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domingo, 26 de junho de 2011

SÉTIMO DIA (Parte 2) - LIVERPOOL, OS SONHOS NÃO ENVELHECEM

Chegando na estação de Liverpool pegamos um táxi até o Hotel Ibis. O taxista nos mostrou que Filho da P... tem em todo lugar. Ao dar o troco, ele encheu minha mão com moedas. O problema que as moedas de libra não tem números, os valores são escritos em letras miúdas, e os tamanhos não tem muita lógica. Assim, enquanto contava o troco, o cara foi embora, nos deixando com o prejuízo de 10 Libras.
Mas deixando isso pra lá, estava realizando um dos maiores sonhos da minha vida: conhecer a Terra dos Beatles.
Deixamos nossas malas no Hotel, e fomos dar uma volta nas proximidades.
Pegamos um belo dia de sol e muito frio. Um ventinho gelado que parece cortar a pele. A maioria das pessoas, turistas ou nativos, estavam bem agasalahados. Isso até chegarmos nas imediações do Echo Arena, aonde seria realizado o show da "Radio City", onde várias adolescentes com minisaias super curtos, saltos altíssimos, roupas multicoloridas, e penteados extravagentes, desfilavam em grupo.
Andamos pelo Albert Docks , que me lembrou muito Puerto Madero. Tudo muito bonito, bares, restaurantes a beira do porto, e logo vimos a Beatles Store, uma loja só de artigos relacionados aos Beatles: instrumentos, t-shirts, CDs, DVDs, brinquedos, chaveiros, e tudo que você conseguir imaginar.
Saí de lá com esses óculos escuros redondinhos à Lennon. Me falaram que fiquei igual ao John, mas também ouvi que parecia um dos irmãos Gallagher do Oasis, e houve quem disse que estava com a cara do Sergio Dias dos Mutantes.
Depois de gastar uma grana em presentes e souvenirs, fomos andar na Roda Gigante, a "London Eye" de Liverpool.
Ricardo até hoje imita o irmão mais velho, e também comprou um óculos igual, mas com lentes azuis.
Eu e Mell na Roda Gigante
Depois de um longo passeio, almoçamos num restaurante em Albert Docks, com excelente atendimento, bem diferente da maioria dos estabelecimentos de Paris. Voltamos às compras, e depois fomos pro Hotel pra tomar banho e descansar pro passeio noturno.
Pegamos um taxi, que dessa vez deu o troco certo, e fomos pro lendário Cavern Club. Antes conhecemos o Hard Day's Night Hotel (foto acima), e tiramos fotos com a estátua de Jonh Lennon.
Estava mais frio ainda, mas continuamos encontrando moças de minisaias. Mas o que mais vimos foi gente fantasiada. E não havia nenhuma data festiva pra justificar, as pessoas colocavam fantasias simplesmente pra curtir a noite.
Se você pensa que brasileiro bebe muito, precisa visitar Liverpool. Putz, os caras bebem álcool em escala industrial, e é difícil encontrar alguém sóbrio. Era todo mundo muito doido, mas muito doido mesmo.
O Cavern Club é minúsculo, e rola todo tipo de música, não necessariamente Beatles. Não entramos pois no momento em que chegamos não tinha nenhuma banda se apresentando.
Vários bares tem os Beatles como o tema, mas o som é na maioria de Dance Music, com alguns com festas no estilo Ploc Anos 80. Depois de um lanche, vimos uma dupla de japoneses que tocavam coisas como Oasis, Coldplay, Blur. O detalhe é que um dos japas tocava uma bateria em miniatura. Não demos nenhuma moeda, por causa do preju com o taxista safado
Em frente ao Cavern Club há o Cavern Pub, onde a entrada é grátis, e tinha uma banda tocando clássicos do Rock anos 60 e 70 - que saudade da Crossroads. Entramos, e o Pub é bem pequeno, mas o som é nas alturas: `Yeahh!!! Rock And Roll é assim mesmo.
Era um power trio, e os vocais eram divididos entre os 3, e o baterista também cantava (saudades da Crossroads 2). Bem bacana. Tocaram The Doors, Free, Hendrix, The Cream, Led Zeppelin. Meu irmão chorou quando no Bis levaram "I Saw Her Standing There". E foi emocionante mesmo. Só que é fã dos Beatles como nós dois pra entender.
Liverpool é aquele tipo de lugar onde sempre estive sem nunca ter ido.Cavern Pub e o Power Trio batando pra quebrar!
Nas paredes do Pub estavam expostos várias relíquias dos Beatles e de estrelas do Rock and Roll.
Um violão de John Lennon

Bateria do Ringo, baixo do Paul, e guitarras de George e John

Fotos autografadas de Phil Collins e Eric Clapton


Pele autografada da bateria de Carl Palmer do Emerson, Lake & Palmer

12 comentários:

  1. Quando fui pra Liverpool com minha família foi demais!
    Não sei pq vc não visitou a Center Rock, um bar que só toca música Indie, você passou do lado vendo seu roteiro de viagem.
    Marvin

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  2. Oi Marvin,
    não fui pra esse bar pq fiquei só dois dias em Liverpool, e foi meio corrido.
    Abraço

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  3. Que felicidade poder visitar os lugares "sagrados", né? hehe
    Vou dar uma olhada no seu Blog , com mais tempo, por que já comprei minha passagem pra fevereiro
    Bjo
    Lucinha Zanetti

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  4. Oi Lucinha, foi mágico e emocionante.
    Vale a pena vc dar uma olhada sim, pq vc poderá se programar e não perder nenhuma atração.
    Boa viagem
    Beijão

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  5. "Liverpool é aquele tipo de lugar onde sempre estive sem nunca ter ido."

    Amém

    Marina Stahl

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  6. CAraa, parabénss!!!!

    Imagino a emoção que vc sentiu!!!
    Betto Dias

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  7. Valeu Betto,
    como vc pode imaginar, a emoção foi forte, cara...
    Tive q segurar a onda pra não chorar.
    Abraço

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  8. Caramba, fiquei com água na boca, rs
    Pretendia fazer essa viagem este ano com a esposa, mas mudei os planos.
    Vou em 2012, estou salvando o seu blog, e entro em contato com você na época, para as dicas.
    Quem sabe você não vai novamente, rs
    Abraços roqueiros.
    Milton Santos

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  9. Valeu Milton!
    Será um prazer ajudar. Tenho certeza que será uma viagem inesquecível, como foi a minha.
    Quem sabe eu me animo pra ir de novo...rsss
    Abraços Roqueiros

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  10. Cara que massa! eu li tudo! e tu é a cara do sergio dias mesmo! kkkkkkkkkk
    Amaury D Carvalho

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