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sexta-feira, 8 de abril de 2011

7 de Abril de 2011 - OZZY OSBOURNE - CITIBANK HALL (RJ)

Minha história de amor com o Black Sabbath começou na mais tenra infância, muito molequinho eu vibrava quando meu pai colocava "Iron Man" com o volume nas alturas. Ficava alucinado com aquele riff cavernoso da introdução, com as notas trêmulas e distorcidas, acompanhadas com a batida seca do bumbo, que culminava com a voz robôtica que bradava: "I am Iron Man!". Meu primeiro contato com Ozzy Osbourne foi em Janeiro de 1985 em pleno Rock In Rio, quando apoiado nas costas do meu pai, reconheci "Paranoid" e "Iron Man" cantadas por aquele sujeito amalocado. Daí então, meu pai me explicou que Ozzy na verdade era o vocalista original do Black Sabbath. No mesmo ano ganhei o LP duplo "Speak Of The Devil" (foto), disco ao vivo de Ozzy formado exclusivamente de músicas do Black Sabbath, uma provocação a "Live Evil" que próprio Sabbath com Dio nos vocais lançara no mesmo ano com praticamente o mesmo repertório. Eu, meu pai ou meu irmão sempre arranjávamos um jeito de colocar esse disco pra tocar em qualquer festa, reunião ou jantar que acontecesse em casa, o que deixava alguns convidados assustados com os gritos de Ozzy e com o peso das guitarras. Com o passar dos anos, fui adquirindo toda a sua discografia, por isso seria obrigatório assistir em 1995 a sua apresentação no Metropolitam (hoje Citibank Hall), que até hoje é um dos melhores shows da minha vida. Em 2008, também estava no HSBC Arena pra curtir o showzaço, que contou com a guitarra agressiva de Zakk Wylde. Agora em 2011, o show serviu também pra reecontrar o Chipa um velho e grande amigo, companheiro de grandes apresentações como Iron Maiden e Jimmy Page & Robert Plant. Além disso, a sempre presente Mell, Luciana (esposa do Chipa), meu primo Leo, e Daniel (garoto prodígio do Rock) também embarcaram comigo nessa aventura nos Reino do Metal. Ouvi de muita gente que Ozzy está gagá, que não se aguenta mais em pé, e que jogaria dinheiro fora comprando ingresso para vê-lo. Não é novidade que com 62 anos de idade, depois de uma vida de excessos com doses cavalares de álcool e todo tipo de intorpecente, ele já não esbanja mais o vigor físico dos anos 70 e 80. Há tempos sobe aos palcos com o corpo curvado, andar trôpego, tendo que se apoiar no pedestal do microfone para pular, enquanto a mão esquerda dá umas tremidinhas. Mas como ele mesmo já disse em inúmeras entrevistas, é um milagre que ainda esteja vivo, com responsabilidades divididas entre Deus e Sharon Osbourne (sua esposa e empresária). Apesar de tudo isso, durante uma hora e meia, pulou como um alucinado, jogou espuma e baldes d'água na galera, antes enfiava a cabeça nos baldes, fazendo uma lambança danada no palco, fazendo com que seu roadie ficasse de um lado pro outro tentando organizar a bagunça. Ozzy continua comandando a massa e dando ordens no terreiro, pedindo pra todo mundo gritar, falando "I can’t fucking hear you”, e se deliciava no já tradicional corinho da platéia brasileira: “Olé olé olé, Ozzy Ozzy!!!". E o mais importante de tudo, sua voz chorosa e potente, continua praticamente a mesma. Ozzy continua cantando pra CARALEO! O setlist não teve alterações, sendo o mesmo da turnê sulamericana, apesar dos pedidos insessantes de "No More Tears". Seria ótimo também que rolasse mais alguma do excelente CD novo, que contém arranjos muito bons, mas do trabalho novo só apareceu mesmo "Let Me Hear You Scream". "Perry Mason" é outra que gostaria muito de ouvir, aproveitando a presença do tecladista Adam