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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

13 de Outubro de 2012 - MARILLION NO VIVORIO


O público era razoável, mas basicamente formada por fãs completamente apaixonados, e que conheciam todas as fases do Marillion, desde a progressiva com o ex vocalista Fish, até a mais pop com o atual Steve Hogarth.
Alguns fãs ainda se degladeiam em discussões de quem é melhor Fish ou Hogarth. Não pretendo entrar nesse mérito, até porque Hogarth está na banda desde 1990, e todos os shows que o Marillion já realizou em terras brasileiras foram com ele nos vocais.
Mas se você não foi ao Vivo Rio, por ser uma viúva do Fish; meu amigo, só lamento, você perdeu um showzaço.
Praticamente na hora marcada, as luzes se apagaram, e os primeiros acordes de "Splintering Heart" começaram a soar. E como por mágica, Steve Hogarth aparece em cima das caixas de som do lado direito, exatamente na minha frente.
Refeito do susto, acompanhei a banda tocando "Slainthe Mhath", que me fez voltar algumas décadas no tempo, já que essa faixa abre o clássico álbum duplo "The Thieving Magpie", que escutei até quase furar.
Batidas eletrônicas precederam "You're Gone", e na sequência veio "Sounds That Can't Be Made", duas canções da fase mais recente da banda.
A linda "Beautiful" (sem trocadilho por favor) foi o primeiro grande hit do setlist. No Brasil, chegou a fazer trilha sonora de novela global.
Outra belíssima balada foi interrompida logo no início por problemas técnicos, aparentemente no baixo de Pete Trewavas. Então ela foi substituída por "The Great Escape", que também é tão bela quanto .
Essa grande quantidade de músicas de andamento lento em suas apresentações é o argumento maior para aqueles que querem criticar o Marillion, dizendo que não se é possível dançar em seus shows, como se isso fosse o padrão para se avaliar a qualidade de um espetáculo. Em cima disso, pergunto: quem dançou vendo o deslumbre visual e musical de Roger Waters no Engenhão? Nesse raciocínio vazio, conclui-se que É o Tchan, os sertanejos universitários e o Latino promovem os melhores shows da galáxia.
É graças a essas "lentinhas", que pode-se saborear melodias muito bem feitas e executadas com a base sólida dos teclados de Mark Kelly, que ganham mais força com a voz afinadíssima e de timbre primoroso de Steve Hogarth, um tipo de vocalista cada vez mais raro. O baixista Trewavas com suas puxadas realçam e dão brilho a cada passagem. 
Mas o destaque mesmo fica com Steve Rothery, que era aplaudido com entusiasmo a cada vez que começava e terminava seus solos cheios de bands perfeitos e de pegada que cortam o coração, como em "Neverland", talvez o mais emocionante da noite.
Rothery é o responsável pelo melhor e mais bonito som de guitarra dos shows que assisti esse ano. Ele pode entrar para o seleto grupo formado por Brian May, Tony Iommi, Jimmy Page e Jeff Beck que são os que conseguem com sua técnica, seus instrumentos, efeitos e amplificadores extraírem os sons de guitarra mais bonitos que ouvi ao vivo. 

O Marillion tem um histórico de muito carinho, respeito e consideração com os fãs. E isso é recíproco e justificável, afinal a banda por várias vezes lançou seus CDs e conseguiu arcar com as despesas de turnês graças ao dinheiro arrecadado diretamente com os fãs. Hoje em dia é comum este tipo de patrocínio, mas o Marillion e seus fã-clubes foram precursores na década de 90.
Esta interação, proporcionou um dos momentos mais emocionantes do show. Depois de tocada o super hit, "Kayleigh", a platéia sabendo que "Lavender" (canção que a sucede em "Misplaced Childhood") não estava no repertório da tour, começou a cantá-la. Os músicos se entreolharam e perceberam que não tinha jeito, e atenderam o pedido. E Hogarth comandou a galera no coral.

Outra situação em que o público comandou o setlist foi no Bis, que havia começado com "The Invisible Man". "Easter", o maior hino da fase Hogarth, também não estava nos planos da banda, tanto que não foi tocado em São Paulo; mas foi exigida por gritos, e a vontade da maioria prevaleceu, para a felicidade da democracia dos bons sons.
A única coisa que tenho a reclamar é a posição do baterista Ian Mosley, que o deixou bastante escondido. Era difícil vê-lo e mais ainda fotografá-lo. E isso tudo era piorado pelos vários pratos enormes presentes na frente de sua bateria.

SETLIST:

1- Splintering Heart
2- Slainthe Mhath
3- You're Gone
4- Sounds That Can't Be Made
5- Beautiful
6- Power
7- Fantastic Place
8- Kayleigh
9- Lavender
10- The Great Escape
11- Afraid Of Sunlight
12- Neverland

Bis:
13- The Invisible Man
14- Easter
15- Sugar Mice

2 comentários:

  1. Gostaria muito de ter ido ao Show, não fui por falta de compania , infelizmente algumas pessoas não sabem apreciar belas canções como estas.

    Alessandra Duarte

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    Respostas
    1. Oi Alessandra,
      já foi o tempo em q perdia shows por falta de compania. Quando estou afim e não tem ninguem pra ir comigo, vou sozinho amarradão.
      Mas te entendo.
      O foda é que se fosse pra ir pra show de pagode ou baile funk ia ser mole arrumar comapnia, né?
      Beijo

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