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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

QUEM FALOU QUE IR À SERRA SÓ É BOM NO INVERNO? - FERIADÃO EM PENEDO

Depois da lamentável tragédia nas cidades de Friburgo, Petrópolis e Teresópolis, estava quase desistindo  da viagem a Penedo; afinal também é uma região de serras, apesar de ser bem distante das regiões afetadas.
Com o hotel já reservado, decidimos ir, e não nos arrependemos. Penedo fica a menos de 200Km do Rio de Janeiro, com acesso bem fácil, numa viagem bem rápida, principalmente quando não se pega trânsito na Dutra no trecho que passa pela Baixada Fluminense; o que infelizmente não foi o nosso caso, porque ficamos parados no congestionamento por quase uma hora, até chegarmos em Nova Iguaçu.
Chegamos na cidade na quinta-feira, por volta das 15h. Ficamos no Hotel Vilar Formoso, localizado próximo ao centro. Aconchegante, e charmoso pela simplicidade, e com caprichado café da manhã incluído na diária.
Resolvemos sair só pra jantar, e passeando com o carro, vimos uma placa que indicava a direção do Restaurante Koskenkorva. Fiquei curioso porque conhecia um excelente restaurante com o mesmo nome em Jacarepaguá, que infelizmente não existe mais; e cheguei a estudar no segundo grau com o filho dos donos.
Guiados pelas placas, chegamos ao Koskenkorva, que fica quase em frente a famosa Pousada Suarez. Especializado em comida finlandesa e alemã, mas que oferece também 60 pratos diversificados entre trufas, salmões, vegetarianos e grelhados, possui dois ambientes. Num belo cenário, enfeitado com belas esculturas de madeira, com visão para o Rio das Pedras.
A noite estava maravilhosa, pra completar o garçon acendeu as velas do castiçal; mais romântico impossível.
Pedimos um prato que vinha um pouco de cada coisa do que a cozinha alemã tem de melhor: 3 tipos de salsichas com temperos finos, chucrute (repolho refogado com cerveja), croquetes de carne deliciosos, eisbein (joelho de porco), e carré, acompanhados de batatas filandesas, arroz com brócolis e mostarda. Uma delícia!
Perguntei ao garçon se o estabelecimento tinha algo a ver com o Koskenkorva de Jacarepaguá. Ele respendeu que tudo, pois o de lá era o original, que o casal de donos se separaram, a esposa ficou com o do Rio, e o marido com de Penedo. Mais tarde a ex-mulher vendeu o restaurante e atualmente trabalha com turismo na embaixada da filandesa. Quando contei que era amigo do filho do dono, o rapaz ficou super feliz, e foi chamar Martti Vartitta, o simpático e bonachão propetário da casa. Alegre e divertido, ele conversou bastante com a gente, e juntos demos boa gargalhadas. De repente, assim do nada, caiu um temporal daqueles. Comecei a ficar preocupado, imaginando que poderia não conseguir voltar ao Hotel. Mas jantamos sem pressa, nos despedimos, e fomos pro carro encarar a chuva. Graças a Deus, meia hora depois a tempestade foi perdendo força, e no dia seguinte nem parecia que tinha chovido, pois o sol brilhava intensamente.
Acordamos, tomamos um gostoso café da manhã, e fomos conhecer as belezas da cidade. Pegamos informações com o recepcionista, que nos ensinou o caminho para as cachoeiras.
Paramos logo na primeira que localizamos. Lugar belíssimo, com várias pequenas cachoeiras, com tobogãs naturais, e famílias se divertindo, e alguns "farofeiros" que não deixaram de levar o frango, a maionese, o isopor, e o pagode nas alturas.
Apesar desses vizinhos pitorescos, e da água geladíssima, deu pra curtir bastante, e só saímos quando a fome apertou. Descemos para o Centro, e almoçamos no Bucanero. Pedimos uma moqueca de camarão, que nós classificamos apenas como boa.
Depois andamos pela cidade, conhecemos a "Casa do Papai Noel", e experimentamos os deliciosos sorvertes filnadeses artesanais. Recomendo o de nozes.
No dia seguinte, fomos para a Cachoeira de Deus, claro que antes rolou aquele café da manhã reforçado. Pra chegar nessa cachoeira, o acesso é mais difícil, entra-se numa pequena trilha na mata, mas nada muito complicado. E vale muito a pena... Um paraíso.
Aproveitei pra exercitar meu talento como fotógrafo da Natureza. Confira (Rsss):
Nessa as quedas d'água são maiores e mais bonitas, e as pedras são bem mais escorregadias, tomei um tombaço, mas nem fiquei envergonhado, porque raros foram os que não cairam de bunda na pedra.
Fechamos o sábado, jantando num rodízio de japonês bem bacaninha. Voltamos pro Rio no domingo, por volta do meio dia, mas com a promessa de voltarmos. Recomendo muito visitar essa região no verão, que é considerado período de baixa temporada, onde tudo é mais barato. Sei que deve ser gostoso curtir o frio da Serra no inverno (na alta temporada), mas foi uma delícia curtir o sol, as cachoeiras, os restaurantes, o bonito e charmoso Centro, e as noites de verão em Penedo.
EU E MELL PEGANDO UM SOLZINHO GOSTOSO...

6 comentários:

  1. Corrigindo: Pousada Suarez! rsrs

    Acho que Penedo não deixou nada a desejar, já que é um lugar "bom" pra visitar no Inverno. Fala sério, o que era aquele sol lindo e quente que estava fazendo no fim de semana?

    Agora, acho que "mais barato" não é não... Aquele japonês era bem carinho e fraco, a muqueca tb. O melhor disparado foi o Koskenkorva, fresquinho, silencioso, romântico... Uma delícia! Adorei de verdade =)

    Bjs

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  2. Da próxima vez, visite Conservatória. Chegue sexta à noite e volte domingo a tarde. Curta seu jantar com deliciosas músicas tocadas por excelentes violeiros.

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  3. Oi Mell, já está corrigido.
    O que eu falei foi que era mais barato visitar Penedo no verão, pq é baixa temporada. Não falei q o rodízio japonês foi mais barato, disse que foi bacaninha.
    Com certeza, o melhor jantar foi no Koskenkorva, sem comparações.
    Bijo

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  4. Ah, esqueci de agradecer por não ter publicado meu tombo ridículo! hahahaha

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  5. Bobagem... Eu também caí feio pra caramba...

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