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quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

AS COMEMORAÇÕES DOS 30 ANOS DOS TITÃS

Em 2012, os Titãs comemoram 30 anos desde seu primeiro show, quando ainda se chamavam Titâs do Iê-Iê-Iê. O quarteto original remanescente, Paulo Miklos, Branco Mello, Sergio Brito e Tony Bellotto, e mais o baterista Mário Fabre (que ainda tem status de músico contratado) estão envolvidos em vários projetos.
O primeiro deles é a série de oito shows, em março, no Sesc Belenzinho, em São Paulo, onde tocarão na íntegra o aclamado “Cabeça Dinossauro” (1986). A ordem das faixas não vai ser alterada nos shows. Também entrarão no setlist músicas que ajudaram na concepção no LP e outras fortemente influenciadas pelo trabalho, como “Será que É Isso que Eu Necessito”, do pesado “Titanomaquia”.
Já foi feito o convite para levar esse show a Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outras cidades. Paulo Miklos explica o projeto: “Com o repertório desse disco a gente volta à nossa sonoridade original. A gente vai tentar levar até um pano de fundo parecido com o show da época, com todas aquelas peles e tal.”.
Em entrevista ao site G1, Miklos deixou escapar mais um “projeto-sonho”: um show comemorativo com a participação dos ex-integrantes - Arnaldo Antunes, Nando Reis e Charles Gavin. Paulo deu a informação, durante uma pausa na passagem de som para o show apresentado no Studio 5, em Manaus, o dia 21 de Janeiro, a primeira apresentação dos Titãs em 2012. A idéia é filmar o show comemorativo será gravado e possivelmente transformado em DVD.
O encontro com os ex-integrantes está previsto para ocorrer no segundo semestre, o vocalista ainda comentou: "Vamos chamar os ex-Titãs e outros grandes amigos e contemporâneos para uma grande festa. Todos que fizeram parte da nossa história serão convidados. Não podemos adiantar outros detalhes, porque precisamos concatenar agendas para transformar este nosso sonho em realidade. Já tem uma ansiedade em torno disso. Nossa também. Atualmente, a gente está em uma outra esfera. Cada um tem sua agenda. A disponibilidade de todo mundo tem que casar até que a gente possa confirmar qualquer coisa. Uma coisa é um reencontro. Tocar aquele repertório que temos juntos. Fazer uma reunião é bacana. Uma outra coisa é preparar um show, receber convidados e curtir esse patrimônio que a banda tem, que são as canções. Que é um pouco a coisa que a gente fez no Acústico”
As revelações de Paulo Miklos repercurtiram, e muita gente entendeu que os Titãs voltariam com todos os membros originais, com exceção é claro do guitarrista Marcelo Fromer morto em 2011. Miklos acha engraçadas as especulações: “Falei de nosso desejo e pronto: no dia seguinte neguinho publica algo como a volta da banda em formação original.”.
Com tudo isso, a banda não esconde que o projeto principal é um novo álbum de inéditas. Cerca de 5 músicas já estão sendo testadas nos shows, e ainda terão outras por vir. Para Bellotto, “O grande desafio de fazer 30 anos em uma banda é justamente esse: celebrar seu patrimônio e também conseguir fazer coisas novas. Quando a banda está produtiva, é diferente o jeito que ela respira, mesmo que esteja tocando um sucesso antigo. Isso é muito importante para a gente.”.
“Estamos fazendo um novo trabalho, mas, em vez de esperar até lançar um disco, vamos apresentá-lo em shows. Provavelmente, quando o álbum sair, o show vai ser diferente do que é agora, que transita pela feitura das faixas.”, conta Sérgio Britto.
Para a banda, também é um momento de redescobrimento como quarteto. “Essa coisa de trocar de instrumentos nas gravações e no palco sempre esteve no DNA dos Titãs”, Miklos comenta. “Sempre fizemos isso de um jeito meio anárquico, mas desde A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana [2001] contamos com o auxílio de ótimos músicos. Tinha Lee Marcucci, tinha Emerson Villani… aí, de repente, meio que voltamos à raiz da coisa. Isso é muito legal, porque a nossa resposta tem que ser criativa, porque a gente não está sobrando tecnicamente. Nem é nossa intenção.”
Entre as canções inéditas estão “Morto Vivo” e “Fala Renata”, a guarânia-rockabilly "O caminho de Ypacaraí" e "Tradição", um samba composto por Sérgio Britto. A banda admite nas novas músicas uma forte influência da música brasileira e regional, como a guitarrada e o pop paraense. “A gente está usando como referência até para dar um refresco e um caminho diferente do que a gente já percorreu”, Britto comenta. “Estabelecemos essa baliza estética de tudo ser entre aspas.”.
Em maio, os Titãs voltam a se apresentar com os Xutos no Rock in Rio Lisboa, no mesmo mês está previsto o lançamento das gravações do encontro da edição carioca do Festival em DVD.
O plano da banda é também aproveitar a volta da parceria com sua antiga gravadora, a Warner, para lançar, enfim, uma caixa com as versões remasterizadas dos 12 discos lançados por lá. Se possível, eles incluirão no pacote algumas raridades, achadas em fitas demo e gravações caseiras
E aguardar pra curtir as novidades...

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