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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

18 de Novembro de 2012 - KISS na HSBC Arena (RJ)

Você pode não gostar da banda, mas é uma verdade absoluta que o Kiss faz um dos melhores shows da atualidade. Explosões, fogos de artifício, telões de alta definição, labaredas, somados ao clássico visual da banda com as maquiagens e os sapatos com salto plataforma, e principalmente ao repertório com vários petardos do bom e velho Rock and Roll.
A HSBC Arena recebeu bom público, cerca de nove mil pessoas, para a última apresentação no Brasil da turnê "Monster", recém lançado disco, que traz de volta a veterana banda, que completará 40 anos em 2013. E os velhinhos mostraram que estão botando pra fud...
A noite começou com o Viper, que desde julho se reuniu para comemorar os 25 anos de seu disco de estreia, "Soldiers of Sunrise" (veja a resenha do show que rolou dia 10 de Julho de 2012 - VIPER NO TEATRO RIVAL - RJ ). O pequeno público presente até então, chegou a gritar o nome da banda, mas infelizmente o som estava embolado e o vocal de André Matos ficou inaudível por vários momentos. A apresentação durou 30 minutos, e foi a penúltima do Viper, já que a banda deve se dissolver depois do show que está marcado para dezembro em São Paulo.
Fecharam com a versão rápida de "We Will Rock You" do Queen, que foi iniciada com a clássica batida. Quando André Matos pediu pra galera cantar, foi surpreendido com o o coro cheio de "ÔÔÔ's" de "I Love It Loud". André achou graça e elogiou: "Vocês realmente são muito criativos!".
 