Wakeman (o sobrenome não é por acaso, ele é filho do lendário tecladista do Yes). A banda só tinha fera, além de Adam que se revesava entre os teclados e a guitarra, contava ainda com o baixista Rob Blasko Nicholson, o baterista Tommy Clufetos e o guitarrista Gus G. Clufetos e Gus G. foram os que mais brilharam, com solos individuais na instrumental sabbathiana "Rat Salad", estrategicamente colocada para Mr. Osbourne dar uma descansada e repor as energias. Tommy Clufetos toca pra caramba, mas enche um pouco o saco vê-lo o show inteiro jogando o braço para o alto antes de bater na caixa, o que deixa a batida um pouco presa e meio mecânica. Apesar do solo clichê, deu pra ver que o cara é fera. O guitarrista grego Gus G. foi o destaque, com agressividade e virtuosismo na medida certa, fez bonito, sem demosntrar insegurança com comparações com mosntros da guitarra que já serviram a Ozzy, como Tony Iommi (nos tempos do Black Sabbath), Randy Rhoads, Brad Gillis, Jack E. Lee, Joe Holmes, e Zakk Wylde. Durante sua parte solo, surpreendeu em uma homenagem às guitarras brasileiras de nomes como Pepeu Gomes e Armandinho, mandando o chorinho "Brasileirinho" de Waldir Azevedo. O horário foi britanicamente respeitado, abrindo com "Bark at The Moon" precisamente às 21 30h. O som estava excelente: alto, bem regulado, graves fortes, guitarra sublime, e a voz de Ozzy ecoando perfeita no lotado Citibank Hall, fazendo a garotada e os coroas casca grossa sacudirem, gritarem tanto nos cinco clássicos do Black Sabbath, quanto nas pérolas de sua carreira solo. É claro que teve o momento "Os Metaleiros também amam" em "Mama, I'm Comming Home", onde isqueiros e celulares iluminavam o ambiente, enquanto alguns headbangers se acabavam em lágrimas. Eu fiquei na moral, perguntem pra Mell... Foi tudo fodástico, pena que rolou uma verdadeira contenção de despesas; já que ao contrário das últimas turnês do Madman que passaram pelo Brasil, dessa vez não havia cenário, telão central no palco, e o mais lamentável foi a ausência dos hilários videos que servem de Intro, com montagens aonde Ozzy aparece contracenando com músicos e atores em clipes, séries e filmes famosos. O mais revoltante é que os outros países foram brindados com tudo isso, enquanto que os brasileiros foram preteridos.
Outra nota negativa, foram as filas quilométricas pra pagar o estcionamento no Shopping Via Parque, já que o público foi enorme, e poucos guichês estavam funcionando. Muitos demoraram horas pra conseguir pagar. Demosntração de total falta de planejamento e organização.

SETLIST:
1- Bark at the Moon
2- Let Me Hear You Scream
3- Mr. Crowley
4- I Don't Know
5- Fairies Wear Boots(Black Sabbath)
6- Suicide Solution
7- Road to Nowhere
8- War Pigs (Black Sabbath)
9- Shot In The Dark
10- Rat Salad (Black Sabbath) - com solo de Bateria e solo de Guitarra
11- Iron Man (Black Sabbath)
12- I Don't Want To Change The World
13- Crazy Train
Bis:
14- Mama, I'm Comming Home
15- Paranoid (Black Sabbath)
FOTOS DE LULA ZEPPELIANO

2 comentários:

  1. foi um showzasso
    como vc falou realmente poderia ter uma produção melhor e tambem achei q acabou rapido podiam ter tocado no more tears e mais duazinhas (uma do black sabbah d preferencia), mas porra o som tava foda, a banda era foda, o ozzy so d estar la ja eh FODA e pqp oq foi "war pigs"???!!! Um dos momentos mais intensos da minha vida sem exagero!!!
    ps.: vlw pelo prodigio rs

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  2. Valeu Daniel,
    fico feliz por vc não ter perdido esse showzão!
    Abraço

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