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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Últimos Momentos em Buenos Aires - Visita ao Estádio do Boca Juniors

Extasiados após o showzaço do U2, tínhamos que chegar até o ônibus da compania, que esperaria até uma hora do fim do espetáculo. Mas para o nosso desespero, nos perdemos após sairmos do estádio, e não conseguíamos encontrar de jeito nenhum o local do estacionamento. Nas proximidades as ruas não tinham nome (hum...acho que eu conheço uma música com esse título...), apenas números, e eram todas parecidas. O tempo foi passando, e 50 minmutos depois estávamos mais perdidos que o Dr.Jack; e detalhe: por minha culpa, que teimei com a Mell sobre o caminho novo. Quem nos salvou foram dois policiais, que num bom portunhol nos indicaram o caminho certo, e nos acalmou dizendo que vários brasileiros sem rumo já haviam passado por ali. Fizemos o caminho indicado e logo nos tranquilizamos ao ver nosso guia, que ainda aguardava mais gente que não tinha chegado. Foi sentarmos no banco do ônibus pra cairmos no sono, o que foi ótimo, pois chegamos no hotel quase 3 horas depois, em decorrência do trânsito pesado. No dia seguinte, tínhamos pouco tempo livre antes de pegarmos o avião de volta para o Brasil. Acordamos cedo, tomamos café da manhã, fizemos o check out, deixamos as malas no guarda volume do hotel, e pegamos um táxi para o Estádio do Boca Juniors. Junto com o River Plate, o Boca é o clube mais tradicional da Argentina, e seu estádio é muito peculiar, La Bombonera, que é assim chamado por ter a forma de uma caixa de bombons. Lá, além de uma loja com produtos oficiais, existe um museu onde se pode conhecer a história, os principais jogadores e ver as taças mais importantes. Por 35 pesos é possível, além do museu, conhecer as arquibancadas. Por mais 5 pesos é possível conhecer os vestiários e pisar no gramado. Como no último caso as visitas são guiadas e têm horários específicos, acabamos optando em fazer a primeira opção, pra não perdemos o horário do vôo. Logo na entrada, tiramos fotos com a estátua de Maradonna, maior estrela do futebol argentino, chegando ao nível de deus, principalmente para os torcedores do Boca. No hall de entrada do museu, na parede estão colocados vários jogadores que atuaram pelo clube. Logo localizei o Caniggia; pra quem não se lembra ou não era nascido, ele foi o autor do gol que eliminou o Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 1990, após passe magistral de Maradonna que antes havia driblado meio time do Brasil. Naquele jogo a seleção brasileira já tinha perdido incontáveis chances de gol, e aquele lance foi praticamente o único ataque da Argentina. Então ao ver sua foto não resisti, e fiz uma singela homenagem: "Chupa, Caniggia!" Ali foi o início de uma perigosa brincadeira, fazer fotos sacaneando jogadores do Boca, e detalhe: na casa do "inimigo". Era ver se não tinha ninguém prestando atenção, posar e click. Acertei um jeb de direita no queixo do craque Riquelme:Também coloquei Tevez pra chupar: E depois entrei de sola, mostrando as travas da chuteira em cima de Carlito: Enquanto a Mell levantava a taça: E comemora mais um título de Libertadores: Depois fomos para as arquibancadas do estádio pra defender as cores do Vasco da Gama, cantando de coração......afinal a cruz de malta é o nosso pendão.O que chama a atenção é a proximidade da arquibancada com o gramado, que são separados apenas por um vidro. Os torcedores localizados no setor mais inferior ficam no mesmo nível dos jogadores. Por isso que falam que La Bomboneira é o caldeirão com a maior pressão do futebol mundial. Quando fazíamos as nossas fotos, vimos no alto da arquibancada um casal posando, com o homem com uma bela bandeira do Vasco, e a mulher com uma tenebrosa do time da Gávea, que não merece ser citado nesse blog. Fomos até lá pra tentar fazer amizade pra também tirar uma foto com a flâmula. Mas ao chegarmos lá em cima, vimos que havia um stand aonde cobravam 40 pesos pra fotografar com a réplica da Taça da Libertadores da América, e com a bandeira do seu time do coração; e pode acreditar eles tinham de tudo quanto é time do Brasil. A fotografia ficava pronta em alguns minutos. É claro que não perdemos a chance de ter essa lembrança. E depois o fotógrafo fez várias fotos com a nossa câmera: Bahia, Palmeiras, Ceará, Botafogo, Fluminense, Santa Cruz, Náutico, Corinthians, Internacional, Cruzeiro e Atlético Mineiro são alguns clubes que tinham seus pavilhões no acervo do fotógrafo, que era simpático, e muito puxa saco dos brasileiros. Dali voltamos para o centro pra almoçar, buscamos nossas malas no Hotel e pegamos o táxi para o Aeroporto, pois já estávamos em cima da hora. Foi aí que quase embarcamos numa roubada. Falamos pro motorista que iríamos voltar pro Brasil, e ele disse: "Ah, então vocês vão para o Aeroporto Internacional". Mas percebi que ele estava fazendo o caminho pro lado oposto ao que eu lembrava ser a direção do aeroporto que desembarcamos. Perguntei-0 se aquele era mesmo o melhor caminho, sem entender a situação, parou o carro e novamente perguntou qual o aeroporto que iríamos. Falei que era aquele que ficava em frente ao Rio de La Plata, pois chamou muito minha atenção quando chegamos na Argentina por ser tão grande que parecia mar. O motorista meio nervoso falava que não podia ser aquele, pois o Internacional ficava do outro lado da cidade. Mas por fim chegou a conclusão que teríamos que ir para o Aeroparque (o mesmo da ida) e não pro Internacional, que era bem mais longe, e do lado oposto da cidade. Conclusão se fôssemos para o Aeroporto Internacional só descobriríamos que estávamos no lugar errado na hora do Check In, e perderíamos o nosso vôo, já que não daria mais tempo de chegar no Aeroporto certo. Mas graças a Deus, e ao meu portunhol afiado pegamos o vôo no horário certo, e as 19 30h já estávamos pousando no Tom Jobim, cantarolando o "Samba do Avião". "Minha alma canta, vejo o Rio de Janeiro..."

2 comentários:

  1. Muito bom, só o que estragou foi a camisa do vasco. Bjs na Mell.

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  2. Oi Cris,
    fala sério a camisa do VASCO é lindíssima.
    beijo

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