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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

02 de Novembro de 2012 - SLASH NA FUNDIÇÃO PROGRESSO (RJ) - E eu vendo do sofá...

Bem que eu queria ir na Fundição Progresso para o show do Slash, mas minhas condições financeiras e físicas (torci o tornozelo e estou com o pé imobilizado) não permitiram. Felizmente o canal Multishow transmitiu o show ao vivo.
Sei que o sofá da minha sala, apesar de ser bem confortável, não é o melhor lugar para se avaliar um show de Rock. Se eu tivesse visto em casa a apresentação do System of a Down no Rock In Rio, teria achado uma das melhores do Festival; mas quem estava lá sabe que o som estava uma merda, e com o volume baixo pra caramba; já pela tv a transmissão estava uma maravilha.
Então com todas essas limitações, digo que foi um grande show de Rock, que lamentavelmente são cada vez mais raros.
Já vi Slash ao vivo em dois momentos: em 1991 no Rock In Rio II, e no ano seguinte no show do Autódromo, e posso afirmar com convicção: ele está tocando muito melhor. O motivo provável é que o guitarrista hoje em dia faz seus shows sóbrios. Já na década de 90...
Slash tocava muito chapado, sob o efeito de susbstância que eu nem sei o nome. Aí não tinha jeito: notas erradas em solos frouxos.
Mas essa noite vi um guitarrista de pegada firme e que sabia exatamente o que estava fazendo. Outra coisa que fica latente é que Slash está se divertindo a valer, pulando de um lado pro outro do palco, com se ainda fosse um menino.
Seu estilo e timbres são totalmente calcados nos anos 70, com influência clara e declarada de mestres com Jimmy Page e Joe Perry. Sem ser um virtuose da guitarra, é sem dúvida um guitar hero das antigas que sabe colocar o instrumento à favor da música.
É claro que 90% dos presentes é fã de Guns N'Roses, e ficaram muitos satisfeitos pois Slash tocou sete músicas de sua antiga banda, sendo seis do excelente "Appetite For Destruction". E cada uma foi saudada com euforia, com destaque absoluto para “Sweet Child O’Mine”, que tocada com precisão levou a galera a loucura.
Acompanhado de uma banda puxada pelo vocalista do Alter Bridge, Myles Kennedy, abriu com "Halo", do seu mais recente álbum solo, "Apocalyptic Love". Já rolou Guns já na segunda, "Night Train", primeiro momento de delírio da noite.
O repertório é um apanhado geral de sua carreira, com coisas não tão conhecidas como "Been There Lately", gravada em 2000 no projeto solo Slash's Snakepit, além de "Slither" do Velvet Revolver. Seus dois ótimos últimos discos solos foram bem representados.
No bis, dois clássicos do Guns. O primeiro foi a novidade, “Welcome to the Jungle” cantada pelo baixista Todd Kerns, reinserida no repertório dos shows de Slash há pouco tempo, que só é tocada em ocasiões especiais, normalmente em seu lugar é aparece "Fall to Pieces" do Velvet Revolver. E o desfecho veio com "Paradise City", sob explosões de confetes esvoaçantes, e Slash solando com a guitarra com uma corda arrebentada, e se saindo bem tendo que buscar as notas em outras partes do instrumento.
No todo deu pra ver que a banda de Slash é muito melhor do que atual Guns N'Roses. Não pela qualidade individual dos músicos, a questão é unidade. Enquanto o Guns parece mais um apanhado de músicos contratados, Slash consegue com seu novo grupo ter cara de banda mesmo, com todos tocando com tesão.
Sem contar que Myles Kennedy, hoje em dia, canta bem mais que Axl, o que na verdade não é nenhuma vantagem; até o baixista Todd Kerns, que cantou só em três músicas, está se saindo melhor que Axl, que não é nem uma sombra do que já foi.


SETLIST:
1- Halo
2- Nightrain
3- Ghost
4- Standing in the Sun
5- Back From Cali
6- Been There Lately
7- My Michelle
8- Rocket Queen
9- Bad Rain
10- Not for Me
11- Doctor Alibi
12- You’re Crazy
13- No More Heroes
14- Starlight
15- Blues jam
16- Anastasia
17- You’re a Lie
18- Sweet Child O’ Mine
19- Slither
Bis
20- Welcome to the Jungle
21- Paradise City




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