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domingo, 12 de setembro de 2010

11 de Setembro de 2010 - PETER FRAMPTON NA HSBC ARENA (RJ)


Peter Frampton foi um dos maiores nomes dos anos 70. Fez parte do Humble Pie, importe banda inglesa, e apartir de 1972, fez sua estréia solo como o disco "Wind Of Change".
Teve sua explosão comercial em 1976, com "Comes Alive", o disco ao vivo mais vendido de todos os tempos, que ganhou seis discos de platina, e transformou Frampton em fenômeno mundial, graças a mega-hits como "Show Me The Way " e "Baby, I Love Your Way".
Após lançar o álbum "I'm in You", ele sofre um sério acidente automobilístico, e enquamto se recuperava atuou ao lado dos Bee Gees no filme "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", que foi um fracasso retumbante.
Pra piorar tudo, ele flagrou sua esposa e musa com outro cara em sua própria cama, e descobriu que seu empresário o roubava, e o deixara falido.
Isso tudo o abalou psicologicamente e profissionalmente. Suas vendagens cairam, e acabou ganhando um certo ostracismo. Em sua retomada teve ajuda de gente como David Bowie e do diretor Cameron Crowe ("Quase Famosos" e "Vanilla Sky").
Então eis que finalmente, estava eu prestes a assistir pela primeira vez a um show de Peter Frampton, um dos primeiros guitarristas a chamar minha atenção desde que sou criança, quando meu pai colocava pra tocar o LP "Comes Alive", e eu ficava encantado com o efeito "talk box", aonde ele fazia literalmente a guitarra falar.
Acompanhado por Rob Arthur (teclados, guitarra e backing vocal) e John Regan (baixo), Adam Lester (guitarra) e Dan Wojciechowski (bateria), Peter Kenneth Frampton mostrou que seu talento continua intacto, e que sem dúvida se trata de um verdadeiro "Guitar Hero".
Ele não é mais o super galã da década de 70, e também não possui mais a longa e loira cabeleira cacheada, que foi substituída por poucos cabelos brancos numa acentuda calvície. Vestindo uma camisa preta com o símbolo hippie "de paz e amor", ele abre com "
Four Day Creep", canção do Humble Pie. O engraçado foi que ele ameaçava cantar a música, mas era interrompido primeiro por Rob e depois por Adam, até que finalmente ele entra com sua voz, que mantém o mesmo timbre, apesar de não ter a mesma força.
Na sequência três canções presentes no aclamado álbum ao vivo,"It's a Plain Shame", "Show Me The Wa" (em versão bem diferente da original) e a bela balada "Lines On My Face" (que teve direito a intro com belíssimo solo de guitarra), que fizeram os saudosistas se emocionarem.
Antes de tocar a nova "Restraint", Frampton pega a capa do LP do seu novo trabalho "Thank You Mr.Churchill", e pergunta quem já tinha comprado o disco. Sempre muito bem humorado, falando frases em português, e mostrando que acima de tudo estava se divertindo muito.
Foi basicamente um show de guitarrista, aonde nos brindava com sua pegada e seu bom gosto. Seu estilo limpo, o coloca na estirpe de músicos como Eric Clapton, George Harrison e Mark Knopfler. Mesmo sendo um virtuose, ele prefere investir na onda do feeling, e se preocupa em fazer solos que sejam bonitos e gostosos de ouvir. E nota-se que em muitas vezes improvisa, e dá gosto ver que em seus belos fraseados não têm nenhuma nota errada ou fora do lugar.
Presente no repertório vários temas como "Float", "Boot It Up" e "Double Nickels" do seu excelente disco instrumental "Fingerprints".
Rob Arthur sola em seu teclado, numa espécie de introdução para "I Wanna Go to the Sun", que trouxe na sequência o rockabilly instrumental do CD "Sounstage". Um dos pontos altos do show foi sua versão instrumental para "Black Hole Sun" do Soundgarden, arrepeiante!
Na posse de seu violão ele tocou a doce "Nassau" que serviu de abre alas para "Baby, Your Love Away", momento aonde o coral da paltéia da Arena soou mais alto.
"Do You Feel Like We Do", outro hino de "Comes Alive" fechou a apresentação.
É claro que todos sabiam que haveria Bis, mas a surpresa foi Peter tocar "Breaking All The Rules", canção que ele não inclui em seu setlist há muitos anos. E foi foda demais, afinal todo mundo no Brasil adora essa música desde o comercial de cigarro da Hollywood.
Particularmente achei que o andamentos de grande parte das músicas (principalmente na última) estava mais lento do que original, mas nada que estragasse, e que era compensado pela empolgação de Frampton.
É verdade que faltou "I'm In You", e que o show poderia ser mais longo, mas poder assistir essa lenda em ação é um verdadeiro privilégio. Foi uma noite especial, e Peter Frampton prometeu não demorar a voltar ao Brasil.
Celso Fonseca, compositor, cantor e fera na guitarra, curtia o show bem perto de onde eu estava, no fim, ao encontrar alguns amigos, declarou: "O cara ainda tá em forma!". Mas o relato mais interessante foi o de sua mulher: "Com uma mão ele toca e com a outra ele humilha".
Aproveito para agradecer as belas fotos feitas e cedidas por Lula Zeppeliano.
SETLSIT:
  1. Four Day Creep (Humble Pie)
  2. It's a Plain Shame
  3. Show Me The Way
  4. Lines On My Face
  5. Restraint
  6. Float
  7. Boot It Up
  8. Double Nickels
  9. I Wanna Go to the Sun
  10. Off The Hook
  11. All I Wanna Be (Is by Your Side)
  12. Black Hole Sun
  13. Nassau
  14. Baby I Love Your Way
  15. Do You Feel Like We Do

BIS:

  1. Breaking All the Rules

4 comentários:

  1. Foi maravilhoso, o vi pela 1º vez em 1983, quando eu ainda tinha 14 anos, hoje, aos 41 anos em 2010, o vejo de novo (não podia perder, sou muito fã de Peter Frampton), pra minha surpresa tocou Breaking All The Rules que não tocava há anos. I Give Money, grande sucesso também do Comes Alive,foi uma das que faltaram, mas mesmo assim foi arrepiante ver Mr. Frampton botando pra f.... reviver,, afinal quem com mais de 35 anos pelo menos, não curtiu um namoro ao som de Baby I Love Your Way ou curtiu Show Me The Way e vibrava quando rolava o comercial do Hollywood tocando Breaking All The Rules? Grande show e com amigos, melhor ainda, longa vida ao bom e velho Rock and Roll. Parabéns Zé Carlos pela ótima postagem!!!!

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  2. Breaking all the rules ele tocou de tanta
    gente pedir antes dele vir ao Brasil lá na página dele do Facebook onde ele interage com os fâs.

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  3. Oi Sandra,
    que bom que hoje em dia existem essas ferramentas pra aproximar os fãs do artista. Nada mais justo que os fãs sejam atendidos, afinal pagamos caro pelo ingresso.
    Obrigado pela visita e pela informação
    Beijão

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