Pouco antes das 21h, uma enorme bandeira com o logo do Kiss foi erguida na frente do palco, e as luzes se apagaram, o áudio sobe e começa a tocar “Won't get fooled again” do The Who. Depois mais um grande clássico, dessa vez do Led Zeppelin: "Rock and Roll"; ao fim da música ouviu-se o tradicional: “All right, Rio, you wanted the best... you got it! The hottest band in the world: KISS”. Então, a bandeira cai e duas plataformas descem do teto, uma com Gene Simmons (baixo e voz), Paul Stanley (guitarra e voz) e Tommy Thayer (guitarra), outra com Eric Singer (bateria), ao som do petardo "Detroit Rock City", e a galera vai literalmente a loucura. Enormes labaredas e explosões anunciam que a parada tinha mesmo ficado séria.
"Shout it Out Loud", veio na sequência com os fãs fazendo coro e batendo palmas e cabeças. "Calling Dr. Love", é mais uma da década de 70, que mostrou que Simmons continua com a garganta em dia, com sua voz grave e poderosa.
O palco é um absurdo! Formado por dois degraus gigantes, separados pela bateria que fica bem na frente do tradicional logo formado por luzes. Acima de tudo, uma tela gigante em alta definição. Os degraus são formados por pequenas telas, que mostram imagens independentes, ou podem formar um único painel.
A estrutura é semelhante ao da turnê "Kiss Alive/35 World Tour" que foi a última a passar pelo Brasil (leia a resenha de 8 de Abril de 2009 - SHOW DO KISS APOTEÓTICO); mas é claro que ganhou um upgrade, principalmente no que tange a iluminação, uma das mais bonitas que já vi. Não podiam faltar músicas do novo disco, e executaram apenas duas de "Monster": "Hell or Hallelujah" e "Wall of Sound", que foram tocadas em sequência e não fizeram feio ao lado das mais antigas e mais  conhecidas.
Depois de "Hotter than Hell", foi a vez de Simmons dar ao público uma das cenas mais aguardadas. Ele pega uma tocha e literalmente cospe fogo. Por mais que todo mundo saiba que isso vai rolar, não há quem não fique alucinado.
O coro que já tinha sido ensaiado com o Viper, veio forte e poderoso em "I Love It Loud", que virou febre no Brasil desde a primeira passagem da banda em 1983, no antológico show no Maracanã, que foi lembrado por Paul Stanley, quando este fez os primeiros agradecimentos da noite.
Stanley puxou o coro de "Tommy! Tommy!", para saudar o guitarrista Tommy Thayer que cantou "Outta This World", que foi sucedida por uma jam instrumental em parceria com o baterista Eric Singer, em um número em que cada um solava, como num duelo. Ambos foram erguidos em plataformas independentes, onde Thayer atirava fogos de artifício de sua guitarra, até que Singer acaba com a brincadeira, pegando uma bazuca e atirando um foguete que derrubou spots de luz. 
Depois dessa guerra encenada, Gene Simmons voltou a ser o centro das atenções, dessa vez carregando seu contra-baixo em forma de machado, cuspindo sangue e soltando notas distorcidas de seu instrumento, até que ele levanta voo (com o auxílio de cabos) e vai parar numa plataforma a mais de 10 metros acima do palco pra cantar "God Of Thunder". Veja na foto abaixo como era alto. O pessoal do Kiss não brinca em serviço.
A próxima é "Psycho Circus" de 1997, quando o Kiss resolve voltar a usar as maquiagens e sair em uma das turnês mais lucrativas da história da música. Na sequência, o riff pesadão de "War Machine" provocou um mar de mãos com os dedos em forma de chifres.
O sexagenário Paul Stanley também não dá bobeira. O melhor vocalista da banda, apesar da voz mostrar cansaço em alguns momentos, ainda possui grande alcance vocal, e não economizou nos agudos e nos famosos rebolados. E seu outro super poder é dar um voo rasante sobre a platéia. A proeza que não aconteceu no show da Apoteose em 2009 por causa da chuva, causou histeria, quando Stanley embarcou numa espécie de tirolesa que o levou até um palco auxiliar junto à arquibancada.
O povo de lá ficou alucinado por de surpresa ficar assim tão perto do ídolo. Do palquinho Paul cantou "Love Gun". Ao final, ele voltou para o palco principal onde ameaçou tocar "Stairway To Heaven", para depois puxar "Black Diamond", clássico do primeiro disco que foi muito bem cantada pelo batera Eric Singer.
Singer é um baterista muito técnico que tem na carreira passagens por Black Sabbath, Badlands, Alice Cooper, The Cult, Gary Moore e Avantasia. Nessa nova fase do Kiss, ele dá uma segurada e uma simplificada na forma de tocar. É aquela história de tocar pela banda e não pra si próprio. Mas mesmo assim sem as firulas, consegue-se perceber que trata-se de um grande músico.
Depois de 1h15m, o Kiss deixa o palco, para aquela cena manjada do Bis. A banda volta carregando a bandeira do Brasil, e Stanley dá uma provocada: "Viemos apenas dar boa noite. Amamos vocês, mas estão todos cansados. Não é mesmo? Podem ir para casa. Tocamos em São Paulo ontem, e eles foram incríveis. Vocês querem ser o número um? Então façam barulho, porra!". Não sei se Paul sabia, mas pegou num dos pontos fracos dos cariocas: a comparação com os paulistas. A reação inicial foi uma vaia, precedida por muito barulho, na tentativa de mostrar que no Rio de Janeiro também se curte Rock do bom.
O Bis veio triplo, iniciado por "Lick It Up", o maior hit da fase sem máscara. A seguinte foi "I Was Made for Lovin' You", a resposta do Kiss à onda Disco no fim dos Anos 70.
Pra encerrar o show/celebração/festa, o hino "Rock and Roll All Nite". Foi um êxtase, com chuvas de papel picado, disparos de canhões, lança-chamas e mais explosões.
Que culminaram com Paul Stanley atendendo a pedidos, e destruindo sua guitarra. Cada porrada com ela no chão era acompanhada de um estouro de uma bomba.
O show foi curto, podia ser maior, visto ao grande número de hits que ficaram de fora, com destaques para a balada "Forever" e o hino "God Gave Rock and Roll To You"(que chegou a ser tocada em playback após o término da apresentação). Apesar disso, mais uma vez fui testemunha de um show tecnicamente perfeito, com tudo que a tecnologia pode oferecer para transformar um show de Rock numa experiência única. Considerei a qualidade do som muito boa, pra mim que assisti da Pista.
Só que ao sair da Arena e encontrar amigos que estavam na Arquibancada Nível 3, ouvi o relato de que de lá de cima ouvia-se muito mal, tudo muito baixo e embolado; provavelmente por uma falha na distribuição do som, ou por alguma incompetência dos responsáveis pelo projeto e pela parte técnica.
Esses problemas não foram suficientes para tirar a empolgação e o entusiasmo dos presentes. Prova disso é o relato de minha amiga Marcela Robledo em sua página no facebook: "Como faz pra tentar dormir sem ficar lembrando cada segundo do show??? Que banda, que luz, que espetáculo, literalmente! O som estava uma bosta mas, mesmo assim, o show foi SENSACIONAL! Amei cada minuto!!!".
SETLIST VIPER:
1- Knights of Destruction
2- To Live Again
3- A Cry from the Edge
4- Living for the Night
5- Rebel Maniac
6- We Will Rock You

SETLIST KISS:
1- Detroit Rock City
2- Shout It Out Loud
3- Calling Dr. Love
4- Hell or Hallelujah
5-Wall of Sound
6- Hotter Than Hell
7- I Love It Loud
8- Outta This World
9- Bass Solo
10- God of Thunder
11- Psycho Circus
12- War Machine
13- Love Gun
14- Black Diamond

Bis:
15- Lick It Up (Incidental: "Won't Get Fooled Again")
16- I Was Made for Lovin' You
17- Rock and Roll All Nite

4 comentários:

  1. Foi muito foda o show deles em São Paulo, agora é no Rio

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  2. Oi Felipe,
    O Kiss sempre arrebenta!
    Abração

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  3. Vc descreveu perfeitamente!!!!!!! Uma pena o som estar tão ruim da onde eu estava... =(((

    Foi ótimo encontrar vcs!! AMEI a postagem!!


    Beijos!

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    1. Oi Marcela,
      é sempre um prazer encontrar vcs.
      Espero q em 2013 isso se torne rotina.
      Beijão

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