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quarta-feira, 2 de março de 2011

15 ANOS DA MORTE DOS MAMONAS ASSASSINAS

Há exatos quinze anos, o Brasil perdia um dos seus maiores fenômenos musicais: os Mamonas Assassinas. Todos os integrantes da banda morreriam num terrível acidente aéreo.
Com uma trajetória meteórica, com apenas um álbum lançado, em 1995, venderam mais de 2,5 milhões de CDs. Os cinco garotos de Guarulhos: Dinho (vocal), Bento Hinoto (guitarra), Júlio Rasec (teclado), Samuel Reoli (baixo) e Sérgio Reoli (bateria) emplacaram quase todas as suas músicas nas paradas de sucessos, e conquistaram o país inteiro, atingindo todas as faixas etárias e classes socias.
Antes da fama o grupo se chamava Utopia, e era especializado em tocar covers de bandas como Titãs, Legião Urbana, Metallica, Guns N'Roses e Rush. Mais tarde começaram a compor e lançaram um CD independente que vendeu pouco mais de 100 cópias.
Aos poucos, começaram a perceber que em suas apresentações, as palhaçadas, as piadas contadas e as imitações feitas por Dinho, e músicas de paródia eram mais bem recebidas pelo público do que os covers e as músicas sérias. Até que através de um show em uma boate em Guarulhos, conheceram o produtor Rick Bonadino. Decidiram, então, mudar o perfil da banda, a começar pelo nome, "Mamonas Assassinas do Espaço", criado por Samuel Reoli, mais tarde reduzido para "Mamonas Assassinas".
Rafael Ramos, baterista do Baba Cósmica (autores de "Sábado de Sol") e filho do diretor artístico da EMI, João Augusto Soares, insistiu e convenceu o pai na contratação dos Mamonas, e após assistir uma apresentação do grupo em Abril de 1995, João Augusto assinou contrato com a banda. O sucesso foi quase instantâneo.
Extremamente engraçados e carismáticos, viraram sensação em programas de auditórios e em shows completamente lotados, com um dos cachês mais altos da época, transformando os garotos humildes em PopStars bem sucedidos.
Não eram simplesmente humoristas que faziam músicas, eram excelentes músicos, com destaque para o guitarrista Bento. Como tocava aquele japonês!Todo mundo tinha aquele CD, e não lembro de ninguém que não gostasse dos Mamonas. Dos mais exigentes consumidores de músicas, aos que vão sempre na modinha; dos Rockeiros cascudos aos pagodeiros mauricinhos; da criançada aos mais coroas: todos se amarravam.
A morte trágica de seus cinco integrantes causou comoção em todo o Brasil, embalada pela recente morte de Ayrton Senna em 1994. As emissoras de TV, em especial Globo e SBT, usaram de sentimentalismo barato e sensacionalismo durante a cobertura do acidente e do funeral, naquela política de que pra aumentar a audiência tudo é válido.
Pelo altíssimo grau de popularidade, e pelo excesso de exposição nos meios de comunicação, pode ser que hoje em dia alguém renegue os Mamonas Assassinas. Mas peço um esforço de esquecer os preconceitos e forçar a memória, pra responder se alguém não os adorava.
Infelizmente não deixaram gravados mais nenhum material, além da versão para "Twist and Shout" ("Não Peide Aqui Baby"), e um registro do áudio de uma de suas apresentações, que foi lançado em CD.
A produtora Tatu Filmes lançará o documentário "Mamonas, Pra Sempre", que conta a trajetória do grupo desde os tempos de Utopia. Concluído desde 2009, ano em que foi exibido na Mostra de Cinema de São Paulo e no Festival CineMúsica de Conservatória, o filme será lançado oficialmente no dia 27 de maio nos cinemas.
Assista ao trailer de "Mamonas, Pra Sempre":

4 comentários:

  1. po cara eu gostava do Utopia!Achava bem legal!Ah e eu tb gostava de Mamonas sem vergonha d assumir!haha Fazem falta pq eles incentivavam a criançada a gostar de rock, hj isso faz mt falta!

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  2. Oi amigo!!!!
    Olha realmente foi uma tragédia que até hj o país não se esqueceu....porém...não curto esse tipo de som q eles faziam...ótimos músicos...Dinho cantava super bem , mas "musicas duplo sentido"pra mim não rola...

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  3. Oi Dr Gustavo, vc tocou num ponto importante, concordo com vc
    Abraço

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  4. Oi Dani,
    duplo sentido também não é muito meu estilo. Mas abro exceções com louvores para o Ultraje à Rigor, Velhas Virgens e para os Mamonas.
    Beijo

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