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segunda-feira, 15 de março de 2010

13 de Março de 2010 - A-HA NO CITIBANK HALL


Meu irmão é um cara que apesar de ter muito talento, e de conhecer muita coisa sobre música, sempre se embanana e acaba trocando o nome das bandas. Além disso, apesar de gostar de Rock, ele tem predileção por coisas que vão mais pro Pop, e algumas até bastante melosas. Muitas das vezes em que eu o sacaneio por um desses motivos, ele vem com a seguinte resposta:
"- Junior, fica na sua, que você gosta de A-ha!"
E realmente, sempre gostei do popzinho careta desses noruegueses. E comparando com as coisas que ouço, chega a destoar. Pode-se dizer que A-ha é um dos meus pontos fracos, talvez revele outros em novas postagens, ou quem sabe, já mostrei em algumas anteriores...
Em 1988, cursava no colégio o que era conhecido como Ginásio, e ouvia quase todo dia, geralmente na volta da escola, a música "Stay on These Roads" (primeira faixa do terceiro LP, com o mesmo nome), normalmente pensando em alguma menina da sala por quem mantinha amor platônico. Esse disco tinha no mínimo seis hits que tocavam nas rádios sem parar.
No ano seguinte, se apresentaram na Apoteose, e não me lembro ao certo o motivo de não ter ido no show. Em 2001, tocaram na noite de maior público da segunda edição do Rock In Rio, só que nessa época eu já estava totalmente sugado pelo som mais pesado, mas não deixei de acompanhar a transmissão pela TV.
Os anos se passaram, e fui trocando a minha já extensa coleção de LPs por CDs, e fui me esquecendo e deixando de lado o A-ha. Pra exemplificar, não tenho nenhum de seus CDs ou DVDs, apenas dois vinis.
Tomado por uma grande nostalgia, resolvi conferir o show do Rio da 'Farewell Tour'. Acho essa história de "Turnê de despedida" uma grande cascata: Ozzy todo ano anuncia seus últimos shows, e está sempre na estrada; e o Simply Red já tinha dado adeus numa apresentação no Citibank Hall no ano passado, e vai voltar à casa em 2010. Então, o trio da terra do bacalhau, ainda deve voltar pra encher o bolso em palcos brasileiros.
Com cerca de 7 mil espectadores, a maioria de balzaqueanas e quarentonas muito bem maquiadas e vestidas, loucas pra conferir se o vocalista Morten Harket (49 anos) ainda é o mesmo dos posters que enfeitavam as paredes de seus quartos, quando eram ingênuas adolescentes. E não é que o cara continua inteirão! Como se fosse conservado em formol. É claro que o tempo passou, mas não fez grandes estragos no seu visual, da mesma forma que com seus companheiros Paul Waaktaar-Savoy (guitarra) e Magne Furuholmen (teclados), sendo que o último cultivava ainda um pequeno "mullett" eu usava um paletó cinza com ombreiras, chegando a brincar com o público: "Sempre toco no Rio com este paletó, ele me dá sorte.". Mais anos 80 impossível!
Paul era uma figura decorativa em quase toda apresentação, já que sua guitarra ou violão eram quase sempre inaudíveis, ou não faziam a menor falta. Pois a banda, ao contrário das turnês mais recentes, optou em manter os arranjos e os climas das gravações originais, mostrando o TecnoPop dançante de belas melodias que colam no ouvido, que os consagraram e os deram fama mundial e dinheiro. Contando com os músicos de apoio Erik Ljungren (teclados e ocasionalmente contra-baixo) e Karl-Oluf Wenneberg (baterista que usando uma bateria acústica trigada, reproduzia as batidas eletrônicas com fidelidade). Com essa proposta achei que faltou peso, principalmente pela ausência de baixo na maioria das canções, e de um som de bateria de verdade. Mas o grande público, não está nem aí pra isso...
O show começou com vinte minutos de atraso, com a introdução do compositor clássico norueguês Edvard Grieg. Gritos histéricos na platéia anunciaram a entrada dos veteranos galãs escandinavos, e abriram com "The bandstand", e "Foot of the mountain" na sequência, ambas do disco lançado em 2009. Mas a galera só se animou mesmo a partir de "The Blood That Moves the Body", um dos sucessos daquele LP que ouvia aos 12 anos. E por instante parecia que tinha voltado a essa idade quando começou a baladona "Stay on These Roads", aonde pude comprovar que Morten ainda é um grande cantor, conseguindo alcançar todos os agudos da canção. É verdade que se movimenta pouco, ficando a maior parte do tempo paradão, mas compensa com carisma e bela voz.
Furulhomen era o mais empolgado, e era o responsável por se comunicar com o público, alternando frases em português e inglês, agradecendo e pedindo a participação de todos.
No fundo do palco havia um telão, aonde apareciam imagens relacionadas com as músicas quer eram executadas, como quando o logo do A-ha se misturou co o do espião mais famoso dos cinemas, já que "The living daylights" foi trilha sonora do filme "007 marcado para morrer", de 1987.
Com o trio sozinho no palco levaram "Early Morning" de 1990. Com Paul e Furulhomen nos violões levaram "You are The One", talvez seu o maior sucesso no Brasil, que não tocavam ao vivo a bastante tempo. Foi bacana ve-los numa sonoridade mais cru, aonde ficaram destacados os belos vocais dos três. Da mesma forma na cover do Everly Brothers de 1962, "Crying in the rain", aonde os outros músicos entram no meio da múisca, executando o arranjo da gravação do disco “East of the sun West of the moon”.
Voltam aos beats eletrônicos na recente, "We’re Looking for the Whales", intercalada por cinco sucessos das antigas: "Scoundrel Days", "The Swing of Things", "Manhattan Skyline", "I’ve Been Losing You" e "Cry Wolf", eles deixam o palco. Todos sabiam que voltariam, e abrem o Bis com "Train of Thought", que apesar de ter sido gravada na década de 80, não é muito conhecida. Ao contrário da balada "Hunting High and Low"; me amarrava no clipe dessa música, e achava impressionante os efeitos especiais que transformavam Morten em leão, águia e tubarão.
Não sei se foi impressão, mas achei que foi tocada com uma certa pressa, perdendo um pouco a suavidade da canção. Mas foi a que contou com o coro mais forte do público presente.
Todo mundo dançou pra valer em "The sun always shines on TV", e ninguém entendeu nada quando a banda se despediu e saiu mais uma vez do palco.
Num coro desesperado e inflamado pedindo "Take on Me". Claro que eles não iriam terminar o show sem tocar a música que lançou o A-ha no mundo inteiro em 1985. Tenho que admitir que é uma música irresistível, que mesmo sendo datada, diverte e anima, e tem um ar de jovialidade, talvez explicada pela ingenuidade da letra, e pelo arranjo deliciosamente pop.
As frases no Telão: "Brasil para Sempre" e "Obrigado Rio de Janeiro" anunciaram o término definitivo da apresentação.


