Total de visualizações de página

domingo, 5 de maio de 2013

INDO FAZER "UAI" COM PAUL EM BH

Verdade seja dita: se não fosse a Mell nõ tinha rolado nada disso. Foi ela que teve a idéia de irmos no show de BH. Foi também quem comprou as passagens, escolheu e reservou o hotel. Ainda se preocupou em fazer um roteiro de viagem, imprimindo os mapas pra chegarmos nos "pontos turísticos".
Eu estava meio desanimado...
Mas no dia da viagem acordei feliz e bem disposto, como dá pra notar na foto acima, tirada às seis e pouco da manhã no Aeroporto Santos Dummont.
Devido a neblina, nosso vôo foi transferido para o Galeão. A empresa aérea pagou taxi para todos os passageiros, e a nossa partida que estava marcada para as 7 30h foi  adiada para 9 30h. Mas o avião foi decolar só depois das 10 30h.
Com isso, o roteirinho feito pela Mell foi pro espaço.
O Aeroporto de Confins fica a cerca de 30 Km da cidade de Belo Horizonte. Chegamos lá por volta das 11 30h, e pegamos um ônibus executivo (com ar condicionado, banheiro, água mineral, e poltrona reclinável), pagando R$20,40 cada um. Demoramos uma hora e quinze minutos pra chegar no Centro, e fomos a pé até o nosso hotel, que era bem simples, mas tinha tudo o que precisávamos: cama confortável, televisão com Net, internet wi-fi, e chuveiro quente.
BH é uma cidade bonita. Mas o hotel em que ficamos fica numa área parecida com Madureira, com direito a comércio popular. Depois de tomarmos banho, descemos e pra perguntar ao recepcionista sobre um lugar legal pra comermos.
Ele nos indicou 4, todos na mesma rua, e tinham em comum o fato de serem pés-sujos, e self service sem balança, onde o preço mais barato dava o direito a uma carne. Acabamos almoçando no último, numa refeição saudável e balanceada com tutu à mineira, torresmo, linguiça, lombo, pernil e outras iguarias.
Nem um pouco pesados, decidimos ir no Museu do Clube da Esquina, um item incluído no Roteiro com destaque porque a Mell sabe o quanto eu adoro Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Flavio Venturini & Cia.
Vale salientar que BH sempre mereceu receber um show de Paul McCartney. A música dos Beatles e de Paul foi essencial para a formatação do movimento musical-símbolo de Minas Gerais: o Clube Da Esquina. Prova disso é que um dos Hinos de Minas Gerais, composto por Lô Borges, Fernando Brant e Marcio Borges se chama "Para Lennon e McCartney"
Nada mais justo, que um dos homenageados na canção eternizada na belíssima voz de Milton Nascimento, venha a BH retirbuir a gentileza.
Mas voltando a nossa viagem...
Vimos em um dos mapas que levaríamos a pé entre 30 e 40 minutos pra chegarmos no tal museu. De ônibus seria muito mais rápido, mas fomos caminhando com o objetivo de aproveitar pra ir conhecendo a cidade.
O Sol estava forte, e quando pedíamos informações ninguém conhecia o Museu do Clube da Esquina, mas pelo endereço iam conseguindo explicar o caminho. Antes chegamos na belíssima Praça da Liberdade, aonde vi várias casas de joão de barro.
Quando finalmente chegamos ao endereço, estranhamos porque lá funcionava uma associação de assistência social. Entramos e fomos conversar com a recepcionista que nos explicou que por enquanto o Museu do Clube da Esquina só existe de forma virtual, e é  lá que futuramente será construído.
Decepcionados, voltamos pro hotel pra descansar, já que a noite iríamos ao Circus Rock Bar, onde as bandas cover Hocus Pocus e Three Of Us fariam um aquecimento para o show de Macca a partir da meia noite.
Vocês foram? Nós também não. Caímos no sono...
Acordamos, tomamos um café reforçado e fomos descobrir como chegar de ônibus ao novo Estádio do Mineirão. recebemos orientações de guardas municipais e rapidamente estávamos lá tirando a foto abaixo.
Já era meio dia, e entramos na enorme fila pra retiramos os ingressos que foram comprados pela internet.  Enquanto estávamos lá, fomos abordados por ambulantes que vendiam lindas camisetas dos Beatles e do Paul, botons, posters, bandanas, bandeiras, cordões. Dava vontade de comprar tudo.
Mas nos controlamos e compramos apenas uma camiseta cada um. Belíssimas por sinal.
Com ingressos na mão surgiu o impasse: passear e conhecer BH, ou entrarmos na fila que já estava grande, para garantirmos um lugar bem pertinho do palco.
Escolhemos a opção 2. E debaixo de sol, conhecemos gente bacana, batemos altos papos e passamos aquele sufoquinho básico.
Primeiro não tínhamos onde ir ao banheiro. Isso foi resolvido com a colocação de dois banheiros químicos  por volta das 15hs.
Não tínhamos também aonde comer. Mas uma galera decidiu rachar um taxi até um McDonalds. A Mell foi uma das incumbidas de comprar o lanche do pessoal, e na lanchonete ela encontrou Gabriela e Poliana, duas amigas do Rio que também foram a Minas fazer "Uai" com Paul.
Os portões foram abertos por volta das 18h. E ainda esperamos até as 21 25h pra podermos estar mais uma vez a frente de Sir Paul McCartney, em mais um show inesquecível que descrevo na resenha do post a seguir.

Um comentário:

  1. Ei, a ideia não foi minha, foi sua! Mesmo que vc não tenha verbalizado hehehehe!

    Foi uma pena não ter o museu ainda, fiz o mini roteiro todinho pensando em vc... Mas, td bem! Só o show valeu a frustração e td o cansaço.

    Adorei o post (como sempre)!

    ResponderExcluir