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quarta-feira, 2 de junho de 2010

CELSO BLUES BOY GRAVA ÁLBUM DE INÉDITAS TENDO DETONAUTAS COMO BANDA DE APOIO



Nã gosto dos Detonautas, mas tenho que admitir que os caras mandaram bem; são a banda de apoio no novo CD da lenda da guitarra Celso Blues Boy.
Se conheceram num show de Celso em que o cantor Tico Santa Cruz, pediu pra dar uma canja. Blues Boy estranhou, porque não o conhecia. Tempos depois, os dois se reencontraram na estrada, em Garanhuns (PE), quando veio o inusitado convite para gravar um disco de inéditas com a banda. Em fase final de mixagem, o CD foi batizado de "Por um monte de cerveja".
Combinaram que iriam gravar aos poucos, sempre que a agenda de Blues Boy o trouxesse ao Rio, e o estúdio Mobília Space, em Jacarepaguá, do baterista Fábio Brasil, estivesse à disposição. Para conduzir o trabalho, um velho companheiro de estrada: o baixista e produtor Roberto Lly, ex-Herva Doce. As gravações começaram no dia 6 de abril, quando um dilúvio castigou o Rio de Janeiro.
No auge, no fim dos anos 80, Celso ganhava por show o equivalente a um carro popular. Transformou um amigo em empresário e combinou que este guardaria 70% de todo o dinheiro que recebia para quando "se cansasse da vida de noitadas, mulheres e cerveja". Quando achou que era hora de realizar seu sonho de morar em Joinville e ter uma vida bucólica, descobriu que o "amigo" havia fugido para Portugal com seu dinheiro e abandonado, além dele, a mulher e os dois filhos.
Há 14 anos em Joinville (SC), onde passou boa parte de sua infância e adolescência, Celso Blues Boy leva uma vida pacata, em uma chácara, cercado de passarinhos, livros, amigos, cervejas e sua velha guitarra. No toca-discos, muito rock'n'roll dos anos 70. Avesso a modernidades, ele sabe muito pouco sobre o que produzem os roqueiros de hoje, e não gosta das coisas que conhece. Por isso o encontro soa ainda mais inusitado.
Mas ele mesmo explica: "Eu não sou de alimentar tristeza, mas confesso que estava chateado por não sentir um reconhecimento dos jovens. Quando recebi o convite, achei que iriam pegar a minha música e transportar para uma linguagem moderna, o que me incomoda um pouco. Mas encontrei músicos excelentes, que conhecem a minha linguagem e foram generosos ao entrar no meu universo".

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