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domingo, 22 de agosto de 2010

O DISCO SOLO DE SLASH

Quando fiz a Postagem MEUS 20 GUITARRISTAS PREFERIDOS DE ROCK E BLUES
, meu amigo Tiago, grande guitarrista me perguntou: "Pô... você não gosta do Slash?"
Respondi que até gostava, mas não dava pra incluí-lo nos meus 20 favoritos, na verdade nem na dos meus 40. Ele ficou impressionado e meio incrédulo, então comecei a citar vários guitarristas que não estavam na lista e que considerava melhor que o ex-guitarrista do Guns N'Roses.
Uma coisa tenho que admitir, Slash tem estilo, e seus solos são sempre bonitos. Ele chega a ser mais famoso que seus solos, graças ao visual característico que conta com a famosa cartola, e com a cabelereira mais encaracolada que a do Brian May.
Mama descaradamente na teta dos Anos 70. Mas pelo menos mama na teta certa, aonde ele obtém as influências de grandes guitarristas como Jimmy Page, Joe Perry e Angus Young.
Estava muito curioso para ouvir seu disco solo, lançado em Abril; mas o preço absurdo para um CD simples (entre R$39,00 à 48,00), me fez desistir de comprá-lo. Solução: baixá-lo no Emule. Ao ouvi-lo, só posso dizer que é um dos melhores lançamentos do ano.
Usando a mesma fórmula dos mais recentes discos do Santana, Slash convida estrelas de diferentes estilos e gerações pra participar de cada faixa. Desde de mosntros sagrados do Rock como Ozzy Osbourne e Iggy Pop, até as gostosonas cantoras de bandinhas pop como Fergie (Black Eyed Peas) e Nicole Scherzinger (Pussy Cat Dolls); passando por vozes consagradas como Chris Cornell (Audioslave / Soundgarden) e Ian Astbury (The Cult), e da rapaziada da nova geração como os vocalistas M. Shadown (Avenge Sevenfold) e Andrew Stockdale (Wolfmother). Outra curiosidade é que todos os músicos (exceto Axl Rose) que gravaram o clássico álbum de estréia do Guns, o excelente "Appetite for Destruction" participam de alguma faixa do novo trabalho de Slash, são eles: Steve Adler (bateria), Izzy Stradlin (guitarra-base) e Duff McKagan (baixo).
Cada convidado participou também nas composições das canções, por isso pode-se notar o
jeitão de cada um nas músicas. Mas Slash tenda deixar sua marca exatamente nos solos de guitarra.

O álbum abre com o riff bacana e a voz marcante de Ian Astbury em "Ghost", grande canção, que parece saída de um disco do Cult. Também podemos escutar nessa a guitarra de Izzy Stradlin.

Em seguida temos "Crucify The Dead" com o vocal choroso do mestre Ozzy Osbourne. Começando de forma lenta e sombria, e alternando com o peso do refrão, que é do tipo que fica na cabeça. Slash, até tenta, mas o destaque da música é mesmo a voz de Ozzy. Outro que participa dessa é o baterista Taylor Hawkins (Foo Fighters).

A já citada Fergie prova que pode ser Rocker em "Beautiful Dangerous", e Slash cria interessantes linhas com delays e distorções.
Nunca dei muita atenção a Myles Kennedy, e sua antiga banda Alter Bridge (formada por remanescentes do Creed), mas o cara me surpreende, mandando muito bem em duas participações. Primeiro em "Back From Cali", e depois na bela baladona "Starlight", em que por mais que possa parecer heresia, me fez lembrar em alguns momentos de David Coverdale (é sem dúvida, o maior elogio que poderia dá-lo). Provavelmente Myles será o
vocalista da turnê mundial do álbum, que terá também músicas antigas do Guns, Velvet Revolver e Alterbridge.
Depois de ter lançado "Scream" (com produção de Timbaland..urgh!), um dos piores discos que já ouvi, Chris Cornell começa a se redimir cantando bem como sempre "Promise". Com sonoridade e estilo muito próximos ao da época do Audioslave, temos aí uma das melhores do disco. Com isso, parece que Chris não repetirá o mesmo erro de gravar porcarias, principalmente por estar de volta a sua banda de origem, o Soundgarden.
A música de trabalho, e já com video clip, é "By The Sword", começando com um violão de aço até chegar um riff de guitarra pesadão, mostrando uma forte influência de Led Zeppelin. Cantada por Andrew Stockdale, que faz lembrar de longe (bem de longe) o timbre do inigualável robert Plant. Um dos melhores solos do disco, com Slash usando o efeito wah-wah com propriedade.
Talvez por contar com Adam Levine (Maroom 5), a voz mais fraca do CD, "Gotten" é a menos empolgante. "Dr.Alibi" é a música mais direta e sem frescura do disco, e a presença do vocal e do baixo de Lemmy (Motorhead) é o motivo de tanta visceralidade.
A minha favorita é a instrumental "Watch This", com o power trio formado por Dave Grohl na bateria, Duff McKagan na baixo, e Slash botando pra quebrar. Direta, pesada, e com diferentes passagens, que criam climas e nuances interessantes.

Kid Rock é outro que me surpreende cantando muito bem a balada country-rock "I Hold On".

Em seguida, temos M. Shadows do Avenged Sevenfold, banda de metalcore ou heavy metal melódico (como queiram....), que perdeu o baterista The Rev, falecido em 2009, sendo substituído no último disco de estúdio por ninguém menos que Mike Portnoy (Dream Theater), que foi convidado por ser o maior ídolo de The Rev."Nothing To Say" é a faixa mais pesada, com direito ao ritmo acelerado dos bumbos duplos característicos do estilo de bandas como Angra, Helloween e do próprio Avenged.Destaque para o riff introdutório totalmente inspirado em Tony Iommi do Black Sabbath.

Totalmente acústica, com bonitos solos de violão, “Saint is a Sinner Too” tem ou até então desconhecido pra mim, Rocco De Lucca, que se sai muito bem, com agudos bem colocados e boa interpretação.

No clima "it's only rock and roll but i liked it...", a voz grave e estilosa de Iggy Pop cai sobre uma luva em "We’re All Gonna Die".

"Chains and Shackles" é a mesma música que "Nothing To Say", porém com um arranjo diferente, bem mais denso e sombrio, e com o vocal insano de Nick Oliveri, ex-Queen of the Stone Age.

Fechando o disco, Slash conseguiu estragar "Paradise City", com a ajuda importantíssima de Fergie e dos rappers do Cypress Hill. Totalmente disnecessário.

Algumas edições ainda uma décima sétima canção como bônus. Trata-se de "Baby Can't Drive", que conta com a participação da lenda viva Alice Cooper, da bateria de Steven Adler, do baixo de Flea, e dos vocais de Nicole Scherzinger (fotos abaixo). Como não baixei e não escutei, não posso omitir opinião.

É um discão de Rock And Roll, e vou comprá-lo com certeza, mas só depois que baixar o preço. Enquanto isso vou curtindo em MP3...

3 comentários:

  1. Concordo plenameate com vc quado vc diz que:"é um dos melhores lançamentos do ano". Conheci o trabalho do slash, assim como a maioria, (acredito)pelo seu visual quando o vi tocando pela primeira vez pessei... Nossa quem é esse cara super estiloso... mas não dá pra passar desapersebido o seu talento e genialidade com o seus solos que me fizeram viagar diversas vezes

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  2. é isso aí Sarah!
    O disco é bom demais...
    Beijão

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