no papel do espantalho, Michael conheceu Quincy Jones, que produziu e arranjou as canções do longa metragem: nascia aí umas das mais bem sucedidas parcerias da música mundial.
No ano seguinte, ao lado de Quincy, começou a gravar seu primeiro álbum solo na idade adulta. Tratava-se de "Off The Wall", uma verdadeira jóia musical. A mistura de black music e disco do álbum tornou-se referência nos anos que se seguiram. Michael ganhou seu primeiro Grammy com o compacto de "Don't Stop 'Til You Get Enough". Foi a primeira vez que um artista colocou quatro canções de um mesmo álbum entre as dez mais tocadas tanto na Inglaterra quanto nos Estados Unidos. Em 1980, Off The Wall já era o álbum de black music mais vendido da história. Os números chegam, atualmente, a 25 milhões de cópias.

Apesar de ter vendido com um único álbum solo mais do que os Jacksons haviam conseguido na carreira de 11 anos, Michael resolveu continuar com os irmãos, atendendo a pedidos da mãe.
Mas o melhor ainda estava por vir...
Em 1982 é lançado o álbum "Thriller", marco na música e na cultura mundial. Os arranjos de Quincy Jones traziam a tradição dos metais, da percussão da Black Music junto com as inovações eletrônicas dos sintetizadores e sequencers, um divisor de águas e referências de tudo que viria a ser feito na música pop.

"Thriller" é provavelmente o álbum mais vendido da história, com mais de 106 milhões de cópias vendidas no mundo. Chegou à primeira posição dos Estados Unidos no dia 21 de fevereiro de 1983 e permaneceu na posição por 37 semanas, um recorde. Sete compactos foram lançados e dois conquistaram o primeiro lugar, "Billie Jean" e "Beat It". Essa última tinha participação do guitarrista Eddie Van Halencom um solo memorável, fez rádios de rock, na época orientadas a um público essencialmente branco, tocarem a canção de um negro; e fez rádios de black music tocarem rock. Um feito inédito até então.
Além disso, trouxe revoluções nos video-clipes, sendo o primeiro artista negro a ter projeção na MTV. O ponto alto foi o clipe da faixa-título do disco, que continha na verdade um curta-metragem de 14 minutos, com uma história completa sobre zumbis, foi uma verdadeira sensação.

Seis meses depois do lançamento do álbum, na festa de 25 Anos da Motown, após a apresentação dos the Jacksons, Michael ficou sozinha no palco, ele começou a cantar "Billie Jean", de repente, Michael parou de cantar, andou até o canto esquerdo do palco e voltou deslizando de costas. Naquela noite, ele imortalizava mais uma coreografia.
O álbum traz também um dueto com Paul McCartney em "The Girl Is Mine", sendo lançado mais tarde um compacto com outra parceria em "Say Say Say". Foi gravado também uma terceira música, "The Man", que permaneceu inédita por vários anos.
Em 1985, Michael Jackson se uniu a Lionel Richie e Quincy Jones na missão de arrecadar fundos para a campanha USA for Africa. A idéia era gravar uma canção cujos lucros seriam revertidos para reduzir os índices de mortalidade pela fome no continente africano. junto com Lionel compôs "We Are The World". Para gravar a canção, Quincy Jones convidou 44 celebridades da música e televisão, incluindo Cyndi Lauper, Diana Ross, Ray Charles e Stevie Wonder. O projeto arrecadou 200 milhões de dólares para a luta contra a fome na Etiópia.
O sucessor de "Thriller",só veio em 1987, "Bad" foi um decepção para a crítica, mas fez um grande sucesso, vendendo cerca de 32 milhões de cópias.
Só em 1991, saiu seu proximo álbum "Dangerous", que tinha em "Black or White" seu maior hit, e tendo um clipe mais uma vez super inovador. O guitarrista Slash participou das gravações do disco.
Em junho de 1995 chegou às lojas o álbum duplo HIStory: Past, Present and Future – Book I. No primeiro disco, uma seleção de quinze sucessos remasterizados. No segundo, a primeira coleção de canções inéditas lançada pelo cantor desde que acusado de abuso sexual. Foram gastos 30 milhões de dólares em publicidade e propaganda para o lançamento do álbum e divulgação de cinco compactos. Foi a maior campanha de marketing já montada para promover um disco. HIStory vendeu quase 30 milhões de cópias.
Em outubro de 2001, Jackson lançou Invincible, a primeira coleção de novas canções lançada pelo astro em dez anos, desde HIStory, em 1995. Produzido essencialmente por Rodney Jerkins ("If You Had My Love", Jennifer Lopez) e Teddy Riley ("In The Closet"), inclui como convidado o guitarrista Carlos Santana e contém ainda um rap póstumo de Notorious B.I.G.c Este foi o último álbum de estúdio lançado pelo cantor.
Michael Jackson se preparava pra começar uma turnê pela Europa, com ingressos esgotados na Inglaterra.
Sua morte nessa quinta-feira, dia 25 de Junho, deixa milhões de fãs aflitos, e vários empresários preocupados com prejuízos, e outros já contando os lucros que terão com vendas de CDs e Dvds que com certezam vão aumentar ainda mais... è a Cultura Pop que adora ídolos mortos.

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