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terça-feira, 20 de setembro de 2011

PEARL JAM - TWENTY, A EMOCIONANTE SAGA DE UMA BANDA DE ROCK

Cameron Crowe é o diretor de alguns dos meus filmes favoritos: "Quase Famosos" e "Vanilla Sky". Antes de ser roteirista e diretor de cinema, Crowe era jornalista especializado em Rock, que começou muito jovem sua carreira acompanhando bandas de Rock, como Led Zeppelin. Ele cresceu ouvindo discos de rock (sua história é contada de forma romântica e ficcional no já citado “Quase famosos”).
Cameron estava em Seattle no final dos Anos 80, e viu o surgimento da promissora banda chamada Mother Love Bone. Liderados pelo carismático vocalista Andrew Wood. O grupo ameaçava trilhar o caminho do sucesso, quando Andrew morreu de overdose, os músicos remanescentes pensaram em desistir do sonho. Até que resolveram seguir em frente, e os Deuses do Rock os uniu a um surfista californiano de voz rouca, sim amigos, ele mesmo: Eddie Vedder.
Assim começa “Twenty”, que conta a saga triunfante do Pearl Jam, num documentário dirigido por Cameron Crowe, que acabei de assistir hoje em sessão única. O longa foi exibido em várias cidades do mundo, por uma noite apenas. Três dias depois o filme entrará em cartaz por uma semana em alguns mercados-chave. Em outubro, o DVD chega às lojas.
Crowe teve a sua disposição para criar o documentário mais de 1.200 horas de imagens raras e nunca vistas, mais de 24 horas de entrevistas recentes com a banda e muitas apresentações ao vivo. Além disso, teve a vantagem de ser amigo pessoal dos integrantes e de ter acompanhado de perto toda a carreira do Pearl Jam.
Toda a incrível trajetória é contada de forma emocionante, desde do encontro do guitarrista Stone Gossard e do baixista Jeff Ament, que plantaram a semente da banda, até os dias atuais, onde o Pearl Jam carrega o status de Lenda do Rock.
Todos os capítulos da saga são mostrados: o sucesso imediato com o álbum "Ten", quando se tornaram queridinhos da MTV; o auge das bandas de Seattle e a onda do Grunge; a antipatia e as pazes com os integrantes do Nirvana; a morte de Kurt Cobain; a briga com a Ticketmaster; a trágica morte de fãs esmagados num show na Dinamarca; as trocas constantes de bateristas. Cada acontecimento é contado de forma divertida e empolgante, o que é mérito de Crowe, que costurou tudo com seu talento de roterista ganhador de Oscar. Há momentos hilários, como Eddie Vedder no começo da carreira e no auge do sucesso, se arriscando a 15 metros de altura, dependurado em cima do palco, deixando os outros integrantes apreensivos, durante várias apresentações ao vivo pelo mundo.
Apesar de achar os últimos discos do Pearl Jam bem chatos (na verdade eu só gosto mesmo do primeiro), tenho muito respeito por eles. São uma banda indiscutivelmente íntegra, que nunca se rendeu a jogadas de marketing, e sempre foram fiéis a seus princípios.
“Twenty” é altamente recomendável, e ainda serviu como aquecimento para os shows do Brasil em novembro. E eu já garanti minha presença na Apoteose.

Confira o trailer oficial:

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