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sábado, 11 de maio de 2013

RICHIE HAVENS (1941 -2013) - O ADEUS AO MENESTREL DE WOODSTOCK

Em 22 de abril de 2013, morria o grande menestrel de Woodstock, Richie Havens, de enfarte, aos 72 anos.
Natural do Brooklyn, se mudou para o Greenwich Village no começo dos anos 60, se virou como pintor de retratos e poeta até que um vizinho, Noel Paul Stookey, que mais adiante integraria o trio folk Peter, Paul and Mary, o aconselhou a transformar seus poemas em músicas. Aos poucos se tornou popular e teve acesso a palcos importantes como o Fillmore West e a eventos como a abertura para shows do power trio Cream, de Eric Clapton, Ginger Baker e Jack Bruce.
Chamou muito atenção pela maneira incomum na qual tocava violão e por sua interpretação de canções alheias.
Coube a ele a honra e a responsabilidade de abrir o Festival de Woodstock, em 1969. Ele voltou ao mesmo local em 2009 durante o aniversário de 40 anos do evento. Em sua trajetória, Havens lançou vários discos, como "Mixed bag" (1967), "Something else again" (1968), "Richard P. Havens, 1983" (1969) e "Stonehenge" (1970). Seu último trabalho é "Nobody left to crown", de 2008.

Sem dúvida, para ele (e para muitos) Woodstock foi um marco importantíssimo. Ele abriu o festival às 17h, no dia 15 de agosto de 1969. Era para ser a quinta atração, mas o trânsito monstro inesperado, fez com que os artistas se atrasassem. Como Havens já estava num dos hotéis reservados para os artistas a 11 quilômetros do palco, e pelo fato de que levar equipamentos de bandas era uma tarefa muito complicada e demorada, o convocaram às pressas para entrar primeiro porque seu set era simples. Levado de helicóptero, ao lado de seu percussionista, junto ao seu violão e duas congas. O baixista Eric Oxendine, estava no engarrafamento a 30 quilômetros de distância, decidiu largar o carro e seguir a pé. Chegaria a tempo se a ordem fosse mantida, mas com a antecipação, perdeu o show.
Na raça, com a cara e a coragem, Richie Havens encarou o desafio e enfrentou a multidão: “Esta noite, um milhão de canções serão cantadas. Todas sobre a mesma coisa, que eu espero seja o que todo mundo veio ouvir. Na verdade são todas sobre vocês e eu e todo mundo que não conseguiu chegar aqui e sobre as pessoas que vão ler sobre vocês amanhã. Sim! E como vocês foram bacanas...em todo mundo, se você pode sacar o que isso significa é porque é isso mesmo!”. Estas foram suas as palavras ao subir ao palco.
Originalmente tocaria por apenas 20 minutos, mas seu show durou por quase três horas. Tentou sair oito vezes, mas o mandavam de volta. Seu repertório tinha 3 canções dos Beatles: "With A Little Help From My Friends", "Strawberry Fields For Ever" e "Hey Jude".
Quando o mandaram voltar em uma das vezes, Richie não sabia mais o que cantar, e disse para a platéia: "Liberdade não é o que eles fazem a gente pensar que é, nós já a temos. Tudo que devemos fazer é exercer esta liberdade e é isso que estamos fazendo bem aqui". Então começou de improviso a tocar algumas notas,  procurando alguma coisa e comecei a cantar repetidamente a palavra ‘freedom’, aí emendou com "Motherless Child", e pedaços de uma canção que cantava quando tinha 15 anos. Dessa forma, na frente de milhares de pessoas, ele compos um dos maiores hinos da Geração Paz e Amor, e foi exatamente essa esta canção que o tornou mundialmente famoso ao fazer parte do documentário do festival feito por Michael Wadleigh. Confira:

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