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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

FAB - A INTIMIDADE PAUL McCARTNEY - Por Mellissa Martins

A idéia inicial era que a nossa colaboradora especial Mellissa Martins escrevesse uma resenha por mês, sobre livros biográficos de estrelas da música. Março foi Eric Clapton, Abril teve Ozzy Osbourne, Maio foi a vez de Keith Richards. Aí vieram Junho, Julho, Agosto e Setembro, e nada de novos posts da Mell. Mas a espera valeu a pena, pois dessa vez Mellissa escreve sobre "FAB - A INTIMIDADE PAUL McCARTNEY", que distrincha a vida e a carreira daquele que é considerado o maior artista vivo.
FAB - A INTIMIDADE PAUL McCARTNEY
Autor: Howard Sounes 
Editora: Record / Best Seller
Ano de Lançamento: 2011
Número de Páginas: 699
Preço médio: 55,90

Ufa! Demorei mas terminei!!! Depois de 4 longos meses de leitura, consegui, enfim, terminar de ler biografia do Grande Homem! Foram quase 700 páginas de viagem pela vida do homem que ajudou a revolucionar a história da música. Escrita pelo biógrafo Howard Sounes (traduzido por Patrícia Azeredo), o mesmo responsável pelas memória de Bob Dylan. Essa biografia conta a história de Paul James McCartney, em duas partes: Antes e depois dos Beatles, falando de sua origem escocesa, da família humilde,dos amigos, a batida história do fim do quarteto de Liverpool e tudo ao redor da vida desse grande astro.
Não sei você, mas eu sempre tive a impressão de que Paul era a candura em pessoa, o verdadeiro anjo entre os 4 moços dos Beatles. Acho que meu coração ingênuo se deixou levar por seus olhinhos tristes e caídos... Mas, não só eu, caro leitor, aposto que poucos imaginaram que nosso ídolo fosse um duro homem de negócios, muitas vezes arrogante, mimado e cheio de si, conforme Howard retratou em seu livro. Segundo ele, o ex-Beatle se mostrou um homem extremamente grosseiro em várias situações, inclusive em uma entrevista dada sobre a fatídica morte do parceiro John Lennon, em que ele declarou em rede mundial que a morte do amigo “foi um saco”. Mas, venhamos e convenhamos, com toda a atenção que ele recebia da mídia, não tem jeito de ser um Gentleman o tempo todo, afinal, ninguém é de ferro e paciência tem limite.
Mas, é lógico que ele não era só arrogância, Paul muitas vezes foi um homem generoso, ajudando parentes e amigos, como por exemplo, a pensão que ele disponibilizava para a “parentada”.
Depois de passar tanto tempo com ele, já me sinto íntima para falar o quanto achei difícil ler esse livro, a linguagem foi meio arrastada. Ou sei lá, talvez por não ser uma autobiografia, a mensagem tenha sido passada de forma diferente, eu sou obrigada a ver, pelo ponto de vista de outra pessoa (não que o que ele diga não tenha fundamento), tipo um telefone sem fio, entende?
Já disse outras vezes que me interesso de verdade é pela vida pessoal do artista e não tanto pelos acontecimentos da vida profissional. Sou fofoqueira, eu admito! Fiquei muito encantada pelo seu amor por Linda, ele realmente devia ser devotado àquela mulher! Apesar das más línguas dizerem que ela era uma “groupie”, McCartney não estava nem aí, casou-se com ela assim mesmo, inclusive fez parte da sua vida profissional, mesmo que ela não fosse exatamente talentosa para a música, a manteve como parte dos Wings por bastante tempo e também na carreira solo.
Tudo parecia de contos de fadas, a imagem de família de comercial de margarina era passada para todos os meios, compunha belas canções inspiradas em seu cotidiano e, especialmente em sua paixão pela esposa (quem ouviu My Love, sabe). Tudo parecia perfeito para Paul, até que a notícia do câncer da mulher e sua morte em 1998, depois de 29 anos de casados e 4 filhos (contando com Heather, filha de Linda adotada por ele).
Passado o luto, em 2002, McCartney se casa com Heather Mills, uma ex-modelo deficiente que Howard pintou como se fosse uma golpista, mas, o Grande Homem, muito impressionado com sua coragem, ativismo em prol dos animais e peitos enormes, por assim dizer (homem é tudo igual mesmo!).
Contudo, apesar de todas as sugestões de fãs e algumas especulações de críticos de que Heather estava "buscando o pote de ouro," tudo não passava de especulação e boatos, pois o simpático e educado ex-Beatle rebateu no mesmo dia, no seu portal da Internet, as sugestões de que ela, Heather Mills McCartney, só tinha se casado com ele "por dinheiro" e chamou-a de uma "pessoa generosa”. Até os filhos eram contra, tanto que nem foram ao casamento.
Passado o ‘inferno astral’ Paul conhece a empresária Nancy Shevell, cujo vestido de noiva, Stella McCartney, filha de Paul e Linda, desenhou. Que diferença, né? E para ela compôs a bela “My Valentine”.
Enfim, a verdade é universal: Paul McCartney, sem dúvida, é o maior artista de todos os tempos, sua música revolucionou a história e é referência para muita gente. A leitura em si não foi tão bacana, mas, para mim, foi gratificante saber mais da vida desse homem talentoso que tanta gente ama e que eu aprendi a admirar.

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