>SETLIST:
The bandstand
Foot of the mountain
Analogue
Forever Not Yours
Minor Earth Major Sky
Summer Moved On
Move to Memphis
The Blood That Moves the Body
Stay on These Roads
The Living Daylights
Early Morning
You Are The One
Crying in the Rain
Scoundrel Days
The Swing of Things
Manhattan Skyline
I’ve Been Losing You
We’re Looking for the Whales
Cry Wolf

Bis 1
Train of Thought
Hunting High and Low
The Sun Always Shines on TV

Bis 2
Take On Me

7 comentários:

  1. Nossa, revivi tudo de novo, grande escritor, adorei! bjus

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  2. As Fotos foram tiradas pela grande fotógrafa Mellissa Martins de Santana.
    Com certeza estariam melhores, se a renomada fotógrafa não estivesse babando tanto pelo Morten Harket

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  3. Oi Lana,
    o grande escritor é por sua conta...
    Obrigado.
    Foi bacana encontrar você no Show.
    Beijão

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  4. Agora que vi essa resposta do meu comentário... Babando?? Tá de sacanagem? Não babei por ele, simplesmente admirei sua beleza e ótima voz =D

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  5. Foi muito bom esse dia. Participei do Backstage e não pude ficar em frente ao palco com meus amigos e minha esposa. A foto abaixo, foi tirada por mim e ele está rindo para o grupo de amigos meus. Muito legal! Nunca esqueceremos dessa Turnê.

    https://fbcdn-sphotos-a.akamaihd.net/hphotos-ak-snc6/149127_499183313658_597473658_7125682_2991490_n.jpg

    Valeu pelo post. Um Abraço! Quissak

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  6. Oi Quissak,
    muita bacana a sua foto
    Grande abraço

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